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Traceability in relation to other scientific disciplines and research areas

5 Food traceability in theory

5.1 Traceability in relation to other scientific disciplines and research areas

rufiações de retorno eram realizadas a partir do 15º dia pós-ovulação, sendo complementadas pelo uso de ultra-sonografia, realizada a cada 14 dias. O diagnóstico por imagem iniciava-se num período mínimo de 11 dias pós-ovulação sendo cada égua positiva submetida à, pelo menos, dois diagnósticos subseqüentes (Anexo – Figura 7.b). A realização de diagnósticos subseqüentes, a partir dos 11 dias pós-ovulação, permitiu a determinação dos intervalos médios das perdas embrionárias. Somente as éguas que reabsorveram os embriões dentro de um período gestacional inferior à 35 dias (Penzhorn et al., 1986) foram re-inseminadas, utilizando-se o mesmo tratamento do ciclo reprodutivo anterior.

Durante a estação de monta foram utilizadas prostaglandina sintética (d-cloprostenol2), gonadotrofina coriônica humana (hCG3) e progesterona4 como auxiliares no controle reprodutivo, quando necessário.

As éguas foram mantidas a pasto durante todo o período experimental, com o capim gordura sendo predominante (Melinis minutiflora), mas existindo outras espécies forrageiras consorciadas, como os cultivares Tanzânia, Mombaça e Atlas (Panicum maximum), o capim Jaraguá (Hiparrhenia rufa) e o capim Humidícola (Brachiaria humidicola), sendo o fornecimento de água e sal mineral5 ad libitum.

3.2.4. Manejo Reprodutivo e Nutricional dos Reprodutores

Para os Experimentos I e II foram utilizados jumentos da raça Pêga (Equus asinus), apresentando os reprodutores J1, J2, J3, J4 e J5, idades de 15, 8, 15, 7 e 9 anos, respectivamente. Os reprodutores utilizados foram os mesmos em ambos os experimentos, exceto pelo animal de número 2, que não participou do Experimento I.

Antes do início da estação de monta, os reprodutores passaram por exame andrológico, compreendendo a avaliação da condição externa do animal, avaliação física e morfológica do sêmen (cor, aspecto, motilidade, vigor, concentração, morfologia espermática), e

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avaliação de sua resistência frente ao resfriamento a 5°C, por 12 e 24 horas, utilizando- se o mesmo protocolo descrito nos itens 3.2.5, 3.2.6 e 3.2.7.

Todas as colheitas, durante os experimentos (itens 3.2 e 3.2.6; Fig. 3.1), foram registradas em fichas próprias (Anexo – Figura 7.c), incluindo os cálculos do número de doses produzidas por colheita e por jumento, e a sua utilização em cada tratamento.

Os jumentos eram mantidos em baias individuais de alvenaria, medindo 16 m2, com piso de cimento e cama de palha seca, sendo soltos de forma alternada em um piquete durante o período do dia.

Eram fornecidos, a cada macho, 20 kg de capim elefante picado (Pennisetum purpureum), distribuídos duas vezes ao dia, 4 kg de ração farelada, produzida na própria fazenda (tabela 3.6), sal mineral5 e água ad libitum.

3.2.5. Diluidores Utilizados

Todas as éguas dos Experimentos I e II foram inseminadas com o sêmen diluído no diluidor à base de leite em pó desnatado-glicose – Tratamento I (Kenney et al., 1983) ou no de glicina-gema de ovo – Tratamento II (Foote, 2002), estando as fórmulas e detalhes de preparo dos mesmos apresentados na tabela 3.7. O diluidor à base de leite em pó desnatado-glicose era preparado e estocado em recipientes estéreis com capacidade para 60 mL, aproximadamente (fig. 3.4.a), permanecendo congelado em freezer. No Experimento I, em que as colheitas eram realizadas após às 13:00 horas, os diluidores eram colocados para descongelar na manhã do mesmo dia. No Experimento II, os frascos com o diluidor eram colocados para descongelar na noite anterior às colheitas, realizadas no período da manhã seguinte (fig. 3.4.b). O diluidor glicina-gema de ovo era preparado antes da colheita (fig. 3.5), misturando-se a gema de ovo à solução mãe, esta última já pronta, acondicionada e mantida resfriada em geladeira (tabela 3.7). A quantidade de diluidor era calculada e preparada para todas as colheitas, de acordo com as éguas a serem inseminadas naquele dia, considerando-se o tratamento e o reprodutor a ser utilizado.

