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1. Introduction

1.2 Plant defense responses

1.2.1 Plant innate immunity

O presente trabalho de investigação baseia-se no desenvolvimento de uma unidade de trabalho de Educação Tecnológica, com uma turma de quinto ano de escolaridade cuja temática se insere na Educação Patrimonial, tendo como pergunta de partida: Como é que

a Educação Tecnológica poderá contribuir para a Educação Patrimonial?

No desenvolvimento da intervenção com os alunos, foram desenvolvidas várias atividades na tecnologia tradicional do linho, praticada numa das freguesias mais a Oeste do Concelho onde a escola está inserida e que se mantêm até hoje, através de uma Associação Cultural (Grupo de Folclore da Calheta) que mantém a tradição de cultivar o linho e desenvolver todas as operações desta tecnologia com o objetivo de o promover e preservá-lo para que chegue às gerações futuras.

A metodologia de investigação utilizada foi a Investigação-Ação, inserindo-se no método qualitativo.

Foi seguido o procedimento da investigação-ação como um ciclo em espiral. Como já foi referido anteriormente, e de acordo com GOYETTE, et al, (1994, cit. por Lessard-Hébert, 1996), esse ciclo em espiral compreende seis grandes fases:

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1- Exploração e análise da experiência

Teve como objetivo fundamental, promover atividades práticas centradas na tecnologia tradicional do linho ainda existente no Concelho onde a escola está inserida, em que os intervenientes foram 26 alunos de uma turma de 5º ano de escolaridade, da disciplina de Educação Tecnológica.

2- Enunciado do problema de investigação

A quase extinção do cultivo da planta do linho em quase todo o Arquipélago da

Madeira, levou-nos a questionar “como é que a Educação Tecnológica poderá contribuir

para a Educação Patrimonial?

3- Planificação do projeto

Foi planificada a Unidade de Trabalho referente ao projeto (cfr. Apêndice H – Planificação da Unidade de Trabalho - Educação Tecnológica – 5º Ano), a partir da Planificação Anual elaborada pelo Grupo Disciplinar de EV, antes do início do ano letivo 2012-2013, onde foi possível integrar o projeto, dado que os conteúdos a abordar, enquadravam-se nos domínios do programa de Educação Tecnológica do 2º ciclo.

4- Realização do projeto com os alunos da turma 3 do 5º ano de escolaridade de acordo com a planificação da Unidade de Trabalho

A realização do projeto ocorreu de acordo com as metas curriculares previstas para o 5º ano de escolaridade para a disciplina de Educação Tecnológica (cfr. Anexo D – Metas Curriculares – Educação Tecnológica – 5º Ano 2º Ciclo do ensino básico) e os conteúdos delineados pelo Grupo Disciplinar de EV e ET do 2º Ciclo, havendo a necessidade de proceder à atualização da calendarização, visto que inicialmente estava prevista a conclusão do projeto no dia 07 de janeiro de 2013 (cfr. Apêndice I – Cronograma das Sessões das atividades de intervenção). Assim, a mesma foi adiada para o dia 14 do mesmo mês para que os discentes tivessem mais uma sessão de atividades experimentais.

As “Grelhas de observação diária” (cfr. Apêndice J – Grelha de Observação Diária) assim como outros documentos de registo de dados (cfr. Apêndice K - Outros documentos: Grelha de Avaliação Intercalar – 1º Período; Ficha Autoavaliação 1º Período) e o “Diário de Bordo” foram muito importantes para a obtenção de dados referentes ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem dos discentes, visto que permitiram sempre que necessário proceder a alguns ajustes na metodologia de cada aula, dado que os alunos trabalharam quase sempre em grupo (cfr. Apêndice L – Atividades experimentais em grupo). Assim, as grelhas de observação permitem registar informação necessária para a “realização de inferências sobre as estratégias pedagógicas e os meios de ensino utilizados.” (Afonso, 2005: p. 92)

