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1. Innledning

2.1. PP-tjenesten

O Desenvolvimento Sustentável, ou sustentabilidade é definido como uma atividade econômica que atende às necessidades da geração atual sem afetar a capacidade de gerações futuras satisfazerem as suas necessidades. A sustentabilidade baseia-se em três componentes: econômico, social e ambiental. Porém, o desenvolvimento sustentável baseado no contexto ambiental é o foco do presente estudo. Portanto, entende-se aqui que, desenvolvimento sustentável está relacionado com o “meio ambiente” incluindo impactos ao ar, água, solo, saúde humana e esgotamento de recursos naturais não renováveis.

O impacto ao meio ambiente está relacionado a tudo que é indevidamente descartado sejam na forma de vapor, líquido ou sólido. Alguns

índices de quantidade de resíduos sólidos gerados, bem como a contribuição do PVC para a quantidade total de resíduo descartado, são mostrados a seguir:

1. A cidade de São Paulo gera cerca de 15.000 toneladas/dia de resíduos sólidos, dos quais possivelmente mais de 700 toneladas são constituídas por embalagens plásticas descartáveis, fabricadas em diversas resinas (INSTITUTO DO PVC, 2001).

2. Nos Estados Unidos, o material plástico como resíduo sólido urbano constitui cerca de 7,3% (em peso) do volume total de resíduo disposto. Deste percentual, o PVC contribui com apenas 7%, sendo, portanto, menor que 0,5% a contribuição deste material no resíduo sólido urbano (INSTITUTO DO PVC, 2001).

3. Das 570 mil toneladas de resíduos plásticos industriais, agrícolas e urbanos gerados no Brasil por ano, os mesmos perfazem apenas uma pequena parcela (6 a 10% em peso) do volume total dos resíduos sólidos que se distribuem conforme Figura 2.9. A maior parcela destes é constituída por material orgânico (52%). O restante compreende papel e papelão, vidro, metais e diversos, como entulho de construções habitacionais (material inorgânico) (INSTITUTO DO PVC, 2001).

Vidro 3% Metal 5% Plásticos 6% Papel e Papelão 28% Material Orgânico 52% Outros 6%

Figura 2.9 Distribuição dos materiais que compõem o resíduo sólido urbano (INSTITUTO DO PVC, 2001).

4. A contribuição do plástico, no entanto, embora pequena frente ao volume total de resíduos descartados, traz consigo um aspecto negativo que é o volume aparente ou chamado lixo visual. Dos 6 % que correspondem os materiais plásticos da Figura 2.10, estima-se que 14% sejam resíduos de PVC, ou seja, o PVC tem uma contribuição de cerca de 0,8% no resíduo sólido urbano, sendo a porcentagem das outras resinas distribuída conforme Figura 2.10.

PVC 14% Polietileno 37% PET 21% Polipropileno 10% Outros Plásticos Rígidos 18%

Figura 2.10 Distribuição média dos plásticos encontrados no volume total de resíduo disposto (INSTITUTO DO PVC, 2001).

Por outro lado, indícios de comprometimento com o desenvolvimento sustentável já começam a surgir no Brasil. Os resultados da pesquisa elaborada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos – SAE – no quadro do Projeto Brasil 2020 (MINITÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2000) indicando os marcos abrangentes de referência para as prioridades e direcionamentos desejados para o país até o ano de 2020, indicam a tendência de o Brasil promover a proteção do meio ambiente e dos ecossistemas graças a uma competência tecnológica específica. Esse é o cenário futuro desejado, no qual a ciência e a tecnologia estariam a serviço do desenvolvimento sustentável, em conjugação com os principais documentos internacionais da literatura ambiental internacional. O esforço da SAE tem o mérito de procurar influenciar os decisores sobre a urgência de orientarem suas práticas em prol do

desenvolvimento sustentável, apoiado no conhecimento científico e tecnológico disponível no país (MINITÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2000).

Devem ser também destacados dois estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA. O primeiro, de 1994, “O Brasil no fim de século: desafios e propostas para a ação governamental” (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2000) aborda, em alguns capítulos, temas relativos à tecnologia, à ciência e ao desenvolvimento. Não obstante, há menção direta ao papel indutor das ciências e tecnologias para a concretização da sustentabilidade no modelo de desenvolvimento (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2000).

O segundo documento do IPEA de 1997, “O Brasil na virada do milênio”, dedica especial atenção aos desafios da proteção ao meio ambiente e da modernização tecnológica (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2000). Constata o crescimento das exigências de controle ambiental nos países industrializados, exacerbando pressões sobre a imposição de padrões semelhantes nos países em desenvolvimento, mediante a utilização de mecanismos como o selo ecológico, a reciclagem, o controle ambiental e a inserção nas normas de qualidade – ISO 9000 e ISO 14000. Questão ambiental e tecnologia são abordadas separadamente, ainda que, implicitamente, estejam em estreita interação no arcabouço teórico do documento (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2000).

Além disso, ações voluntárias por parte de instituições como a AEA (Associação de Engenharia Automotiva) representadas por um grupo formado por engenheiros das indústrias automotivas instaladas no Brasil, realizam e promovem eventos com o intuito de disseminar e integrar informações relacionadas à Reciclagem de Veículos e seus materiais. A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), representada pelo Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental – CB-38 e de suas Comissões de Estudo (CE) formadas por representantes dos setores envolvidos, como produtores, consumidores e neutros (universidades e outros), publicam normas relacionadas à Gestão ambiental e técnicas de avaliação de ciclo de vida de produtos manufaturados e consumidos como ferramenta para a contribuição ao desenvolvimento sustentável.

