1. Innledning
2.6 Tilrettelegging
Conforme Perez (2000), a medição do EVA em uma empresa passa por dois processos distintos, mas intimamente interligados: a determinação do custo do capital e os ajustes das demonstrações contábeis. Este ajustes devem promover o expurgo dos efeitos não operacionais das atividades da empresas e que aparecem distorcendo seus resultados em suas demonstrações contábeis, notadamente o balanço patrimonial.
Com relação aos ajustes para o cálculo do EVA, Rappaport (2001) afirma que o lucro contábil é afetado por uma grande variedade de convenções contábeis que influenciam a alocação de custos para os períodos atuais e futuros. Nesse sentido, Ehrbah (1999), considerando os princípios contábeis, observa que realizando apenas um punhado de ajustes, incluindo coisas como a capitalização de desembolso em P&D e a eliminação da amortização de ágio, o EVA remove as distorções para que os gerentes possam fazer melhores avaliações do impacto que suas ações tem sobre verdadeiros lucros econômicos.
Conforme Roztocki e Needy (1999), muitos autores sugerem que vários itens apresentados nas demonstrações financeiras das empresas, como gastos com desenvolvimento de pesquisas e produtos, despesas com marketing e treinamento de funcionários devem ser tratados como investimento de capital e não como custos e despesas. Portanto, quando do cálculo do EVA devem capitalizadas.
Esses ajustes, conforme Stewart III (1999), transformam o capital em uma medida mais precisa, sobre o qual os investidores esperam que seus rendimentos se acumulem, e transformam o NOPAT em uma medida mais real do retorno da caixa gerado para os investidores a partir das atividades normais da empresa.
O objetivo dos ajustes para o cálculo do EVA é chegar ao lucro operacional após impostos, gerado pelo capital utilizado nos negócios da empresa e posteriormente deste descontar o custo do capital. Com base nesse aspecto Perez (2000) observa que o NOPAT exclui os encargos financeiros da empresa, assim como as despesas e receitas não operacionais.
Conforme Young e O' Byrne (2003), muitos dos proponentes do EVA defendem a capitalização dos gastos com P&D e esse argumento, se estende a investimento em outros ativos intangíveis, inclusive marcas. Para esse autor, o princípio básico do ajuste consiste em capitalizar qualquer despesa cuja intenção não seja gerar receita no período corrente, mas somente em
períodos futuros. Outro argumento apresentado por Young e O' Byrne (2003) para capitalização desses gastos é evitar que os administradores sejam induzidos a sub-investir em P&D, já que os lucros de curto prazo serão afetados de modo adverso.
Para o cálculo do EVA, Perez (2000) considera que as despesas financeiras decorrentes de empréstimos são consideradas um custo financeiro e são fruto das decisões de financiamento. Para esse autor, seus efeitos são excluídos na determinação do lucro operacional, mas são incluídos no cálculo do custo do capital.
Dessa forma, no entendimento de Perez (2000) separam-se as decisões de financiamento das decisões operacionais ou de investimento da empresa. Portanto, para esse autor, o tratamento econômico faz com que as despesas financeiras não passem pelo NOPAT e inclui os empréstimos no capital permanente da empresa, sujeitando os mesmos desta forma ao encargo correspondente; o custo médio ponderado de capital.
Macorin (2001), citando Frezatti (1999), relata sobre os critérios que devem ser adotados em termos de ajustes para o cálculo do EVA e observa que o cálculo do capital investido, que corresponde aos recursos alocados na organização para que a mesma obtenha seus resultados, é decorrente da disponibilidade de demonstrações contábeis adequadamente elaboradas, sendo composto pelos seguintes elementos.
Capital investido = Ativo circulante operacional - Passivo circulante operacional + Permanente líquido - Passivo não-exigível de longo prazo
Conforme Macorin (2001), o ativo circulante operacional engloba os itens pertencentes ao ativo circulante e que se relacionam com a atividade operacional da empresa,
contribuindo assim para a formação do seu resultado operacional. Nesse sentido, Frezatti (1999) observa que o mesmo inclui os itens do capital de giro operacional, como caixa, contas a receber, estoque e outros ativos que permitam o desenvolvimento das operações da empresa.
Quanto ao Passivo Circulante Operacional, conforme Macorin (2001), da mesma forma que o Ativo Circulante Operacional, inclui-se neste as contas que estão diretamente relacionadas com a atividade operacional da empresa e registrada no passivo circulante. Para Frezatti (1999), neste incluem-se os passivos de curto prazo que estejam relacionados com a operação da empresa, como fornecedores, salários a pagar, impostos e outras. Macorin (2001) ressalta que no permanente líquido, incluem-se as contas que fazem parte do ativo permanente, representando portanto os investimentos, o imobilizado e o diferido.
No Passivo não-exigível de longo prazo enquadram-se as contas denominadas de não onerosas e que estão registradas no Passivo de longo prazo. Dessa forma, devem ser excluídos deste (Passivo não-exigível de longo prazo), os empréstimos e financiamentos de longo prazo, quer tenham sido negociados para investimento ou capital de giro (MACORIN, 2001).
Com base nesses ajustes Macorin (2001) observa que o valor total do ativo para o cálculo do EVA, denominado aqui de Ativo Operacional (AO) é composto pela soma do Ativo Circulante Operacional e do Permanente Líquido, devendo os valores dos mesmos estarem expurgados das rubricas que não contribuem para a formação do resultado. E, conforme esse autor, o Passivo operacional (PO) é composto pelas fontes operacionais de recursos, onde inclui- se o Passivo Circulante Operacional e o Passivo não-exigível de longo prazo.
Quanto ao Passivo Total, este é formado pelo Passivo Operacional, pelo Capital de Terceiros e pelo Capital Próprio, perfazendo portanto, o montante de fontes necessárias para financiar o ativo operacional. Dessa forma, conforme Macorin (2001), o Ativo Operacional
Liquido (AOL) que representa o quanto de recursos a empresa necessita buscar fora de suas atividades (Capital de Terceiros e Capital Próprios) é dado por:
Erhbar (1999) apresenta a versões para o cálculo do EVA conforme a Figura 4.4.
Figura 4.4. Versões do EVA
Fonte: Adaptado de Ehrbar (1999)
Para Ehrbar (1999), o EVA básico é obtido sem ajustes no balanço incorporando, no entanto, o custo do capital próprio no seu cálculo; o divulgado é o que a empresa de consultoria Stern e Stewart emprega em suas publicações e o verdadeiro seria teoricamente o que melhor retrataria o lucro econômico, apresentando, no entanto uma grande dificuldade por exigir ajustes mais complexos e em maior número, nem sempre justificáveis em termos de benefícios.
No entanto, com relação número de ajustes para o cálculo do EVA, Young e O' Byrne (2003), observam que a maioria das empresas que adotam o EVA ou métricas similares limitam o número de ajustes em até cinco, enquanto muitas empresas não fazem nenhum ajuste, argumentando que assim é mais fácil de administrar e compreender o sistema. Conforme esses autores, para a maioria das empresas, a premissa de ajuste zero é um ponto de partida lógico para decidir como o EVA deve ser mensurado.
EVA básico EVA divulgado EVA sob medida EVA verdadeiro AOL = AO – PO
Dodd e Chen (1996) são de opinião que os ajustes não trazem grandes benefícios que justifiquem um esforço adicional. Portanto, visando reduzir a complexidade do cálculo do EVA, no desenvolvimento desse trabalho de tese será utilizada a versão do EVA básico.