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7.5 Forhandlinger om normative familieliv

7.5.2 Tosomheten

Durante os anos de graduação, m ergulhei na leitura de obras de grandes pensadores e filósofos, m estres e gurus que há m uito se aprofundavam na com preensão do desenvolvim ento e desej o hum ano, diante de suas vicissitudes, da cultura e da lei. Atravessei as diferentes abordagens psicológicas às quais os alunos são expostos, entretanto, inquietantes perguntas não calavam . I ntrigada com o universo de descobertas e incógnitas que m e penetrava, na sala de aula, com o professora de um grupo de crianças encontrei no olhar, no gesto, na espontaneidade dos pequenos os m aiores aprendizados.

No centro da espaçosa classe, um espaço era destinado para a roda de novidades que ocorria dia- a- dia, m atinalm ente. Sentada lado a lado com eles, durante os últim os quatro anos, não se esgotavam as descobertas, as surpresas e as estrondosas risadas. De m ãos dadas, pude acom panhar os passos das crianças pré- escolares e é com elas que m e sento novam ente para escrever sobre as particularidades da natureza do hum or infantil.

Françoise Dolto ( 1996) rem em ora um a pequena história verídica de um bebê, de um chapéu e de um a prim eira gargalhada. Com a leitura, convida- nos a passear no parque onde, quando j ovem , se encontrou com um bebê de nove m eses. Não o conhecia, sua m ãe o descreveu com o arisco e lento. Dolto portava um vistoso chapéu, que a ela lhe pareceu haver despertado a atenção do bebê que, deitado estava no carrinho diante de si. Apesar do pequeno não dom inar o recurso lingüístico, Dolto não se int im idou: com o chapéu em m ãos brincava com o bebê, apresentando e ausentando o obj eto de seu cam po visual. O pequeno que a princípio não se m obilizou com o gesto, passou a fixar o olhar, acom panhar o m ovim ento, esticar sua m ão para pegá- lo, e quando o tinha, experim entou j ogá- lo inúm eras vezes no chão, testando sua ocorrência. A j ovem não se cansava de voltar a colocar o chapéu no colo do bebê, m esm o sabendo que em instantes voltaria ao chão. A cada etapa da brincadeira, Dolto nom eava e localizava o obj eto através das palavras. Desgastada de recolher o chapéu no chão, propôs outra brincadeira:

apresentava o chapéu e em seguida o fazia desaparecer. Fez isso com a m esm a insistência que o pequeno havia j ogado o chapéu no chão, m as desfrutava de um a reação incrível por parte do bebê: este atentam ente a olhava e acom panhava a m ovim entação do obj eto. Observando sua reação, arriscou “ pregar um a peça” no pequeno: a princípio, com a presença do chapéu dizia “ chapéu” , com a ausência dizia “ não tem m ais chapéu” . Com o um desengano na expectativa do bebê, passou a m ostrar o chapéu e dizer “ não tem m ais chapéu” , e ausentar o chapéu e dizer “ chapéu” . A resposta a essa brincadeira poderá arrepiar os que lêem essas linhas, pois, pela prim eira vez em sua vida, o pequeno pôs- se a rir às gargalhadas e reprisava frequentem ente essa hilaridade com a continuidade da brincadeira.

Esta cena nos rem ete a um bebê que, apesar de pouco com unicativo e sem a aquisição da linguagem , encontrou com a brincadeira a possibilidade de reconhecer seu desej o de brincar do chapéu para a palavra, experim entar a realidade através da exploração sensorial. Porém , m ais do que isso, algo do suj eito se pronuncia através da linguagem , pois ele percebe que brincar com esta lhe possibilita estar “ acim a das coisas” . I sto um a vez que, a liberdade da fala e o uso das palavras inauguram o j ogo com a realidade: podem os dizer que um obj eto est á present e, sem que o m esm o est ej a e vice- versa. A palavra descola- nos da realidade concreta, dá- nos a possibilidade de subvertê- la, contrariá- la, invertê- la e com esta atividade desfrutar de genuíno prazer. Não seria a liberdade fornecida pelo j ogo com as palavras o que nos faz rir?

