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Tilstedeværende likeverd – å bli sett og hørt som en selvstendig person

Noen refleksjoner og avklaringer knyttet til mitt empiriske materiale

Del 1: Teori om filosofisk praksis

C: Filosofiske samtaler – klargjøring og utdyping av erfaring

7. Å være filosof i et fengsel – noen selvkritiske bemerkninger rundt min rolle

8.1 Tilstedeværende likeverd – å bli sett og hørt som en selvstendig person

partiram para ocupar Belém em agosto de 1835

60 Foto 2: Igarapé Murucutu, localizado na área das ruínas do engenho de mesmo nome, ponto de

desembarque de cabanos, provenientes dos rios Guamá, Capim, Moju e Acará

Fonte: Acervo da pesquisa, julho de 2015

Na madrugada de 13 de agosto de 1835, no acampamento do Murucutu24, antes de marcharem para combate, estes homens envolvidos por um clima de resiliência vão ouvir atentos à proclamação de Antônio Vinagre.

“Paraenses! Irmãos e companheiros d’armas! Valentes e denotados defensores das liberdades pátrias! Aproximam-se os momentos e as horas que temos de medir as nossas forças com os vândalos, que se intitulam de legais, quando eles não são mais do que vis escravos do poder a que servem! Dois estrangeiros, a saber, um que é presidente e comandante das armas da província, e outro chefe da esquadra, gozam das honras de brasileiros adotivos! O primeiro que é marechal, chama-se Manoel Jorge Rodrigues e deixou o umbigo nas terras de Portugal; o segundo João Taylor, nascido em Inglaterra e desertor da Marina daquela nação, alcançou no país de Santa Cruz o posto de chefe de esquadra!

Infeliz País! Desditosa Nação! Esses perversos de mãos dadas um com o outro, em menos de três dias, prenderam duzentos e oitenta e tantos patrícios nossos, que se acham a bordo dos navios de guerra, carregados de pesadas cadeias!...[...].

Dignos filhos do gigante Amazonas, valentes e denodados defensores das liberdades dos cidadãos brasileiros, a nós cumpre castigar os desprezíveis déspotas e vingar a afronta feita a esta briosa província, que hoje geme sob o mais vil despotismo. Que cada um de vois seja um novo Guilherme Tell, na

24 Segundo registrado por DI PAOLO (1985, p. 166, 167) o engenho do Murucutu esteve envolvido também no

primeiro momento de ocupação cabana da capital, juntamente com outros locais que serviram de ponto de concentração para os inssurretos: “7 de janeiro de 1835: às duas horas da madrugada, conforme planejado, rebentou o movimento cabano. Quatro colunas atacaram Belém: a primeira, sob o comando de Antônio Vinagre, vinha do Murutcutu e tinha a missão de ocupar o Quartel dos Corpos de Caçadores e de Artilharia; [...]”.

61 defesa da pátria e da liberdade. Seja a nossa divisa - VENCER OU MORRER”. [...]. (DI PAOLO 1985, 259, 260).

Após a aclamação, as tropas seguiram para outro ponto de concentração, nos arredores da capital, o arraial de Nazaré, àquela época, localizado na periferia de Belém. De onde vão tentar uma solução pacífica, sob a mediação de agentes consulares, solicitando a soltura dos presos ou pelos menos, a neutralidade das forças estrangeiras fundeadas na baía de Guajará.

Começa a luta armada pela recondução dos cabanos ao governo provincial, com estes atuando em pelo menos três frentes de combate, em primeiro plano, comandados por Angelim segue um grupo, que vem em direção ao centro da cidade, para conquistar o Palácio do Governo, seu primeiro obstáculo é um regimento de mercenários alemães, comandados pelo Capitão Jerônimo Herculano Rodrigues, filho do Marechal presidente, que vem de encontro aos cabanos, precipitando o confronto25. Outra frente é comandada por Geraldo Gavião, que rapidamente consegue tomar o Arsenal de Marinha e logo adiante o Convento do Carmo.

O grupo liderado por Antônio Vinagre tinha a missão mais árdua: tomar o Arsenal de Guerra, uma fortaleza preparada para resistir a ataques pesados, até que chegasse ajuda do Maranhão, arsenal interligado ao Forte de São Pedro Nolasco26

. Durante a preparação para o ataque ao arsenal, o discurso do comandante da tropa lançado à poucas horas será testado, fazendo emergir um novo líder entre os cabanos, pois, Antônio Vinagre, enquanto observava os arredores do arsenal, foi atingido por um tiro fatal que lhe destroçou a cabeça.

