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U TVALGSORDNINGER

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3. EMPIRI

3.3 O MSTILLING

3.3.4 U TVALGSORDNINGER

Em pouco mais de 20 anos de serviço da Internet Comercial, são inúmeros os registros de produtos que têm usado as ferramentas disponibilizadas pela web para moldar e aprimorar suas produções. A migração dos públicos para a internet tornou evidente a necessidade de os meios de comunicação redirecionarem suas produções para outras plataformas (SCOLARI, 2009) e, por ser global, a Internet transcendeu fronteiras e ultrapassou as barreiras na produção de conteúdos (CASTELLS, 1999). As produções multimeios ganharam corpo e obrigaram as empresas jornalísticas a disponibilizarem suas produções em diferentes formatos e plataformas. Essa evolução da comunicação digital é marcada por um conceito: convergência.

Em Cultura da Convergência, uma das obras de referência para entender essa evolução das mídias, o autor, Henry Jenkins, logo em sua abertura, saúda o leitor: “Bem-vindo à cultura da convergência, onde as velhas e as novas mídias colidem, onde mídia corporativa e mídia alternativa se cruzam, onde o poder do produtor de mídia e o poder do consumidor interagem de maneiras imprevisíveis. ” (JENKINS, 2009: 30).

Para Gordon (2003) o termo convergência, com alguma ligação a comunicação, apareceu pela primeira vez em 1979, quando Nicholas Negroponte, do MIT (Instituto de Tecnologias de Massachusetts) o usou para falar sobre a fusão das indústrias de rádio, cinema, publicação e computação. Já Jenkins (2009) aponta Ithiel de Sola Pool, como um pesquisador que popularizou o termo convergência nos meios de comunicação. "Technologies of Freedom (1983) foi provavelmente o primeiro livro a delinear o conceito de convergência como um poder de transformação dentro das indústrias midiáticas" (JENKINS, 2009: 37).

O conceito de convergência pode ser visto em várias perspectivas, desde os conteúdos, às relações midiáticas, aos profissionais, à economia ou à questão tecnológica. Jenkins (2009) diz, num sentido mais amplo, que a convergência é a complexificação de contextos midiáticos e culturais em fluxos de informação de alta velocidade e ressalta que a convergência deve ser analisada em três grandes setores: distribuição de informação multiplataforma, cooperação entre diferentes empresas e migração e comportamento das audiências. Salaverría, Garcia-Avilés & Masip (2010), propõe uma análise dividida em quatro situações: convergência de conteúdos, tecnológica, empresarial e profissional. Primo (2010) diz que convergência pode ser definida como o fluxo de conteúdos através de diversas plataformas.

Salaverría, Garcia-Avilés & Masip (2010) e Primo (2010) identificam fatores que contribuem de forma mais clara ao campo jornalístico, pois defendem a ideia de que a convergência versa muito sobre os conteúdos produzidos. Machado e Teixeira (2010), na mesma linha de pensamento, ainda defendem que a convergência é uma produção integrada, para diferentes plataformas.

A obra de Pool, além de um marco para os estudos de convergência, contribuiu ainda para o desenvolvimento de outros dois conceitos que emergiram a partir da convergência: midiamorfose (FIDLER, 1997) e remediação (BOLTER e GRUSIN, 2000). Esses estudos refletiram em pesquisas sobre a relação de dependência das novas mídias sobre as mídias tradicionais e vice-versa.

Para Fidler (1997), nenhuma mídia é capaz de surgir do nada. Ela parte de uma "metamorfose" das já existentes. Por isso, o autor defende a midiamorfose como “la transformación de dos medios de comunicación, generalmente por la compleja

interacción de las necesidades percibidas, las presiones políticas y de la competencia, y las innovaciones sociales y tecnológicas” (FIDLER, 1997: 57).

