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1 Innledning

3.5 Underholdningsvold og bekymringen for de andre

Os modelos de gerenciamento de resultados contábeis têm sido utilizados para estimar os accruals discricionários e, neste estudo, serão estimados por meio do modelo Pae (2005) e do modelo Paulo (2007).

É importante destacar que o primeiro é proveniente do modelo de Jones (1991), com algumas correções quanto aos problemas de estimação dos accruals, tais como as diferenças de estratégias, a estrutura das operações entre as empresas, controla a reversão dos accruals dos períodos anteriores. Além disto, o modelo PAE (2005) aqui utilizado passa a ter intercepto – apenas o modelo Paulo (2007) tem intercepto, pois controla problemas econométricos, uma vez que evita que o erro da regressão tenha média diferente de zero e não assume que todas as variações nas vendas a prazo são práticas de gerenciamento de resultados – o modelo Jones não se aplica a este caso.

O segundo modelo (PAE, 2005), leva em consideração o comportamento anormal dos custos de produção, das despesas operacionais e do fluxo de caixa como variáveis que explicam o gerenciamento dos resultados contábeis.

Assim, tais modelos se justificam devido aos controles dos problemas de especificação e demonstrados no quadro 4 (da seção 2.2.3), sendo que estes dois modelos controlam grande parte das limitações quanto à estimação dos accruals discricionários para gerenciamento de resultados.

Antes de testar os modelos é necessário calcular os accruals totais para todas as empresas e períodos da amostra, o que será obtido pela equação a seguir, ampalmente utilizada na literatura (HEALY, 1995; JONES, 1991; PAE, 1995; MARTINEZ, 2001; PAULO, 2007):

TAit = (ΔACit - ΔDispit) – (ΔPCit– ΔDivit) - Deprit (11)

em que:

TAit = accruals totais da empresa i no final do período t;

ΔACit = variação do ativo circulante (corrente) da empresa i no final do período t-1

para o período t;

ΔDispit = variação das disponibilidades da empresa i no final do período t-1 para o

período t;

ΔPCit = variação do passivo circulante (corrente) da empresa i no final do período t-1 para o período t;

ΔDivit = variação das dívidas de curto prazo (empréstimos/financiamentos e

debêntures) da empresa i no final do período t-1 para o período t;

Deprit = total das despesas com depreciação, amortização e exaustão da empresa i

no final do período t;

Todas as variáveis são escalonadas pelos ativos totais no início do período (t-1)

Com isso, o primeiro modelo para estimação dos accruals não-discricionários é descrito pelo modelo 12, proposto a partir de Pae (2005), em que:

em que:

= accruals totais da empresa i no final do período t, escalonados pelos

ativos totais no início do período (t-1), obtido na equação 11;

= ativos totais da empresa no final do período t-1;

= variação receitas líquidas da empresa i do período t-1 para o período t,

ponderada pelos ativos totais no final do período t-1;

= montante do ativo imobilizado (bruto) da empresa i no final do período t,

escalonados pelos ativos totais no início do período (t-1);

= montante das contas do ativo intangível (bruto) da empresa i no final do período t, escalonados pelos ativos totais no início do período (t-1)

= Fluxo de Caixa Líquido das Operações da empresa i no período t,

escalonados pelos ativos totais no início do período (t-1);

= Fluxo de Caixa Líquido das Operações da empresa i no período t-1,

escalonados pelos ativos totais no início do período (t-2);

= accruals totais da empresa i no final do período t-1, escalonados pelos

ativos totais no início do período (t-2); βj = parâmetros da regressão a serem estimados;

= erro da regressão (~N(0,σ2) da empresa i no tempo t.

Para corrigir problemas que o modelo original de PAE (2005), o modelo descrito na equação 12 passa a ter intercepto, pois conforme disposto em Paulo (2007), um dos problemas do modelo Pae (2005) é a ausência do intercepto. Com isto, evita-se que os estimadores sejam enviesados, bem como é adequado cálculo do coeficiente de determinação, R2.

O segundo modelo para estimação dos accruals discricionários segue as características do modelo proposto por Paulo (2007), especificado da seguinte forma:

(13)

em que:

LLit = lucro líquido contábil da empresa i no período t, escalonado pelos ativos

totais no final do período t-1;

ΔLLit-1 = variação no lucro líquido contábil da empresa i do ano t-2 para o ano t-1

escalonada pelo valor do ativo total no início do ano t-2;

DΔLLit-1 = variável dummy para indicar se existe variação negativa no lucro

líquido contábil da empresa i do ano t-2 para o ano t-1, assumindo valor 1 se ΔNIit < 0, e 0 nos demais casos;

TAt-1 = accruals totais da empresa i no período t-1, escalonados pelos ativos totais

no final do período t-2;

Ab_Prodit = comportamento anormal dos custos de produção da empresa i no

período t, obtido a partir da variação relativa dos custos de produção16; Ab_DOit= comportamento anormal das despesas operacionais da empresa i no

período t, obtido a partir da variação relativa das despesas operacionais17; Ab_FCOit = comportamento anormal do fluxo de caixa operacional da empresa i no

período t, obtido a partir da variação relativa do fluxo de caixa operacional18;

= coeficientes da regressão a serem estimados.

ε5it = erro da regressão (~N(0,σ2) da empresa i no tempo t.

Para verificar o efeito proposto pela hipótese de pesquisa de gerenciamento de resultados, as equações 12 e 13 seriam estimadas com a finalidade de apurar os accruals totais da empresa. Os coeficientes, ou seja, βj deveriam ser utilizados para estimar os accruals não-

16 Total da produção em t subtraído do total da produção em t-1. Este resultado é dividido pelo total da produção em t-1.

17 Total das despesas operacionais em t subtraído do total das despesas operacionais em t-1. Este resultado é dividido pelo total das despesas operacionais em t-1.

18 Total do fluxo de caixa operacional em t subtraído do total do fluxo de caixa operacional em t-1. Este resultado é dividido pelo total do fluxo de caixa operacional em t-1.

discricionários (AND) de cada empresa, substituindo-se os coeficientes nas equações 12 e 13, o que possibilita calcular os ANDs.

Entretanto, seguindo o disposto em Dechow e Dichev (2002), o desvio padrão dos resíduos do modelo é uma proxy para o gerenciamento de resultados, em que a magnitude do desvios indicam gerenciamento dos resultados, pois maior desvio-padrão indica maiores accruals, bem como maior volatilidade no fluxo de caixa e no lucro.

Assim, com a finalidade de testar a hipótese de pesquisa, espera-se que os parâmetros estimados sejam significativos e que o desvio padrão dos resíduos diminua após a adoção dos IFRS pelas empresas dos países analisados, o que irá demonstrar que a qualidade das informações contábeis melhorou; ou seja, o gerenciamento de resultados foi reduzido com a utilização dos padrões internacionais de contabilidade.