“A coluna Vinagre tinha a missão mais difícil: o assalto ao Arsenal de Guerra. Os fundos do Arsenal davam para a rua da Praia (Avenida Castilho França) e bem em frente se achava fundeada a fragata “Imperatriz” para transmitir ao Palácio, através de sinais convencionais, as informações que vinham do Arsenal e defendê-los em caso de derrota de sua guarnição.

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“Foi no Largo da Memória que os soldados se encontraram com as sentinelas avançadas da coluna de Angelim. A troca de tiros deflagrou a luta com o toque de rebate. Mas Angelim, mesmo assim, esperou que a tropa mercenária se aproximasse mais. A primeira descarga obrigou os mercenários a parar e a segunda fez com que eles batessem em retirada. Angelim perseguiu os retirantes com sua coluna organizada em três pelotões. Eles ainda investiram com outro piquete que fez apenas estancar um pouco a perseguição aos fugitivos. Como Angelim conhecia melhor o terreno que seus adversários, quando se encontrava já perto do palácio preferiu tomar de assalto o quartel da rua São João e assim atingir mais facilmente o seu objetivo.”. (MONTEIRO 2005 p. 139).

26 O Forte de São Pedro Nolasco, também conhecido como Forte das Mercês, localizava-se às margens da baía

do Guajará, posicionado nos fundos do Mosteiro dos Mercedários. Sua denominação faz referência ao santo católico, considerado o redentor dos cativos, que em 1218 fundou a Ordem de Nossa Senhora das Mercês. O forte foi construído a partir de 1665 para compor juntamente com o Forte do Castelo e o Reduto de São José pontos estratégicos de defesa da cidade e do território amazônico. Durante o período da Cabanagem em decorrência dos bombardeios o mesmo desmoronou, ficando praticamente esquecido na história arquitetônica da cidade, somente com as obras que reestruturaram o porto de Belém, a pouco mais de uma década, o espaço foi transformado em um anfiteatro baseado nos antigos alicerces do forte.

62 Antônio Vinagre estava à testa da coluna e, chegando ao Largo das Mercês esquina com a rua dos Mercadores (Fructuoso Guimarães), parou para observar as posições da força legalista e notou que havia vários pontos fortificados por “voluntários” (portugueses e ingleses). E no momento em que fitava um ponto, onde iniciavam as hostilidades, recebeu de emboscada e com pontaria certa um tiro que imediatamente o matou. Eram três horas da tarde”. (DI PAOLO 1985, p. 262, 263).

A surpresa da morte inesperada do comandante, causou a súbita debandada de boa parte dos comandados de Vinagre, que corriam de retorno à Nazaré. Avisado rapidamente do ocorrido por Raimundo Vinagre, Angelim vem em socorro da tropa dispersa e consegue convencê-los a voltar à luta.

O primeiro combate se arrastou até o anoitecer, com o insucesso da empreitada cabana e a morte de uma de suas principais lideranças, quando resolveram enterrar o corpo do comandante e de outros mortos, na igreja do Rosário. Não restava a Angelim outro caminho a não ser assumir o comando revolucionário, seguindo o que havia sido decidido na “Convenção de Itaboca”. Contudo, para os legalistas o enfrentamento não houvera terminado e quando Angelim, após lançar uma proclamação, em que enfatiza a morte heróica de Antônio Vinagre e a necessidade de continuidade da luta deixa o acampamento de Nazaré e repousa em sua casa, onde vai sofrer um atentado27.

Na mesma madrugada, logo após ao atentado, Angelim vai articular com seus comandados as próximas ações. Logo cedo o enfrentamento recomeçou pequenos grupos cabanos promoviam ataques intermitentes e no esforço do contra-ataque, os milicianos eram pegos de surpresa, por estratégias de guerrilha nas ruas e vielas belenenses, repetindo a estratégia, que derrotou a força de Pedro da Cunha e Ângelo Custódio. Ao final da tarde, Angelim determina um ataque fulminante ao arsenal e acaba submetendo o grupo a uma armadilha de guerra.

“No dia 15, pelas cinco horas da tarde, Eduardo Angelim ordenou um ataque decisivo ao Arsenal de Guerra. Acostumados à luta de guerrilha, ardorosos no combate, os cabanos não tinham uma tática suficiente para vencer a pequena fortaleza. Descarregaram suas armas contra as janelas e avançaram. Foram caindo aos magotes, tingindo as pedras de vermelho, sob o fogo cerrado que cuspia das janelas do arsenal. As granadas abriam claros imensos entre os cabanos. Mas os que vinham atrás pegavam as armas dos mortos, tentando chegar ao portão ”. (CHIAVENATO 1984, 112).