Marie- Christine Laznik ( 2000) aj uda- nos a com preender este processo no art igo, A voz com o prim eiro obj eto da pulsão oral, em que observa os picos prosódicos m at ernos com o prim eiros obj et os da pulsão oral. Em sua pesquisa aponta que a prim eira m anifestação pulsional do bebê é em relação ao obj eto, sej a a m am adeira ou o seio m aterno, cham ado por ela com o ativo. O segundo, reflexivo, seria tom ando um a parte do seu próprio corpo com o obj eto de prazer, com o chupar o dedo ou observar os m ovim entos de suas m ãos. E o terceiro tem po, aquele que irem os aprofundar, é quando o bebê faz de si um obj eto de outro. I sto é,

com porta- se na direção de suscitar o olhar, o reconhecim ento e a atenção de sua m ãe ou aquele que represente este papel na vida do suj eito. Porém , para quais fins este bebê se com portaria de um a ou outra form a para despertar esta atenção no outro?

Apoiada nas pesquisas de psicolingüísticos, Laznik, identifica a em ergência da prosódia do “ m am anhês” ( m otherease) que se designa a um a determ inada construção lingüística: a pronúncia regular das palavras, com a devida acentuação, entonação, pontuação e especificas características gram aticais, das quais os bebês m anifestam exacerbada apet ência e que as fazem reconhecíveis por ele.

I lustra a prosódia do m am anhês a partir de um a experiência frequent em ent e vivida ent re m ães e bebês, est a que, revela o j ogo dos tem pos pulsionais: nus no trocador, ainda com pouco controle de seu corpo, os bebês m ovim entam involuntariam ente seus pezinhos. Diante disso, observam um a particular m anifestação em sua m ãe, que interage brincando que vai lhe m order os pés. Esta m ovim entação é acom panhada pela voz m aterna, característica do m am anhês, que lhe diz: “ bilu- bilu” , “ pequeno da m am ãe” , “ seu brincalhão” ou outras expressões singulares desta relação. O bebê, desperto a essa alegria que se inscreve no olhar m aterno, para a qual ele é “ bom de m order” , goza da situação e novam ent e lhe dá os dedinhos a serem m ordidos. I dent ificando o gest o e a intenção do pequeno, a m ãe volta a lhe m order os pés e, repetir o j ogo de palavras. Nesta cena, que se evidencia prazerosa para am bos, observam os que a fala do m am anhês é um eixo fundam ental para que se est reit em os laços ent re m ãe e bebê.

O que est aria ocorrendo nest a brincadeira em que o bebê oferece seus pezinhos para serem m ordidos? Quando a m ãe sorri de prazer pelo gesto de seu filho, ela retribui com seu olhar, o que faz com que o bebê se reconheça com o disparador de prazer do outro, com o um suj eito diferenciado da figura m aterna.

Essa prosódia lhe possibilit aria ident ificar sua presença com o o obj et o causa de um gozo m at erno. Ele vai procurar o rost o que corresponde a est a voz part icular. E ele procurará t am bém fazer- se obj et o

dest e olhar, no qual ele lerá que ele é o obj et o causa dessa surpresa e dessa alegria que a prosódia da voz e os t raços do rost o m at erno reflet em . ( Laznik, 2000, p. 90/ 91) .

No próprio artigo, Laznik recupera a leitura de Freud ( 1905) em , O

chist e e sua relação com o inconscient e, texto no qual, com o vim os

ant eriorm ent e, ident ifica- se a em ergência e a necessidade do outro. No ent ant o, nest e t erreno ou nest e j ardim , com o o capítulo pret ende se situar, falam os da presença do outro especificam ente na vida infantil e os efeit os que est e, o out ro, encarna com o aquele que legit im a a presença do suj eito e que lhe possibilita reconhecer seus desej os. Porém , não apenas isso.

