5 Styring og oppfølging frå styresmaktene
6.3 Overordna styresmakter har svak styring og oppfølging
6.3.3 Oppgradering av tunnelar har kome svært kort
A conceção deste material visava aferir motivações, comportamentos, dificuldades e pensamentos passíveis de orientarem no momento de conceção de materiais e na planificação da intervenção. Por isso, pretendeu-se que o grupo identificasse qual (quais) as competências com mais dificuldades e a(s) que preferia, bem como reconhecesse as metodologias preferidas, seus pensamentos e comportamentos sobre a aprendizagem.
Uma vez que a docente cooperante esteve de licença de maternidade até ao final do mês de outubro, os alunos começaram as aulas com algum atraso, não evidenciando, assim, muitos conhecimentos da língua-alvo. Por isso, decidiu-se que a língua do inquérito seria a portuguesa por ser aquela que ofereceria maior facilidade de estabelecer uma comunicação com sucesso. De igual modo, ao longo das aulas assistidas, foi possível aperceber-se que os alunos gostavam pouco de escrever e que o faziam sobre o que lhes parecesse de fácil execução. Daí que se tenha pretendido que o inquérito fosse apelativo e de rápido preenchimento, por essa razão tem imagens, separadores dinâmicos e poucas questões abertas. Também foi intencional que não fosse muito extenso para que os discentes não se desmotivassem ao olharem para ele
pela primeira vez. A linha condutora da sua construção baseou-se em dois parâmetros: clareza nas questões e rapidez de resposta (por isso colocou-se perguntas de escolha múltipla, de grelha e de lista).5
O inquérito foi criado para ser respondido em casa e por resposta a um formulário disponibilizado online. Como se pretendia aferir a sensibilidade do grupo para a escrita, deixou- se várias questões com campos de texto livre e criou-se uma no final para que pudessem contribuir com as suas opiniões, pois considera-se importante que os alunos sintam que há abertura por parte do docente e que este o quer ouvir. De forma a saber-se quais os conhecimentos que cada aluno possuía sobre a língua, elaborou-se a última questão geral e a primeira do primeiro grupo e que evidenciam a sua autoimagem como aprendizes de uma língua estrangeira. As respostas não podiam ser mais elucidativas: quase todos reconhecem ter conhecimentos sobre a língua que vão aprender e escolhê-la foi uma decisão emocional (para uns) e estratégica (outros), como as imagens comprovam. Logo, afere-se aqui que sentem-se conscientes dos desafios que uma futura escolha profissional implica e motivados para a sua aprendizagem.
Gráfico 5: em cima, Q. G4: Que conhecimentos de espanhol tens? e em baixo Q.1(1ªParte): Optaste por estudares a língua espanhola porque...
5 Este inquérito está disponível online no endereço: https://docs.google.com/forms/d/1Hw8ESOakbTiVXth-
Para verificar os seus gostos e dificuldades conceberam-se as questões 2, 5 e 14. Para tal, questionou-se os estudantes sobre as suas preferências face as competências de uma língua para poder-se contrastar com a(s) que tinham mais dificuldades. As respostas, como ilustra o gráfico mostram que é a escrita (tanto a sua compreensão como a expressão) a competência onde têm mais dificuldades. Mas, ao mesmo tempo, a que gostam mais (ainda que neste caso seja a expressão escrita a que surge como sendo a privilegiada com 15 alunos a nomearem-na).
Gráfico 6: Q. 2. Qual(ais) a(s) competência(s) trabalhada(s) na aula de Espanhol que gostas mais?
Dado que as perguntas estão interrelacionadas, comparou-se e refletiu-se sobre os resultados obtidos e concluiu-se que dado o equilíbrio dos mesmos trabalhar-se-ia a competência que não era muito explorada no manual e era a que poucos nomearam como não tendo dificuldades. Uma vez que se tinha consciência que era necessário criar motivação, urgia aferir quais as metodologias preferidas (dentro das possíveis de serem implementadas em contexto de sala de aula). Com esse objetivo, conceberam-se as perguntas 3 e 6. Na primeira, conseguiu-se identificar formas de atuação para o desenvolvimento da competência (que depois utilizou-se durante a implementação do projeto, dentro da escrita criativa): música/filmes, atividades lúdico- pedagógicas e trabalho em grupo/pares.
Em relação à sexta questão, constatou-se que os discentes consideravam muito importante existir uma maior interação aluno-professor e aluno–aluno, diversidade de estratégias didático-pedagógicas, trabalho em grupo e fichas de trabalho. De facto, foram estas as que mais se utilizaram durante a intervenção na turma. Quanto aos pensamentos e comportamentos dos alunos, as questões 4,8,9,10,11,15 e 17 aferem-nas. De um modo geral e sintético dos seus resultados, pode-se concluir que os alunos admitem que tanto a interferência da língua portuguesa como a metodologia adotada pelos professores interferem com a sua aprendizagem.
Contudo, também reconhecem de imediato que a falta de concentração/atenção da sua parte aliada à rapidez da lecionação são fatores a ter em conta juntamente com os anteriores. Ou seja: assumem a responsabilidade pelo insucesso, ainda que a repartam com os docentes. Aliás, a utilização da língua de referência surge como estratégia para colmatar dificuldades ao nível da escrita, denunciando a sua insegurança na LE.
Quando confrontados com a questão se gostavam de escrever e onde, mais de 75% respondeu que gostava, mas somente 24% reconheceu que gostava de o fazer em pares (48% disse que preferia escrever só, o que me confirmou o que se observara nas aulas em que os trabalhos são maioritariamente individuais e alguns alunos eram competitivos). Um outro dado importante foi o facto de mais de 95% valorizar a necessidade de saber escrever numa LE, pois evidencia a importância que essa competência tem para eles. Também parece ilustrador do pensamento do grupo que mais de 55% respondessem que gostava de escrever textos sobre temas livres e 46% inventados por eles. Isto é: gostam de ter liberdade para criar, o que as atividades de escrita criativa foram potenciar.
Assim, concluiu-se que era uma turma motivada para a aprendizagem da disciplina, que reconhecia ter o papel principal (ainda que partilhado com o professor) na obtenção de sucesso, com imagem muito definida de que para o conseguir-se é importante aulas teórico- práticas e momentos de trabalho individual e de grupo.