3 Positioning requirements for the transport sector
3.3 Positioning in the transport sector
3.3.3 Positioning accuracy requirements in the transport sector
Neste ponto, especificamente, o autor revela seu continuum gramatical ipsis verbis
412 – Servir-me-ei, para o presente trabalho, dos dados fornecidos por Carlos Pereira (p. 244)
Assim, deixa o autor da Gramática Expositiva ser a voz de seu texto e diz que certos verbos, ao mesmo tempo que indicam ação, encerram ideias que podem indicar, respectivamente: Aumento Diminuição Frequência Princípio Imitação
Portanto, as cinco espécies de verbos são as mesmas encontradas na página 170 da obra de E. Carlos Pereira, confirmando o continuum de NMA no que diz respeito à Gramática Expositiva112.
D – Pronome (capítulos XVI e XVIII)
Uma das grandes preocupações de NMA em relação aos conteúdos gramaticais era o modo como eles eram organizados. Questão crucial para ele, uma vez que se dispunha a romper com os gramáticos anteriores em relação a esse assunto.
Em sua proposta metodológica, o descontinuum se fazia necessário por conta de o autor considerar que, do modo como as gramáticas anteriores propunham e organizavam os assuntos, havia grandes erros de método: indo da partição da matéria gramatical até a forma de apresentação da mesma (entenda-se: organização dos assuntos por tópicos numerados, conversas com o leitor, índice de abreviaturas, questionários, títulos temáticos nas páginas, índice alfabético e analítico).
Um exemplo disso está exatamente na classe que verificaremos neste momento,
112 Molina (op. cit.: p. 400) diz que Pacheco da Silva e Lameira de Andrade provavelmente inspiraram E.
Carlos Pereira, uma vez que para esses autores os verbos, quanto à significação, classificavam-se em: incoativos, imitativos, frequentativos, iterativos, perifrásticos, terminativos, pronominais. (grifos da autora).
pois, para o autor, a classe pronome não poderia ser ensinada antes dos verbos e nem depois, mas inserida em meio à classe dos verbos.
Logo, feitas as considerações iniciais acerca dessa querela (no capítulo XV – verbo), o autor assim se refere aos pronomes113
297 – Os pronomes dividem-se em duas classes: pronomes
substantivos e pronomes adjetivos (p. 157).
Os pronomes substantivos, comumente denominados pessoais, “são os quê, ao mesmo tempo que substituem o nome de um ser, põem esse nome em relação com a pessoa gramatical” (p. 157)
Definição bem semelhante à de Sotero dos Reis (op. cit. p. 6)
Pronome pessoal é, como o está dizendo a fôrça dos termos, o que se poe em logar do nome, do sujeito, indicando ao mesmo tempo a pessôa grammatical dêste, ou o papel que elle representa no discurso.
Na sequência, faz nova divisão dos pronomes pessoais: retos e oblíquos. Fato importante: confirmando seu apego à base latina, diz que caso114 é o que determina os pronomes retos e oblíquos.
Quanto aos pronomes adjetivos, apresentam a mesma propriedade dos adjetivos determinativos, diferenciando-se apenas na questão da substituição e do acompanhamento. Ou seja, em um exemplo como Aquele homem é bom, temos a palavra aquele desempenhando o papel de adjetivo determinativo, pois modifica o substantivo homem. Já no exemplo, Aquele é bom, temos a palavra aquele desempenhando o papel de pronome adjetivo, pois substitui a palavra homem.
Por fim, divide os pronomes adjetivos em:
Articulares Demonstrativos
Conjuntivos ou relativos Interrogativos
113 Os pronomes e os advérbios são as duas únicas categorias gramaticais, das oito apresentadas, não
definidas pelo autor. Prefere iniciar o assunto dizendo que elas são subdivididas em outras subcategorias.
114 Essas muitas inserções de NMA pelo latim são facilmente explicadas pelo fato de o autor ter sido,
também, professor de latim e autor de uma Gramática Latina (ainda hoje editada. Cf. nota de rodapé 102). Lembrando: caso é o modo de indicarmos a função da palavra na proposição. Dividido em:
Possessivos
Indefinidos
Um ponto metodologicamente relevante no capítulo dos pronomes está no modo como NMA trabalha suas explanações, pois são muitos os exemplos construídos por meio de análises esquemáticas. Segundo ele, a visualização colabora para o bom aprendizado da matéria e é chamada de lógica. Tanto é importante que, no questionário de verificação do capítulo, uma das proposições é:
12. Analise, logicamente, as palavras grifadas da oração: eu fiz o que pediste (p. 166)
Assim, temos, a título de exemplo, o seguinte modelo esquemático (p. 163):
Este caminho não é o por que passamos ontem predicado complemento
nominal circunstancial de lugar
E – Advérbio (capítulo XXVII)
Assim como a classe dos pronomes, a classe dos advérbios não apresenta definição, mas subdivisões e, por isso, diz que se trata do “estudo das palavras inflexíveis” (p. 247).
Ex professo, o assunto é tratado com muita minúcia pelo autor, assim como as explicações e os exemplos. São muitas as notas e observações a respeito das dez divisões propostas. Informa o autor (p. 248):
Assim considerados, os advérbios dividem-se em advérbios de: 1- LUGAR 2- TEMPO 3- MODO 4- QUANTIDADE 5- ORDEM 6- AFIRMAÇÃO 7- DÚVIDA 8- NEGAÇÃO 9- DESIGNAÇÃO 10- INTERROGAÇÃO
Fundamental dizer que, para cada item, há explanações bastante acuradas. Importante, também, dizer que, diferentemente de E. Carlos Pereira e Sotero dos Reis, por exemplo, há um descontinuum no que diz respeito à afirmação de que os advérbios quando empregados no papel de adjetivo são suscetíveis à flexão de grau. Isso se deve ao fato de não encontrarmos, na Metódica, tal afirmação.
Todavia, em E. Carlos Pereira (1) e Sotero dos Reis (2), respectivamente, temos:
(1) Muitos adverbios são susceptiveis dos graus dos adjectivos (op. cit.: p. 121)
(2) O adverbio em cuja composição entra o adjectivo qualificativo, ou que d’elle se fórma, admitte também gráos (op. cit.: p. 164)
Por fim, vale destacar que NMA cita Carneiro Ribeiro para dizer que se apropriou literalmente da lista de locuções adverbiais (aproximadamente 155) por considerá-la de grande valia
Aquí traslado as « amostras ›› de locuções adverbiais portuguesas, que Carneiro Ribeiro nos oferece (...) essa lista deve pelo aluno ser estudada e recordada, pois seu conhecimento e aplicação muito influem na boa linguagem (p. 253)
Vejamos:
Tabela 4: Locuções Adverbiais