dimensjonene heteronom og autonom
5 Scenekunst for barn og unge i lys av den pragmatiske estetikkens mål om
5.2 Ulike estetiske posisjoners forståelse av forholdet mellom forestilling og publikum, sett i lys av målet om
4.3.2.1. Entrevistas a atores chave
A resposta a esta questão não é conseguida diretamente através das entrevistas, no entanto, podemos obter informação das técnicas sobre as características do bem-estar dos jovens e dos seniores. Relativamente ao caso dos seniores, os excertos 6, 7 e 8 revelam uma uniformidade de opinião acerca de uma realidade díspar, onde existem seniores com uma vida ativa e com conforto, mas por outro lado, é frisado o problema de isolamento da freguesia onde muitos seniores são encontrados em situações de pobreza e afastamento do contexto social. Quanto aos jovens, as duas psicólogas afirmam considerar o bem-estar geral deste grupo como “satisfatório”, onde possuem acompanhamento ao integrar atividades e projetos, como o Nós da Juventude. Frisam no entanto alguns casos mais problemáticos que parecem vir da falta de acompanhamento por parte dos pais e de outras instituições de apoio.
EXCERTO 5
Eu diria que, globalmente, o grupo que trabalha connosco [as crianças e os jovens], o bem-estar psicológico é satisfatório (…) em que tens aqui alguns casos que ‘tão menos bem, ou por alguns comportamentos problemáticos “externalizantes”. São crianças que não se verifica que têm
dificuldades financeiras muito graves. Nós temos uma grande taxa de famílias divorciadas (…) Os seus rendimentos são de nível médio, médio-baixo. (Psicóloga 1)
EXCERTO 6
No geral, eu penso que as crianças e os jovens (…) estão bem, que estão a ser acompanhados, que têm apoio dos pais e que também têm apoio da escola e fora da escola (…). Alguns jovens e algumas crianças que não estão aqui no projeto e não estão envolvidas noutros projetos, eu penso que estão um bocadinho mais desamparados. Em relação aos idosos existe aqui na nossa freguesia uma realidade muito dispare, (…) idosos que têm uma vida muito ativa (…) e idosos que vivem sozinhos e que não participam, não estão envolvidos em nenhuma atividade, e que vivem isolados. (Psicóloga 2)
EXCERTO 7
Eu tenho um problema de isolamento nesta freguesia. É uma freguesia envelhecida e muitas pessoas numa pobreza envergonhada. No meu tempo (…) as famílias não se desagregavam, os velhos estavam com os outros, havia sempre três gerações em casa porque as casas permitiam isso. Isso desapareceu e portanto nas cidades muito menos. E portanto, não há lugar para o velho. (Vogal da educação)
EXCERTO 8
Falar do bem-estar dos idosos, há que por um lado, separar águas. Porquê? Porque temos muitos idosos isolados, mas também temos muitos idosos que estão enquadrados numa terceira idade. E também por outro lado, quanto maior é o poder económico, maior é o bem-estar. Nós aqui temos de tudo. Pessoas que vivem numa pobreza quase extrema, a idosos que vivem com uns bens consideráveis. Há muito isolamento. (Técnica de ação social)
Quadro 12. Principais conclusões dos resultados das entrevistas para a pergunta “Como é que os seniores e os jovens se veem a si próprios?”
Instrumento Principais conclusões
Entrevistas
Foi frisado o grande problema com o isolamento dos seniores na freguesia.
As crianças e jovens são reconhecidos como tendo apoio das famílias e de outras instituições da freguesia, parecendo por isso que o seu bem-estar seja superior, apesar de alguns casos problemáticos.
4.3.2.2. Inquérito a seniores e a jovens
Para averiguarmos os resultados relativos à visão que os participantes têm sobre si através de uma autoestereotipização, realizámos o mesmo processo anterior de Marques, Lima e Novo (2006), ordenando os traços atribuídos ao próprio por ordem decrescente de tipicalidade. As tabelas
correspondentes encontram-se no anexo 12 e podemos reparar que se salientaram “saudável” (M=5,94, DP=1,19, com um intervalo de confiança mínimo de 5,53 e de máximo 6,31) e “criativo” (M=5,47, DP=1,28, com um intervalo de confiança mínimo de 5,03 e de máximo 5,88) como traços estereotípicos válidos que caracterizam o grupo jovem do próprio ponto de vista, como era esperado. Percebemos também que os participantes jovens assumem para si, em primazia, os traços positivos associados aos jovens (“saudáveis” e “criativos”) como depois também os traços positivos que esperávamos que estivessem associados aos seniores (“maduros” (M=4,50, DP=1,28) e “sábios” (M=4,22, DP=1,47)). O mesmo aconteceu com os participantes seniores que associaram a si
próprios, em primeiro, todos os traços positivos, sendo estes “saudável” (M=5,12, DP=1,54), “maduro” (M=5,09, DP=1,57), “criativo” (M=4,76, DP=1,68) e “sábio” (M=4,33, DP=1,65).
Comparando os dois grupos através da figura seguinte e utilizando o método Teste T, notamos que não houve diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos nos traços “sábio”, t(65)=0,53, p=.60, “precipitado”, t(64)=-0,83, p=.42, “maduro”, t(65)=1,91, p=.06, “criativo”, t(65)=- 1,98, p=.52, e “irresponsável”, t(64)=-1,44, p=.16. No entanto, os participantes jovens (M=4,00, DP=1,50) assumiram ser mais “dependentes” do que os seniores (M=2,71, DP=1,84), o que contraria o esperado, sendo esta diferença estatisticamente significativa, t(65)=-3,16, p=.002. Já no traço “doente”, os participantes seniores (M=2,59, DP=1,78) assumiram ser mais doentes do que os jovens (M=1,52, DP=1,03) como esperado, com um valor de teste t(65)=0,30, p=.004. Esperado é também os participantes jovens (M=5,94, DP=1,19) considerarem que são mais saudáveis do que os seniores (M=5,12, DP=1,51), sendo as médias estatisticamente diferentes t(64)=-1,44, p=.018.
Desta forma, concluímos que, além dos grupos terem uma visão maioritariamente positiva sobre si próprios, tenderam a se autoestereotipizar em relação a estereótipos do seu grupo etário de pertença, como é o caso dos traços “doente” e “saudável” que obtiveram diferenças significativas entre os grupos. Apenas o traço “dependente” não proporcionou os resultados esperados, sendo associado em primazia aos jovens do que aos seniores.
Figura 12. Auto estereotipização dos participantes seniores e dos participantes jovens
Quadro 13. Principais conclusões dos resultados do inquérito para a pergunta “Como é que os seniores e os jovens se veem a si próprios?”
Instrumento Principais conclusões
Inquérito Os participantes seniores e os participantes jovens auto classificam-se positivamente.
Resumindo, para a segunda pergunta “qual a visão que os seniores e os jovens têm sobre si próprios?” podemos concluir que:
Quadro 14. Principais conclusões para a pergunta “Como é que os seniores e os jovens se veem a si próprios?”
Instrumento Principais conclusões
Entrevistas As entrevistas referem um bem-estar satisfatório das crianças e jovens da instituição.
Inquérito Os participantes seniores e os participantes jovens têm uma visão tendencialmente positiva sobre si próprios.