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5.4 Tilleggsvilkårene
Ent re 1946 e 1964 o eleit or vot ava separadament e na mesma eleição nos candidatos a prefeit o e vice-prefeit o. No ent ant o, o Código Eleitoral de 1965 (e a Const ituição de 1988) est abeleceu que os chefes do execut ivo seriam eleit os junt o com seus respect ivos candidatos a vices em uma chapa única. Isso significa que os part idos passaram a inscrever os nomes conjunt ament e, muit o embora o eleit or vot e apenas no nome do primeiro (NICOLAU, 2012a, 2012b). Isso faz com que a escolha do suplent e passe a ser cuidadosament e pensada pelos grupos polít icos atualment e.
Tive a oport unidade de conhecer dois candidatos a vice-prefeito da eleição de 2008, Amanda e Cássio. Tanto Amanda como Cássio tornaram-se candidat os a vice- prefeit o já no fim do prazo est abelecido pela just iça eleit oral. No caso de Amanda, a
propost a de ser candidat a a vice-prefeit a havia sido feit a de modo ant ecipado, porém ela recusou de imediat o, mas aceitou um dia ant es da dat a da convenção, em nome da amizade e respeit o que t inha pelo candidat o a prefeit o M oisés. Caso parecido com o que ocorreu com Cássio. Ele t ambém aceit ou ser candidato a vice-prefeit o de Dito horas ant es da convenção ser realizada. Segundo Cássio, a just ificat iva de sua escolha deveu- se a confiança que Dito deposit ava nele, já que ele havia t rabalhado em sua últ ima gest ão como prefeit o, além de ser seu coordenador de campanha nas últ imas oportunidades.
Apesar desses relat os, o próprio Cássio caract erizou t ais escolhas como incomuns. Como t ambém ouvi algumas vezes de M auro, Cássio dest acou que é preciso que o vice-prefeit o agregue alguma coisa ao grupo: t raga um part ido consigo, unifique o grupo e t enha dinheiro para ajudar na campanha, por exemplo. Além dessas caract eríst icas, M auro dest acava que ele tinha interesse em t er como vice alguém que fosse uma cont raposição à sua imagem, por isso seria int eressant e t er como candidato a vice-prefeit o uma mulher, alguém das áreas rurais ou mais afast adas do cent ro urbano do município, ou ainda algum empresário/ comerciant e que lhe colocaria em contato com as classes A e B.
Em relação ao grupo de Sofia as especulações giravam em torno de t rês nomes. Esses nomes foram espalhados pela cidade para sent ir a aceitação de cada um, sendo que os nomes dos vereadores Luciano e Ot ávio foram considerados como uma fórmula pront a e eficient e. Já a ex-vice-prefeit a e professora de art es Amanda t ambém era uma fort e candidat a, pois era considerada por muitos a melhor vice-prefeit a que a cidade já t eve, uma vez que chegou at é a assumir a prefeitura int erinament e por um mês por
conta de um afast ament o médico de M oisés, e nesse curt o período agradou aos mais próximos e at ent os a administ ração do município. Ao se filiar at é o prazo legal de 2 de abril ao PM B, partido que naquele moment o est ava fechado com Sofia, Amanda gerou muit a especulação e expect at iva ent re os grupos polít icos. Apesar de seu nome ser bast ant e coment ado, em duas oport unidades em que conversamos ela garant ia que não t inha int enção de ser candidat a, já que precisa t rabalhar para se aposent ar o mais breve possível. Ademais, a experiência de 2008 já havia sido suficient e para ela querer afast ar- se da política de votos.
Esses t rês nomes foram discut idos em uma reunião fechada do grupo de Sofia, na qual, claro, não part icipei. Apenas t ive conheciment o do seu cont eúdo por meio de boat os e afirmações de pessoas que est iveram present es na reunião. Os t rês nomes t iveram resist ência de alas distint as do grupo de Sofia. Ot ávio foi criticado por não ser um bom vereador, Luciano por ter mudado de lado inúmeras vezes e Amanda foi quest ionada especificament e pelo PEN, part ido da base aliada de Sofia, que t em majorit ariament e filiados evangélicos que não gost avam da atuação de Amanda na defesa das religiões de mat riz africana.
