Samarbeid med eksterne tiltaksarrangører
5 Tiltak som gis KVP-deltakere
dificuldades das crianças na LV 6-10
Ao nível das habilitações literárias de cada um dos progenitores, foi possível verificar diferenças estatisticamente significativas nos resultados obtidos na LV 6-10 da fala e da linguagem, através do aumento progressivo do grau de dificuldades ou de não acertos com a diminuição das habilitações literárias de cada um dos progenitores (na tabela 22 e 23). Resultados do género também foram obtidos por vários investigadores, cujos seus estudos convergem com o resultado do estudo protagonizado pelo autor do trabalho. De entre os vários estudos sublinha-se a investigação protagonizada por Nash e Donaldson e por Gershkoff-Stowe e Hahn, cit in Brancalioni, et al. (2011), Cunha, (2011), Silva (2011), Biller (2012), Gonçalves (2017) e Ribeiro (2018), que também verificaram este comportamento da linguagem na criança e cujos resultados convergem para existência de uma correlação positiva entre a produção verbal das crianças e o estímulo linguístico que elas recebem. Deste modo, dá-se relevância a qualidade e quantidade do modelo linguístico, das interações com os pares, de experiências que as crianças vão adquirindo no contexto diário, principalmente pela interação com os adultos próximos, onde adquirem e aperfeiçoam o seu conhecimento lexical (Brancalioni, et al., 2011). Neste seguimento de ideias, os resultados de inúmeras investigações convergem ao considerarem as habilitações dos pais como uma variável a ter em conta na análise do desempenho da linguagem da criança em idades pré-escolar e escolar (Cunha, 2011).
Partindo do pressuposto que a família é o núcleo social e o elemento chave insubstituível para desenvolvimento da criança, vários investigadores chegam mesmo a considerar as habilitações literárias de ambos os progenitores como os melhores indicadores do desenvolvimento da linguagem na criança (Bloom, 2001; Bouck, 2004). Bloom (2001) salienta mesmo que o …único preditor da aquisição da linguagem das crianças é o tamanho do vocabulário dos seus pais…”(p.1098).
134
Neste sentido, um outro estudo protagonizado por Harrison e McLeod (2010), baseado na recolha, sintetização e sistematização de informação e de resultados obtidos em 22 estudos internacionais, com a finalidade de se determinar quais os fatores de risco mais envolvidos nas perturbações da fala e da linguagem, revelaram que um dos fatores de risco mais assinalados foram as habilitações literárias do pai e da mãe. Dos 14 estudos que avaliaram o impacto dessa variável na aquisição da fala e linguagem das crianças, 10 identificaram os baixos níveis de escolaridade como um fator de risco. Na investigação realizada pelos autores, estes também puderam constatar que as habilitações literárias dos pais eram variáveis que influenciavam significativamente o desempenho linguístico das crianças. Silva (2011), Biller (2012) e Gonçalves (2017) também verificaram nos seus estudos que existem diferenças estatisticamente significativas no grau de dificuldades nas provas de avaliação de vocabulário e as habilitações académicas dos pais.
Costa (2008), na investigação desenvolvida no âmbito das perturbações da linguagem, constatou que as habilitações literárias do pai e da mãe eram menos elevadas no grupo das crianças com perturbações da linguagem. Conclui-se neste estudo que as habilitações académicas dos pais influenciam gradualmente as dificuldades nos itens da VL 6-10.
4.1.5. O ano de escolaridade (salas da 1.ª e 2.º classe) influencia o desempenho das crianças na LV 6-10
A análise do desempenho ao nível da fala e da linguagem com a aplicação da LV 6-10, indica-nos uma tendência para um aumento das dificuldades com o decréscimo dos anos de escolaridade e diminui com avanço do ano de escolaridade (tabelas 26 e 27), confirmada através da estatística inferencial, que aponta para diferenças estatisticamente significativas entre a sala do 1.º e sala do 2.º ano. Nesta análise entre grupos, os alunos das salas do 1º ano apresentaram mais dificuldades na LV 6-10 quando comparados com os do 2.º ano. Estes resultados convergem com as investigações de Capovilla e Prudêncio (2006), que procuraram obter dados normativos para um teste de vocabulário, tendo confirmado a existência de um decréscimo significativo no vocabulário de alunos do 4º ao 1º ano. Nesta linha de investigação Cunha (2011), no seu estudo observou a mesma tendência para uma diminuição com o aumento dos anos de escolaridade na análise do desempenho da linguagem expressiva em crianças dos 5 aos 10 anos de idade.
135
Sternberg citado por Sousa e Cunha (2011), salienta que esta tendência de influência do ano de escolaridade poderá ocorrer, segundo uma consistente correlação entre o vocabulário ensinado, aprendido r compreendido pela de leitura, e nível de inteligência da criança. Dunmore citado por Sousa e Cunha (2011), acrescentam que uma relação biunívoca entre a leitura e a linguagem é consistente e cíclica, influenciam-se mutuamente, aumentando o número de vocábulos que podem ser úteis no uso da linguagem em vários contextos sociais. Ao nível da aquisição lexical, vários investigadores entre eles, (Miller, & Gildea; Nagy & Herman citados por Nippold, 1998 e Nagy & Herman, citados por Sousa, 2011) indicam que as crianças em idade escolar adquirem entre 3000 e 5000 novas palavras por ano, nos contextos familiar e escolar. Deste modo, a leitura está estreitamente relacionada com o enriquecimento lexical, não só em idade escolar, mas ao longo da vida, uma vez que as capacidades de leitura e escrita requerem o conhecimento e uso de uma grande variedade de palavras. Conclui-se assim que a escolaridade influencia significativamente na maior ou menor dificuldade na LV 6-10, ou seja à medida que aumenta gradualmente a escolaridade menores serão as dificuldades nos itens, como se comprovou neste estudo.
4.1.6. Análise dos resultados obtidos na LV 6-10, referentes aos itens por