3. Metode
3.4 Troverdighet
Definição: Conjunto de acções que visam promover a cicatrização e a prevenção de
complicações, a assepsia através da limpeza e desinfecção do cateter, do local de inserção do mesmo, da pele subjacente e na aplicação de penso protector.
Objectivo: Diminuir o risco de infecção e de complicações associadas ao pós-
operatório imediato ou tardio de colocação do cateter; Manter a integridade cutânea.
Quem executa: O enfermeiro.
Frequência: Vigilância contínua nas primeiras horas de pós-operatório; Vigilância
monitorizada nos primeiros quinze dias de tratamento ou de acordo com o que é preconizado no serviço.
Orientação à execução:
- Executar técnica asséptica na manipulação do cateter peritoneal; - Manter o penso do local de inserção íntegro, seco e estéril.
- Diminuir o risco de complicações associadas ao cateter peritoneal.
Material necessário:
- Um campo esterilizado com buraco (no pós operatório imediato); - Compressas esterilizadas 10x10;
- Clorexidina 2% com álcool a 70%; - Soro fisiológico a 0,9%;
- Dois pensos protectores esterilizados; - Sterille-strips ou adesivo;
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- Duas máscaras cirúrgicas (enfermeiro e doente).
Procedimento durante o processo de cicatrização:
Acção Justificação
Reúna o material necessário. Gestão de tempo.
Explique ao doente e família qual é o objectivo do procedimento e como o vai realizar.
Diminuir o nível de ansiedade do doente e família;
Permite integrar o doente e família nos cuidados.
Posicione o doente em decúbito dorsal. Facilita a realização do procedimento;
Permite assegurar o bem- estar do doente.
Coloque a máscara cirúrgica. Diminuir o risco de infecções nosocomiais.
Proceda à lavagem das mãos. Diminuir o risco de infecções nosocomiais.
Peça ao doente que coloque a sua máscara. Diminuir o risco de infecções nosocomiais.
Prepare o material. Gestão de tempo
Remova o penso que protege o cateter peritoneal bem como o penso do local de inserção do mesmo.
Avalie as características do penso removido, do cateter, do local de inserção do mesmo e o local circundante.
Permite monitorizar o processo de cicatrização
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Se apresentar sinais inflamatórios, avise o médico. do local de inserção do cateter peritoneal, das suturas operatórias e despistar sinais de infezcção.
Aplique clorexidina 2% com álcool a 70% no cateter e no local de inserção do mesmo, deixe actuar durante 15 segundos, nos primeiros trinta dias após a colocação de cateter de diálise peritoneal.
OU
Aplique soro fisiológico a 0,9% no local de inserção do local de inserção do cateter, ao fim de um período de trinta dias após a colocação do cateter peritoneal.
Permite a remoção de microorganismos; Permite a desinfecção do local de inserção do cateter e do cateter; Facilita o processo de cicatrização; Permite manter a integridade da pele em redor do local de inserção do cateter.
Lave/ desinfecte as mãos. Diminuir o risco de infecções nosocomiais
Limpe mecanicamente o local de inserção do cateter.
(no 15º dia após a colocação do cateter deve retirar os pontos das suturas, caso não existam contra- indicações).
Ajuda na remoção de microorganismos.
Aplique o penso de protecção do local de inserção do cateter.
Permite assegurar a esterilidade do local de inserção do cateter.
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Coloque duas fitas de Sterille-strips ou de adesivo, em forma de X, a 5 cm do local de inserção do cateter peritoneal
Permite prevenir o traumatismo do local de inserção do cateter bem como a tracção do mesmo.
Aplique o penso de protecção do prolongador do cateter.
Permite prevenir o traumatismo do local de inserção do cateter bem como a tracção do mesmo.
Retire a sua mascara e a do doente.
Proceda à remoção do lixo.
Lave/ desinfecte as suas mãos.
Ajude o doente a vestir-se e a levantar-se, se necessário.
Proceda aos registos de enfermagem: dia/ turno; classificação do local de inserção do cateter, características da região em redor do mesmo; educação para saúde.
Permite a continuidade dos cuidados.
Nota: É da responsabilidade da enfermeira da Unidade de DP a realização do penso
do local de inserção do cateter peritoneal ao quinto dia e posteriormente de três em três dias até ao décimo quinto dia, altura em que são retirados os pontos das suturas operatórias.
Classificação do orifício de saído do cateter peritoneal, de cordo com Twardoski e Prowant (Riemann e Casal, 2010):
- Orifício Perfeito: tem pelo menos seis meses de evolução; apresenta uma tonalidade de pele normal sem exsudado; pode apresentar uma pena crosta no local de inserção do cateter peritoneal;
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- Orifício Bom: a pele do local de inserção do cateter peritoneal por vezes pode apresentar uma tonalidade rosa pálido, púrpura; não existe exsudado purulento ou hemático mas, pode existir um exsudado claro que resulta do tecido de granulação;
- Orifício Equivoco: há exsudado purulento e/ou hemático, em pequena quantidade, no local de inserção do cateter peritoneal acompanhado de diminuição do tecido epitelial no orifício de saída do cateter peritoneal;
- Infecção Aguda do Orifício: existe presença de exsudado purulento e/ou hemático, de forma espontânea ou após pressão na região em redor do local de inserção do cateter peritoneal. O processo de inflamação dura menos de quatro semanas e pode ser acompanhado de dor, tecido de granulação exuberante na zona e local de inserção do cateter peritoneal e existe crosta;
- Infecção Crónica do Orifício: existe presença de exsudado purulento e/ou hemático, de forma espontânea ou após pressão na região em redor do local de inserção do cateter peritoneal. O processo de inflamação dura mais de quatro semanas e existe presença de crosta no local de inserção do cateter peritoneal.