Tabela 3.6. Composição da ração fornecida aos reprodutores Componentes Quantidade (kg) rolão de milho 70,0 farelo de trigo 20,0 farelo de soja 25,0 sal mineral 5,0 calcário calcítico 1,5

Tabela 3.7. Composição dos diluidores utilizados nos Experimentos I e II

Ingredientes dos diluidores Leite em pó desnatado-glicose * Glicina-gema de ovo (solução mãe) **

Leite em pó desnatado (g) 24,0 ……….

Glicose (g) 49,0 10,0

Citrato de sódio (g) ………. 3,3

Glicina (g) ………. 3,3

Bicarbonato de sódio (g) 1,5 ……….

Penicilina G. Potássica (UI) 1000000 1000000

Estreptomicina (g) 1,0 1,0

Água (q.s.p, ml) *** 1000,0 800,0

* Diluidor LPDG (Kenney et al., 1983)

**Diluidor GGO (Foote, 2002). Os componentes descritos fazem parte da solução mãe do diluidor de glicina-gema de ovo, mantida resfriada em geladeira (fig. 3.5.a), à qual são acrescentados 200 mL de gema de ovo, antes do seu uso (figs. 3.5.b e 3.5.c)

*** Água destilada, deionizada e autoclavada.

3.2.6. Colheita, Avaliação e Diluição do Sêmen As colheitas de sêmen foram realizadas utilizando-se fêmea no cio, devidamente imobilizada em tronco de contenção, localizado em um curral coberto por telha de cerâmica, protegido da chuva e do sol (fig. 3.8). O tronco especial de contenção foi idealizado para a realização de montas naturais envolvendo jumentos e éguas (fig. 3.6). Na região posterior do tronco, construiu-se uma rampa de alvenaria, que permitia o posicionamento do jumento em uma altura superior à da égua, de forma a facilitar a monta natural e/ou a colheita do sêmen (fig. 3.7). O piso de cimento da rampa, próximo aos posteriores da égua, era coberto por cama de baia, propiciando maior estabilidade aos reprodutores durante o ato da monta.

Para a colheita do sêmen, utilizou-se uma vagina artificial modelo Hannover (fig. 3.9). Após a sua montagem, internamente à vagina, utilizou-se uma luva de palpação transretal, com extremidade distal (mão) cortada, de forma a evitar o contato do sêmen com a camisa de látex. Desta forma, a extremidade anterior e o interior da vagina ficavam cobertos pela luva plástica de palpação retal e sendo fixada, na sua extremidade posterior, uma mamadeira com uma tampa larga

vazada. Por dentro da mamadeira, colocava-se um saquinho plástico estéril (mamadeira descartável de bebê6) graduado, com capacidade de 250 mL. Finalmente, acoplava-se na tampa da mamadeira um filtro descartável de colheita de sêmen suíno7, utilizado para reter a fração gelatinosa do sêmen. Antes da colheita do sêmen, a vagina artificial era preenchida com água à temperatura de 50ºC. Em seguida, seu interior era lubrificado com gel à base de água (gel KY8), utilizando-se um bastão de vidro com 5,0 cm de diâmetro para, dessa maneira, espalhar o gel de forma homogênea e retirar o excesso de água do interior da vagina artificial.

Após a colheita, a vagina artificial era esvaziada e encaminhada ao laboratório. A mamadeira plástica, separada, era imediatamente colocada em banho maria a 37ºC, para então realizar-se a avaliação das características físicas do sêmen (coloração, aspecto e volume sem a fração gel). Para o cálculo da concentração espermática, um volume de 50 μl de sêmen era retirado e diluído em 5 mL de solução formol salina tamponada (1:100). Essa solução era então homogeneizada

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