Del Bianco (2004) refere que midiamorfose é um conceito que permite analisar as semelhanças e relações dos meios passados e das formas emergentes de comunicação. Para chegar a este conceito de midiamorfose, Fidler (1997) partiu dos conceitos biológicos da metamorfose: co-evolução e coexistência, convergência e complexidade. Dessa forma, o autor refere a co-evolução e coexistência na forma de evolução da linguagem comunicativa, que passa da fala para a digital. Já a convergência, em sua forma de ver, é um casamento em que há uma transformação dupla no qual o resultado são novas plataformas com características híbridas. A complexidade, como a própria lexia refere, diz que as dificuldades ou as tarefas difíceis resultam em produtos capazes de revitalizar um sistema. A partir disso, Fildler (1997), traçou os seis pontos que considera importante para referenciar a midiamorfose:

“1. Coevolución y coexistencia: Todas las formas de medios de comunicación coexisten y coevolucionan dentro de un sistema complejo adaptivo en expansión. Al emerger y desarrollarse, cada nueva forma, influye, con el tempo y en diversos grados, en el desarrollo de todas las demás.

2. Metamorfosis: Los nuevos medios no aparecen espontáneamente e independientes; emergen gradualmente de la metamorfosis de medios más antiguos. Cuando emergen nuevas formas, las formas más antiguas tienden a adaptarse y continúan evolucionado en vez de morir.

3. Propagación: Las formas emergentes de medios de comunicación propagan los rasgos dominantes de formas anteriores. Estos rasgos se transmiten y esparcen a través de códigos de comunicación llamados lenguajes.

4. Supervivencia: Todas las formas de medios de comunicación, así como las empresas de medios, están compelidos a adaptarse y evolucionar para sobrevivir en un medio cambiante. Su única otra opción es morir.

5 – Oportunidad y necesidad: Los nuevos medios no se adoptan ampliamente sólo en mérito a la tecnología. Siempre debe haber una oportunidad, además de una razón social, política o económica que lo motive, para que se desarrolle una nueva tecnología de medios.

6. Adopción postergada – Las nuevas tecnologías de medios siempre tardan más de lo esperado en convertirse el menos una generación (20-30 años) para progresar de la demostración del concepto a su adopción generalizada (FIDLER, 1997: 66).”

A transformação dos processos jornalísticos digitais a partir da introdução de recursos tecnológicos ampliou a gama de opções de consumo de conteúdo advindos de uma pressão por renovação da imprensa onde uma mídia é incluída ou representada em outra: é o que Bolter e Grusin (2000) entendem por remediação. Nesse processo a

mídia digital se apropria das outras mídias existentes para redefinir uma nova plataforma.

Canavilhas (2012: 09) complementa que “esse processo, nos meios digitais, pode variar entre uma melhoria discreta do meio antecessor, mantendo algumas de suas características, até remediações mais profundas, em que o novo meio digital absorve completamente o anterior”. Neste processo existe a apropriação de linguagens, estilos e características de uma mídia por outra, inclusive da antiga, que se apropria da nova, como refere Thurler (2005) ao dizer que as mídias tradicionais passaram a se apropriar das linguagens das novas mídias e que essas novas plataformas também buscam nas tradicionais formas de completar sua narrativa, com o intuito de renovar a suas produções e também a forma em que estes conteúdos são consumidos por seus receptores.

A remediação é uma mediação da mediação. "“Each act of mediation depends

on another act of mediation” (BOLTER & GRUSIN, 2000: 55). Por um conceito dar

origem ao outro e os estudos estarem ligados por características comuns, os autores associam a remediação à convergência. Para Bolter e Grusin (2000), a convergência é uma remediação que atua no campo da informática, das telecomunicações e da televisão:

“Convergence is a mutual remediation of a least three important technologies – telephone, television and computer – each of which it is a hybrid of technical, social and economic practice each of which offer its own path to immediacy. [...] As they came together, each of this technologies is trying to absorbs than others and promote its own version of immediacy” (BOLTER; GRUSIN, 2000: 224).

Dessa forma, enquanto a convergência necessita de uma nova linguagem para integrar produções de meios anteriores a midiamorfose e a remediação podem ser um somatório destes conteúdos de diferentes origens, que passam a ser distribuídos em uma única plataforma.

4. Dispositivos Móveis: conexão,

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