9 Alternative løsningsmodeller
9.2 Ulike lov-modeller
Nesta etapa da metodologia, foi utilizado um tratamento de dados baseado em fontes primárias. Como tal, foram realizadas entrevistas individuais e inquéritos com respostas abertas e fechadas.
As fontes primárias são materiais que contêm informações originais sobre um indivíduo, evento, objeto, obra de arte, entre outros, como, por exemplo, documentos históricos, artefactos, fotografias, gravação de áudios ou vídeos, entrevistas e inquéritos (em www.library.ithaca.edu).
5.3.1. Entrevistas e perfil dos entrevistados
A execução de uma entrevista foi, então, um dos instrumentos selecionados para esta pesquisa, levando ao contacto com inúmeras quintas, adegas e caves, das quais cinco se mostraram recetivas à realização da mesma. De acordo com Alshenqeeti (2014), as principais vantagens da concretização de entrevistas são: a alta taxa de retorno; a menor probabilidade
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de respostas incompletas; a influência da realidade; a ordem de resposta que poder ser controlada; e o facto de ser relativamente flexível.
O guião da entrevista em questão divide-se em duas partes relativas ao tema trabalhado: o enoturismo e a internacionalização dos vinhos portugueses. Para tal, a entrevista contém doze perguntas, nove delas principais e as restantes agrupadas nestas. O guião inicia- se com o questionar sobre as vendas, o investimento no enoturismo, as atividades que a quinta ou adega propõe aos seus turistas, concentrando-se, depois, em perguntas sobre o tipo de turista, as vantagens do enoturismo e, por último, abordando o processo de internacionalização efetuado pela marca. Por conseguinte, todas estas perguntas encontram-se relacionadas com o tema, sendo algumas de índole opinativa e outras de relatos factuais.
Dos cinco entrevistados, apenas com dois indivíduos foi efetuada fisicamente, enquanto os restantes optaram pelo envio das perguntas e resposta por escrito. Todos os entrevistados exerciam funções como responsáveis de enoturismo nas quintas que se seguem: Quinta Aveleda; Quinta do Portal; Quinta do Tamariz; Quinta Santa Cristina e a última uma cave do centro do Porto que pediu que não se revelasse o nome da mesma.
Quinta da Aveleda
De acordo com www.aveledaportugal.pt, a Aveleda, localizada em Penafiel, é, desde 1870, gerida pela mesma família, dedicando-se desde a mesma data “à produção de vinhos, espumantes e aguardentes em três regiões vitivinícolas distintas, nas quais detém as suas próprias Quintas: Vinhos Verdes, Douro e Bairrada” (Chantal Guilhonato, 2018, responsável de enoturismo da Quinta da Aveleda). A partir do ano de 1995, aconteceu uma renovação acompanhada por vários investimentos que pretendiam a melhoria do engarrafamento, produção, armazenagem, entre outros. A Aveleda S.A. detém, na totalidade, 205 hectares de vinhas e exporta para mais de 70 países por todo o mundo.
Quinta do Tamariz
A Sociedade Agrícola da Quinta de Santa Maria S.A. explora a Quinta do Tamariz localizada em Barcelos. Esta é uma quinta familiar com o estatuto de Vitivinicultor Independente, o que significa que são apenas utilizadas as uvas próprias da quinta e castas autóctones para a produção do seu vinho. A quinta foi adquirida em 1939, no entanto o trabalho
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dos proprietários relacionado com vinho e a sua exportação iniciou-se em 1926. (consultado em www.quintadotamariz.com) Sofia Gabriela Lobo, a responsável pelo marketing e enoturismo da Sociedade Agrícola da Quinta de Santa Maria S.A, foi a representante entrevistada.
Quinta do Portal
A Quinta do Portal S.A. é uma quinta familiar da propriedade da família Mansilha Branco, contando com um alojamento enoturístico denominado Casa das Pipas, um restaurante e um armazém projetado pelo arquiteto Siza Vieira. Localiza-se em Celeirós, Sabrosa. O entrevistado foi o diretor de enoturismo, Manuel Januário. O início do processo de internacionalização remonta a 1966.
Quinta de Santa Cristina
A Quinta de Santa Cristina está integrada na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, sub-região de Basto, tendo uma história secular, principalmente devido ao facto de pertencer à mesma família durante várias gerações. Dedica-se atualmente a duas áreas de negócio estratégicas: a produção e comercialização de Vinho Verde, desde 2004, e atividades de enoturismo desde meados de 2015. A quinta conta com 60 hectares. Ana Nunes, a responsável de enoturismo, foi a entrevistada neste caso.
5.3.2. Inquéritos e processo de amostragem
Os inquéritos foram aplicados a 162 visitantes de caves, ou seja, enoturistas. Inicialmente, foram contactadas várias caves e espaços de visita vitivinícola de modo a ser autorizada a distribuição dos questionários no espaço, no entanto tal não foi permitido por nenhum dos locais referidos. Em última instância, foi distribuído nas ruas, direcionado a
turistas que já tivessem visitado algum espaço enoturístico, nomeadamente as caves, sendo as mais próximas. O local de entrega selecionado foi o cais de Gaia, principalmente por se afigurar ser o espaço onde se reuniam e concentravam o maior número de enoturistas. Este processo de entrega desenrolou-se de abril a junho de 2018. O processo de amostragem consiste em selecionar um grupo que seja representativo da população que se pretende figurar
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no estudo que realizamos, sendo que a amostra é o grupo de indivíduos que voluntariamente integra a investigação, neste caso específico através de entrevistas e inquéritos (Saul McLeod, 2014). O tipo de amostra probabilística utilizado foi amostra aleatória simples, na qual foram inquiridos um número de indivíduos que representava a população geral dos enoturistas, de modo a se obter um resultado mais fidedigno em relação ao tema que o estudo em questão analisa. De acordo com Virginia Wilson (2014, p.45) “uma amostra válida deve ser ponderada de maneira a que se alcance validação externa (generalizability) na pesquisa quantitativa e credibilidade na pesquisa qualitativa”.
De acordo com Mathiyazhagan e Nandan (2010), as principais vantagens da aplicação deste método são o facto de ser menos custoso que outros métodos, a rapidez com que as respostas podem ser obtidas e a sua uniformidade, e, por último, a anonimidade e liberdade que proporciona aos inquiridos.
O questionário divide-se em duas partes fulcrais: a perceção turística sobre os vinhos e o enoturismo, e a caraterização pessoal. A primeira parte é constituída por onze perguntas de escolha múltipla, oito perguntas principais e as restantes alíneas das mesmas, relativas à razão da visita, ao interesse pelo vinho e pelo enoturismo, à experiência vivida e ao papel do turista em relação à internacionalização. A segunda parte contém cinco questões de cariz pessoal, sendo estas o género do turista em questão, assim como país de origem, idade, habilitações literárias e se consome vinho regularmente.
Previamente à fase de entrega aos turistas, existiu uma fase de pré-teste, na qual o inquérito foi entregue a um grupo de seis indivíduos, de forma a testar a clareza das perguntas, assim como possíveis falácias e também a duração provável de preenchimento.
Após a conclusão da entrega dos inquéritos, numa última fase, utilizou-se o software IBM SPSS (Statistical Package for Social Science) para a análise estatística descritiva das variáveis em estudo. Em relação às entrevistas, a sua desconstrução baseou-se, apenas, numa análise qualitativa descritiva.
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