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Kriterier ved lokalisering av slakteri

Alternativ 1 med brønnbåt-

5 Samfunnsmessige vurderinger

A pesquisa de campo objetivou captar a percepção dos citricultores sobre o problema cancro cítrico e avaliar o grau de utilização das medidas de prevenção nas propriedades produtoras com a finalidade de colher subsídios para a proposição do sistema de gestão da qualidade fitossanitária. Aproveitou-se, também, para avaliar a opinião dos produtores sobre a eficácia das inspeções realizadas pelo FUNDECITRUS para detectar focos de cancro e sobre uma possível certificação de qualidade fitossanitária para prevenção do cancro.

A coleta dos dados junto aos produtores foi feita por meio de entrevistas estruturadas, realizadas por compradores de frutas de duas empresas processadoras que se dispuseram a apoiar a pesquisa. Esta metodologia foi selecionada em função da potencial falta de retorno de questionários enviados pelo correio e do desconforto dos produtores em falar do assunto cancro cítrico, dificuldades estas apontadas pelo FUNDECITRUS. Segundo BAILEY (1982), a realização de entrevistas tem a vantagem de assegurar uma maior taxa de resposta e permitir o uso de questionários mais complexos, o que era necessário neste caso para cobrir todos os pontos de interesse da pesquisa; além disto, o uso de entrevistadores com características semelhantes aos entrevistados favorece a disposição de responder à pesquisa, o que era um ponto crítico a ser superado. Ainda segundo BAILEY (1982), este método é criticado por diversos autores face à possibilidade de interferência nas respostas por parte dos entrevistadores, seja pela indução a respostas seja por erros de anotação, bem como pela atitude dos entrevistados que podem fornecer respostas inexatas, involuntária e/ou deliberadamente. Procurou-se minimizar estes inconvenientes utilizando questões fechadas e orientando os compradores a explicar o caráter acadêmico da pesquisa e não exigir a identificação dos produtores, além de deixar os entrevistados à vontade para dar a resposta que quisesse, inclusive não responder.

Para coleta dos dados foi elaborado um questionário (ver Apêndice 1), utilizando-se questões fechadas e campos para comentários e observações adicionais. Optou-se por este tipo de questionário por permitir a comparação e análise numérica das

respostas (BAILEY, 1982). As questões foram formuladas com base na literatura sobre o cancro cítrico e entrevistas informais com produtores e profissionais da indústria e do FUNDECITRUS. Procurou-se utilizar linguagem acessível e retratar as percepções correntes no setor. Procurou-se obter respostas para seis questões principais:

a) O que os produtores pensam do cancro cítrico? b) Como os produtores se previnem do cancro cítrico?

c) Por que não são adotadas todas as medidas de prevenção recomendadas? d) O que os produtores acham das inspeções realizadas pelo FUNDECITRUS? e) Os produtores que adotassem corretamente as medidas de prevenção do

cancro deveriam receber um tipo de certificado de qualidade fitossanitária? f) Que vantagens ou desvantagens os produtores poderiam ter com o certificado

de qualidade fitossanitária?

O questionário foi composto por nove grupos de questões subdivididos em cinco partes (ver Apêndice 1). A primeira, formada pelos quadros 1 a 4, tem a finalidade de coletar dados sobre os produtores para possibilitar as análises de tendência e correlações com as respostas referentes ao objeto da pesquisa. Dois critérios principais foram adotados para caracterizar os produtores – porte e região do Estado de São Paulo, conforme detalhado na tabela 5.1; em ambos os casos foram seguidos os critérios utilizados pelo FUNDECITRUS. O primeiro critério foi selecionado por estar diretamente ligado ao poder econômico e à capacidade técnica e administrativa do produtor. O segundo critério foi escolhido em razão do mapeamento da incidência do cancro cítrico indicar uma maior concentração de focos da doença na região noroeste do Estado, em municípios mais próximos ao rio Tietê, conforme exposto no capítulo 3. Procurou-se, também, identificar características referentes à maneira como as propriedades são administradas; à assistência técnica utilizada; ao destino da produção; uso de seguro contra o cancro cítrico e ocorrência da doença na propriedade.

A segunda parte objetiva avaliar a percepção dos produtores sobre o problema cancro cítrico e as razões para o surto da doença entre 1998 e 2001. As questões foram apresentadas em forma de afirmações para as quais se solicitava a opinião dos produtores por meio de respostas associadas a escalas com 5 posições para facilitar a tabulação. A terceira parte procura avaliar o conhecimento e a aplicação das medidas de prevenção do cancro cítrico por parte dos produtores e identificar as razões para a

eventual não adoção das mesmas. As medidas de prevenção apresentadas são as recomendadas pelo FUNDECITRUS, conforme analisado no capítulo 3.

TABELA 5.1 – Critérios para caracterização das propriedades produtoras de laranjas

Critérios para caracterização da propriedade Porte (*) – número de árvores plantadas, em produção ou não:

Pequeno: até 20.000 árvores Médio: de 20.000 a 100.000 árvores Grande: mais de 100.000 árvores

Região (*) – região do Estado de São Paulo onde está situada a propriedade Noroeste – região de S. José do Rio Preto e Votuporanga

Norte – região de Bebedouro e Barretos Centro – região de Araraquara e Matão Sul – região de Limeira e Itapetininga

Estrutura Técnica – utilização de serviços de agrônomos

Agrônomo permanente – agrônomo permanente na propriedade, podendo ser proprietário, funcionário ou contratado em tempo integral, responsável direto pelo manejo do pomar.

Utiliza agrônomo regularmente – agrônomo que orienta e acompanha mas não supervisiona diretamente o manejo do pomar.

Utiliza agrônomo apenas quando necessário – o produtor conduz o manejo do pomar e decide quando é necessário o auxílio de um agrônomo.

Não utiliza agrônomo – o produtor realiza o manejo do pomar sozinho Tipo de Empresa

Familiar – propriedade pertencente ao produtor e seus familiares

Pool – propriedade associada a algum pool de produtores, ou pertencente a grupo empresarial não ligado à indústria cítrica

Integrada – propriedade pertencente a grupo empresarial integrado à indústria cítrica

Fonte: FUNDECITRUS in AMARO & MAIA (1997) para itens indicados com * / elaboração do autor

A quarta parte avalia a opinião dos produtores sobre a atuação do FUNDECITRUS e propõe a questão de fundo deste trabalho que é saber se quem segue as medidas de prevenção do cancro cítrico deveria receber um certificado ou selo de qualidade fitossanitária. Na quinta parte procura-se avaliar a opinião dos produtores sobre as eventuais vantagens e desvantagens associadas a uma certificação da qualidade fitossanitária.

Antes da aplicação, procurou-se validar o questionário por meio de sucessivas avaliações em conjunto com profissionais do FUNDECITRUS e compradores de frutas das indústrias de forma a abranger os objetivos da pesquisa e torná-lo o mais compreensível possível pelos produtores. A principal preocupação era conseguir

respostas para as questões sobre como os produtores encaravam o cancro cítrico, as quais eram o tema central da pesquisa, havendo um receio de que os produtores não se dispusessem a responder. Felizmente não houve relatos de recusas para responder ao questionário e apenas um pequeno número de produtores não se identificou.