Já no grupo de M auro, o assunto era t rat ado em t odas as reuniões e nunca se chegava a um consenso. Ricardo era o único dos filiados do PSDB que queria que se fizesse a decisão do vice-prefeit o o mais breve possível, pois dizia ouvir nas ruas as pessoas pergunt ando acerca dessa escolha. Ricardo tinha pret ensões e apoio de uma pequena part e dos filiados para ser o candidat o a vice-prefeit o que o PSDB escolheria para M auro. Porém, uma part e dos que não o queriam como candidato a vice t em como
exemplo M iguel, que preferia que a escolha fosse t omada mais próxima das convenções em uma t ent ativa de esfriar a opção do nome de Ricardo.
À medida que os meses iam passando e se aproximava o período das convenções (junho e julho), não houve muit a mudança na conjunt ura dos grupos. No entant o, uma reviravolt a bast ant e significat iva acont eceu em julho. Já no fim do meu período em campo, muit o se discutia sobre a possibilidade de M auro perder a nominat a do PROS para Dit o. O próprio M auro demonst rava incert eza, mas não via por onde a perda poderia acont ecer, já que t inha apoio do partido nacional e de Eduardo August o (president e do PROS de São Paulo). Para t ent ar blindar tais invest idas, M auro encomendou uma pesquisa de opinião no mês de junho que mostrava Thiago com menos de dois dígit os das int enções de votos. Aparent ement e, os números apresent ados na pesquisa sort iram efeit o no PROS nacional, mas não convenceram os líderes locais e o part ido est adual. At é aquele moment o, a pesquisa de M auro era a única que havia sido encomendada e, port anto, gerou desconfiança por part e de quem se viu com números negat ivos relacionados a seu nome. Já quem os números privilegiaram não se posicionavam negat ivament e, mas ainda assim olhavam a pesquisa com cert a desconfiança. As t ent ativas de Dit o de agregar o grupo de M auro acont eciam desde meados de maio, quando o mesmo falava nas reuniões do grupão que deveriam aceit ar o nome de Thiago à prefeitura, já que seu sobrinho tinha o nome mais fort e além de apoio de políticos de peso no cenário est adual e nacional. Além disso, Dito buscava dest acar que Albert o e Giovanni não tinham feit o nada para fort alecer seus nomes, e que M auro não tinha recursos financeiros para cust ear uma campanha, além de t er perdido o cont role do PROS no município para o seu part ido por meio do apoio de Pedro Rodrigues Dias.
Dois dias após o fim do meu campo, M auro recebeu um t elefonema de Nat ália, braço direit o de Eduardo August o e president a do PDT, informando a ele que o PDT, PCdoB e PHS passariam a apoiar Thiago, com o consent imento de Eduardo August o e t ot al apoio de Pedro Rodrigues Dias. Dit o insist ia em dizer que não t eve influência na decisão do amigo deput ado em pedir apoio ao PDT, PCdoB, PHS e PROS. Segundo os discursos de Dit o, o deput ado Pedro Dias queria lançar-se ao governo do est ado de São Paulo em 2018, e para t al vinha buscando apoio de lideranças est aduais para fort alecer seu nome para campanha de pré-candidatura. Para já marcar t erreno e t er bases para 2018, o deput ado Pedro Dias propôs est abelecer acordos com diversos part idos. Sua ideia inicial era que em 20 municípios o PROS apoiaria o candidato do PSD à prefeit ura em 2016 e vice-versa. No ent anto, esse acordo não ult rapassaria os int eresses dos municípios e sua autonomia. O nome de M ont e Verde Paulist a est ava na list a que Pedro Rodrigues Dias t eria ent regue ao president e est adual do PROS, solicit ando apoio. Quando eu ainda est ava em campo, M auro foi para São Paulo para mostrar ao president e do PROS est adual os números posit ivos de uma pesquisa de int enção de vot os que havia encomendado, e realment e chegou a ouvir do president e est adual a propost a dele ser o candidato a vice-prefeit o com Thiago Viana. No ent anto, M auro recusou a propost a e o president e não falou mais sobre aquele assunto, fazendo com que M auro achasse que essa quest ão est ivesse resolvida.
