Del III Dagens situasjon og sentrale
6.3 Arbeid og aktivitet
6.3.3 Tiltak og virkemidler
A estratégia de avaliação é assente na recolha de dados qualitativos para possibilitar a compreensão em profundidade do processo de aprendizagem e das aprendizagens realizadas por cada criança/aluno do 1º ciclo e pelo grupo como um todo. Para complementar, foram usadas grelhas de recolha de dados sobre alguns aspetos específicos relacionados com a evolução do conhecimento processual das crianças/alunos do 1º ciclo. Assim, foram entendidos como instrumentos de recolha de dados: i) os diários de bordo semanais; ii) a análise documental; iii) grelhas de observação; iv) entrevista final de grupo focal de recordação estimulada por fotografia.
i) Diários de bordo semanais
Os diários são um instrumento auxiliar indispensável ao professor-investigador, pois definem- se como coletâneas de registos descritivos acerca do que ocorre nas aulas, que por sua vez, podem ser construídos sob a forma de notas de campo ou em anotações extensas, de observações estruturadas e registos de incidentes críticos (Máximo-Esteves, 2008). Estes registos podem incluir sequencias descritivas onde se destaca “o detalhe e não o resumo, o particular e não o geral, o relato e não o juízo avaliativo” (Máximo-Esteves, 2008, p.89), procurando reproduzir, com a maior exatidão possível, o que ocorre. Além disso, podem incluir sequências interpretativas, que procuram registar um conjunto de comentários e notas pessoais (Máximo-Esteves, 2008). Deste modo, as notas podem ser de natureza teórica, quando se focam nas relações, em padrões e nas discrepâncias, de natureza metodológica quando anotam o que falhou, onde falhou e como pode ser ultrapassado e, por fim, de natureza prática que consistem nas ideias a aplicar (Máximo-Esteves, 2008).
Segundo Máximo-Esteves (2008), o diário revela o lado mais pessoal do trabalho de campo, uma vez que, percebendo e assumindo os registos como instrumentos pessoais e personalizados sobre a prática, é possível utilizá-los para analisar, avaliar, construir e reconstruir as perspetivas de melhoria da aula e de desenvolvimento profissional.
Neste projeto, o sentido fundamental do diário é o de converter em espaço narrativo os meus pensamentos e registar a participação das crianças, expondo, explicando e interpretando a ação quotidiana. Nos contextos deste projeto, os diários de aula tiveram a seguinte estrutura: i) objetivos da/s atividade/s da semana; ii) descrição reflexiva da semana, integrando os comportamentos das crianças e educadora nas situações consideradas como incidentes críticos; iii) reflexão sobre as potencialidades das atividades para aprendizagem das ciências (construção de conhecimento substantivo (científico) e processual (como se faz ciência); iv) melhoria da expressão oral; v) melhoria da expressão artística; vi) reconstrução (aspetos a melhorar na próxima planificação).
ii) Análise documental
A análise documental compreende a identificação, a verificação e a apreciação de documentos para determinado fim, ou seja, funciona como expediente eficaz para contextualizar fatos, situações e momentos. A análise documental consiste numa série de operações que visam estudar documentos no intuito de compreender circunstâncias. Essas operações procuram elucidar o conteúdo expresso nos documentos selecionados para o corpus da pesquisa, de forma a contextualizar os assuntos e
Neste projeto foram recolhidos todos os trabalhos realizados pelas crianças durante o mesmo para uma análise de conteúdo, com a criação de um sistema de categorias emergente, usando como linha orientadora para a sua construção os objetivos iniciais desta investigação-ação. De acordo com Máximo-Esteves (2008) esta análise dos trabalhos produzidos pelas crianças é imprescindível quando o foco da investigação se centra na aprendizagem dos alunos. Para além disso, o autor refere que esta é uma prática comum dos bons professores, interessados na avaliação do sentido e do ritmo de aprendizagem dos seus alunos. Desta forma, os arquivos dos trabalhos das crianças quando é executados de forma cuidada, com datação sistemática, transformam-se em base de dados que facilita a compreensão das transformações e evoluções dos alunos através das atividades e do tempo das mesmas.
