5. Avslutning og konklusjon
5.1 Turnover, turnoverintensjon og sentrale konsekvenser
Foi realizado um ensaio clínico controlado (estudo analítico do tipo corte transversal), correlacionando o percentil do índice de massa corpórea (IMC) com o perfil antropométrico, cardiovascular, nutricional, psicológico e bioquímico, em uma população de indivíduos com idade variando entre 10 e 18 anos, recrutados do Ambulatório de Cardiopediatria e/ou Endocrinologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (UFS) ou dos consultórios privados dos especialistas envolvidos na pesquisa, no período de agosto a dezembro de 2005. O protocolo do projeto de pesquisa foi delineado e discutido com o orientador da pesquisa, que esteve em Aracaju, a convite da Unidade Cardiotorácica de Sergipe (Unicat), empresa parceira da Universidade Federal de Sergipe, patrocinadora de parte dos custos da pesquisa e colaboradora com sua estrutura física para a realização da mesma. Toda a equipe multidisciplinar envolvida no estudo (cardiologista, endocrinologista, psicólogo, nutricionista e preparador físico) esteve reunida com o professor nos dias 26 e 27 de agosto de 2005, em Aracaju (figuras 1 e 2), para detalhamento final do mesmo, que foi denominado “Os Amigos do Peito”. Na ocasião foi definido o grupo com intervenções repetidas (IR) constituído por trinta e quatro indivíduos inicialmente, com idade variando entre 10 a 18 anos, portadores de sobrepeso ou obesidade. Todos os indivíduos envolvidos na pesquisa e seus responsáveis legais receberam
orientação inicial sobre os riscos do sobrepeso e da obesidade, através de uma palestra realizada no dia 03 de setembro de 2005 às 10h00min h, no auditório da Unicat, proferida pelo coordenador da pós-graduação da UFS e valoroso incentivador da pesquisa em Sergipe (figura 3). Cumprindo o cronograma do projeto, iniciou-se o período pré-estudo, com duração de duas semanas, durante o qual, o IR foi submetido à avaliação clínica multidisciplinar: medidas antropométricas, bioimpedância, aferição da freqüência cardíaca (FC), da pressão arterial sistólica (PAS), da pressão arterial diastólica (PAD), orientação sobre educação nutricional, caracterização do perfil psicológico da referida população e orientação dos exercícios físicos não-supervisionados para obtenção do condicionamento físico, como também, a coleta de sangue, com o objetivo de se obter o perfil bioquímico (perfil lipídico, de carboidratos e de novos marcadores de aterosclerose) da população do estudo. Após essa avaliação pré-estudo, quatro indivíduos foram excluídos por orientação da endocrinologista, em virtude dos exames terem revelado um caso de hipotiroidismo, um caso de diabetes mellitus tipo 2 e dois casos de Síndrome de Cushing, conforme critérios de exclusão. Todos foram referendados para o Ambulatório da Endocrinologia. O IR, agora constituído por trinta indivíduos, foi então submetido a dezesseis semanas consecutivas de intervenção não- farmacológica, com controle semanal do peso e da circunferência da cintura; controle do diário alimentar pela nutricionista, que também fornecia receitas nutritivas e pouco calóricas, e orientação do preparador físico sobre alongamento e tipos de exercícios aeróbios necessários para perda de peso
e adequados para a idade da população em estudo. As sessões de intervenção não-farmacológica eram realizadas aos sábados pela manhã das 10h00min às 12h00min h, com um intervalo de dez minutos para um lanche constituído por sucos, frutas e pão de queijo, nas dependências da Unidade Cardiotorácica de Sergipe ou ao ar livre, na região dos lagos da orla da cidade de Aracaju, de acordo com combinação prévia entre os membros da equipe multidisciplinar e os responsáveis pelos indivíduos em estudo. A locomoção era fornecida pela empresa parceira para aqueles indivíduos carentes. O grupo IR era então dividido em dois subgrupos, composto cada um por quinze indivíduos, que faziam rodízio. Todos