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Ulike parameter i rollekonstruksjonen – muligheter og begrensninger

4 Diskurs og praksis

9. Analyse av datamaterialet

9.2 Kulturelle skript om det å dø og det å forstå kreft

9.2.1 Ulike parameter i rollekonstruksjonen – muligheter og begrensninger

Para compreender melhor a composição econômica social e política de Patos de Minas é importante revisitar sua história. O processo de colonização da região, ocupada hoje pelo município de Patos de Minas e distritos vizinhos teve início, segundo Mello (1991), na metade do século XVIII, período que antecede a descoberta do ouro nas regiões das minas com o movimento das entradas e bandeiras rumo às terras de Paracatu.

A estrada de Goiás foi o primeiro caminho oficial aberto de Minas Gerais ao território de Goiás. A partir desse período, encontra-se registrada a denominação "Os Patos" para designar a povoação à beira desse caminho. O município surgiu às margens das fontes de águas do caminho de São João Del-Rei a Paracatu em busca de ouro.

Mello (1991) afirma que a doação de terras a Santo Antônio, em 1826, para edificação de um templo e para acomodar os povos, por parte de Antônio Joaquim da Silva Guerra e de sua mulher Luísa Correia de Andrade, propiciou a origem do Arraial de Santo Antônio da Beira do Paranaíba. A criação da vila ocorreu em 1866 e a instalação em 1868.

A cidade de Patos de Minas surgiu na segunda década do século XIX em torno da Lagoa dos Patos, onde segundo as descrições históricas existia uma enorme quantidade de patos silvestres. Os primeiros habitantes foram lavradores e criadores de gado, sendo muito visitados por tropeiros. O povoado, à beira do rio Paranaíba, cresceu, virou arraial e depois vila, a devota vila de Santo Antônio dos Patos.

De acordo com Mello (2008) em 24 de maio de 1892, o presidente do estado de Minas Gerais eleva a vila à categoria de cidade de Patos de Minas. Em 1943, o governo do estado mudou o nome para Guaratinga, provocando insatisfação na população. Atendendo aos apelos populares em 3 de junho de 1945, muda novamente para Patos de Minas para distingui-lo de Patos da Paraíba, município mais antigo. Seu aniversário é comemorado em 24 de maio, ocasião em que se realiza a "Festa Nacional do Milho".

No início dos anos 1930, com a ajuda do governador Olegário Maciel, sendo prefeito o Sr. Clarimundo José da Fonseca Sobrinho (Camundinho), foram construídos

simultaneamente a Escola Normal, Escola Estadual Marcolino de Barros, Fórum e o Hospital Regional. Que deram uma dimensão nas áreas de educação, justiça e médico-hospitalar.

No pós-guerra e, sobretudo, na década de 1950, Patos registrou um notável crescimento, que fez o número de habitantes saltar de 64 mil, em 1950 para 97 mil em 1960. Um crescimento que deveria aumentar com a mudança da Capital Nacional para Brasília em abril de 1960.

Ao invés de uma década de triunfo, uma década de frustração. Principalmente pela emancipação política de dois importantes distritos em 1963: Lagoa Formosa e Guimarânia. Muitos patenses mudaram-se para Brasília. Esse fato reduziu drasticamente a população, cerca de 20 mil habitantes.

Nos anos de 1970, com a construção das BR – 050 e BR-365 a cidade volta a crescer atraindo empresas de outras regiões do país. Em 1974, os gaúchos implantaram suas fábricas de sementes em Patos, Agroceres, com a atividade reforçada pelo milho híbrido em 1975.

No início da década de 1980, mais precisamente em 1982 o município de Patos de Minas foi contemplado como Programa Estadual de Centros Intermediários (PROECI) um programa financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BIRD). Esse programa tinha como objetivo conter o fluxo migratório do Estado de Minas Gerais. Para isto foram selecionadas quatorze cidades de porte médio e consideradas estratégicos do ponto de vista econômico (COURY, 2003). Patos de Minas foi uma dessas cidades. Ainda conforme Coury (2003) a cidade foi beneficiada com projetos como, Centro de Bairros, Educação Politécnica, Microunidade de Produção, Comercialização Agrícola além da melhoria da infraestrutura da saúde.

Atualmente, a agropecuária é a principal atividade econômica da cidade de Patos de Minas. A agricultura é bastante diversificada com produção de grãos e hortifrutigranjeiros. Os produtos que se destacam são o milho, arroz, soja, feijão, café, maracujá, tomate e horticultura.

A bovinocultura possui significativa importância econômica e social para o município, com um rebanho de 195.422 cabeças (levantamento do Censo Agropecuário do IBGE - 2008). Patos de Minas também é considerada polo nacional de genética suína, detendo 70% da tecnologia nacional em melhoramentos suínos, tendo um efetivo de 165.000 cabeças.

O Censo Agropecuário realizado pelo IBGE em 2008 coloca Patos de Minas como o segundo município com maior produção de leite do país, atrás apenas do município de Castro no Estado do Paraná e à frente de Piracanjuba, em Goiás. O rebanho de vacas ordenhadas no município era de 58.040 vacas e 109.696 litros de leite tirados.

Com cerca de 450 indústrias e 2.500 estabelecimentos comerciais, o município participa com 0,38% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS no Estado de Minas Gerais. Somando-se a outras receitas, ocupa o 19º lugar na arrecadação geral do Estado e o16º em população. Patos de Minas é tida como referência na prestação de serviços para diversos municípios de uma vasta região do estado. Nas décadas de 80 e 90 o crescimento desse setor somou mais de 130%.

No município de Patos de Minas a educação aos poucos foi ganhando espaço. Em 1966 foi instalada a 18ª Delegacia Regional de Ensino de Patos de Minas (atual 28ª Superintendência Regional de Ensino). Segundo dados do Plano Municipal de Educação (1993/1996), foi criada no ano de 1986 através da Lei Municipal nº 2.187, a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SEMEC)5, órgão de assessoramento ao

prefeito e de execução das atividades do município relacionadas à educação, cultura, esporte e lazer.

Atualmente, Patos de Minas conta com 26 escolas estaduais situadas na zona urbana e rural, de acordo com dados do cadastro escolar da Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais sendo que 9 escolas atendem à demanda das séries iniciais e finais do ensino fundamental e do ensino médio, 4 escolas atendem apenas à demanda das séries finais do ensino fundamental e ensino médio, 4 escolas atendem apenas à demanda das séries iniciais do ensino fundamental e ensino médio, 4 escolas atendem apenas à demanda das séries iniciais do ensino fundamental, 4 atendem apenas ao ensino médio regular e 1 escola atende à demanda da educação profissional-nível técnico, conforme demonstra a tabela 4.

TABELA 4 - Relação de Estabelecimentos de Ensino (ativos), segundo a SRE, o município, a dependência

A evolução histórica de Patos de Minas mostra uma constante preocupação com a educação da população do município em toda a educação básica, percebida pela quantidade de escolas existentes no município em todos os níveis de ensino.

3.2 O olhar do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais- SindUTE