Em M ont e Verde Paulist a apenas o PT e o PSDB t êm diret órios formados. Nesses casos são seus próprios filiados que decidem quem serão os represent ant es do diret ório municipal, como por exemplo o t esoureiro e o president e. Já os demais part idos escolhem seus president es municipais por meio dos líderes est aduais. Esses líderes geralment e são deputados est aduais e federais que conquist am essas nominat as de
acordo com a vot ação que t iveram em det erminada região. M auro dest acou cert a vez que t ant o os part idos novos quant o os velhos preferem não t er diret ório permanent e, para que assim os deput ados t enham seus currais eleit orais. E mais uma vez cabe dest acar nas palavras de M auro: ‘essa dist ribuição é igual ir a uma feira com um bandejão, quem oferecer mais benefícios, leva’. Cássio dest acou que M auro confiou muit o na palavra do vereador Eduardo August o, ao pont o de deixar nas mãos dele as nominat as do PDT, do PHS e do PCdoB. No entant o, Eduardo August o t em suas ambições pessoais de ser deput ado est adual e t rocar o apoio a M auro pelo apoio a Pedro Rodrigues Dias lhe t raria mais benefícios nessa busca, já que Pedro Rodrigues Dias é um polít ico influent e de nível nacional.
A t raição de Eduardo August o foi sent ida, mas não era algo que surpreendesse complet ament e a todos. O próprio M auro desde a minha chegada em M ont e Verde Paulist a dest acava as suas desconfianças sobre Nat ália. Tal reviravolt a fez com que M auro passasse um breve período avaliando individualment e os rumos que seguiria. Sem apoio do part ido nacional, sem financiament os e com grupo desmont ado viu-se em uma sit uação delicada, fazendo com que opt asse em se aliar a Sofia, sendo o vice da coligação dela e recusando assim ser candidato a vice de Thiago.
Essa decisão foi t omada por M auro sem uma conversa ant erior com seu grupo, o que desagradou muito o PSDB que garant ia nunca mais apoiar M auro, já que ele t omou uma decisão import ant e sozinho. No entanto, em uma reunião fechada, após uma vot ação, os filiados do PSDB decidiram compor o grupo de Sofia, bem como o DEM de Albert o e o PR de Giovanni.
Ao se aliarem com o PM DB de Sofia, os president es de part ido M auro (PROS), Albert o (Dem), Giovanni (PR) e Danilo (PSDB) precisariam dividir as decisões de coligações com ela. Essa sit uação criou out ra configuração de coligações que foram definidas efet ivament e horas ant es da convenção ocorrer e que serão discut idas no it em 3.2.
Como já discut ido no it em ant erior, na pré-campanha de M auro, ele buscou apresentar-se como oposto ao at ual prefeit o e aos demais pré-candidatos. Nest es casos, usava-se pejorat ivos para descrever seus adversários, como no caso de Sofia Fernandes. Apesar de Sofia Fernandes buscar ideais cont rários aos de M auro, ent re os grupos exist ia a preocupação de ressalt ar que apesar das diferenças ambos t inham o mesmo perfil de eleit or, sendo necessário partir para fofocas e rumores da vida pessoal de Sofia para t ent ar t irar dela as int enções de votos. Apesar do desgast e da imagem de um e de out ro, a aliança foi explicada sob a just ificat iva de que “junt os seriam mais fort es” , e que se “ aliaram pensando no bem de todos” .
