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Traumesenter i Norge - Funksjoner og krav

4.3.1. Fundamentação e apresentação da metodologia usada no estágio durante o processo de supervisão

A supervisão das práticas clínicas teve como finalidade ajudar os profissionais de saúde a desenvolverem competências pessoais e profissionais para o desempenho de funções e reforçou e sustentou também, o verdadeiro sentido do que é ser enfermeiro e da sua responsabilidade civil, moral e ética.

Ferramentas fornecidas aos supervisados

Durante a supervisão das práticas clínicas foram providenciadas todas as ferramentas possíveis ao supervisado, que lhe permitam um cuidar com mais qualidade e com responsabilidade profissional. A supervisão neste contexto foi entendida como um apoio clínico profissional dado por mim que visou contribuir para uma prática segura e sustentada do profissional em formação inicial com o utente, o que exigiu desenvolver nestes futuros profissionais as suas competências de reflexão sobre a prática.

Relação supervisora e supervisados

Houve um cuidado especial no relacionamento entre a supervisora e supervisado, pois foi considerado fundamental para a consecução do processo supervisivo a nível do desenvolvimento pessoal e profissional do aluno de enfermagem. Se por um lado, a supervisora foi aquela que transmitiu e partilhou o seu conhecimento, a sua experiência, os seus valores e a sua motivação para o exercício de funções, o supervisado, por outro lado, foi aquele que, através das suas interrogações, reflexões, observações construtivas, anseios e medos, fez com que a supervisora se aplicasse e implicasse na promoção e desenvolvimento das suas capacidades e competências de supervisão. A relação supervisiva, teve assim, uma dimensão central no processo de supervisão e o sucesso do processo supervisivo só foi possível com o empenhamento de ambas as partes envolvidas.

Relação entre o hospital como local de estágio e a instituição formadora

Obviamente não foi menosprezada a relação de reciprocidade que deve existir entre o docente e a enfermeira que supervisa, porque é através dela que todos os intervenientes do processo de ensino e aprendizagem são co-responsabilizados e que se pode conseguir ultrapassar a dicotomia entre teoria e prática. Foi também através desta parceria que se pode melhorar a aprendizagem dos alunos e a cooperação entre os profissionais.

Efectivamente, as instituições de ensino têm um papel preponderante na formação dos futuros enfermeiros e têm a responsabilidade de colaborar activamente na

formação ao longo da vida dos profissionais de enfermagem. A Escola de Enfermagem é reconhecida como sendo um espaço privilegiado para fomentar a reflexão crítica e tem por obrigação sensibilizar os estudantes de enfermagem para a importância de prestar cuidados de qualidade.

Com a manutenção deste elo de ligação entre instituição de ensino e instituição de saúde, a supervisão clínica tornou-se um processo formal de acompanhamento da prática clínica que visou promover a tomada de decisão autónoma, assegurando a protecção da pessoa e a segurança dos cuidados de enfermagem, através de processos reflexivos e de análise da prática clínica.

Ao longo destes anos, a evolução da escola e do ensino de enfermagem, as alterações legislativas das metodologias de ensino e do próprio ensino, tiveram grande impacto na formação inicial de enfermeiros, e nomeadamente no estabelecimento de uma estreita e efectiva articulação entre a escola e os contextos de trabalho. Neste sentido, como enfermeira da prática clínica, surgi como facilitadora desta articulação, agindo como facilitadora da integração dos alunos nos contextos de estágio e como supervisora das suas aprendizagens. O meu trabalho, surge da implementação de protocolos/parcerias entre as instituições de ensino e de saúde que de acordo com a legislação sustenta uma formação e uma supervisão com qualidade.

Desenvolvimento do processo de supervisão

Foram acompanhados em orientação do ensino clínico de especialidades médicas e cirúrgicas, um grupo de 6 alunos do 3º ano de Licenciatura em Enfermagem de um Instituto Superior, no período compreendido entre 10 de Janeiro e 25 de Fevereiro de 2011, e que se realizou no serviço de Cirurgia Geral do Piso 2 do Hospital (ver secção 2.2.3). A supervisão deste ensino clínico foi realizada, numa fase inicial, por um orientador pedagógico do Instituto de Ensino e, posteriormente, por mim e outra enfermeira do serviço de Cirurgia Geral do hospital.

