Conforme apresentado anteriormente, a tecnologia e a educação são duas áreas que estão se encontrando e tornando-se parceiras em diversas iniciativas. Com isso, nota-se que tal união possui força para trazer inúmeras tendências e impactos em relação aos meios de aprendizagem de forma ubíqua. Em outras palavras, a presença da tecnologia dentro ou fora das paredes das salas de aula está cada vez mais presente nas mãos da geração atual, seja por dispositivos móveis, como tablets e smartphones, ou pelo acesso à Internet em computadores pessoais.
Dentro desta abordagem, será analisado o estudo de caso da organização sem fins lucrativos conhecida como Khan Academy que está revolucionando o ensino on-line. Fundada por Salman Khan em 2006, a ONG possui como principal objetivo fornecer aulas totalmente gratuitas sobre diversos temas para o mundo inteiro, através de uma rede que qualquer pessoa pode acessar, obter e testar seus conhecimentos. No site www.khanacademy.org, o conteúdo é distribuído por meio de vídeos do YouTube (atualmente com uma compilação de mais de 3.000 vídeos), incorporados em diversas categorias, entre elas álgebra, ciências, história, química, biologia, entre outras.
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Figura 16: Página Principal do Site Khan Academy
Fonte: Khan Academy.
O método de ensino é simples e objetivo, o conteúdo é entregue pelos vídeos que reproduzem digitalmente uma lousa de sala de aula. Os temas são abordados de forma prática e didática, e cada conteúdo ministrado possui em média doze minutos e o Salman Khan, criador de todos os vídeos, não aparece em nenhum momento, somente sua voz e o conteúdo.
Após ver um vídeo, o usuário tem a possibilidade de assití-lo quantas vezes quiser e retomar partes do vídeo caso algum assunto não tenha sido compreendido, além disso o usuário pode realizar exercícios, que variam do nível mais básico até o mais complexo. Um aluno, Austin, da oitava séria do ensino fundamental nos Estados Unidos relata sua experiência com a Khan Academy:
Estou na oitava série e matemática nunca foi fácil para mim, então quando eu descobri sobre a Khan Academy eu sabia que iria me ajudar muito. Sou um aprendiz "visual", então eu preciso de ferramentas assim para me ajudar a fazer minha matemática. Agora
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que utilizo bastante a Khan Academy eu fui da multiplicação simples de álgebra até a trigonometria. Se você tiver problemas para estudar matemática como eu, usar a Khan Academy vai te ajudar muito. (KHAN ACADEMY, 2012, tradução nossa)
Em entrevista realizada com Salman Khan pelo portal Wired, nos Estados Unidos, foi abordado o método utilizado em seus vídeos de acordo com a seguinte menção:
Khan suspeita que haja um poder escondido no fato de que ele nunca aparece na tela em seus vídeos. O visual é apenas a letra dele, lentamente, preenchendo a tela. "Dessa forma, não parece que estou em um tablado de sala de aula vendo por cima", diz ele. "Ao mesmo tempo parece próximo, como se estivéssemos ambos sentados em uma mesa trabalhando em algo juntos, escrevendo em um pedaço de papel". (WIRED, 2011, p. 03, tradução nossa)
Ainda sobre a entrevista realizada por Clive Thompson para o portal Wired, o mesmo relatou a seguinte experiência identificada em uma das escolas que visitou para realizar a matéria:
Quando visitei a classe da quinta série de uma escola de ensino fundamental em Santa Rita, a sala fervilhava com as crianças em torno dos laptops da escola, verificando as conquistas de cada um e tentando ajudar uns aos outros em vários módulos. A professora apontou para um aluno que tinha problemas com algumas operações matemáticas e mencionou que ele já havia feito algo como 500 problemas de matemática. (WIRED, 2011, p. 04, tradução nossa)
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Figura 17: Salman Khan em entrevista realizada pelo Portal Wired
Fonte: Portal Wired.
Dentro deste modelo empregado pela Khan Academy, Salman Khan em entrevista com a Revista Veja menciona que a sua proposta vai na essência do problema e que aprender deve ser divertido e nunca pode ser algo a ser deixado de lado (VEJA, 2012, p. 66), Coll e Monereo complementam da seguinte forma:
Quanto ao papel de professores e alunos e às formas de interação que as TIC propiciam, as mudanças também parecem irreversíveis. A imagem de um professor transmissor de informação, protagonista central das trocas entre seus alunos e guardião do currículo começa a entrar em crise em um mundo conectado por telas de computador. (COLL; MONEREO, 2010, p. 31)
Além da distribuição do conhecimento através dos vídeos, os usuários da rede Khan Academy podem contribuir como mentores para os alunos, voluntários para traduzir e adaptar o conteúdo para diversos idiomas, participar de grupos de discussões virtuais e realizar doações. Os alunos que praticam os exercícios
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conseguem acompanhar seus avanços e desempenho através de diversas métricas, e os professores ou mentores também podem visualizar o progresso dos alunos, verificar suas dificuldades e concluir onde demonstram facilidade na aprendizagem. É dentro desta perspectiva que surge um tema que está começando a tornar-se pauta em diversos estudos, a Análise da Aprendizagem (do inglês Learning
Analytics) que de acordo com Johnson, Adams e Haywood:
A Análise da Aprendizagem aos poucos se junta a uma variedade de ferramentas de coleta de dados e técnicas analíticas para estudar o envolvimento dos alunos, desempenho e progresso, com o objetivo de utilizar o que se aprende para reavaliar em tempo real determinados conteúdos e o ensino. Com base nos tipos de informações geradas, as análises da aprendizagem visam mobilizar o poder de ferramentas para a exploração de dados a serviço da aprendizagem e incorporar a complexidade, diversidade e abundância de informações que os ambientes de aprendizagem dinâmicos pode gerar. (JOHNSON; ADAMS; HAYWOOD, 2011, p. 07, tradução nossa)
Figura 18: Módulo de Progresso de Habilidades dos Alunos
Fonte: Khan Academy.
Um outro aspecto interessante que a ferramenta fornece para os usuários é o trabalho motivacional realizado, ou seja, de acordo com seu desempenho e tarefas
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cumpridas, o aprendiz ganha pontos e selos de reconhecimento como se fosse uma linguagem próxima à dos jogos. A pontuação e os selos representam as conquistas do aluno ao longo da aprendizagem. Em outras palavras, o aprendiz terá a visão de onde precisa chegar para adquirir proficiência em determinado assunto. Em relação a isso, Coll et al. (1996, p. 80) mencionam que "A aprendizagem escolar consiste em conhecer as respostas corretas [...]. O ensino proporciona aos alunos o reforço necessário para obter estas respostas". Sobre a questão motivacional, Dan o pai de um aluno chamado Sam relatou a seguinte percepção para o site da Khan da Academy, sobre o uso da plataforma pelo seu filho:
O mundo do Sam tornou-se mais brilhante! Ele adora matemática e trata de aprender coisas novas, como em um jogo de videogame. Ele pede para entrar na Khan Academy do jeito que ele costuma pedir mais tempo com o videogame. O desafio de aprender uma nova habilidade, superando riscos, alcançando a conclusão e ganhando emblemas e pontos tem sido estimulante. A Khan Academy é um caminho para o nosso filho auto-motivado desafiar a si mesmo e manter o interesse na aprendizagem. (KHAN ACADEMY, 2011, tradução nossa)
Além disso, no que concerne a forma como as atividades possam ser realizadas, de acordo com a entrevista realizada pelo portal Wired, Khan propõe o seguinte:
Quanto mais os professores inverterem certas atividades realizadas em sala de aula tendo os alunos assistindo os vídeos em casa, eles terão mais tempo livre para atividades criativas durante o período escolar, como artes, jogos ou coletivamente desenvolvendo ideias e lidando com assuntos mais abstratos. "Você está realmente liberando a sala de aula, você está tornando-a mais humana", diz ele. (WIRED, 2011, p. 05, tradução nossa)
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Desde que Salman Khan iniciou a subir seus vídeos em 2006 na plataforma de compartilhamento de vídeo digital, conhecida como YouTube, mais de 161 milhões aulas foram entregues nos últimos seis anos, aproximadamente 32 milhões de horas em vídeos. De acordo com a apresentação realizada por Salman Khan em outubro de 2011 no Web 2.0 Summit6 em São Francisco, Califórnia, a Khan Academy possui mais de 3.5 milhões de usuários únicos e já foram realizados mais de 100 milhões de exercícios na ferramenta. Dentro da dimensão que a plataforma possui e a troca de conhecimentos proposta pela Khan Academy, Santaella e Lemos retratam que,
[…] nas redes científicas ou empresariais, por exemplo, há objetivos, tarefas e problemas a serem solucionados que são predefinidos e funcionam como bússolas de orientação, imantando as ações coletivas. A finalidade das RSIs7 é prioritariamente a de promover e exacerbar a comunicação, a troca de informação, o compartilhamento de vozes e discursos [...]. As RSIs estão demonstrando que o ser humano quer se comunicar com a finalidade pura e simples de se comunicar, estar junto. (SANTAELLA; LEMOS, 2010, p. 50)
Pelos números mencionados anteriormente, é possível notar que novas tendências da tecnologia digital estão começando a marcar seu território no campo da educação. É o caso do modelo da Khan Academy que possui dois elementos que com o tempo podem tornar-se peças fundamentais dentro dos modelos educacionais da atualidade, são eles: o Conteúdo Aberto e o segundo, conforme mencionado anteriormente, a Análise da Aprendizagem.
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O vídeo da apresentação pode ser encontrado na seguinte página na Internet: http://www.youtube.com/watch?v=pz_wtw9FXDY
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Figura 19: Professora e Alunos utilizando Khan Academy nos EUA
Fonte: Portal Wired.
Com o advento da Internet tornou-se muito simples a tarefa de compartilhar diferentes conteúdos para pessoas em qualquer lugar do mundo, ou seja, a Khan Academy se apóia nesta tendência e a define como sua própria missão. Salman Khan diz: "Sonho alto. Meu objetivo é oferecer conhecimento de nível elevado sobre absolutamente tudo, e de graça (VEJA, 2012, p. 66)". Sobre isso, Johnson, Adams e Haywood apontam que,
O Conteúdo Aberto é a forma atual de um movimento que começou há uma década, quando algumas universidades começaram a tornar seu conteúdo disponível gratuitamente. Dez anos mais tarde, as escolas também começaram a compartilhar uma quantidade significativa de recursos e materiais didáticos. Há uma crescente variedade de conteúdo aberto para o ensino fundamental e em muitas partes do mundo. O Conteúdo Aberto representa uma mudança profunda na maneira como os alunos estudam e aprendem. Muito mais do que apenas uma coleção de materiais livres de curso on-line, o movimento de conteúdo aberto é cada vez mais uma resposta ao aumento dos custos na educação, o desejo de
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proporcionar o acesso à aprendizagem em áreas onde tal acesso é difícil e possibilita ao estudante escolher quando e como irá aprender. (JOHNSON; ADAMS; HAYWOOD, 2011, p. 07, tradução nossa)
Ainda sobre as tendências presentes na plataforma Khan Academy, Johnson, Adams e Haywood em relação ao conceito de Análise da Aprendizagem mencionam que,
O objetivo da Análise da Aprendizagem é permitir que professores e escolas possam adaptar as oportunidades de ensino ao nível de cada aluno e de acordo com a sua necessidade e capacidade. A Análise da Aprendizagem utiliza os avanços na exploração de dados, interpretação e modelagem para melhorar a compreensão do ensino e aprendizagem e da educação customizada para cada aluno de forma mais eficaz. Ainda em seus estágios iniciais, a Análise de Aprendizagem aproveita a vasta quantidade de dados produzidos pelos alunos no dia-a-dia de suas atividades acadêmicas. (JOHNSON; ADAMS; HAYWOOD, 2011, p. 26, tradução nossa)
Em relação aos recursos que a Khan Academy vem oferecendo, além do conhecimento se transpor de forma interativa, digital e acessível em qualquer lugar do mundo onde haja uma conexão à Internet, há também a integração da plataforma com diversos outros dispositivos, como smartphones, tablets, TVs inteligentes, entre outros. Com isso há uma crescente expansão do contéudo aberto e a possibilidade de compreender o perfil dos usuários ao utilizarem os recursos do site através de diferentes tecnologias digitais.
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Figura 20: Aplicativo da Khan Academy para o Tablet iPad
Fonte: Portal Macworld Brasil.
Além do mais, os aprendizes também terão a opotunidade de se adequarem ao meio que seja mais conveniente de acordo com as situações de aprendizagem que estejam inseridos, através desta observação, Papert (1993, p. 25, tradução nossa) acredita "[...] que a melhor aprendizagem ocorre quando o aprendiz assume o comando". Sobre a gama de possibilidades de incorporação da Khan Academy na aprendizagem, Lévy retrata o seguinte:
Um modelo digital não é lido ou interpretado como um texto clássico, ele geralmente é explorado de forma interativa. Contrariamente à maioria das descrições funcionais sobre papel ou aos modelos reduzidos analógicos, o modelo informático é essencialmente plástico, dinâmico, dotado de uma certa autonomia de ação e reação. (LÉVY, 2010, p. 122)
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Complementando a citação de Levy, a matéria do portal Wired em entrevista com a professora Courtney Cadwell de uma escola do ensino fundamental em Los Altos, Califórnia, Estados Unidos, relatou a seguinte observação do diretor da escola onde Cadwell leciona:
O diretor visitou a sala de aula para ver como a Khan Academy estava funcionando. Os estudantes estavam assistindo a um vídeo com os seus fones de ouvido ligados. Cada um estava assistindo aos vídeos em uma maneira ligeiramente diferente, pausavam e voltavam algumas partes que tinham mais dificuldades e anotavam as dúvidas, que é precisamente o que a aprendizagem personalizada deveria parecer. (WIRED, 2011, p. 05, tradução nossa)
Atualmente, nas salas de aula, muitos alunos e professores possuem dificuldades para identificar as áreas que cada aprendiz precisa se desenvolver, ou qual forma, conteúdo e meio podem ser efetivamente adequados, não só na aprendizagem, mas nas interações entre professores e alunos e em situações individuais. Segundo a entrevista realizada com Salman Khan pelo portal Wired, Khan possui a seguinte observação em relação ao uso da plataforma:
Trata-se de substituir algumas tarefas feitas em classe com os vídeos da Khan Academy, sendo que os alunos podem assistir em casa. Depois, em sala de aula, eles se concentram na resolução de diferentes problemas em grupo. A idéia é inverter os ritmos normais de escola, de modo que certas tarefas sejam realizadas no tempo individual de cada criança e que outras atividades sejam enriquecidas no ambiente educacional. (WIRED, 2011, p. 01, tradução nossa)
Ainda sobre a mesma matéria, a Professa Kami Thordarson da escola do ensino fundamental localizada em Los Altos mencionada anteriormente, em entrevista com o portal Wired contribui com a seguinte observação:
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A Khan Academy oferece aos professores um painel que permite que eles vejam se o aluno está com alguma dificuldade instantaneamente. Sou capaz de dar uma ajuda específica quando necessário. O resultado é que os meus alunos seguem o seu próprio ritmo. (WIRED, 2011, p. 01, tradução nossa)
É importante levar em consideração que algumas matérias necessitam da presença física de um professor e que um ambiente on-line, como a Khan Academy, irá atuar como parceiro para complementar certos aprendizados com o intuito de realocar o tempo de atividades que possam ser realizadas individualmente. Sobre isso, em depoimento para o site da Khan Academy, o Professor Anderson de uma escola do ensino fundamental localizada em Knoxville, Estados Unidos, descreve a seguinte experiência que está ocorrendo com seus alunos:
As crianças me pedem para usar a Khan Academy porque é divertido e querem continuar ganhando os pontos de energia. Eles adoram matemática e agora estão famintos por mais conteúdo de matemática. Eles estão ansiosos para avançar e são responsáveis pela sua própria aprendizagem. A Khan Academy me deu a flexibilidade necessária para desafiar os alunos avançados com projetos e dedicar tempo de qualidade com outros que possuem dificuldades em algum tópico. O suporte entre os alunos também tem crescido de forma dinâmica. É incrível ver as crianças auxiliando seu colega e criativamente ensinando um tópico que já dominam. Eu acredito muito na filosofia da Khan Academy e incentivo todos os professores a considerar o uso desta ferramenta de aprendizagem de alguma forma que se adapte às necessidades da sua sala de aula. (KHAN ACADEMY, 2012, tradução nossa)
A Revista Veja (2012, p. 68) em sua entrevista com Salman Khan destaca que não há uma solução mágica para que a escola de hoje se torne um lugar mais dinâmico e afinado com as verdadeiras demandas do século XXI. Assim como, não existe tecnologia que resolva esse abismo sozinha por mais engenhosa que seja,
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sem um professor bem preparado para tirar proveito dela em prol do ensino. Em relação à forma de aprendizado e contribuições por parte dos alunos e professores nesse processo, Tapscott identifica que:
A habilidade de aprender coisas novas é mais importande do que nunca em um mundo onde se deve processar a informação na velocidade da luz. Os estudantes precisam pensar criativamente, criticamente e colaborativamente para dominarem o básico e adquirirem excelência na leitura, matemática, ciências e literatura, e para conseguirem responder às oportunidades e desafios com velocidade, agilidade e inovação. Os estudantes precisam expandir seus conhecimentos e irem além, tornando-se responsáveis e contribuindo como cidadãos globais na economia mundial cada vez mais complexa. (TAPSCOTT, 2009, p. 127, tradução nossa)