3.2.
“Tem que cumprir os compromissos”: A semana decisiva e a lista
dos candidatos registrados
No período das convenções volt ei a M ont e Verde Paulist a na última semana de realização das convenções part idárias, para me inteirar do que t inha ocorrido em minha ausência e para acompanhar as decisões finais dos partidos e o regist ro definit ivo de candidaturas. Acompanhei apenas a longa e cansat iva convenção de Sofia e M auro, que mais parecia início de campanha já que foram apresent ados os president es dos part idos que compunham o grupo e os candidat os a vereadores que t inham sido definidos
durant e a madrugada ant erior em uma reunião fechada ent re os president es, Sofia e M auro.
Cumprir os acordos pré-est abelecidos é um import ant e gest o que se espera dos president es e aliar isso às necessidades, escolhas e preferências não parecia ser uma t arefa fácil. Ao analisar o número de part idos de que dispunha, M auro ia desenhando as possibilidades. Em t odas, que ele foi me apresent ando ao longo do campo, havia duas coligações. Isso possibilit ava, segundo ele, a divisão dos candidatos mais fort es ent re as duas coligações para que assim um não prejudicasse o out ro. Quando M auro planejava suas duas coligações, ele buscava respeit ar as regras dos est at ut os part idários e ao mesmo t empo olhava qual dos t rês perfis t inha em cada um dos part idos para não haver uma dist ribuição desequilibrada ent re o candidat o-eleit or, candidato-escada e o candidato puxador de voto.
M as t odo planejament o de M auro foi int errompido por uma aliança necessária que foi feit a com Sofia Fernandes. Com t al mudança, o grupo de Sofia recebeu mais alguns part idos, o que t ornou o imbróglio ainda maior. Durant e os 10 dias em que fiquei em M ont e Verde Paulist a para acompanhar as convenções, muit as reuniões fechadas foram feit as para decidir os nomes dos candidatos a vereador. Nest e período, quase não vi e conversei muito pouco com M auro por conta das longas e ext enuant es reuniões decisórias de list as de regist rados que acont eciam na residência de Sofia.
M auro havia promet ido aos filiados do PROS que na coligação que fariam não haveria nenhum vereador, no ent anto dent ro da nova situação em que o PROS se encont rava, seus candidat os aceit aram coligar-se ao PP, PTN, PSC e PM B em reunião realizada dois dias ant es da convenção. Nessa coligação tinham quat ro pré-candidatos.
Contudo na madrugada ant erior à convenção M auro, Albert o e Giovanni ent raram num acordo e formaram uma coligação sem vereadores, pois os t rês haviam promet ido isso aos seus pré-candidatos.
Essa coligação formada por PR, PROS e Dem só ocorreu na madrugada ant erior a convenção, pois Giovanni t inha a preferência de coligar-se com o PSDB, mas foi recusado pelos filiados em reunião. Em seu grupo, Sofia não queria coligar-se com o Dem e apenas aceit ou, pois Albert o t inha o compromisso junt o aos seus pré-candidatos de não sair candidato como vereador. M as em cont rapartida exigiu quat ro vagas, pois queria honrar compromissos com todos os seus pré-candidat os. Porém, como a lei permit e apenas 18 nomes, Albert o t inha a princípio apenas duas vagas na coligação, já que o PROS t eria seis e o PR, 10. M auro e Giovanni cederam uma vaga cada um para Albert o. No ent anto, é int eressant e not ar que M auro não ret irou a candidat a com menos perspect ivas de vot os, pois era uma mulher, preferindo abrir mão de um candidato homem. Para convencê-lo a desist ir de se candidat ar, foi promet ido a ele que o grupo devolveria o salário pago pela prefeit ura em decorrência de seu afast ament o do seu t rabalho como servidor. Após todas as conversas, o PROS apresent ou cinco nomes (t rês homens e duas mulheres), o DEM apresent ou quat ro nomes (quat ro homens) e o PR apresent ou nove (t rês mulheres), com o tot al de 13 homens e cinco mulheres16.