Como a refrega da força provinciana, reclusa ao arsenal, era incessante e promovia baixas significativas entre os cabanos, Angelim determina que alguns dos homens subissem

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nos telhados de casas vizinhas para que atirassem e atingissem as janelas do arsenal, impedindo que de lá pudessem partir tiros que alcançassem os cabanos, ao mesmo tempo, um grupo armado com facões, machados e tudo que era possível converter em armamento, e mesmo aquelas armas que eram abandonados juntamente aos corpos caídos, além de atirar na direção tentavam arrombar o portão da fortaleza. Êxito alcançado somente por volta de sete da noite, quando se fez uma brecha no pórtico e os cabanos, em êxtase pelo intento e, certos da vitória, adentram o desconhecido ambiente:

“Desconheciam, porém, o interior do Arsenal. A escada que levava à parte superior, onde se concentravam os soldados do governo, era lacrada com uma pesada porta reforçada com chapas de ferro. O portão gradeado de ferro impedia o acesso ao interior da pequena fortaleza. Mas os cabanos entraram e forçaram a porta e portão.

Então, o alçapão se abriu. Sobre eles caíram as granadas, reduzindo seus corpos a massa informe, espalhando o sangue pelas paredes. Os que escapavam à morte, retrocediam, dilacerados, correndo pelo pátio externo, com tiras de carne desgarrando-se dos braços, pernas, segurando os intestinos, as faces desfiguradas. E caíam mortos.

Incrivelmente, isso animou os cabanos. Os que estavam fora - porque não havia espaço para todos invadirem - urravam de raiva e clamando vingança arremetiam-se pelo Arsenal adentro. Eram da mesma forma triturados pelas granadas que não cessavam de cair pelo alçapão.”. (CHIAVENATO, 1984, p.112).

Esforço da massa cabana, como uma grande onda humana se lançando sobre os paredões do arsenal, que tem seu ponto de culminância representado na pintura a seguir:

Figura 3: Assalto dos Cabanos ao Trem de Guerra (tela de Alfredo Norfini, 1940)

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Por volta de dez horas da noite, após sucessivas incursões, os corpos de muitos dos cabanos restavam amontoados, no espaço hermético, lembrando o trágico massacre do brigue “Palhaço”, os sobreviventes receberam a ordem de retirada de Angelim, levando os corpos que pudessem carregar para enterrá-los. Nos dias seguintes, as tentativas de controle do arsenal e os violentos combates se sucederam e, as baixas entre os cabanos se repetiam. Apesar das perdas, constantemente eles avançavam como um rio de gente, ou a grande maré que costuma invadir esta área da cidade nas subidas em tempo de água grande, ou durante a passagem da Santa, no Círio de Nazaré.

Por outro lado, os combates não se davam somente no arsenal e a cidade, de modo geral, estava novamente sob o controle cabano. Além disso, a força reclusa ao arsenal estava cansada e faltavam-lhes provisões. Na cidade, bombardeada aleatoriamente, pela esquadra oficial fundeada na baía do Guajará, também faltava alimento e os cabanos capturavam o gado e controlavam, por exemplo, as áreas a receberem provisões.

Nove dias após a segunda invasão cabana, o Marechal-Presidente Manuel Jorge Rodrigues, depois de ouvir os seus oficiais e percebendo a derrota iminente, tomou fuga deixando a determinação de que todas as “pessoas gradas” e os militares, inutilizassem os armamentos e munições e abandonassem a cidade, o destino, os onze navios de guerra e mais alguns mercantes fundeados à frente da cidade, os primeiros, estabelecidos em pontos estratégicos a serem defendidos do acesso cabano, despejaram ininterruptamente, pesada descarga de canhões, destruindo a cidade. Embora, posteriormente esta esquadra tenha sofrido “a maior derrota da Marinha brasileira, coroada com o crime de destruição da cidade”. (Chiavenato, 1984, p.117).

Atendendo a determinação do Marechal-Presidente, os militares reclusos à fortaleza durante a madrugada embarcaram em escaleres e fugiram para os navios fundeados a frente de Belém. A esquadra em fuga dirigiu-se à baía de Santo Antônio e, posteriormente, para a ilha de Tatuoca, onde Rodrigues estabeleceu um governo paralelo e aguardou a vinda de ajuda do Maranhão e Pernambuco. Guardava o líder derrotado àquela altura a esperança de dar aos cabanos a desforra.

Desta forma, conforme apresenta a aquarela de Norfini (1940), e inúmeros registros históricos (Chiavenato (1984), Di Paolo (1985) Rocque (2001), Neto (2001), Monteiro (2005) Raiol (1970) Ricci (2006, 2008, 2010, 2011), sobre os combates nesta área da cidade de Belém, as quais remontam narrativas que permite “compreender melhor, traumas sofridos,

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pelo grupo social, e que em certa medida, a memória atemporal consegue transmitir, ao longo dos séculos, com altíssimo grau de identificação” (Pollak 1992, p. 2).