Até então, a supervisão das práticas clínicas era realizada por dois enfermeiros do serviço onde iria decorrer o ensino clínico, e em parceria com o docente da instituição de ensino, responsável pelo referido estágio clínico. Com a tomada de posse de uma nova administração neste Instituto, a orientação dos alunos na prática clínica,

independentemente da experiência profissional e de orientação que possuam. No entanto, face aos problemas e preocupações levantados pelos alunos no referido ensino clínico, no que respeita à qualidade da supervisão das suas práticas clínicas, e face às dúvidas, incertezas e falta de experiência tanto profissional como de supervisão, referidas pelo próprio orientador, a coordenadora do ensino clínico pediu, com autorização da administração do Instituto, a minha colaboração como enfermeira do serviço, porque já tinha colaborado com este Instituto em ensinos clínicos anteriores.

Assim, em 17 de Janeiro de 2011, iniciei este ciclo de supervisão das práticas clínicas, em colaboração com o orientador pedagógico do estabelecimento de ensino, que viria a abandonar, por sua iniciativa, o ensino clínico em 27 de Janeiro de 2011. Mais tarde, seria convidada, a pedido da coordenadora e por referência minha, outra enfermeira do serviço para dar continuidade ao ensino clínico.

Quando iniciei a supervisão, a minha experiência profissional como enfermeira e supervisora das práticas clínicas e o facto de conhecer a unidade de saúde e a filosofia educativa da instituição de ensino facilitou o processo de supervisão dos alunos, pois tornou-se mais fácil a mobilização e a integração dos conhecimentos e a sua aplicabilidade no ensino clínico.

O meu papel de supervisora foi simultaneamente de supervisão e de gestão do desenvolvimento da aprendizagem e visou permitir ao aluno alcançar a plena maturidade no seu desenvolvimento pessoal e humano, mas também educacional e profissional. Para além de monitorizar as práticas como enfermeira supervisora, tentei assumir o papel de facilitadora da aprendizagem e do desenvolvimento, numa relação estreita e de confiança com os meus supervisados. Do mesmo modo, tentei que o aluno conseguisse percepcionar a segurança que lhe procurava transmitir quer a nível prático quer teórico, visando facilitar-lhes, como já referi, a sua introdução e integração ao serviço e ao ensino clínico. O que pretendi ao longo do ensino clínico, foi que os alunos de enfermagem dessem continuidade ao seu processo de aprendizagem, reflectindo em acção e aplicando os conhecimentos adquiridos. Assim, foi-lhes dada a oportunidade de praticar, em situação similar à futura actividade profissional.

Este ensino clínico possibilitou 245 horas de prática clínica, e obedeceu aos objectivos gerais seguintes, propostos pela equipa pedagógica do Instituto:

- Perceber o modo de funcionamento e a dinâmica das unidades de saúde; - Estabelecer relações terapêuticas;

- Cuidar o indivíduo/família de forma global;

- Demonstrar conhecimentos teóricos e integrá-los na prática; - Utilizar os métodos de registo utilizados na instituição;

- Demonstrar pensamento crítico eficaz e destreza na tomada de decisão.

A supervisão das práticas clínicas neste contexto de estágio, visou estabelecer uma relação de cooperação no processo de ensino e aprendizagem que estivesse direccionada para uma troca de saberes entre os tutores, o aluno de enfermagem e o orientador do ensino clínico. O objectivo principal desta supervisão foi a promoção do processo de crescimento e a evolução individual, propiciada pelo aproveitamento de todas as oportunidades de ensino e aprendizagem que ofereceu o campo de estágio. Sendo que, obviamente este crescimento e esta evolução se reportaram também aos colaboradores deste processo.

Como enfermeira supervisora procurei conhecer-me a mim mesma e ter capacidade de reflexão para introduzir medidas correctivas, se necessário, no meu desempenho. Não há melhor forma de desenvolver valores no aluno supervisado, do que no contexto da prática, e não há melhor forma de alterar comportamentos do que ser levado a reflectir na e sobre essas mesmas práticas.

Assim, a prática supervisiva decorreu da seguinte maneira: