1. Introduction
1.1 Peroxisomes
1.1.4 Tools for identification of the peroxisome proteome
Na pesquisa bibliográfica realizada surgem diversas propostas de definição para o conceito de Investigação-Ação.
Segundo Arends, “a investigação é um excelente guia para orientar as práticas educativas. (…) com o objectivo de contribuírem para a melhoria do ensino e dos ambientes de aprendizagem na sala de aula” (ARENDS, 1995: p. 525).
A investigação-ação é uma metodologia de pesquisa ativa que impõe “que as pessoas implicadas tenham algo a dizer e a fazer. Não se trata de um simples levantamento de dados ou de relatórios a serem arquivados. Com a investigação-ação os investigadores pretendem desempenhar um papel ativo na própria realidade dos factos observados” (THIOLLENT, 2002) e muitas vezes contribuir para a própria alteração dessa mesma realidade. A investigação-ação consiste na recolha de informações sistemáticas com o objetivo de promover mudanças sociais e em que o investigador se envolve ativamente na causa da investigação (BOGDAN & BIHLEN, 1994).
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para a resolução de problemas como também (e principalmente) para a planificação e introdução de alterações nessa mesma prática” (2009: p. 360).
Deste modo, este tipo de investigação está voltada para a resolução de problemas da vida real e em que os investigadores geralmente participam diretamente nos problemas a serem investigados. Este processo exige uma relação de confiança e de entendimento entre o investigador (Mestrando) e as pessoas (alunos) intervenientes na ação investigada.
Para os investigadores da Investigação-Ação a objetividade científica significa ser honesto, recolher os dados na fonte e obter as perspetivas de todas as partes envolvidas nas questões (BOGDAN & BIKLEN, 1994).
De acordo com LATORRE, (2003, cit. por COUTINHO, et al 2009: p. 358)“a metodologia da Investigação-Ação alimenta uma relação simbiótica com a educação, que é a que mais se aproxima do meio educativo sendo mesmo apresentada como metodologia do professor como investigador.” Esta valoriza sobretudo a prática, tornando-a, talvez, o seu elemento chave, associada ao conceito de reflexão que levará à compreensão de ambas (prática educativa e conceito de reflexão).
Segundo os mesmos autores “esta metodologia pode ser descrita como sendo uma
família de metodologias de investigação que incluem ação (mudança) e investigação (ou compreensão) ao mesmo tempo, utilizando um processo cíclico ou em espiral, que alterna entre a ação e reflexão crítica.” (COUTINHO, et al 2009: p. 360).
Este método utilizado em investigação educacional insere-se no grupo dos métodos qualitativos, no qual o intuito dos investigadores é compreender o sujeito como pessoa sendo de maior importância o processo pelo qual a investigação se incrementa do que os resultados obtidos pelo mesmo.
No desenvolvimento da investigação, os docentes tornam-se investigadores, na medida em que a sua atividade é centrada na intervenção no campo, na exploração, ou seja, a investigação-ação pela prática.
Para VAN DEN AKKEN, NIEVEEN, N. (1999) “… a investigação com fins de
desenvolvimento visa dar, ao mesmo tempo, contributos práticos e científicos. Na busca de soluções inovadoras para os problemas educativos, a interação com os profissionais no terreno é … essencial! O fim último não é testar se a teoria, quando aplicada à prática é um bom preditor dos acontecimentos. A inter-relação entre a teoria e a prática é mais
complexa e dinâmica: é possível conceber uma investigação prática para um problema que existe ou para uma mudança que pretendemos operar no mundo real?”
O método de investigação pela Investigação-Ação determina uma ligação próxima com o mundo real e prático. A pesquisa, em campo, os dados que suportam a sua finalidade é dar respostas sobre um tema a partir da análise e reflexão sobre a ação desenvolvida.
Na investigação qualitativa, a veracidade dos dados depende da integridade e do conhecimento do investigador. As técnicas de entrevista, observações minuciosas e análises de instrumentos escritos, permitem uma investigação mais ampla. A falta de objetividade e o envolvimento do investigador com os sujeitos a investigar acaba por ser uma limitação na investigação qualitativa.
De seguida apresenta-se dois esquemas nos quais VAN DEN AKKEN (1999) compara a metodologia empírica com a Investigação-Ação.
2.1.1 Investigação Empírica
Especificação de novas hipóteses
Figura 12 – Investigação Empírica segundo Van Den Akken
Hipóteses baseadas em observações diretas e/ou teorias existentes Experimentaçã o desenhada para testar hipóteses Refinamento da teoria com base nos resultados
Aplicação da teoria à prática
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2.1.2 Investigação-Ação
Refinamento dos problemas, soluções e métodos Figura 13 – Investigação-Ação segundo Van Den Akken
A Investigação-Ação é um método essencialmente prático e aplicado, rege-se pela necessidade de resolver problemas reais. Neste método não se considera a distinção de dois momentos, o da produção do conhecimento, que é levado a cabo pelo investigador, e o da aplicação desse conhecimento pelo professor. Na Investigação-Ação estes dois momentos estão integrados (DESCOMBRE, 1999). O plano de investigação levado a efeito é flexível. Isto significa que à investigação estará sempre relacionada uma ação mais ou menos imediata.
Ao realizar-se Investigação-Ação, dados os constrangimentos próprios do comportamento humano, não haverá a preocupação de obter um conjunto de conhecimentos teóricos generalizáveis, mas antes um conjunto de conhecimentos práticos, apoiados por uma base teórica e por uma metodologia predefinida.
A Investigação-Ação tem como intuito realizar um projeto de intervenção, elaborado em função das necessidades do meio.
Neste tipo de investigação, o professor, para além de assumir o papel de investigador, assume também o de interveniente, na medida em que concebeu, artificialmente, uma variável independente, que manusear, de modo a obter um efeito desejado. Por exemplo, os intervenientes, através de uma determinada estratégia de aprendizagem (variável independente concebida) procuram alterar o sucesso educativo dos
Análise de problemas práticos (investigador e profissionais no terreno) Desenvolvimento de soluções no quadro de um referencial teórico Avaliação e testagem de soluções no terreno Documentação e reflexão que possam conduzir a investigação futura
alunos (variável dependente). Podemos então definir, o efeito procurado como sendo a variável dependente e o tipo de intervenção a variável independente.
Um outro argumento a favor da escolha da Investigação-Ação tem a ver com o desempenho das funções docentes, ou seja, como professor enquanto profissional nas áreas tecnológicas, também como investigador nas área da Educação Patrimonial, do Património Cultural, da Etnografia, do Folclore e com o facto do ambiente de trabalho ser o local prioritário da implantação do projeto de intervenção e também de investigação, visto ser uma região onde há muito por fazer, na área da Educação Patrimonial e do Património Cultural. De referir, que o município onde a escola na qual foi aplicado o projeto de intervenção, abrange a maior área geográfica da Região Autónoma da Madeira. Sendo uma região rural, essencialmente agrícola, o Património Cultural, está ainda bem vivo, no que se refere à cultura do nosso povo, nomeadamente à área da Etnografia, do Folclore, do Património Arquitetónico, da Religiosidade, da Laurissilva, dos Usos, Costumes e Tradições ligados à lavoura. Muito está ainda por fazer nestas áreas, a nível da investigação. Ao nível da recolha e da investigação, o Mestrando tem contribuído com algumas instituições, na área da investigação, divulgação, com a finalidade de preservar aquilo, que embora sendo nosso (de uma localidade), será também de todos e para todos (os que nos visitam).