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Transportinfrastruktur og transportløsninger

O controle fitossanitário, como visto anteriormente, representa a maior parcela dos custos operacionais para manutenção do pomar e é uma grande preocupação para os citricultores devido ao grande número de doenças e pragas que podem assolar um pomar. As estratégias para controle fitossanitário devem ser estabelecidas dentro de uma estratégia global de manejo do pomar. De acordo com conceitos da PIF – Produção Integrada de Frutas, conforme visto no capítulo 2, deve-se objetivar a proteção integrada da cultura, por meio do uso das técnicas do MIP – Manejo Integrado de Pragas e de métodos naturais, biológicos e biotecnológicos para o controle de pragas, de modo a minimizar a necessidade de uso de agroquímicos. Estes devem ser aplicados somente quando for justificada sua necessidade. Deve haver uma grade de produtos definidos para a cultura e região, de modo a minimizar os danos ambientais. As aplicações devem ser feitas mediante receituário agronômico, por pessoal treinado utilizando equipamentos de segurança (EPI´s) apropriados. Os produtos devem ser estocados de forma segura antes do uso e as embalagens usadas devem passar por tríplice lavagem e serem encaminhadas para centros de recolhimento para prevenir danos ambientais.

De acordo com SOUTHER in PRATES (1991), o MIP é um sistema que objetiva o uso de todas as informações e técnicas adequadas para resolver problemas de pragas antes de usar qualquer inseticida. O objetivo é a obtenção de lucros à custa de mecanismos de controle natural, com ênfase nos organismos presentes nos citros e ecossistemas relacionados. Dentro do contexto de MIP, o controle químico de doenças e pragas só deve ser realizado quando as populações atingirem níveis próximos de causarem danos econômicos e no caso de pragas e doenças primárias. Segundo PINTO et al (1995), o MIP está alicerçado em quatro princípios básicos:

Princípio 1: toda praga tem, pelo menos um inimigo natural que pode ser um predador, um parasitóide ou um patógeno.

Princípio 2: toda planta pode tolerar certa quantidade de pragas sem prejuízo à produção e à própria planta.

Princípio 3: todo controle pode ser seletivo, independentemente do produto utilizado ser seletivo ou não aos inimigos naturais.

Princípio 4: todo ambiente pode ser equilibrado, quanto maior for sua diversificação.

De acordo com o segundo princípio, é necessário determinar o nível de infestação do pomar ou talhão e o momento adequado para a aplicação de agrotóxicos, antes que possam ocorrer danos econômicos. Para isto devem ser realizadas inspeções periódicas, com freqüência entre 7 a 15 dias, em função da época do ano. As inspeções são planejadas de forma a abranger amostras representativas de cada talhão, devendo-se verificar 1% das plantas de cada talhão, sendo, no mínimo 10 árvores, de forma seqüencial, formando uma espiral concêntrica no talhão (PINTO et al, 1995). Os inspetores, ou “pragueiros”, devem ser treinados para identificar os diversos tipos de pragas e para preencher corretamente os relatórios de campo. De particular importância, também, é a inspeção contra o cancro cítrico, recomendada pelo FUNDECITRUS. “Kits Pragas”, ou cartões com figuras para auxiliar a identificação das pragas são ferramentas úteis para orientar os pragueiros, tendo sido usados com sucesso num projeto de Produção Integrada de mangas e uvas no Vale do São Francisco, conduzido pela EMBRAPA – Meio Ambiente (SILVA et al, 2000).

Segundo GRAVENA (1995) as pragas são classificadas em três categorias principais, usadas para determinar o tipo de tratamento:

i. Pragas chave ou primárias: são as que atacam em todas as safras e podem causar danos irreparáveis quando fogem do controle. Ex. ácaros-da- ferrugem e leprose.

ii. Pragas secundárias: não ocorrem regularmente todas as safras, nem atacam todo o pomar. Ex. pardinha, ortézia, parlatória, bicho furão, mosca da fruta e outras.

iii. Pragas ocasionais: não atacam os citros regularmente, mas podem fazê-lo em condições especiais. Ex. gafanhotos, percevejos da soja, etc.

Na Fazenda A, os pragueiros são treinados pelos agrônomos do departamento técnico e as inspeções são controladas pelos técnicos agrícolas. Também existem inspetores exclusivos para a inspeção de cancro cítrico. São utilizadas fichas que estabelecem o roteiro das inspeções e permitem o registro das informações. As inspeções são feitas por duplas, sendo comum o emprego de mulheres para esta atividade. Os talhões destinados ao mercado interno são controlados com mais rigor em função da necessidade de melhor aspecto da fruta. Com base nas informações trazidas pelos pragueiros, os agrônomos podem avaliar a necessidade de pulverizações e determinar, precisamente, os talhões a pulverizar a os produtos a utilizar, bem como outras medidas de controle. Além dos tratamentos determinados com base no monitoramento do pomar, na Fazenda A também são realizados tratamentos e pulverizações de caráter preventivo. Os principais são as pulverizações com cobre para a prevenção do cancro cítrico, feitas anualmente após o surgimento de novas brotações, e os tratamentos contra a “estrelinha”, logo após cada florada. As pulverizações são feitas sob a supervisão dos técnicos, seguindo as receitas definidas pelos agrônomos. São mantidos registros das aplicações em cada talhão de forma a assegurar que o prazo de carência de cada defensivo seja respeitado no caso de colheita ou de entrada de pessoal no pomar. Existem também cuidados para controle de embalagens usadas e sobre a aplicação dos defensivos para prevenir danos ao meio ambiente.

Não obstante a importância do controle fitossanitário para o sucesso do empreendimento citrícola e dos custos envolvidos, bem como dos riscos ao meio ambiente e à saúde dos trabalhadores decorrentes do uso de defensivos, é comum ocorrerem erros nos tratamentos realizados. Segundo MEDINA (1996), os principais problemas são a falta de pessoal treinado, tanto pragueiros, como tratoristas e

operadores dos equipamentos de aplicação, equipamentos mal dimensionados, mal regulados e mal conservados, falta de planejamento adequado e falta e conhecimento dos produtores. As implicações sobre a saúde dos trabalhadores são graves, conforme estudado por LAFORGA (1999).