É de salientar que o conhecimento construído através da interpretação dos dados em torno da questão inicial não é conclusivo nem generalizável. Os resultados da investigação são validos nos contextos onde realizei os estágios profissionais e permitem compreender ou explicar apenas o que aconteceu nesses lugares e durante esse tempo. Têm, contudo, utilidade e interesse, na medida em que amentam o conhecimento e compreensão acerca dos contextos de trabalho, assim como permitem a possibilidade de comunicar a outros as minhas descobertas.
iii) Grelhas de observação
A observação possibilita o conhecimento direto dos fenómenos tal como eles acontecem num determinado contexto e, desta forma, “ajuda a compreender o contexto, as pessoas que nele se movimentam e as suas interações” (Máximo-Esteves, 2008, p.87). A observação é uma aptidão que, mesmo sendo inata, tem de ser praticada. No entanto, a sua aprendizagem sobrepõe-se inevitavelmente na prática. Máximo-Esteves (2008) considera como regra de ouro, para evitar a dispersão, a concentração da atenção nas questões formuladas, sendo por isso fundamental definir muito bem o objetivo e/ou sujeito a observar e decidir como efetuar o seu registo.
Durante todo o processo foram usadas grelhas de observação que permitiram registar os progressos das crianças e dos alunos e situar a evolução da sua aprendizagem ao longo do tempo. Consegui, assim, conhecer o que cada criança sabia e o que era capaz de fazer. As grelhas de observação foram entendidas neste projeto como um meio de recolha de informação, indispensável na posterior reflexão de todo o processo de ensino e aprendizagem do projeto de intervenção. Especificando no pré-escolar foram utilizadas quatro grelhas: uma grelha para atividades de Expressão Artística (Anexo 3), onde foram indicadas características e aspetos de cada criança nas diferentes
atividades e outra mais especifica referente às diferentes competências artísticas (Anexo 4); uma grelha para a comunicação oral (Anexo 5) e, por fim, uma referente às ciência, onde se destacou o conhecimento processual (Anexo 6). No 1º ciclo foram utilizadas as mesmas grelhas, sendo que sofreram pequenas alterações na sua estrutura, exceto a grelha das ciências. Assim sendo, foi utilizado uma nova grelha para a comunicação oral (anexo 7) e para a comunicação artística (Anexo 8).
iv) Entrevista grupo focal de recordação estimulada
De acordo com Máximo-Esteves (2008), atualmente, as entrevistas focalizadas em grupo são utilizadas na investigação social e educacional, nomeadamente na investigação-ação, pois estas complementam a limitação dos dados provenientes das entrevistas estruturadas e individuais, dando assim oportunidade aos entrevistados para partilhar as suas experiências e os seus pontos de vista. Podem ser utilizados com vários fins, entre eles, elaborar estudos exploratórios ou triangular os dados de informação (Máximo-Esteves, 2008). Além disso, Máximo-Esteves (2008) afirma que este tipo de entrevista é:
Útil para conhecer em profundidade as necessidades, os interesses, as preocupações de um determinado grupo de pessoas, para compreender o funcionamento do grupo, para estudar as interações e intenções, para identificar o grau de concordância ou discordância em relação a um assunto (p.98).
Também Máximo-Esteves (2008), após uma revisão de autores, considera que este género de entrevista permite ao professor-investigador definir com mais clareza e rapidez os aspetos da prática que se propôs investigar. Nesta perspetiva, a entrevista agrupa um conjunto de propriedades que autorizam utilizá-la como o instrumento metodológico mais adequado para dar expressão à voz das crianças, um requisito indispensável para que esta se torne participante ativa na (re)construção do conhecimento científico sobre si própria.
Concluindo, no final do presente projeto realizou-se uma entrevista de grupo-focal para conhecer a opinião das crianças ou alunos do 1º ciclo sobre o projeto. As questões da entrevista foram realizadas a partir de uma seleção de fotografias tiradas durante as práticas, com os seguintes objetivos: caraterizar o que as crianças e alunos do 1º ciclo gostaram mais no projeto; caraterizar o que as crianças e alunos do 1º ciclo gostariam de melhorar no projeto; averiguar qual é a sua perceção sobre o que aprenderam de mais importante.