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U TLEID NÆRINGSEIENDOM

In document Formueskatt på fast eiendom (sider 31-0)

5. FORMUESKATT PÅ FAST EIENDOM

5.2 G JELDENE REGLER

5.2.4 U TLEID NÆRINGSEIENDOM

Um grupo de pessoas recebeu um convite para fazer uma viagem para um lugar desconhecido. Mesmo sem saber a trajetória que teriam que percorrer, nem o que iriam enfrentar, todos aceitaram. No dia marcado, compareceram ao local da partida. Todos embarcaram no mesmo dia e hora. O percurso incluía a passagem por um campo e um buraco. Só então se chegaria ao mundo desconhecido. No entanto, só ficaram sabendo que passariam por tais lugares no decorrer da viagem. Apenas foi dito que a maneira de chegarem, eles é quem decidiriam. Cada um criou a sua própria trilha. Quando retornaram, trouxeram notícias de diversos lugares por onde passaram. Alguns locais nunca tínhamos ouvido falar.

Uma das viajantes passou por um lugar especial. Foi no momento em que depois da descida pelo buraco, foram levados para um local que parecia uma comunidade primitiva, isto é, uma comunidade indígena. Ficou escondida atrás de uma árvore, observando como aquelas pessoas se comunicavam. Enfim, como interagiam. Elas

tinham uma linguagem especial. Comunicavam-se com o corpo, ou seja, através da dança.

Houve gente que, para chegar ao destino final da viagem, passou por muitos outros lugares, ficando difícil se deter a um. Não deu também para saber que tipo de transporte viajariam, porque a instrutora da viagem não disse de que deveriam viajar. Uma das viajantes pensou numa bola flutuante e começou a viajar. Perguntou-se “onde é que eu vou?” Começou a viajar pela Amazônia e seus rios. Depois pediu para parar num local que parecia um deserto, mas era um campo. Pensou: ‘meu Deus, onde é que tem um campo aqui? Desejou encontrar algum lugar para parar. Achou que a floresta estava muito devastada. Então, viu que o lugar não estava como queria. Pensou assim: vou para outro lugar, porque tinha muitos pedaços de pau que não dava para ficar naquele campo. Imaginou as imagens de uma novela de TV, onde havia muita mata e foi para uma relva verdinha. Sentiu-se muito bem.

A organizadora da viagem orientou para irem para um buraco. A viajante imaginou que buraco era esse. O buraco é profundo. Lembrou então, de um cacimbão de seca, em pleno verão. Desceu no mesmo. A organizadora da viagem pediu para ver o que é que havia nas paredes.’ Ela imaginou que deveria haver tijolo e uns sapinhos. Mas antes havia uma bola amarela que envolvia tudo e depois ela volta para ser companheira dos viajantes no buraco. Ela sai lá descendo. Depois de passar pelo buraco, os viajantes caem num mundo mágico e diferente.

Ao chegar ao destino final, os viajantes se depararam com uma situação inusitada. Visualizaram dois animais lutando. Viram surgir armas mágicas em suas mãos. Tais acontecimentos despertaram sentimentos e atitudes diferenciadas. Apesar de todos terem relatado haver visto animais, a espécie deles era diferente.

Uns estavam atrás de uma moita nesse campo, e o que viam lutando eram dois animais gigantescos. Sentiam-se pequenos diante de tanta coisa. Mas aí pensaram:

‘Temos que nos superar. Temos que arranjar uma forma para controlar esses animais. Não vamos puder lutar contra eles. Somos pequenos.”

Outros viajantes não viram animal grandioso,

“[...] os nossos animais [...] eram um gato e cachorro lutando [...]. Mas quando a arma apareceu em nossas mãos [...] conseguimos separar o gato e o cachorro com a espada, mas sem maltratar nenhum”.

“[...] identificar mais do que dois cachorros. [porque] não conseguíamos ver um animal diferente.”

Outros demonstraram uma atitude de indagação diante dos animais.

“[...] quando os animais apareceram, ficamos nos perguntando por que eles estavam brigando? Por que? Queríamos entender qual era o móvel daquela luta deles, daquela atitude. [...]. [Ao criarem a arma] Então,nos sentimos assim uma verdadeira, sei lá o quê, deusa.”

