• No results found

Krav til tunnelforvaltninga gjennom kvalitetsstyring, handbøker og rettleiarar .1 Kvalitetssystemet i Statens vegvesen

In document arbeidet til styresmaktene med (sider 80-84)

5 Styring og oppfølging frå styresmaktene

5.1 Krav til tunnelforvaltninga gjennom kvalitetsstyring, handbøker og rettleiarar .1 Kvalitetssystemet i Statens vegvesen

Agir em colaboração e trabalhar em grupo não é o mesmo que fazê-lo cooperativamente; pois, apesar de serem conceitos semelhantes, são distintos. Ambos os vocábulos compõem-se do prefixo co- (que é a forma reduzida do prefixo com e que indica companhia) e do sufixo latino –tivo (que exprime a ideia de possibilidade, obrigatoriedade, suscetibilidade de realização da ação expressa pelo verbo correspondente). Ora o que os distingue é precisamente o significado da forma verbal que levam. Sendo assim, a palavra

colaborativo é composta pelo verbo laborar, cujo significado é “trabalhar, desenvolver, fazer progredir” (Lisboa, 2001: 2210); enquanto que cooperar tem a definição de “trabalhar de acordo com um plano ou sistema, executar, produzir, realizar” (Lisboa,2001: 2671). Ou seja, ambos os termos diferem na forma como a ação é realizada, se bem que a prevejam executada em parceria.

Por um lado, na cooperação encontra-se a ajuda mútua na execução de tarefas (apesar de poderem existir relações díspares e hierárquicas entre os participantes e normalmente as finalidades do trabalho não advenham da negociação de todos). Por outro, no que respeita a colaboração, o mesmo não sucede; pois, embora o trabalho ocorra em conjunto, há apoio dentro do grupo (todos têm objetivos comuns e negociados por todos). Ou seja, baseia-se na “liderança compartilhada, confiança mútua e corresponsabilidade pela condução das ações” (Damiani, 2008: 215), ao passo que cooperar implica uma ajuda entre os elementos em que cada um faz a sua parte e a integra no que já construído. Segundo Meyers, a colaboração centra-se no processo e a cooperação no produto final. Por isso, os indivíduos que trabalham colaborativamente preocupam-se com a qualidade, a análise e as estratégias; por outro lado, os que desenvolvem trabalho cooperativo visam a quantidade dos contributos e dos métodos para se alcançar o objetivo. Exemplificando: numa equipa de canoagem todos trabalham para que consigam ser mais velozes, estar em sintonia e superar obstáculos o que implica anularem as suas diferenças individuais para serem o mais uniformes possíveis (exemplo de trabalho colaborativo), por sua vez, numa equipa de cirurgiões (em que dois vão operar), cada um trabalha as suas caraterísticas para que o seu trabalho e o resultado final seja o esperado (exemplo de trabalho cooperativo). Então, como se depreende, são os dois denotadores de uma ação independente e de parceria de combate ao autoritarismo, pelo que atualmente constituem- se como fundamentais para a escola e sociedade em geral.

Ora os estudos sobre esta temática já remontam a Vygotsky (Palangana, 1994) com o seu conceito de nível ou zona de desenvolvimento proximal que consistia na distância entre o que se consegue aprender por si mesmo e o que se realiza com auxílio. Este autor também chamou a atenção para a existência de aprendizagem através da ação com os outros. Ou seja, se hoje o indivíduo necessita de ajuda, com a aprendizagem realizada neste momento, amanhã já a poderá realizar sem auxílio. Então, esta não é somente alcançada de forma individualizada. Pelo contrário, também ocorre através da imitação do ‘modelo de hoje’, já que pressupõe uma reinvenção/reestruturação do saber e do pensamento que lhe está subjacente. Segundo este autor, a cultura também tem um papel determinante na aprendizagem dos indivíduos, ao facultar-lhes materiais disponíveis para trabalharem e descobrirem. Ao fazê-lo, possibilita a

aprendizagem imitativa, a instruída e a colaborativa, que, por sua vez, permitem a assistida dado que implicam a existência dos “andaimes da aprendizagem” (um suporte para a aprendizagem e a solução de problemas). Desta forma, os estudantes tornar-se-ão mais independentes, por o docente assistir à sua aprendizagem; demonstrar habilidades, processos de pensamento; adaptar materiais e/ou problemas à turma/objetivo da aula e conduzi-los faseadamente dentro de um problema.

Além deste autor, outros também se dedicaram ao estudo do trabalho colaborativo como são exemplo Jeong e Chi ([1997] apud Damiani 2008: 217), que apontam para o facto de que se possa compartilhar memórias, conhecimentos ou modelos mentais ao trabalhar em conjunto. Algo que possivelmente não se alcançaria sozinho. Além de que, através desta forma de trabalho, ao se verbalizarem novos pensamentos (que serão depois discutidos e analisados pelo grupo) consegue-se objetivá-los, aperfeiçoando-os e desenvolvendo os indivíduos cognitivamente. De acordo com o exposto no ponto da motivação, o trabalho colaborativo baseia- se na teoria do Construtivismo Social e do Cognitivismo. Contudo, não deve, nem pode, ser confundido com comunidades de aprendizagem, já que estas são uma alternativa ao ensino tradicional e se desenvolvem essencialmente fora da escola, recorrendo (em muitos casos) à Internet, graças à sua natureza de hipertexto.

Para alguns autores, o sistema de ensino da última década do século anterior, padecia de uma grave enfermidade: não permitia que os jovens tivessem ocasiões nas quais exercitassem as suas habilidades comunicativas, dado se restringirem a responder a questões dos professores e assumirem um papel passivo. De outro modo: na sua perspetiva, o docente devia agir de modo a criar oportunidades de aprendizagem através de trabalho colaborativo e de interação entre colegas. Isto porque trabalhar em colaboração (por centrar-se no aluno) implica estabelecer processos e estratégias distintas de quando se trabalha só e fomenta a sua participação ativa e dinâmica nas aulas (Damiani 2008). O que, num grupo onde muitos estudantes estão passivos e calados, poderia contribuir para o desenvolvimento dessas competências. Além de que, ao trabalharem colaborativamente, os alunos convocam diferentes capacidades comunicativas: argumentam logicamente, expõem as ideias para trabalharem conjuntamente, “apoiam, dão respostas e inclusive avaliam e corrigem a atividade do colega, com o qual dividem a parceria do trabalho, assumindo posturas e gêneros discursivos” (Colaço [2004] apud Damiani (2008: 222). Algo percetível durante os trabalhos em grupo, onde vários alunos tiveram que assumir o papel de representante do grupo e na correção efetuada na última aula (e realizada em grande grupo) – como se apresenta no ponto seguinte.

Então, neste modelo de ensino, o professor tem um papel mais importante do que poderia a priori imaginar: estimular o trabalho em grupo, fornecendo um modelo interativo de partilha de ideias (não diretivo nem autoritário), promovendo os benefícios do trabalho colaborativo e servindo de modelo. Isto mesmo se pode verificar nas estratégias utilizadas para fomentar a escrita colaborativa durante a intervenção: trabalho de pares/em grupo (4 elementos) e a implicação da turma a fim de ajudar a construir/rever um texto (tanto o mesmo como contribuindo para o de cada grupo). Para isso, desenvolveram-se atividades suscetíveis de criarem um espírito de grupo, como são exemplo a alteração da letra de uma música espanhola e a revisão dos textos produzidos em contexto de aula.

In document arbeidet til styresmaktene med (sider 80-84)