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U.S. nuclear weapons policy and its impact on the NPT

Step 13: The further development of the verification capabilities that will be required to provide assurance of compliance with nuclear disarmament agreements for the achievement and

5. Discussion and conclusion

5.1. U.S. nuclear weapons policy and its impact on the NPT

diagnóstico.

Não foi detectada associação significativa do desfecho óbito em função do gênero, etnia, modo de transmissão, controle ambulatorial, terapia anti-retroviral e tempo de diagnóstico. (Tabela 27)

A@

TABELA 27:

Distribuição do desfecho em função do sexo, cor, modo de transmissão, controle ambulatorial, terapia anti-retroviral e tempo de diagnóstico.

Óbito Sim Total Variável Categoria N % N % Valor p Feminino 2 4,2% 48 100,0% Masculino 7 10,0% 70 100,0% Gênero Total 9 7,6% 118 100,0% 0,307 Branca 1 3,4% 29 100,0% Negra 2 5,6% 36 100,0% Parda 2 9,5% 21 100,0% Etnia Total 5 5,8% 86 100,0% 0,721 Heterossexual 1 4,5% 22 100,0% Homossexual 0 0,0% 2 100,0% Sanguínea 1 12,5% 8 100,0% Vertical 0 0,0% 2 100,0% Modo de transmissão Total 2 5,9% 34 100,0% 0,588 Adequado 3 4,6% 65 100,0% Não Adequado 4 11,4% 35 100,0% Controle Ambulatorial Total 7 7,0% 100 100,0% 0,236 Não 3 7,3% 41 100,0% Sim 4 6,0% 67 100,0% Terapia Anti-retroviral Total 7 6,5% 108 100,0% 1,000 0 - 5 anos 3 5,9% 51 100,0% 5 - 10 anos 3 13,0% 23 100,0% > 10 anos 1 4,2% 24 100,0% Tempo de diagnóstico Total 7 7,1% 98 100,0% 0,507

AA

7 DISCUSSÃO

O motivo que leva o paciente portador do VIH ou SIDA à internação hospitalar tem mudado desde a introdução da HAART, de forma dinâmica [4, 31, 32, 33]. Esta variação relaciona-se diretamente com o sistema de saúde adotado em cada localidade brasileira, o que torna cada região um sítio único, com suas particularidades e necessidades específicas.

Este trabalho evidenciou que no Pronto Atendimento do Hospital das Clínicas da UFMG, Centro de Referência para emergências clínicas da região metropolitana de Belo Horizonte, a relação masculino:feminino entre os pacientes admitidos foi de 1,35:1, revelando tendência de equivalência entre os dois gêneros, desde a prevalência inicial expressiva do sexo masculino, revelando o seu caráter de feminização [19, 50]. A idade média dos pacientes admitidos no Pronto Atendimento foi de 39,4 anos, coincidentes com os dados apresentados pelo último boletim epidemiológico, que revelou maior prevalência na faixa etária da SIDA entre 20 e 49 anos. Os negros com 27,3% constituíram-se na etnia mais prevalente.

A forma de transmissão do VIH não foi determinada na maioria dos pacientes (74,7%), entretanto, entre os que relataram como se infectaram, prevaleceu a transmissão sexual (80%), especialmente, a heterossexual (71%). A transmissão homossexual e a vertical ocorreram como causa provável de contágio em dois e em um paciente, respectivamente. Estes dados podem ajudar a entender a tendência de redução da participação na epidemia pelo VIH no Brasil da transmissão pelas vias homossexual e vertical, desde a introdução de controles estritos de doadores, de medidas de profilaxia em pessoas de risco, e seguimento rigoroso em grávidas com a administração, quando necessária, de profilaxia anti-retroviral [13].

O tempo de diagnóstico de portador de VIH ou SIDA, antes da admissão hospitalar, nos pacientes que procuraram o Pronto Atendimento do Hospital das Clínicas da UFMG foi entre zero e cinco, entre cinco a 10, e mais de 10 anos, em, 40, 22,2, e em 19,2% dos pacientes, respectivamente. Estes dados apontam para um número elevado de pacientes (42%) com maior tempo de diagnóstico, caracterizando a cronicidade da evolução da doença, que parece relacionado, especialmente, ao papel da terapia anti-retroviral, da profilaxia de infecções oportunistas, da redução da mortalidade e aumento da sobrevida [6, 7, 8, 20, 21]. Não foi encontrada, entretanto, diferença estatisticamente significativa entre o tempo de diagnóstico da doença e a evolução ao óbito.

A

É provável que a relação hospedeiro-agente-terapêutica decorra de variáveis interpenetrantes, múltiplas, que ultrapassem resistência natural, cepas, drogas. O papel dos antiretrovirais, provavelmente, é determinante de alguma homogeneidade destas relações que resultam em sobrevivência média comum a todos os pacientes, fato observado após a introdução da HAART [30, 31].

