4.2 Å RSAKER TIL LAV PRIORITERING AV FRILUFTSLIV PÅ UNGDOMSSTEGET
4.2.4 Tradisjon/kultur ved skulen
A partir de meados da década de 70, o crescimento permanecia fincado no modelo de substituição de importação, durando até meados da década de 80, quando se mostrou inviável por ser sustentado pelo endividamento externo. Mesmo assim, a economia brasileira cresceu entre 6,7 a 8% a. até o final da década de 70. Porém, junto ao vigor que a economia adquiriu, elevou-se a inflação, pioraram as contas públicas e externas, indicando a necessidade de finalização desse modelo de crescimento.
Na época, o ajuste externo foi acompanhado da promoção de investimentos públicos e privados, necessários à geração de desenvolvimento. Para tanto, atacaram-se os gargalos da economia como infra-estrutura, bens de produção de capital e insumos, energia e exportação, ampliação da malha ferroviária, da rede de telecomunicações e da infra-estrutura, em detrimento de uma produção e comercialização agrícola voltadas para o mercado interno e para a exportação.
O choque do petróleo em 1973 fez com que os países industrializados aumentassem seus juros, resultando na contração das atividades econômicas nos anos subseqüentes, o que provocou o desequilíbrio dos países em desenvolvimento pela defasagem entre os preços de suas exportações e das importações, causando déficits comerciais. Para os países membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP), por outro lado, a elevação do preço do petróleo propiciou grande aumento de suas receitas e a conseqüente entrada dos petrodólares, principalmente no mercado financeiro internacional, contribuindo para o financiamento da dívida dos países em desenvolvimento, dentre eles o Brasil.
O crescimento econômico por financiamento externo foi interrompido com o segundo choque do petróleo, em 1979, agravado pelo aumento das taxas básicas de juros, redundando em uma recessão que durou até o início dos anos 80. A recessão afetou as possibilidades de novos empréstimos e as importações dos países industrializados, assim como proporcionou o aumento da dívida externa feita a taxas flutuantes e uma inflação de 93% a. Isso implicou perdas salariais e alterações nos mesmos, com reajustes que deixaram de ser anuais para se tornarem semestrais. Configurou-se, então, a “crise da dívida”, que provocou a moratória do México em 1982, estreitando ainda mais a obtenção do capital externo pelo Brasil, o que perdurou até o final da década de 80 (HERMANN, 2005a).
A crise da dívida gerou vários acordos entre o Brasil e o FMI para a resolução de problemas da economia externa, que impuseram maior rigor à política monetária brasileira, já restritiva. Esses problemas foram minimizados, em meados da década de 90, com a renegociação da dívida externa, promovendo a estabilização do câmbio e dos preços.
Relativamente ao trabalho, no período de 70 a 84 houve um aumento de pessoal empregado no setor privado de 41,7%, em 1970, para 52,2%, em 1980; e no setor público de 7,3%, em 1970, para 8,8%, em 1980. Em contrapartida, cai a proporção de autônomos de 33,8% para 25,2% e não remunerados de 9,9% para 5,3%. O aumento foi possível devido a vários fatores: expansão, embora descontínua, da economia nacional; aumento da industrialização; e renovação do parque industrial brasileiro. A partir de 1980, ela se transformou com o desajuste e o esgotamento do modelo de crescimento da economia. Após
os choques do petróleo, houve aumento das taxas de desemprego, da precarização do trabalho e da informalização (HERMANN, 2005).
O ciclo de industrialização brasileira fomentado no pós-guerra persistiu até a década de 1980, quando o pico do setor formal de trabalho absorveu 55,6% da PEA. O setor de subsistência e os desempregados correspondiam a 43,4% da PEA, acompanhando e possibilitando esse desenvolvimento. No início da década de 90, a economia brasileira entra na chamada “década perdida” (HERMANN, 2005).
O êxodo rural contribuiu para o aumento da concentração populacional nas cidades. O processo de urbanização concentrou também a pobreza e o crescimento das favelas, cuja população se ocupava nas atividades precárias, ocupações informais, pequeno comércio e serviços, provocando o inchaço do setor de comércio e serviços. É importante destacar que:
Até o início dos anos de 1980 o fenômeno hoje identificado como trabalho “informal” era classificado principalmente como subemprego. De todo modo, a utilização do termo “informalidade” vem, desde meados da década de 1980, se sobrepondo ao termo subemprego, já que este último seria uma das formas da “informalidade” (NORONHA, 2003, p.125).
O inchaço do setor de comércio e serviços foi atribuído ao aumento das atividades que compõem a economia informal, tanto para homens como para mulheres e adolescentes em atividades precárias. A atividade de chapas é um bom exemplo do destino de parte dos trabalhadores do setor formal, que perderam seus empregos e não conseguiram outro, nem mesmo em atividades menos rentáveis (SOARES, 2001).
Na década de 80, para a estabilização da economia e, principalmente, para o combate à inflação, foram lançados, sem sucesso, o “Plano Cruzado” em 1986, o “Plano Bresser” em 1987, e o “Plano Verão” em 1989, impactando as questões do trabalho. Afinal, era preciso combater o que se assistiu nos anos 80, a saber, o início da desestruturação do mercado de trabalho. Houve a diminuição do número de ocupações no setor agrícola da economia, estagnação do setor industrial, inchaço do setor de comércio e serviços, acompanhado do aumento do desemprego, da precarização das novas ocupações e da informalidade, embora fosse mantida a taxa de assalariamento. Mudou a quantidade de empregos assalariados, aumentando o número de trabalhadores sem registro em carteira e as ocupações não- assalariadas de conta própria. No setor de serviços, aumentou-se o número de ocupações formais e informais.
Segundo Pochmann (2001a), essa desestruturação do mercado de trabalho é conseqüência do abandono do projeto de industrialização nacional e da adoção de políticas
que visavam um melhor engajamento do Brasil no contexto econômico internacional. Relativamente à desigualdade social, somente a partir de meados da década de 1980 pôde-se obter a elaboração de estudos (como a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio - PNAD), que mostraram um crescimento mal distribuído na renda média anual de 1,2%, com os 10% mais ricos apropriando-se mais dessa renda do que os mais pobres que obtiveram um declínio de 1,4% (RAMOS; MENDONÇA, 2005).
3.2.4.3 OS ANOS DE 1990 A 2007: OS PLANOS ECONÔMICOS, O PROCESSO DE ESTABILIZAÇÃO