Também, podem ser destacados como contribuição para o desenvolvimento sustentável, a ciência que tem como base a pesquisa e o desenvolvimento realizados nas Universidades brasileiras.

Com o objetivo de desenvolver materiais de custo menor, substituir materiais poluentes e, pela possibilidade da demanda de economia de recursos fósseis, a utilização de fibras naturais como reforço de polímeros, tem encontrado um grande interesse na sociedade e na indústria e, têm se tornado tema de vários estudos como forma de contribuição para o desenvolvimento sustentável. Entre eles destacam-se:

• a avaliação de diferentes técnicas de incorporação de fibra natural a um polímero, utilizando-se como matriz polimérica o polipropileno isotático e como reforço a fibra de sisal,

• as caracterizações das propriedades químicas, térmicas, mecânicas e morfológicas de diferentes variedades de fibras de sisal cultivadas no Brasil com o objetivo de identificar a qualidade e o desempenho das mesmas para aplicação industrial e,

• o desenvolvimento de um processo contínuo de incorporação de fibras de sisal em matrizes termoplásticas e sua aplicação em compósitos polipropileno/fibras de sisal.

Estes estudos foram temas de defesa de dissertações de mestrado ou teses de doutorado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar, 2003).

Além da utilização de recursos naturais renováveis a contribuição ao desenvolvimento sustentável também está relacionada com a reciclagem de resíduos pós-consumo. Também, como parte integrante e responsável para integralização do desenvolvimento sustentável, mais uma vez, os estudos desenvolvidos nas Universidades são fatores que impulsionam este conceito. Nesse contexto, podem ser apontados os seguintes estudos:

• A viabilidade da reciclagem de filmes plásticos provenientes de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) (UFSCar, 2003).

• Avaliação do processo de reciclagem de Poli(tereftalato de etileno) (PET), do Polietileno de alto densidade (HDPE) e do

Polipropileno (PP), advindos de plásticos rígidos urbanos (UFSCar, 2003).

De maneira geral, a reciclagem e coleta seletiva no Brasil têm aumentado nos últimos anos. Em 2002, o setor de reciclagem de latas de alumínio no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Alumínio (Abal), reciclou um total de 121 mil toneladas de latas de alumínio através de 35 recicladores (entre eles, produtores de alumínio secundário), a maioria concentrada em São Paulo e Minas Gerais, proporcionando 152 mil empregos diretos e indiretos gerados e faturamento de R$ 850 milhões. Os números mostram que o país reciclou 87% de todas as latas de alumínio consumidas, o que representa mais de 9 bilhões de unidades. De acordo com a Abal, desde 2001, o Brasil é o campeão na reciclagem de latinhas entre os países onde a atividade não é obrigatória por lei. Há dois anos, o índice brasileiro alcançou 85% contra 83% do Japão que mantinha a liderança. Estima-se que haja mais de 6.000 pontos de compra de sucata de alumínio espalhados pelo Brasil, facilitando o acesso dos recicladores. A reciclagem de latas de alumínio proporcionou em 2002 uma economia de cerca de 1.700 GWh/ano. Um quilo de latas equivale a 70 latinhas – cada brasileiro consome, em média, 51 delas anualmente. Nos Estados Unidos, o consumo per capita é de 375 latas por ano (CEMPRE, 2003).

Em 2002, cinco milhões de toneladas de sucatas de aço foram usadas no Brasil, sendo que 3,3 milhões de toneladas se destinaram à produção de novo aço. A fabricação de folhas metálicas para embalagens de aço consumiu 1 milhão de toneladas. Esses números indicam que o Brasil já dispõe de capacidade instalada para absorver 100% da sucata de embalagens de aço. Com relação à produção direta da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN, 5,2 milhões de toneladas de aço líquido em 2002 - a principal matéria-prima é o ferro gusa, apenas 15,61% foi proveniente da sucata de aço. Por outro lado, a Gerdau, maior produtora de aços longos do continente americano, utilizou mais de dois milhões de toneladas de sucata metálica para a produção de 5,9 milhões de toneladas de aços longos no ano passado (CEMPRE, 2003).

Radiografando a coleta seletiva no Brasil, em 1999, 135 municípios operavam programas de Coleta Seletiva sendo que 6 milhões de brasileiros tinham acesso a serviços de coleta seletiva. Em 2002, 192 municípios operavam programas de coleta seletiva, com uma concentração na Região Sul e Sudeste. De 1994 a 2002, houve um aumento de 111 municípios a operarem com programas de Coleta Seletiva. A média de custo da coleta seletiva entre os municípios que operam coleta seletiva é de US$ 70 por tonelada, sendo que o custo da coleta seletiva é 5 vezes maior que o custo da coleta convencional. Porém, o custo da coleta seletiva tem diminuído nos últimos anos. Em 1994 o custo era de US$ 240 por tonelada, em 1999 era de 154 e em 2002 o valor passou para US$ 70 por tonelada. (CEMPRE, 2004)

Os materiais coletados em 2002 estão distribuídos conforme apresentado na Figura 2.11. Rejeito 6% Papel/ Papelão 40% Plásticos 17% Vidro 13% Longa Vida 2% Metais 11% Alumínio 2% Diversos (**) 9%

(**) Inclui outros tipos de materiais recicláveis: baterias, pilhas, borracha, madeira, livros (reutilização) entre outros.

Figura 2.11 Composição da Coleta Seletiva (Média das cidades – em peso) (CEMPRE, 2004)