5 Introduction to map-matching and overview of past and current research
5.3 Examples of MM algorithms
5.3.3 Topologically based MM algorithms
4.6.2 Índice Alfabético e analítico
Uma vez que o autor diz que uma de suas preocupações está vinculada ao caráter metódico dos assuntos, o índice alfabético e analítico (semelhante ao de E. Carlos Pereira) foi a forma encontrada pelo autor de propiciar ao consulente, “quando uma dúvida o assalta, em que parte da gramática procurar-lhe a devida solução, sem perda de tempo no folhear e revirar páginas” (p. 13).
Portanto, como esperado, o índice é bem pormenorizado.
4.6.3 Referências à 1ª edição
Série de agradecimentos e elogios em relação ao autor e à gramática por ele produzida.
Assim, como aconteceu na Gramática Expositiva de E. Carlos Pereira, na Metódica, a partir da 2ª edição120, inicia-se, para NMA, uma tradição: recolher e inserir
uma série de elogios e agradecimentos acerca de sua obra.
Quanto a isso, podemos dizer que no seu desejo de enaltecer o idioma pátrio, dar voz aos leitores, em sua Metódica, foi a maneira encontrada pelo autor para revelar a importância de sua gramática para o público falante de língua portuguesa e, assim, preservar o continuum gramatical. Vejamos:
Receba meus cumprimentos pela publicação da Gramática Metódica da Língua Portuguesa” (Gustavo Capanema).
É proveitosa e indispensável não só aos estudantes dos vários anos, mas também a todos os que desejam manejar corretamente nosso idioma. Em linguagem escorreita, todos os fatos concernentes à nossa língua são tratados de modo simples e intuitivo. As inovações introduzidas, na disposição da matéria, são de raro alcance pedagógico” (Manuel Pereira do Vale, S. Paulo).
120 A título de curiosidade, informamos que: na 2ª edição foram 15 os comentários registrados; na 3ª
edição (a que já apresentava na capa o registro de que a obra fora autorizada pelo Ministério da Educação e Sáude) foram 26, sendo que 2 deles eram internacionais: um dos Estados Unidos e outro de Portugal – confirmando a boa recepção da obra. A última edição, a de nº 46 - revista, 2009, apresentava 259, sendo: 239 nacionais e 20 internacionais (Alemanha: 2; Armênia: 1; Tchecoslováquia: 2; China; 2; Estados Unidos: 2; Holanda: 1; Itália: 1; Polônia: 1; Portugal: 7 e Rússia: 1). Todavia, devemos explicar que não sabemos até quando os elogios se mantiveram e até quando o autor os recolhia a fim de publicá-los, pois não são datados.
QUEIMARAM: “O senhor professor nem pode imaginar o entusiasmo e o interesse dos alunos pela METÓDICA. Tanto que, no dia em que a adotamos, os alunos amontoaram os exemplares da “Moderna Gramática Expositiva”, antes adotada, e lhes atearam fogo. O ato talvez não conviesse a seminaristas, mas estudante é estudante (Padre Santo Conterato – Antônio Carlos, Minas)
Considerações Finais
Ao finalizar esta dissertação, é fundamental realizar algumas considerações a respeito do trabalho como um todo, uma vez que muitas das questões que envolviam o descontinuum e o continuum gramatical de NMA, em sua obra Gramática Metódica da Língua Portuguesa, suscitaram leituras e releituras e, por conseguinte, reconsiderações a respeito de sua mais importante obra.
Para o estudo desenvolvido neste trabalho, foi imprescindível buscar na Gramática Metódica referências que pudessem confirmar que o compêndio do proeminente autor caminha, mesmo que tenuemente, entre o descontinuum e o continuum gramatical.
Ao nos debruçarmos sobre a referida obra, o diálogo com autores referenciais para Napoleão Mendes de Almeida se mostrou fundamental, caso, por exemplo, de Jerônimo Soares Barbosa – Grammatica Philosophica da Língua Portuguesa, Ernesto Carneiro Ribeiro – Elementos de Grammatica Portugueza e Eduardo Carlos Pereira – Grammatica Expositiva: curso superior. Assim, cada capítulo construído objetivou respostas que permitisseem compreender o que é a Metódica.
No capítulo 1, denominado Fundamentação Teórica, discorremos sobre os pressupostos teóricos e metodológicos acerca da História das Ideias Linguísticas, a fim de analisar de que modo um determinado saber linguístico, no caso a Gramática Metódica da Língua Portuguesa, é interpretado e analisado no decorrer do tempo.
Fez-se necessário indicar o entrelaçamento entre Linguística e História, uma vez que dessa interdisciplinaridade é possível observar a história em sua totalidade.
O capítulo 2, denominado Gramática: História, Educação e Ensino no Brasil, destacou não só o contexto de produção da Gramática Metódica da Língua Portuguesa, de NMA, mas também traçou um panorama da situação educacional do Brasil, partindo da 2ª metade do século XIX chegando até a década de 40 do século XX.
Pudemos perceber que, assim como a Metódica, as ideias relacionadas ao ensino e à educação no Brasil também se construíram por meio de um descontinuum e um continuum, não gramatical, mas pedagógico, ocasionando, assim, a produção de obras, em especial as dedicadas aos compêndios de Língua Portuguesa, que buscavam se adequar não só às novidades dentro do próprio campo do saber, mas também às proposições oriundas das reformas da educação.
O capítulo 3, denominado O horizonte de retrospecção da obra Gramática
Metódica da Língua Portuguesa, apresentou a retrospecção, a fim de investigar o seu
caminhar entre o descontinuum e o continuum gramatical.
A construção desse capítulo foi importante pelo fato de revelar muito sobre as ideias gramaticais de NMA, uma vez que percebemos que as referências citadas por ele disseram muito sobre o seu pensamento gramatical, afinal muitas foram as recorrências a autores importantes do século XIX e do século XX.
No capítulo 4, denominado Gramática Metódica da Língua Portuguesa – Napoleão Mendes de Almeida, rastreamos a obra em si, descrevendo-a e analisando-a.
Foram feitas as considerações biográficas necessárias e, na sequência, o exame da obra. A Metódica foi apresentada em detalhes descritivos e analíticos, a fim de corroborarmos a ideia de descontinuum e continuum gramatical.
O proposto para o capítulo permitiu evidenciar as marcas de rompimento e tradição, fato percebível no capítulo Sintaxe da obra de NMA, uma vez que as concepções gramaticais de outros autores (no caso, Soares Barbosa e Frederico Diez) foram apresentadas, analisadas e, quando necessário, ampliadas pelo próprio NMA.
Por fim, a realização da dissertação não esgota os possíveis estudos a respeito da
GRAMÁTICA METÓDICA DA LÍNGUA PORTUGUESA e nem tem tal pretensão.
Ao contrário, outras investigações a respeito de uma das gramáticas mais importantes de nosso idioma pátrio devem acontecer, pois contribuirão para a nossa história gramatical e a colocarão como obra importante no acervo da História da Gramática no Brasil.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS