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Para o membro de direção, não se pode afirmar ou dizer que os critérios ou pressupostos voltados para a formação inicial de professores se adaptam à atual realidade socioeducativa, visto que se registam diferenças significativas entre aquilo que o currículo prescreve e o que se tem verificado na realidade das escolas do país tendo em conta a grande heterogeneidade cultural do mesmo. Pela autonomia curricular dos professores, os mesmos têm procurado de certa forma adequá-lo com base às reais necessidades e vivências dos alunos.

• Categoria F- Competências necessárias exigidas para o exercício da função de formador de formadores

Ainda segundo o mesmo, o professor deve ser um exemplo em tudo, ou seja, a profissão de professor requer uma série de competências. Competências que se traduz em pontualidade, assiduidade, humildade, pesquisa, leitura, etc. Uma vez que a competência não se resume exclusivamente em possuir conhecimentos e envaidecer-se.

É necessário que o Ministério da Educação saiba fazer um enquadramento dos professores consoante as áreas de formação. Ou seja, é importante que se coloque pessoas certas em lugares certos – acrescenta o nosso entrevistado.

• Categoria G- Representações acerca das perspetivas e desafios da formação inicial Sobre os desafios na formação inicial de professores, segundo o membro de direção da referida instituição, os professores não dominam os saberes suficientes, uma vez que os saberes se buscam todos os dias. Mas possuem conhecimentos que os possibilitam transmitir aos futuros professores. Por isso, é importante que eles busquem cada vez mais conhecimentos para o autoaperfeiçoamento.

Os docentes têm saberes suficientes relativos à prática pedagógica para a orientação dos futuros professores. Em todo caso, a Direção da escola tem procurado escolher professores que tenham formação na área para que acompanhem os estágios, mas em muitos casos são também escolhidos professores que não têm formação ou conhecimentos relativos a práticas pedagógicas/estágios.

4.4. Descrição dos resultados da observação

A exemplo de outras técnicas de recolha de dados usadas, a observação visou obter dados de natureza qualitativa relativos ao desempenho e desafios do futuro professor primário no âmbito da atividade de estágios pedagógicos enquanto um processo importante no processo de formação inicial, bem como verificar o grau de cumprimento das orientações advindas do professor acompanhante de estágio com base nos pressupostos subjacentes a atividade docente.

Neste âmbito, focamo-nos em acompanhar e observar dois estudantes (Estagiário A e Estagiário B) da 13ª classe da Escola Magistério Primário de Malanje enquanto realizavam a

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atividade de estágio em uma das escolas do Ensino Primário da província de Malanje, 4ª classe; Período – Manhã; ano – 2017. O Estagiário A (Vide, Anexo 8) foi observado ininterruptamente durante 9 aulas e o Estagiário B (Vide, Anexo 9), infelizmente foi apenas observado em 5 aulas em virtude das interrupções que no sistema educativo em geral, uma vez que a observação se realizou em um período em que o país (Angola) se encontrava na fase de eleições gerais.

Tabela 2– Descrição dos resultados da observação

Estagiário A Estagiário B

- Ausência do professor acompanhante (P.A) de estágio em todos os momentos

- Falta de apresentação prévia e a explicação do tema a tratar;

- Falta de recapitulação da aula, uma vez que se trata de uma aula sequencial;

- Falta de motivação inicial; - Falta de controle da turma;

- A não cativação da atenção dos alunos;

- A não observância da atenção individualizada nas leituras - Falta de uso de alguns recursos de ensino (cartazes, figuras, etc) para mostrar e exemplificar;

- Falta de controlo na sala de aula e o estabelecimento de algumas regras básicas de convivência na sala de aula; - Constante indisciplina dos alunos na sala de aula; - Falta de atenção as dificuldades que os alunos apresentavam.

- Falta de adoção de estratégias mais adequadas e facilitadoras para certas circunstâncias;

- Fomento da desordem na sala;

- Falta de atenção e controlo da sala de aula; - Passividade excessiva;

- Falta de preparação do professor para as aulas teórico- prática de educação física;

- Falta de espaço para a prática de educação física e formação do professor;

- Falta de cativação do interesse dos alunos para a aprendizagem, bem como a falta de controlo da turma; - Falta de organização adequada da sala de aula de acordo as dificuldades e necessidades dos alunos;

- Falta de atenção as particularidades individuais, bem como a pouca sensibilidade por parte do professor em levar os alunos a compreender a matéria, etc.

- Ausência do professor acompanhante (P.A) de estágio em todos os momentos

- Enquadramento dos alunos sobre a aula; - Cativação da atenção e a curiosidade dos alunos para a aprendizagem;

- Falta de observância de regras de convivência na sala de aula;

- Incumprimento do princípio da atenção as características e dificuldades individuais; - Falta de definição de regras de convivência na sala de aula;

- Compreensão e explicação das dificuldades dos alunos;

- Flexibilidade para com a aprendizagem dos alunos;

- Domínio da aula e acompanhamento individualizado;

- Falta de preparação do professor para as aulas teórico-prática de educação física;

- Falta de uso de alguns recursos de ensino (cartazes, figuras, etc) para mostrar e exemplificar;

- Controlo da sala de aula; - Domínio dos conteúdos;

- Pouca atenção e interesse dos alunos na aula; - Motivação dos alunos para a aprendizagem; - Indução dos alunos para a aula e a cativação da atenção dos mesmos;

- Boa participação dos alunos, fruto da compreensão da explicação da aula;

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