Vale ressaltar que na cena descrita, o bebê faz graça à sua m ãe, provoca o olhar dela com um pezinho que intencionalm ente se m ovim enta dentro de seu cam po visual. Será na surpresa dos rituais de troca de fraldas, entre o talco e o algodão, que o bebê se lem brará dos efeitos de sua graça e surpreenderá sua m ãe. Na dinâm ica daquele repetitivo ritual de higienização, haverá um desengano nas expectativas desta m ãe, que não terá diante de si um suj eito passivo, aguardando, com m aior ou m enor paciência o processo da troca de fraldas. A m ãe será convocada pelo pezinho que se m ove na direção de provocar- lhe graça e prazer.

Podem os, assim , verificar a em ergência da graça em um suj eito que, antes m esm o da linguagem , j á ensaia as suas prim eiras risadas. Essas aparecem com o preparatórias e fundam entais para a construção de um suj eito que reconheça seus desej os, com ím par subj et ividade e que possa desfrutar das tiradas hum orísticas. Com este ensaio, o indivíduo cam inha na direção de tornar- se um suj eito desej ante, porém m ais do que isso, percebe, através da graça e do riso, um a form a de m anifestação. Pereda ( 2005) nos cham a a atenção para os requisitos que devem ser cum pridos para que haj a a presença do hum or efetivam ente:

Para que haj a piada é preciso t am bém que j á se t enham est abelecido o recalque, a denegação, a educação e a cult uralização no suj eit o, que exist a

racionalidade, cont role do pensam ent o e um eu que inst ale as vias do discurso int encional e do senso com um , dos valores adm it idos e da m oral. A sat isfação do hum or t em lugar j ust am ent e quando essas vias são subvert idas ou t ransgredidas pela operação hum oríst ica. ( p. 121) .

Não é pouco. Haverá hum or na vida das crianças? Freud ( 1905/ 2001) nos defronta com a idéia de que as crianças estariam m uito além ou aquém da necessidade do hum or. Com preende que na vida infantil não há lugar para o hum or, considera que essas têm ao seu dispor, sem nenhum esforço, o benefício da leveza característica da im aturidade, com o se a felicidade fosse um a condição natural da infância, em que não há reveses, angústias que j ustifiquem a necessidade do relaxam ento e alivio de dor oferecido pelo hum or. Justifica que o côm ico, o chist e e o hum or que procuram os t er ao nosso lado com o aliados na vida adulta é a re- experim entação de um prazer que tínham os garantidos na infância, quando a piada não nos fazia falta, pois não necessitávam os dela para serm os felizes da vida.

A psicanalista Maria Rita Kehl ( 2005) contrapõe esta observação, afirm ando que talvez na idade infantil sej a o m om ento que o hum or se faça m ais necessário com o ferram enta para a criança lidar com penosos obstáculos que tem de enfrentar: a dissolução do com plexo de Édipo, o desam paro dolorosam ente sentido quando a m ãe se ausenta, as frustrações e lim itações de com preender a realidade e nela ser reconhecida, as fantasias angustiantes ante a castração, as rivalidades edípicas, as restrições e incom preensões por parte dos adultos, entre as diversas outras dores e penas do percurso infantil. Em piricam ente, identificam os que as crianças, m uitas vezes, fazem a escolha de rir no lugar de chorar e com isso gozam do hum or.

Caso contrário, o que lhes restaria diante da dor de ser depositado pela m ãe no colo da professora na entrada da escola, do colega que a ridiculariza, da dura m issão de com partilhar o que lhe pertence, de esperar a sua vez para falar quando quer toda a atenção para si, ou talvez

a pior de todas, quando chega um belo bebezinho para disputar o seu lugar no colo m aterno?

Esta indagação fez- m e lem brar da ocasião em que um aluno de seis anos, retornando à escola depois de alguns dias na m aternidade após o nascim ento de sua irm ã, foi indagado pela sua am iga de classe:

- “ E então, ela nasceu?!” Pront am ent e lhe respondeu:

- “ Sim , ela é bonitinha, gostam os dela. Mas não vam os ficar por m uito t em po. Logo m ais irem os t rocá- la no superm ercado por balas.”