Ao invés de ficar apenas na indagação, uma das passageiras percebeu a arma que tinha nas mãos era um cajado. Resolveu, então mirá-lo para os animais “quando eu apontei, eles se separaram e foram embora com os raios, com a energia do meu cajado.”

A passageira mencionada não pode resolver a situação tão pacificamente quanto à sua colega. Precisou bater nos bichos para separá-los. Eram dois cachorros que estavam brigando porque cada um estava defendendo um espaço. Então, pensou:“vou pensar nesse aqui [no chiqueirador] porque aí eu bato nos dois cachorros e eles vão se separar.”

Depois de vivenciarem essa experiência, os viajantes tiveram de retornar. Como bagagem, as únicas coisas que trouxeram foram as lembranças da experiência e as armas mágicas. Chegando novamente ao nosso mundo, descobriram que cada uma das armas possuía funções. Ao apresentarem-nas, algo surpreendente aconteceu. A maioria delas contraria o que convencionalmente se entende por arma, pois possuem funções diferentes da estabelecida, pois quase todas possuem fins pacíficos.

Dentre elas, há uma arma que atingiu a consciência desses seres que lutavam para que eles descobrissem por que brigavam. Por essa razão, serve para que a gente saiba exatamente por que caminha, para onde vai, o sentido das coisas.

Encontramos também duas espadas. A EJA-espada é símbolo de luta para conquistas, combate ao desânimo, vencimento de obstáculos, ultrapassagem de barreiras, batalhas por futuros melhores. Essa questão da luta e da batalha tem a ver com o fato de em tudo haver obstáculo e desânimo. A outra EJA-espada também está relacionada à batalha. Sua função possui ligação com a batalha de vida. No CEJA, a EJA-espada é um ambiente de brigas e violências.”

Entre as armas há também a EJA-cajado. Mas ela não é uma arma comum. Chama-se o cajado do equilíbrio, porque equilibra uma pessoa quando ela está na sua mão. Serve para ser guia e força. Funciona como perseverança. Dá respeito e ajuda. Além disso, afasta ditaduras e preconceitos. No CEJA, a EJA-cajado é guia e força. Os professores e a escola são força. É isso que o aluno busca quando vem para o CEJA. Ela

é também perseverança, pois o aluno que vem para esta escola, precisa disso. O aluno também busca respeito como cidadão e ser humano e ajuda mútua.

Na bagagem dos viajantes encontramos também uma arma, cujo formato é de arco e da flecha. Ao invés dos papéis convencionais, a EJA-tranqüilizadora de ânimos traz a solução, saída e remédio porque a porção mágica dessa invenção é como a solução que transforma o cidadão. Sentimos que esta máquina é capaz de transformar o aluno que vem para o CEJA, pois é uma injeção de ânimo.

A EJA-vazio é a esfera de receptividade e o amálgama da criação. Lugar onde cada um está propenso a desenvolver seu eu e seu conhecimento.

Sendo a EJA um moto-perceptor, é um movimento propulsor de novas descobertas e novas linguagens, pois os sujeitos que a compõem carregam em si experiências múltiplas e complexas e por isso necessitam de novas formas de comunicação. No CEJA, trabalha-se muito a busca da consciência do ser e do saber caminhar com essa consciência.

A EJA-chiqueirador é a oportunidade de alguém que ficou na estação da vida parado por conta do “trem da vida” que prosseguiu, isto é não deu continuidade ou não começou seus estudos. O CEJA é essa oportunidade. Sabemos nós que temos muitas falhas. Há muita coisa para melhorar, mas é ele uma oportunidade para resgatar a cidadania do aluno. Muitos dizem que o CEJA não proporciona um certificado com qualidade. Mas quando o aluno vai para esta escola, não está à procura apenas de um certificado. Ele também busca esse ânimo nos educadores.

Fotos da produção plástica da técnica caverna do dragão com Alice no país da maravilhas do grupo- pesquisador-CEJA- noturno

Análise classificatória dos resultados da técnica caverna do dragão mais Alice no país da maravilhas dos professores do CEJA- noturno

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