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Intervju som forskningsmetode

1. Innledning

3.4 Intervju som forskningsmetode

A aplicação de um método de mensuração de performance baseado no valor que inclua o custo do capital por meio do EVA em conjunto (integrado) com o sistema de custeio baseado em atividades pode ser utilizado de modo a propiciar uma melhor avaliação do desempenho de um negócio considerando seus custos de uma forma global.

Nesse sentido, alguns trabalhos têm abordado a aplicação conjunta (integração) do custeio baseado em atividades com o EVA, dentre os quais os de Roztocki e Needy (1998), Roztocki e Needy (1999) e Hubbell (1996) que no entanto, apresentam diferenças em sua abordagem metodológica. Nos trabalhos de Roztocki e Needy (1998) e Roztocki e Needy (1999) o custo de capital é alocado respectivamente de forma indireta ou direta aos objetos de custos. Na alocação indireta o custo do capital é levado inicialmente às atividades da empresa e depois aos objetos de custeio, e na alocação direta o custo do capital é levado de forma direta a cada linha de produto da empresa. No trabalho de Hubbell (1996) aloca-se inicialmente o custo do capital às atividades e depois este é transferido aos objetos de custos.

Segundo Hubbell (1996), os encargos do capital podem ser rastreados por meio das atividades, da mesma forma que os custos operacionais, através dos direcionadores de capital. Para esses autores, de forma análoga aos direcionadores de custos, são os direcionadores de capital que causam o aumento ou a redução no investimento de capital.

A metodologia de aplicação conjunta (integração) do custeio baseado em atividades com o EVA com base nos trabalhos de Roztocki e Needy (1998) e Roztocki e Needy (1999) seguem de forma similar os passos de implementação do custeio ABC, diferenciando-se apenas nos passos que utilizam a ACDA (Activity – Capital Dependence Analysis) - Análise da Dependência de Capital de Cada Atividade para a alocação indireta ou a Análise da Dependência Capital-Produto (DCP) para alocação direta, que consiste em estabelecer respectivamente uma relação de consumo de custo do capital por cada atividade ou por cada linha de produto com os ativos representados pelas contas que integram o capital investido na empresa que encontram-se presentes em suas demonstrações financeiras.

Essas contas são representadas pelas contas patrimoniais presentes do balanço patrimonial da empresa que integram o capital investido na mesma, e sobre as quais serão cobradas um custo de capital para que posteriormente esse custo seja levado aos objetos de custeio com emprego dos direcionadores de custo de capital.

Como exemplo de direcionadores de custo de capital têm-se o custo das matérias- primas ou o custo de produtos acabados para a conta patrimonial estoque, uma vez que, o capital presente nessa conta patrimonial apresenta uma relação de proporcionalidade com os custos citados. Outro exemplo de direcionador é o valor monetário do volume de vendas de cada objeto de custeio para a conta patrimonial recebiveis.

De acordo com o trabalho de Hubbell (1996), a aplicação conjunta (integração) do custeio baseado em atividades com o EVA tem seu objetivo associado ao potencial de utilização

do custeio baseado em atividades na apuração do custo de capital de objetos de custos (clientes, produtos, etc.), e permite:

a) Identificar onde o EVA pode ser criado (categorias de produtos, segmento de consumidores, canais de distribuição, unidades de negócios, processos de negócios ou atividades);

b) Promover uma conexão do planejamento operacional com o planejamento financeiro, visando estabelecer estratégias de crescimento do EVA;

c) Mover as decisões de metas do EVA para os níveis operacionais da organização (Os funcionários criam EVA, são eles os agentes de criação de valor).

Para Hubbell (1996), uma análise realizada por aplicação conjunta (integração) ABC-EVA permite a identificação de direcionadores de valor, através dos quais esta ferramenta pode ser utilizada como um sistema de gestão com base nos princípios da gestão baseada no valor, de forma que seus resultados promovam a busca de estratégias de criação de valor.

Várias justificativas para aplicação conjunta (integrar) do EVA com o custeio baseado em atividades podem ser inferidas com base literatura. Entre elas, destacam-se:

a) o EVA em conjunto com o custeio baseado em atividades pode atender a necessidade de

identificar de forma mais exata o custo do capital associado aos objetos de custos (atividades, clientes, produtos), de modo a propiciar a tomada de decisões que adicionem mais valor; b) o custo das atividades nesta integração considera o consumo de recursos, mais o custo do

capital comprometido nas mesmas (adicionar o custo do capital às atividades, clientes e produtos também ajuda a administração a entender o custo de capital como associado com o processo de fabricação);

c) a utilização do EVA como forma de avaliação do desempenho da empresa e de suas unidades de negócios, segundo a Stern e Stewart, passa pela identificação do custo de oportunidade de todas as decisões a serem tomadas dentro da empresa, gerando, portanto, a necessidade uma correta distribuição do custo de capital aos objetos de custos.

Dentre os benefícios da aplicação conjunta (integração) do custeio baseado em atividades com o EVA apontados por Hubbell (1996) tem-se que: as atividades passam a refletir de forma mais completa todos os custos incluindo os encargos do capital; o custo dos produtos reflete todos os custos incluindo os encargos do capital; os gestores passam a entender melhor como criar EVA.

Além desses benefícios a aplicação conjunta (integração) do custeio baseado em atividades com o EVA considera quando da avaliação de um objeto de custeio, o risco financeiro desse objeto de custeio através da determinação do custo médio ponderado de capital que o mesmo recebe, visto que o valor do EVA é dependente da estrutura financeira da empresa, que tem influência no risco envolvido no negócio, que por sua vez são correlacionados com o custo médio ponderado de capital.

Portanto, a incorporação do custo dos capitais ao custeio baseado em atividades amplia o seu potencial como um sistema de informação para avaliação das conseqüências econômicas nas decisões de alocação de recursos na empresa, melhorando a compreensão das decisões para o planejamento da produção e controle das decisões que possam ser empregadas para maximizar o lucro econômico da empresa por criação de riqueza.

O conteúdo apresentado nesse capítulo gerou a compreensão que a medição do EVA possibilita uma avaliação do impacto da opção da alocação de recursos fornecendo uma estimativa da criação de valor econômico pelos gestores em um negócio. Entretanto, para o EVA tornar-se uma efetiva ferramenta de apoio a tomada de decisão faz-se necessário que o mesmo seja implantado considerando sua sistematização no nível operacional da organização.

Verificou-se ainda que, para implantação bem sucedida do EVA faz-se necessário repensar às empresas atrelando esta nova forma de pensar aos critérios de criação de valor. Para tal, os gestores devem promover e desenvolver ações que persigam a melhoria do uso dos seus ativos operacionais, que viabilize a redução da necessidade de capital e a redução do custo desse capital e procure inovar readequando seu mix de produtos, criando novos produtos e/ou negócios que possibilitem a criação de valor.

Adicionalmente, verificou-se que a incorporação do custo do capital ao custeio baseado em atividades amplia seu potencial como sistema de informação para avaliação das conseqüências econômicas ligadas com as decisões de alocação de recursos nas empresas, possibilitando a melhoria do planejamento da produção e o controle das decisões que possam ser tomadas para criar valor econômico.

Por fim, a aplicação conjunta do custeio baseado em atividades com o EVA em uma organização cooperativa permite avaliar seu resultado operacional considerando o capital aplicado na mesma, seu custo operacional e seu custo de capital, de uma forma mais transparente quanto à contribuição e participação do capital na obtenção e venda de cada produto objeto de negócio da cooperativa. Essa maior transparência com relação ao resultado do uso do capital pode ajudar para melhoria da relação de confiança cooperado-cooperativa.

5. METODOLOGIA

O objetivo desse capítulo é apresentar a metodologia empregada para estabelecer o Custeio Baseado em Atividades (ABC) o EVA e sua aplicação conjunta em uma cooperativa agropecuária do setor de avicultura de corte.