eram pesados e tinham a circunferência da cintura aferida por uma auxiliar treinada. Em seguida, fazia-se um círculo em torno da nutricionista, do psicólogo e do preparador físico e iniciava-se então a interação entre os profissionais envolvidos e os indivíduos da pesquisa (figuras 4 e 5). O recordatório alimentar de cada indivíduo era checado pela nutricionista, procurando saber do cumprimento das metas estabelecidas. O psicólogo procurava ouvi-los e apoiá-los e o preparador físico cobrava a execução dos exercícios designados por ele para serem realizados em domicílio, durante a semana subseqüente. Ao longo do período da intervenção não- farmacológica estabeleceu-se entre a equipe de profissionais e os indivíduos da pesquisa um clima cordial, alegre, de confiança mútua. Era franqueada a presença dos pais ou responsáveis legais ao ambiente da intervenção a cada quinze dias, para evitar que as crianças e os adolescentes ficassem inibidos. Todos os indivíduos da pesquisa usavam crachás de identificação
durante as sessões, o que possibilitou um clima de amizade entre eles. Concluiu-se essa primeira fase de intervenção não-farmacológica exatamente no dia 17 de dezembro último, com um piquenique ao ar livre, na orla da cidade, sendo então iniciada nova avaliação antropométrica, cardiovascular e bioquímica, que durou duas semanas consecutivas, seguindo o protocolo. Desta vez houve a exclusão de quatro indivíduos, dois por terem faltado a mais de três semanas consecutivas de intervenção, conforme critério de exclusão e dois por terem se negado a realizar nova coleta de sangue, apesar de terem sido esclarecidos antes do início da pesquisa. O grupo com intervenção única (IU) foi formado ao longo desse período, pareado pelo peso com o grupo IR, de forma seqüencial, razão pela qual sua intervenção não-farmacológica ocorreu posteriormente e o estudo não foi randomizado. Esse grupo foi constituído inicialmente por 27 indivíduos, com idade variando entre 10 a 18 anos, todos portadores de sobrepeso ou obesidade. Optou-se por um modelo de intervenção não- farmacológica convencional para o IU, constituída por orientação quanto à adoção de hábitos saudáveis de estilo de vida e a avaliação clínica multidisciplinar nos mesmos moldes aplicados ao IR. O início da intervenção foi agendado para o período após as férias escolares, quando toda essa população e seus responsáveis legais receberam a orientação inicial sobre os riscos do excesso de peso, através de palestra proferida pelo mesmo palestrante, no dia 04 de fevereiro de 2006, às 10h00min horas, no mesmo local daquela proferida anteriormente para o grupo IR. Em seguida, todos foram agendados e, durante duas semanas consecutivas foram submetidos
à avaliação clínica multidisciplinar: medidas antropométricas, bioimpedância, aferição da FC, aferição da PAS, aferição da PAD, orientação sobre educação nutricional, avaliação do perfil psicológico, orientação sobre o condicionamento físico não-supervisionado e avaliação do perfil bioquímico dessa população. A referida avaliação foi realizada pela mesma equipe multidisciplinar que avaliou o grupo IR. Após essa avaliação, houve um único caso de exclusão, em virtude do indivíduo ter sido considerado com peso excessivo, o que certamente traria alterações na análise dos dados. Seguiu-se a um período de dezesseis semanas consecutivas, durante o qual essa população de indivíduos do grupo IU colocou em prática, em domicílio, as orientações nutricionais e de atividades físicas recebidas durante a avaliação clínica. Após esse período, o grupo IU foi convocado para nova avaliação antropométrica, cardiovascular e bioquímica, constituindo o período pós-estudo, que durou duas semanas, conforme previsto pelo projeto da pesquisa, sendo então encerrada em 24 de junho último.
Figura 1. Reunião com o orientador.
Figura 3. Palestra para pais, crianças e adolescentes.
Figura 4. Sessão de intervenção.
Figura 5. Intervenção ao ar livre.