A maioria dos pacientes foi internada uma única vez no período estudado (85,9%), entretanto, 10, três, e um paciente, foram internados, duas, três, e quatro vezes, respectivamente. O diagnóstico recente da doença, entre 0 e 5 anos, foi anotado em sete dos 14 pacientes que tiveram mais de uma internação hospitalar. O único paciente internado quatro vezes no período do estudo tinha diagnóstico de portador de VIH há mais de 10 anos com acometimento renal (glomeruloesclerose segmentar e focal), cujo motivo de internação foi a descompensação de insuficiência cardíaca.

O objetivo do Pronto Atendimento é a recepção do paciente com necessidade urgente de identificação de alguma alteração fisiopatológica súbita, grave, com risco de provocar limitação funcional principal ou morte. O seu alcance inclui a tomada imediata de decisão clínico-terapêutica que impeça ou paralise a evolução de algum evento que coloque a vida em risco, incluindo o impedimento de seqüelas. O Pronto Atendimento encaminha o paciente para vários níveis de atenção à saúde, desde a própria casa, para a atenção ambulatorial ou internação hospitalar, incluindo a necessidade de técnicas especiais, como Centro Cirúrgico e CTI. O tempo médio de permanência no Pronto Atendimento foi de 4,6 dias. Esta média ultrapassa o tempo usualmente esperado para a observação em Sala de Emergência, que é de 24 ao máximo de 48 horas. Esta média evidencia a situação falimentar do sistema de urgência do SUS que não consegue resolver os vários níveis da atenção médica, transfere para a urgência a demanda por atenção à saúde como um todo e, não consegue providenciar, em tempo adequado, o atendimento correto e necessário. Em 36% dos casos aqui estudados a observação inicial no Pronto Atendimento foi seguida da necessidade de outro nível de atenção médica, representado por enfermaria de nível secundário ou terciário (CTI), ou para outra instituição de internação hospitalar em decorrência de ausência de disponibilidade de leitos hospitalares no Hospital das Clínicas. Estes dados apontam para a necessidade de redimensionamento da atenção hospitalar para os pacientes com SIDA, com expansão de leitos e adequação de condições de trabalho adequadas.

A atenção terciária à saúde caracterizada pela necessidade de assistência médica na Sala de Emergência do Pronto Atendimento foi necessária em 11% dos casos, dentre as 118 admissões. Em 3% dos casos foi necessária a ventilação mecânica.

AF

A contagem de linfócitos TCD4, nas vezes em que foi identificada, revelou que 28,8, 16,9, 8,5% dos pacientes a apresentava abaixo de 100, entre 101 e 200, e, entre 201 e 350 células/mm3, respectivamente. O estágio mais avançado da SIDA estava presente em 54,2% dos pacientes. A quimioprofilaxia regular foi anotada em 43% dos pacientes com linfócitos TCD4 inferiores a 200, e que perfaziam 48% dentre todos os pacientes. Estes dados revelam que, apesar do Brasil possuir um sistema altamente qualificado em todos os níveis da atenção à saúde para o paciente com SIDA, os pacientes possuem baixa aderência terapêutica, o que coloca em risco toda a estratégia de controle da disseminação do VIH. Estes dados indicam a necessidade de conscientização sobre a relação entre saúde-doença, reforça a importância e o valor da educação para a saúde. O papel do esclarecimento e o entendimento pleno sobre todos os aspectos que envolvem o VIH e a SIDA requer o envolvimento de médicos, educadores, equipe multiprofissional de saúde e da comunidade. Em trabalho realizado em Belo Horizonte em 2005, observou-se uma taxa de não-aderência de 36,9% o que revela semelhança com a população aqui estudada. A principal causa de falência terapêutica associa-se com a não-aderência ao tratamento, e aos vários fatores, como complexidade dos esquemas, uso de drogas injetáveis, efeitos adversos da medicação [25]. Em estudo recentemente realizado, observou-se aumento na taxa de interrupção da terapia anti-retroviral quando os pacientes eram submetidos exclusivamente a acompanhamento ambulatorial, em comparação ao acompanhamento domiciliar, porém sem diferença estatisticamente significativa [51].

O óbito foi constatado em nove pacientes durante a internação, quatro no Pronto Atendimento e cinco após a internação hospitalar, o que representa mortalidade de 7,6%. A contagem de linfócitos era inferior a 100, e entre 350 e 500 células/mm3 em cinco e em um paciente, respectivamente, perfazendo relação de 5:1, entretanto, sem diferença estatisticamente significativa (p = 0,294). Não foi possível obter estas informações em três pacientes. É provável que em casuística maior a tendência de óbito se relacionar com linfócitos TCD4 abaixo de 100 se torne mais explícita.