Após uma avaliação e reflexão acerca do desenvolvimento do projeto, decidiu-se caminhar para uma 2ª fase do projeto, onde houve novamente a necessidade de reajustar a planificação da Unidade de Trabalho em colaboração com o Professor Cooperante. Nesta 2ª fase que teve o seu início no dia 08 de abril e conclusão inicialmente prevista para o dia 22 de abril, para além das três atividades práticas (cfr. Figuras 79 a 107 – Atividades desenvolvidas na 2ª fase do projeto) previstas na planificação para o 3º período (Construção do sedeiro, Fiação do linho e Colheita do linho), o Grupo Disciplinar de Educação Visual (2º e 3º Ciclos) agendou a Exposição com os melhores trabalhos dos alunos, desenvolvidos ao longo do ano letivo, bem como a apresentação do presente

projeto, a expor no Centro das Artes – CASA DAS MUDAS – Calheta, entre os dias 07 de

junho a 07 de julho de 2013 (cfr. Anexo E – Cartaz informativo da exposição – Centro das

Artes – CASA DAS MUDAS).

A montagem da exposição acerca de todo o processo da tecnologia tradicional do linho ocorreu entre os dias 5, 6 e 7 de junho (cfr. Apêndice M – Pré montagem da exposição), sendo a sua inauguração às 19:00 do dia 7 de junho (cfr. Apêndice N – Dia da Inauguração da Exposição).

Visto que há muita dificuldade em dispor de uma tecedeira disponível para proceder à urdidura e à montagem da teia no tear, o tear exposto na Casa das Mudas sem teia urdida, foi retirado do local exposto, entre os dias 22 (após a cerimónia da Sessão Solene dos 511 anos do Concelho da Calheta, ocorrida no Auditório do Centro das Artes) e 28 de junho para levá-lo a uma cozinha de uma habitação rural, para que a tecedeira do

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reduzido período de férias), em colaboração com o Grupo de Folclore da Calheta, procedesse à execução das últimas operações da tecnologia tradicional do linho tais como: fazer a barrela (processo de branqueamento do fio de linho); lavagem e secagem da meada de linho; urdidura da teia (cfr. Apêndice O – Urdidura da teia e Processo de Branqueamento do fio e do tecido), tecedura do pano e procedeu-se ao processo de branqueamento do tecido (embostear o linho com recurso a bosta de vaca e pedaços de sabão azul em infusão).

Estas últimas operações ocorreram em pareceria com a AGFC – Associação Grupo de Folclore da Calheta, visto que seria o mesmo tear e todos os objetos intervenientes em todas as operações da tecnologia tradicional do linho desta localidade, a integrarem no já referido documentário sobre o “linho” no Arquipélago da Madeira e que está sendo produzido neste município, único trabalho completo na R.A.M. (cfr. Anexo F – Colheita do linho e transporte para o lago 2009), onde o Mestrando, para além de ser um ator interveniente em algumas das operações da tecnologia do linho, é o coordenador de todas as operações durante a produção das filmagens com a equipa técnica e os diversos autores intervenientes.

5- Apresentação e análise dos resultados

As informações foram recolhidas através da observação participante direta e indireta e de entrevistas feitas pelos alunos durante as visitas de estudo. Foram também utilizados registos fotográficos e notas de campo. Procedeu-se ao tratamento dos dados recolhidos, através dos inquéritos por questionário, antes; durante (fim da 1ª fase do projeto) e após a conclusão do projeto (2ª fase). (cfr. Capítulo IV – Apresentação e discussão dos resultados)

6- Interpretação dos dados – Conclusão – Tomada de decisão.

Nesta fase procedeu-se à interpretação dos dados recolhidos e apresentados, a uma avaliação do projeto, de forma a chegar a uma conclusão e possíveis tomadas de decisões. (cfr. A Conclusão)

Ainda de acordo com Goyette [et al] (1984, mencionado por Lessard-Hébert, 1996), as fases acima referidas englobam três níveis de operações distintas:

1 - As operações de pré intervenção, que compreendem a pré observação, a escolha do problema, a planificação do projeto e a delineação de um calendário de operações. (cfr. Apêndice I – Cronograma das sessões das atividades de intervenção)

2 - As operações de intervenção, que compreendem a intervenção no terreno, o ensaiarem do projeto, a observação e registo da intervenção. (cfr. Capítulo III – Projeto de Intervenção)

3 - As operações de avaliação, que compreendem a avaliação dos resultados da intervenção, a apresentação dos resultados, as limitações do projeto, as conclusões e as hipóteses que potenciem novas atuações. (cfr. Capítulo IV e a Conclusão)