Out ra coligação que chamou a at enção foi a formada por PTN, PP, PSC, PSDB e PM B. Nela t inham quat ro vereadores e imaginava-se que ao menos dois deles não se
16 Apenas para reforçar, caso M auro e Giovanni indicassem duas mulheres para deixarem de serem
candidatas, isso forçaria o grupo t odo a retirar seis homens, mantendo a proporção de set e homens e duas mulheres. Uma coligação incompleta (com menos candidatos do que o máximo permitido) não consegue eleger um candidato sequer.
reelegeriam. Sofia tinha um compromisso com os filiados do seu part ido de que não escolheria nem regist raria a candidatura de vereadores em sua chapa, o mesmo acordo exist ia na coligação formada por DEM / PR/ PROS, como já mencionei. O vereador Albert o dest acou que essa opção de Sofia foi est rat égica, pois com t ant os vereadores na mesma coligação, os votos se dividiriam e no máximo um de dois deles se reelegeria. Assim, sua intenção era de renovar a Câmara, pois caso fosse eleit a t eria vereadores de sua confiança eleit os pela coligação majorit ária dela.
Foram 99 candidat os aptos pelo TSE a concorrer às nove vagas. Ao execut ivo foram quat ro candidaturas: Allison, Fagner, Sofia e Thiago. Laert e regist rou sua candidatura pelo SD em chapa sem coligações ao legislat ivo. Não discut i sobre seu nome ao longo dest e t rabalho por t er t ido pouco mat erial acerca da sua candidatura. Sobre sua candidatura havia muit a conversa desencont rada, alguns colaboradores me falaram que a candidatura dele foi regist rada apenas para t umultuar e t ent ar de alguma forma dividir mais os votos. Como primo de Dito, alguns filiados do grupo de Sofia me alert avam que a int enção de Laert e era ser candidat o para ajudar Dit o, já que a int enção da coligação de Thiago era pedir a impugnação da coligação de Sofia e de Fagner, fazendo assim com que a eleição tivesse dois candidat os e não fosse cancelada por falt a de candidato. Fagner era o at é ent ão candidat o a vice-prefeit o de Antônio, mas precisou assumir a vaga de candidat o a prefeit o por cont a da impugnação do regist ro de Antônio como candidat o.
Dos mais de 99 candidatos, cerca de 30 eram candidat uras de mulheres e depois de muito t empo, duas delas se elegeram. Uma por média e a out ra pelo quocient e
part idário. Uma delas compunha uma das coligações de Sofia e out ra uma das coligações de Thiago.
Laert e ficou em quarto lugar, posição esperada pela maioria dos concorrent es. O candidat o do prefeit o, Fagner t erminou a disput a em t erceiro lugar. Esperava-se que a disput a se polarizasse ent re o grupo de Thiago Viana e o de Dra. Sofia. No entant o, cerca de meia hora após a abert ura das urnas o result ado consolidado indicava a vit ória de Thiago Viana com mais de 50% dos vot os válidos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Est a dissert ação percorreu caminhos pouco convencionais se levarmos em cont a a t eoria política, que há bast ant e tempo vem sendo prest igiada pela ant ropologia, sobret udo a que se propôs est udar mais especificament e a “ nossa polít ica” . Com uma inspiração da ant ropologia da política e dos est udos realizados no int erior do NuAP, busquei dent ro do cont ext o et nográfico compreender as relações pessoais, sociais e familiares envolvidas na escolha dos candidatos pelos grupos polít icos. A part ir disso, é possível perceber que os valores da sociedade ligados à família não estão t ão dissociados da política como pret endem os est ados modernos e suas t eorias polít icas. De um lado t ive a disposição para a análise dos aspect os oficiais das falas em relação à escolha de