A demanda de internação no Pronto Atendimento do Hospital das Clínicas da UFMG para os portadores do VIH ou SIDA situou em 2,8% de todas as admissões. A maioria dos pacientes admitidos apresentava contagem de linfócitos T CD4 inferior a 350 células/mm3, sinalizando que a internação hospitalar é necessidade predominantemente relacionada com a doença mais avançada.

A3

A queixa principal que levou os pacientes a procurarem o Pronto Atendimento do Hospital das Clínicas foi o aumento da temperatura corpórea (46,6%), seguida pela diarréia (30,5%), tosse (28,8%) e dispnéia (21,2%), cefaléia (10,6%), náuseas (10,6%), e vômitos (10,6%). O aparelho respiratório foi o mais acometido, seguido pelo gastrintestinal e neurológico. Não houve diferença estatisticamente significativa entre o sistema acometido e o desfecho óbito. Estes dados são coincidentes com trabalhos realizados previamente em Belo Horizonte e em outras cidades brasileiras, tendo as infecções oportunistas como as principais responsáveis pela necessidade de internação hospitalar [19, 50].

Os diagnósticos mais freqüentemente realizados das doenças oportunísticas foram de pneumocistose (17,8%), pneumonia comunitária (16,9%), síndrome diarréica (16,1%), e candidiase oral (10,2%). Dados apresentados por estudo conduzido no Hospital das Clínicas da UFMG em 2000 revelaram que a candidiase era o diagnóstico mais freqüente, seguido por tuberculose, e pneumocistose [50]. Os dados aqui apresentados revelam que entre 2007 e 2000 houve importância crescente da pneumonia comunitária e redução da tuberculose como responsáveis pela necessidade de tratamento hospitalar da SIDA.

A2

8 CONCLUSÕES

Os pacientes portadores do VIH ou da SIDA que procuraram o Pronto Atendimento do Hospital das Clínicas da UFMG, que é referência para cerca de cinco milhões de pessoas, apresentaram idade média de 39,4 anos (DP ± 9,1 anos) com valor mínimo de 18 e máximo de 63 anos; eram em 57,6% do sexo masculino; 50% solteiros; 27% de etnia negra, e procedência em sua maioria de Belo Horizonte.

A forma de infecção mais freqüente foi a sexual, sendo a forma mais prevalente a contaminação heterossexual correspondendo a 18,2% dos casos.

O tempo entre o diagnóstico de infecção pelo VIH ou SIDA e a internação no Pronto Atendimento do Hospital das Clínicas da UFMG mais freqüentemente encontrado foi entre 0 e 5 anos em 40,4% dos casos.

A sintomatologia encontrada em ordem decrescente de freqüência foi o aumento da temperatura corpórea (46%), diarréia (30,5%), tosse (28,8%), dispnéia (21,2%) e cefaléia (13,6%). Os principais sistemas acometidos foram o respiratório, o gastrintestinal, e o neurológico, entretanto, sem diferença estatisticamente significativa em relação ao óbito. Os diagnósticos mais freqüentemente realizados foram: pneumocistose, pneumonia comunitária e síndrome diarréica.

A demanda de internações no Pronto Atendimento do Hospital das Clínicas da UFMG para os pacientes portadores do VIH ou da SIDA representou 2,8% do total das admissões. O tempo médio de internação no Pronto Atendimento do Hospital das Clínicas foi de 4,6 dias. Não houve diferença estatisticamente significativa entre o tempo de internação e o óbito.

O uso de medicação anti-retroviral foi anotada em 56,8% dos pacientes.

A contagem de linfócitos T CD4 inferior a 350 células/mm3 estava presente em cerca de 55% dos pacientes. A quimioprofilaxia estava sendo realizada em 27,9% dos pacientes, sendo que em 45,7% deles apresentavam contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200. Não foi observada diferença significativa entre o número de linfócitos T CD4 e o uso de quimioprofilaxia em relação ao desfecho óbito.

A mortalidade foi de 7,6% durante a internação no Hospital das Clínicas, sem diferença entre o tempo de internação e o óbito.

AK

9 PERSPECTIVAS

Este estudo apresenta várias possibilidades de continuidade. A importância da transmissão sexual aponta para o valor que a educação para a saúde pode esclarecer, impedir que a ignorância impulsione para os riscos de contaminação, em especial, quanto aos adolescentes e adultos jovens. Reforça a necessidade de entender as questões antropológicas sobre a relação entre a sexualidade e doença sexualmente transmissível.

Outro fato significativo observado foi o marcante aumento da freqüência de acometimento da SIDA em mulheres. Este fato determina interesse em ações específicas para o entendimento deste fenômeno neste grupo de pacientes.

A adesão à terapia anti-retroviral é fundamental para aumentar a sobrevida e reduzir o número de internações hospitalares pelas doenças relacionadas ao VIH ou SIDA. O entendimento do comportamento humano em relação à terapêutica e à profilaxia adequadas contra infecções oportunistas, provavelmente, permitirá reduzir os gasto com as internações hospitalares em pacientes com SIDA.

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