E riram j untos do absurdo que ele havia dito.

O trecho acim a dem onstra- nos que rim os do que pode ser falado, ainda que, não possa ser feito. Novam ente, defrontam o- nos com a liberdade conferida pela palavra à im aginação, através da qual, podem os criar e inventar, independentem ente da realidade concreta. Entretanto, quais recursos essa criança tem ao seu dispor para apropriar- se desta liberdade do uso das palavras e com por, brilhantem ente, esta piada?

As crianças tendem a ser rigorosas em relação às norm as e leis que aprendem dos adultos que a am am e a cercam . Qualquer professora que possua afinada proxim idade com seus alunos saberá que para estruturar norm as de sociabilidade dentro da classe, poderá recorrer a elaborar com eles um a “ lista de com binados” que, um a vez reconhecidos pelos pequenos e autorizados pela autoridade do grupo, com m uito respeito será obedecida. Quem algum a vez ousou passar no sem áforo verm elho com um a criança de aproxim adam ente quatro anos, deverá haver sido repreendido pela infração, o m esm o diante da m ãe que diz pequenas m entirinhas para safar- se de situações desconfortáveis e etc. As crianças tendem a levar m uito a sério o m undo que os cerca, pois confiam na seriedade de suas razões.

A rigor tem os duas form as de nos relacionar com as regras: a prim eira é pela suposição de que foram im postas por um a figura suprem a e superior, m otivo pelo qual, independentem ente à nossa com preensão, não podem os burlá- las, sendo que, m uitos dos preceit os religiosos part em desse pressuposto para instaurar seus rituais e m andam entos. A segunda,

característica das sociedades laicas, é que som os suj eitos livres e responsáveis pelas escolhas éticas que norteiam nossos atos, portanto, estam os diante de regras construídas para serem refletidas, cabendo a nós a escolha de respeitá- las ou não.

Quando se im põem a severidade, a rigidez e a subm issão em relação à norm a, exclui- se a possibilidade do riso. O hum or e a irreverência cam inham na contram ão a esta postura enrij ecida. O que teríam os que ter a nosso dispor, com o a criança que brinca com a idéia de trocar a sua irm ã recém - nascida por balas, para desfrutar desses recursos? Para tal, exige- se um distanciam ento quanto à verdade absoluta, sendo preciso rebaixar a autoridade e a onipotência para desfrutar destes prazeres.

Talvez a percepção da falt a de seriedade das escolhas pat ernas, as quais a det erm inação inconscient e priva de um a boa parcela de livre- arbít rio, inaugure para a criança um a prim eira brecha ent re o que é e o que deveria ser. Por essa brecha se int roduz a ironia. ( Kehl, 2005, p. 70) .

Com preendem os que, para desfrutar do prazer hum orístico é necessário produzir- se um distanciam ento afetivo da situação, ou sej a, quando não há brecha à regra não há riso, pois a regra não pode ser rebaixada, o suj eito não se distancia dela. A inversa é verdadeira: quando se abre um a brecha, há erro, há tam bém a possibilidade da em ergência de um suj eito que desfrute do hum or. Entretanto, com o se faz possível a abertura desta brecha, o distanciam ento com relação à regra?

Os recursos hum orísticos se tornam possíveis na infância quando a criança tolera a queda, m esm o que parcial, da onipotência de seus pais, passagem que se dá com significante dose de sofrim ento. O m esm o que pode abrir- lhe a possibilidade de obtenção de prazer, em outra m edida, representa o desam paro, a queda de um ideal, um a vez m ais, a incansável aparição da castração. Supor a queda das figuras paternas significa questionar, de certa form a, a continência e o am or que esta relação sela. Kuperm ann ( 2003) aprofunda a posição de órfão em que se

encontra esta criança e que o leva a desfrutar de sua capacidade hum orística:

Cont rariam ent e à figura do herói, que am biciona subst it uir efet ivam ent e o pai falant e ( ...) o órfão é aquele que, sabendo que sua exist ência não se reduz aos lim it es im post os pelo seu narcisism o, crê na pot ência do seu erot ism o e do seu desej o, e pode enunciar, j unt o ao hum orist a: t udo pode m e acont ecer, a m im que j á perdi o que t inha para perder e que aprendi a rir com a vida. ( p. 28) .

