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Konklusjoner og avslutning

dimensjonene heteronom og autonom

6   Konklusjoner og avslutning

4.3.4.1. Entrevistas a atores chave

Relativamente à opinião dos atores sobre as relações intergeracionais ou à concretização de atividades nesse âmbito, revela-se globalmente um receio e uma dificuldade percebida, baseadas também em algumas experiências anteriores. A vogal da educação revela uma atitude mais extremista, argumentando que a dificuldade ou a impossibilidade de realização de atividades

intergeracionais se devem ao facto dos grupos serem diferentes, nomeadamente ao facto dos jovens não estarem disponíveis para dialogar com a outra geração. No entanto, as duas psicólogas e a técnica de ação social figuram a possibilidade de um contacto estruturado entre gerações como vantajoso para diminuir o idadismo entre gerações. Para além disso afirmam que o contacto pode trazer benefícios mútuos como a transmissão de conhecimentos, a quebra do isolamento por parte dos seniores, e estes poderem ser como modelos de vida para os jovens.

EXCERTO 12

Já houve algumas ideias [de atividades] mas eu sempre tive algum receio porque via pela reação que eles [os jovens] tinham e pelas afirmações que eles faziam em relação ao grupo que estava ali, não eram as mais positivas. Se eu acho que pode ajudar? Pode [a diminuir o preconceito através de relações intergeracionais]. No sentido de eles [jovens] os conhecerem, de desmistificarem, ou se

quiseres, de “despreconceituarem” a ideia que eles têm. Os idosos também os podem ajudar, serem mais uns modelos na vida deles. (Psicóloga 1)

EXCERTO 13

E eu também acho que as pessoas pensam que pode ser difícil. Por exemplo, coisas mais simples em que nós juntamos crianças, jovens e idosos, nem sempre as coisas correm bem. Era importante trabalhar isto porque eu acho que os idosos acabam por poderem aproveitar muitas vezes a energia e as novas maneiras de ser dos mais novos (…) e os jovens podem também acabar por gostar de estar com os idosos, gostar de perceber como é que foi a vida dos idosos, como é que eles são, e acabaria por desmistificar algumas ideias que eles têm. (Psicóloga 2)

EXCERTO 14

Os jovens estão muito ocupados. Não é possível, temos quase a certeza que não é possível porque durante a semana eles estão ocupados e durante o fim-de-semana eles têm projetos com as famílias. Portanto, é sonho. No concreto, os gostos são diferentes. É muito bonito dizer “vamos meter os velhotes com os jovens, etc.”. As linguagens são diferentes. (…) Os miúdos não estão abertos ao diálogo com os mais velhos. Não têm paciência. (Vogal da educação)

EXCERTO 15

Por um lado, transmitir-se-iam os saberes, por outro lado, o facto de eles terem atividades com os idosos, vai permitir quando passarem à idade adulta estarem sensibilizados para ajudar esse idoso. (…) Por um lado, cai o estigma, o medo, e por outro lado, pode-se poupar imenso dinheiro, criar projetos muito bons e o idoso deixa de estar excluído e isolado. Eu acho que esta

intergeracionalidade vai permitir o incentivo ao voluntariado e à entre ajuda e o retomar os laços de vizinhança que são típicos aqui do bairro da Lapa. (Técnica de ação social)

Quadro 19. Principais conclusões dos resultados das entrevistas para a pergunta “Qual é a atitude face a relações e atividades intergeracionais?”

Instrumento Principais conclusões

Entrevistas

Existe um padrão de resposta que frisa que as atividades intergeracionais podem ser vantajosas para ambas as gerações no sentido de desmistificar as ideias pré concebidas. Por outro lado, destoou uma resposta de um ator chave que salientou a impossibilidade da realização de atividades intergeracionais pelas diferenças que sobressaem entre os grupos etários.

4.3.4.2. Inquérito a jovens e a seniores

Os resultados relativos à atitude em relação às relações e atividades intergeracionais

surgiram através da realização de uma ANOVA mista a dois fatores, sendo a atitude face às relações intergeracionais o fator intraparticipantes e o grupo etário o fator interparticipantes, considerando a atitude face às relações intergeracionais como variável dependente. Os resultados revelam um efeito principal significativo do fator atitude relativamente ao fator grupo geracional, F(1,66)=39,45, р=.000. A interação entre ao fator atitude e o fator grupo geracional possui um efeito marginal significativo, F(1,66)=3,57, р=.063.

Os participantes seniores e os participantes jovens têm opiniões semelhantes e positivas quanto ao facto dos dois grupos geracionais serem bons companheiros (t(67)=0,09, p=.989) e divertirem-se juntos (t(67)=-1,12, p=.900), sendo que as médias se encontram acima do ponto médio. Já na opinião sobre os grupos terem atividades separadas, as médias são estatisticamente diferentes (t(66)=2,90, p=.005), sendo que são os seniores que mais concordam com o facto dos grupos geracionais terem atividades separadas (M=4,06, DP=1,76) ao contrário dos jovens (M=2,85, DP=1,67).

Figura 15. Atitude em relação a relações e a atividades intergeracionais

Relativamente à disponibilidade dos grupos geracionais para aprender e ensinar, é constatado que não existe diferenças de médias entre os participantes jovens e os participantes seniores, t(65)=1,34, р=.830, ou seja, tanto os jovens (M=5,07, DP=1,02), como os seniores (M=5,40, DP=1,06), revelam uma disponibilidade semelhante para aprender e ensinar.

Quadro 20. Principais conclusões dos resultados do inquérito para a pergunta “Qual é a atitude face a relações e atividades intergeracionais?”

Instrumento Principais conclusões

Inquérito

Os participantes seniores e os participantes jovens acham bem os dois grupos geracionais divertirem-se juntos e serem bons companheiros. Os participantes seniores concordam mais sobre o facto dos grupos geracionais terem atividades separadas.

Os participantes seniores e os participantes jovens têm a mesma disponibilidade para aprender e para ensinar nas relações intergeracionais ou em atividades do meu cariz.

Para a última pergunta de partida relativamente à atitude que os participantes possuem sobre as relações e as atividades intergeracionais, as conclusões finais são:

Acho muito mal Acho muito bem

Quadro 21. Principais conclusões para a pergunta “Qual é a atitude face a relações e atividades intergeracionais?”

Instrumento Principais conclusões

Entrevistas

Se por um lado existe a crença de que as atividades intergeracionais podem ser uma possível solução para atenuar as atitudes negativas entre as gerações, por outro lado, é reconhecida uma certa impossibilidade devido às acentuadas diferenças geracionais.

Inquérito

Os participantes têm uma atitude positiva relativamente às relações intergeracionais. No entanto, ambos os grupos recuaram quanto à opinião sobre ter atividades juntos,

principalmente os participantes seniores que não acham bem atividades em conjunto. Apesar disso, seniores e jovens mostram disponibilidade para aprender e ensinar o que pode ser um bom ponto de partida para atividades intergeracionais.