Del IV Utvalgets anbefalinger og
8.2 Utvalgets forslag til tiltak
8.2.1 Oppfyllelse av eksisterende
O projeto de intervenção foi um contributo muito importante na partilha de saberes e ideias entre crianças, famílias e instituição, uma vez que as práticas pedagógicas se basearam não só na realização de trabalho de prática laboratorial, como também na divulgação do conhecimento científico pelas crianças, usando como formas de divulgação da informação cartazes envolvendo colagens ou desenhos, desenhos e produção de pequenos vídeos. Para além disso, estas formas de divulgação foram fortemente utilizadas em exposições e transmitidas às famílias das crianças, de forma presencial ou digital. Foram também dinamizadas atividades que envolveram toda a comunidade educativa e onde existiu a partilha de conhecimentos entre crianças de diferentes idades e a adultos de outra geração.
No pré-escolar, o trabalho de prática laboratorial foi divulgado através da construção de cartazes. Estes foram realizados em grande grupo, onde as crianças participaram ativamente em diálogos de estruturação e organização da informação relevante, em desenhos e colagens de
fotografias. Todos os cartazes foram afixados no espaço exterior pertencente à sala das crianças, para que os familiares e a restante comunidade educativa tivessem acesso e pudessem apreciar.
A divulgação do trabalho de prática laboratorial no 1º ciclo foi explorada de forma diferente, pois envolveu atividades relacionadas com a disciplina de português, promovendo a mobilização de aprendizagens da mesma, como por exemplo, a criação de bandas desenhadas, noticias e folhetos. No entanto, as crianças construíram uma horta pedagógica e, posteriormente, através de aprendizagens da área da matemática, construíam um cartaz com a planta do colégio, evidenciando os trajetos possíveis para a deslocação até à horta. O objetivo deste trabalho foi convidar os alunos de outros anos de escolaridade da instituição, inclusive 2º e 3º ciclo, a visitar a horta pedagógica e a conhecer o trabalho da turma. Um aspeto a salientar sobre todo o processo de aprendizagem envolvente na construção e manutenção da horta pedagógica foi a sua possível partilha na página Eco- escolas, com a valiosa colaboração da direção (Figura 27). Assim, foram criados meios para aproximar as famílias e a comunidade, possibilitando-lhes conhecer e acompanhar esta aprendizagem das crianças.
Figura 27. Página online Eco-escolas do colégio
Este projeto, no pré-escolar, possibilitou também a proximidade das famílias através da criação de um grupo fechado numa rede social, onde foram partilhados vídeos e imagens das crianças a realizar as atividades (Figura 28). Esta partilha do processo pedagógico e dos progressos das crianças permitiu envolver efetivamente os familiares, possibilitando-lhes “compreender as aprendizagens que realizaram, mas também contribuir para essa avaliação, através do que conhecem da criança e observam em casa, facilitando a articulação entre a educação familiar e o processo educativo no jardim-de-infância” (Silva et al., 2016, p.19). Para além disso, através deste grupo, os pais criaram uma interação muito interessante, pois foi possível observar comentários como elogios face às
possível fomentar a comunicação com e entre as famílias, promovendo e incentivando a sua participação e colaboração ativa.
Figura 28. Grupo Fechado com familiares
Nos dois contextos onde foi implementado este projeto de intervenção, foi possível proporcionar atividades que tiveram continuidade em casa, solicitando a colaboração das famílias das crianças, como por exemplo, na transplantação do feijão, cuja germinação foi observada numa atividade experimental na sala/laboratório. Estas propostas foram essenciais, pois funcionaram como estratégia para envolver as famílias e estimulou-as a participar e cooperar no processo educativo das crianças. Foi, de facto, uma chamada de atenção para a importância do contributo das famílias para a construção e enriquecimento das aprendizagens das crianças, enfatizando a possibilidade da continuidade e prosseguimento do trabalho realizado na instituição.
Para finalizar, destaco outra atividade comum nos dois contextos que contribuiu para a partilha de saberes e ideias entre crianças, sendo ela a festa da ciência. Esta consistiu num evento organizado e preparado pelas crianças, onde foi possível não só debater ciência, como também colocar as crianças a criarem, a aprenderem e a comunicarem, através de interações e de uma prática experimental e não experimental. A sua realização implicou, portanto, a participação ativa das crianças, associada a aprendizagens de conteúdo específico e também sociais, colaborativas e entre outras. Para além disso, houve um grande envolvimento de outras crianças, de diferentes anos de escolaridade, que foram motivados para este tipo de aprendizagens. A realização desta atividade ampliou o conhecimento científico de todos os alunos do pré-escolar e do 1º ciclo que, certamente ficará interiorizado e será recordado por muito tempo.
É de realçar que no pré-escolar também foi possível envolver outra geração nesta dinâmica, uma vez que a instituição possui um centro de dia. Desta forma, foi uma iniciativa que fortaleceu os laços afetivos e estimulou uma aprendizagem com trocas intergeracionais. Tal como afirma Unesco (Hatton-Yeo & Ohsako, 2001), são vários os benefícios da interação entre gerações, neste caso com as
“avozinhas” do centro de dia, sendo eles: a promoção da troca afetiva; o fortalecimento dos laços intergeracionais; o aumento do interesse pela aprendizagem, pelo saber e pelo conhecimento, através do convívio informal com os idosos; e a melhoria do relacionamento com os mais velhos; uma melhora compreensão sobre o envelhecer e as suas necessidades, através do incentivo para auxiliar os mais velhos. Toda a envolvência desta iniciativa mostrou, mais uma vez, a preocupação pela concretização de um projeto de intervenção direcionado à vivência com a comunidade, o que acaba por orientar atividades para além do espaço da sala.