4.2 Kategorier for analyse
4.2.4 Utdanning ‘for’ menneskerettigheter
4.2.4.1 Toleranse og holdningsendring
A pesquisa foi realizada com uma população de servidores públicos que trabalham em um Instituto de Pesquisas na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, na cidade de São José dos Campos (SP). Esses servidores atuam nas áreas de Desenvolvimento, Gestão e Tecnologia da Instituição. Em julho de 2014, o número de servidores públicos em atividade no referido Instituto era de 728 indivíduos. Em 2015, somam 706 servidores na sede.
A amostra aleatória não probabilística simples – representativa por conter, em proporção, tudo o que a população possui dentro de certos critérios de escolha – foi de 11 (onze) servidores ativos. Os critérios de escolha dos participantes de pesquisa são dois, quais sejam: primeiro o da representatividade, por esta categoria ser a mais representativa em números, dentro do quadro geral dos servidores públicos do Instituto. O segundo critério a ser considerado é o da acessibilidade, uma vez que os participantes escolhidos são de fácil acesso para o pesquisador responsável por este estudo.
Quanto aos critérios para definição dos servidores públicos a serem pesquisados, consideraram-se as especificidades do tema e do problema da pesquisa, quais foram: servidores com 60 anos ou mais, com 25 anos ou mais de atividades na Instituição, que já poderiam usufruir do benefício da aposentadoria – por já terem atingido as exigências para exigirem tal direito por tempo de serviço, mas optaram por continuar trabalhando – e que percebessem o benefício do Abono de Permanência. A partir desses critérios, definiu-se uma amostra de 11 (onze) participantes, entre 159 (cento e cinquenta e nove) que atendiam ao disposto acima, e que correspondiam às especificidades da investigação proposta.
3.3 Instrumentos
A investigação fez uso de dois instrumentos para a coleta de dados: a entrevista semiestruturada e o diário de registro. A entrevista semiestruturada foi utilizada considerando- se as vantagens que apresenta: pode ser aplicada a qualquer segmento da população; permite maior flexibilidade, garantindo a compreensão do entrevistado; oferece maior oportunidade para avaliar condutas, atitudes, reações e gestos; favorece a obtenção de dados que não se
92 encontram em fontes documentais; possibilita obter informações mais precisas, podendo ser comprovada de imediato; permite que os dados sejam quantificados e submetidos a tratamento estatístico (LAKATOS; MARCONI, 2003).
A entrevista semiestruturada foi organizada a partir de um roteiro dividido em duas partes, conforme consta no Apêndice III, com o objetivo proporcionar a identificação dos sujeitos da pesquisa e colher dados relacionados ao problema da investigação. A primeira parte reúne os dados relativos ao perfil dos participantes, incluindo as seguintes informações: a) Profissão/Formação; b) Grau de Instrução; c) Idade; d) Sexo; e) Tempo na Instituição (anos de atuação); f) Área de Atuação. A segunda parte foi sistematizada como um roteiro principal na forma de 9 (nove) perguntas (APÊNDICE III).
A coleta de dados realizada a partir de narrativas orais teve o objetivo de contextualizar a problemática da pesquisa e subsidiar reflexões a respeito. Para tanto, um primeiro roteiro foi elaborado e, posteriormente, questões foram reformuladas e adaptadas para a coleta efetiva dos dados. As entrevistas contavam com questões abertas, visto que “a compreensão dos mundos de vida dos entrevistados e de grupos sociais especificados é a condição sine qua non da entrevista qualitativa” (GASKELL, 2002, p. 65). Dessa forma, o instrumento permitiu o fornecimento de uma “descrição detalhada de um meio social específico”, ou seja, o que se desejou nesta investigação sobre os servidores públicos.
A fim de se obter a história de vida contada da maneira que é própria do participante da pesquisa, procurando-se compreender o universo do qual ele faz parte, o que permite conhecer fatos subjetivos e sociais, utilizou-se também o diário de registro com um dos participantes. De acordo com Vieira (2002), a utilização do diário em pesquisa qualitativa é um recurso para a obtenção de dados e informações, somente possível em decorrência do fato de que o participante da pesquisa, quando da anotação diária dos eventos dos quais participa ou tem conhecimento, o faz utilizando-se de suas próprias palavras, sob sua ótica particular, num discurso privado, no qual predominam suas impressões sobre esses acontecimentos, permitindo, então, ao pesquisador, resgatar, com detalhes, episódios que, quando informados de maneira verbal ou discursiva, podem não merecer a devida importância, possibilitando uma melhor investigação de questões relevantes.
Para Zaccarelli e Godoy (2010), a técnica de coleta de dados por meio dos diários vem sendo empregada em diversas áreas do conhecimento, dentre elas as pesquisas qualitativas, apresentando a possibilidade de investigações sociais com pormenores ao longo de um determinado período de tempo, podendo ser utilizado para pesquisas na área da
93 Administração, em especial quando se tratar de gestão de pessoas, relações de trabalho, comportamento organizacional, gestão das organizações, com a vantagem de propiciar uma visão multidisciplinar.
O diário de registro formulado para esta investigação (APÊNDICE IV) foi elaborado como um instrumento de anotações livres para um dos participantes, composto de uma etapa de instruções, que incluiu: uma apresentação do instrumento, seu objetivo – registrar todas as observações de fatos concretos, fenômenos sociais, acontecimentos, relações verificadas, experiências pessoais do investigado, suas reflexões e comentários, no que diz respeito aos anos de atuação do participante no Instituto de Pesquisas, bem como a identificação do participante (ao qual foi garantido o anonimato) e instruções breves, tais como isentar o participante de preocupações como a ortografia ou a ordem cronológica dos registros.
O roteiro básico do diário de registro contou com um tema central – “Meus 25 anos no Instituto...” e com os seguintes eixos básicos: “O início foi assim...” / “Cresci e amadureci profissionalmente com...” / “Conheci pessoas e profissionais que...” / “Enfrentei dificuldades e aprendi...” / “A Instituição...” / “Meu melhor momento profissional no Instituto foi...” / “Me sinto preparado profissionalmente para...” / “Percebi que estava envelhecendo quando...” / “Hoje me preocupo com...” / “Meus planos são...”.
Ainda que os temas do diário fossem bem próximos aos da entrevista semiestruturada, a intenção de tal instrumento foi a de obter um relato subjetivo e particular das experiências e impressões desse participante. Cabe ressaltar que o registro foi feito por um dos participantes da pesquisa, após a proposição pelo pesquisador.