Não diferente, foi o que observei nos m eninos e m eninas que acom panhei no am biente escolar. A cena que trago para falar da gargalhada contagiante desses é a ocasião em que a escola convidou um a trupe de palhaços para divertir a m olecada. Neste m om ento em que m e ocupo de m em orar este dia, invadem m eus pensam entos as “ palhacices” dos com petentes atores e ao fundo as estrondosas gargalhadas dos pequenos, que não sabiam se olhavam para o sapato exagerado, os m ovim entos desconcertados, os tropeços dos palhaços ou para o colega ao lado, que igualm ente a ele procurava um intervalo para respirar entre as risadas.

Senhoras e Senhores, respeitável público, apresento- lhes o “ risonho porteiro do circo” :

No palhaço encont ro, encarnada e rest aurada, um a dim ensão posit iva e criadora do riso, que faz renascer um m undo m últ iplo e fervilhant e. É ele o risonho port eiro do circo que, com seu hum or nos convida para o espet áculo da vida, espet áculo de um m undo convert ido em picadeiro ( ...) [ apresent a- se no] t ênue lim it e com o absurdo, no sent ido de perm it ir um a via de acesso as m últ iplas possibilidades de ser. ( ...) O côm ico procede em baralhando e desem baralhando a realidade, invert endo, t rocando, realizando, desfazendo e refazendo m undos que se t ransm ut am

em com édias e at ivam a experiência e a vibração do riso. ( ...) [ O palhaço] brinca, na superfície das coisas e de si próprio, lançando e recriando sent ido com os quais a vida é reinaugurada. ( Sam paio, 1992, p. 43/ 44) .

O palhaço tem a potência de fazer o grandalhão voar pelos ares, do fracote dar tortas na cara, do desavisado escorregar na casca de banana, do bonitão levar um tapa da m ocinha, nas quais a crueldade infantil pode se expressar sem culpa. A criança, através deste convidado, debocha de sua própria falta de j eito, dos seus m edos e de suas próprias trapalhadas no m undo que lhe é apresentado dia- a- dia. O palhaço é sem pre um adulto, que se m ovim enta com hilária rigidez m ecânica, entretanto, sem pre suscetível aos tropeços em suas próprias pernas, às travessuras de seus próprios colegas com narizes verm elhos, que esperam a prim eira oportunidade para ridicularizá- lo. O eixo da com icidade está na exaustiva repetição de um gesto norm al, na produção intencional de um m ovim ento autom ático, e logo, no ‘inum ano’ que se traduz em graça.

O enorm e prazer com que as crianças riem do ridículo que se revela na rigidez e no aut om at ism o corporal t alvez se explique porque est e é j ust am ent e o aspect o da vida adult a que elas est ão t ent ando, a m uit o cust o, assim ilar. É porque para as crianças, a aut om at ização da rot ina e a rigidez corporal ainda lut am para se im por cont ra as expressões espont âneas do desej o, cont ra o gozo desordenado das descargas pulsionais, que ela ri gost osam ent e quando o palhaço denuncia a vã pret ensão do cont role que dom ina o m undo adult o. ( Kehl, 2005, p. 57) .

Birm an ( 2005) com plem enta a idéia:

Nest e cont ext o, o chist e foi enunciado com o algo da ordem do infant il, que se desdobraria na dim ensão

francam ent e libidinal que se faz present e nas explosões risíveis de gozo. Na t essit ura dos regist ros do infant il e do gozo, é o j ogo que se im port aria nessa cena, de m aneira t riunfal, com o seu inconfundível est ilo de faz- de- cont a e de que at é m esm o o im possível poderia se t ornar possível. Nisso