Espaço que testemunhou, ao longo de breve período histórico, os mais sangrentos combates, pelo controle da capital e da Amazônia, guardando “memórias subterrâneas que, como parte integrante das culturas minoritárias e dominadas, se opõe à ‘Memória oficial’”, (Pollak 1989. p. 2).

Com a “Tomada do Trem de Guerra”, os cabanos, finalmente haviam conseguido retomar o controle da capital, tomando posse do governo o jovem Eduardo Angelim, que nos meses seguintes, estende o seu poder pelo interior da Amazônia, apesar das dificuldades, que batiam à porta da revolução:

“Contudo, tanto Vinagre como, mais ainda, Angelim viram seus homens cada vez menos subordinados e desejando mais mandar e não ser mandados. Tomada a capital pela segunda vez, todos queriam cargos. Raiol descreve a situação como “burlesca”. Lembrava ainda que a situação piorava no interior da Amazônia. Cada local tomado pelos cabanos tinha a seguir “embaixadores e ajudantes de embaixadores”. Estes eram os enviados por Angelim para o interior, para “avisar e aliciar gente pelos sítios e povoados”. Segundo Raiol, eram quase todos analfabetos ou semi-alfabetizados. São transcritas cópias de ofícios destes novos líderes. Um deles assinava “Antónho Fostino. Major de Artilharia”. Ele havia tido a honra de conseguir o cargo na Ponta da Barra, ponto estratégico para a manutenção da capital. Tal como todos os cabanos, Fostino reclamava a Angelim da carestia e da falta de armamentos”. (RICCI 2006, p. 23).

Situação que se agrava com a manutenção do estado de guerra, a destruição da cidade, o bloqueio econômico imposto pela esquadra do governo paralelo instalado na ilha da Tatuoca, a essa altura com a chegada, em abril de 1836, do Brigadeiro Soares de Andréa, a frente de uma frota composta por sete navios de guerra e várias embarcações mercantes, carregadas de armas e mantimentos28, complicavasse o governo de Angelim e da cidade: “[...] Vendo ele a situação econômica e social da cidade, a desorganização que lavrava entre os seus próprios companheiros, a fome e a doença, que já agravava, no meio de toda a população, resolveu apelar para a interseção do bispo, junto ao brigadeiro Andréa” (Monteiro 2005, p.145, 146).

Sem êxito em sua tentativa de anistia para seus comandados e de garantias mínimas, para o esvaziamento da cidade, Angelim teria se aproveitado de uma chuva torrencial para

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“Naquela altura, muitos moradores já haviam abandonado Belém. A fuga em massa de cabanos que, roubando os armazéns e as lojas dos antigos moradores, saíam com canoas cheias pelos rios tornava a vida na cidade muito difícil. No meio deste caos, chegou a varíola, que matou muitos cabanos, inclusive o Comandante das Armas de Angelim”. (RICCI 2006, p.24).

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atravessar a baía do Guajará, navegando por entre os navios fundeados de Andréa, deixando para traz uma cidade “fantasma”.

Com a retirada “oficial” de Belém em 13 de maio de 1836, a Cabanagem não se encerra e dá-se início a um dos mais violentos genocídios da história do Brasil, em que as principais vítimas foram os indígenas, tapuios, negros e brancos pobres que lutaram contra a exploração colonialista, a que estavam submetidos, e que por opções de escrita ou em razão do processo de esquecimento e silêncio, que se impôs ao movimento ficaram invisibilizados, pela história oficial. Permanecendo vivo na “memória coletiva” (Halbwachs 1990), os combates, a capacidade de resiliência e as fugas sem precedentes na história da região.

Desta forma, eventos que envolvem a Cabanagem, estão associados a um jogo profícuo entre: a memória, a história, o esquecimento (Ricoeur 2007), atrelado, sobretudo, a um círculo hermenêutico de compreensão (Gadamer 2002) de condições socioeconômicas, políticas estruturantes e a eclosão de movimentos populares contestadores da ordem vigente. Daí a importância de se refletir sobre os pressupostos teóricos gadamerianos e de Ricoeur (1986), sobre as noções de explicar, compreender e vivenciar e sua aplicabilidade em uma releitura da Cabanagem, a partir da observação-participante, em partes do Círio de Nazaré, momento profano-religioso em que um rio de gente invade as ruas de Belém, a cidade pára e, se reproduz, em certo sentido, cenas do movimento cabano. Esta é a próxima subida da maré no esforço de compreensão da identidade amazônica (Maués 2006).

67 CAPÍTULO II

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