3 Materialer og metoder
3.4 Tillaging av HPV-kontroller ved kloning
Reportamo-nos, aqui, às acepções e repercussões da Negritude enquanto movimento de afirmação das identidades negras, iniciada na diáspora, na França, tendo ressonância no Brasil, ao final dos anos 70. No que se refere à nossa literatura infanto- juvenil, pelo que consta no percurso histórico, não há sinal de acontecimento dessa ordem enquanto produção artística grupal. O que houve (e há ainda nos dias de hoje), apesar da intensa proliferação59 de produções desde os anos 80, resulta de publicações individuais, e poucos escritores voltados, prioritariamente, para a temática do segmento negro. Destacam-se, nesse aspecto: Joel Rufino dos Santos, Heloísa Pires Lima, Geny Guimarães, Júlio Emílio Braz, Inaldete Pinheiro Andrade, Aroldo Machado e Rogério Andrade Barbosa, além de novos escritores, cujas obras são recente no mercado livresco60.
Há escritores que abordam diversas temáticas e, dentre estas, apresentam protagonistas negros. São eles: Ana Maria Machado, Ziraldo, Lúcia Pimentel Góes, Jonas Ribeiro, Mirna Pinsky, Ganymédes José, Luís Galdino, Giselda Laporta Nicoelis, Carla Caruso. Alguns desses escritores vêm publicando literatura infanto-juvenil desde os anos 80, quando da eclosão no mercado editorial (COELHO, 1990).
Então, aos poucos, vão surgindo obras cujo enfoque traz à tona as complexas relações étnico-raciais no Brasil, dependendo dos interesses dos escritores, talvez das editoras e das respectivas demandas temáticas. Através de tais obras se denunciou a discriminação racial, a pobreza e, enfim, a miserabilidade humana. Além disso, se difundiu a propalada mestiçagem brasileira, principalmente a partir dos anos 80. Exceções, na época, são pouquíssimas, conforme vimos anteriormente.
uma trajetória de exploração face ao referido continente, alheio aos seus problemas e aliado às grandes potências internacionais, nesse sentido. No entanto, no panorama atual, parece que o governo vem, aos poucos, envidando esforços para alterar tal quadro. Mesmo assim, o pesquisador demonstra receios ante os investimentos, levando em conta o histórico dessas relações políticas no passado.
59 Cademartori (1986), em seu livro O que é Literatura Infantil, refere-se à fase de proliferação dessa literatura nos anos 80, após a busca de erradicar o analfabetismo nas escolas. É nesse momento em que
órgãos públicos e privados investem na leitura que as produções literárias infantis adquirem maior espaço mercadológico. É, então, o reconhecido boom de tal produção. Amplia-se, também, a possibilidade de profissionalismo de escritores nessa área, especificamente.
60Ver, principalmente, nas editoras específicas da área, a saber: a Mazza Edições (MG) e a Nandyala
O continente africano, no entanto, é pouco abordado. Além disso, surge mitificado, reduto da pobreza, dos animais: zebras, onças, etc. As religiões de matrizes africanas também, além de estereotipadas, são reduzidas à consulta aos búzios nos morros. Enfim, por aí perpassa boa parte das nossas produções destinadas às crianças e jovens. Em parcos passos, as produções vem desvelando outras faces dos personagens negros. Daí pensarmos em indícios inovadores a partir dos anos 80, levando em conta a insurgência do protagonismo negro quantitativamente. Mas esses indícios precisam ser observados, para não incorrermos em visões limitadas acerca dos seres ficcionais.
A produção literária infanto-juvenil brasileira nos anos 80 destaca, de certa forma, os personagens negros, diferente das fases anteriores, a saber, a era Precursora (do século XIX até início do XX) e Moderna (dos anos 30 até meado dos anos 70), pela inserção quantitativa dos mesmos em papéis principais. No entanto, só a partir dos anos 80 começa, de fato, a surgir uma quantidade bem maior de produções destinadas às crianças e jovens com protagonistas negros. É, também, o período em que se inicia a
proliferação de nossa literatura infanto-juvenil61. Antes disso, alguns escritores prosseguiam a tradição de Lobato, enfocando a zona rural, mas sem conquistar o seu apogeu.
A partir dos anos 70 tal quadro começa a se alterar, de fato, e equivale à “era moderna”, para Lajolo (1984, p. 125), incluindo-se a tematização urbana, “focalizando o Brasil atual, seus impasses e suas crises”, posto que, “[...] só com Justino, O Retirante (1970), de Odette de Barros Mott, que “a literatura infantil brasileira passa a apontar crises e problemas da sociedade contemporânea”:
A partir dessa obra, a tematização da pobreza, da miséria, da injustiça, da marginalização, do autoritarismo e do preconceito torna- se irreversível e progressivamente mais amarga (LAJOLO, 1984, p. 125).
As tematizações aludidas por Lajolo prevalecem nas produções publicadas entre 1979 e 1989. Ou seja, os protagonistas negros passam a ser representados quantitativamente na Literatura infantil, no momento em que os fatores sociais foram priorizados, apresentando-se as “situações problemáticas” nas obras destinadas às crianças e aos jovens. “A partir daí, várias obras se ocupam da representação de situações até então evitadas na literatura infantil” (LAJOLO, 1984, p. 126).
61 O denominado boom, ou seja, a eclosão de tal produção no mercado livresco (CADEMARTORI,
Dentre as obras enfocadas, Lajolo cita Xixi na cama, de Drummond Amorim (1979), e Nó na garganta, de Mirna Pinsky (1979), considerando que ambas retratam “o preconceito racial”. Entretanto,
Ao se tentar mapear as marcas discursivas de textos da literatura afro- brasileira e se propor auscultar as vozes que neles se manifestam, podem-se depreender sentidos abafados, proibidos de se manifestar e reconhecer que a intencionalidade manifesta não se distancia de práticas racistas comuns na sociedade brasileira [...] Por vezes, a tensão que se expressa no texto ainda se deixa contaminar por resíduos de visões e percepções fundadas em estereótipos e preconceitos, ainda quando parecem se opor ao discurso (FONSECA, (2002, p. 192).
Embora Fonseca não se refira à produção literária infanto-juvenil, mas, sim, à “afro-brasileira contemporânea”, destinada ao adulto, sua ponderação é basilar para a trajetória de tal produção, posto que, até mesmo nos anos 80, quando da inserção quantitativa de protagonistas negros no mercado llivresco, mesmo se denunciando a opressão social e racial, muito se reforçou estereótipos, e menos se inovou, de fato.
Mas não foi só até 1975, tomando como base a pesquisa de Rosemberg, que prevaleceu a estereotipia face aos personagens negros. Afinal, ao nos debruçarmos sobre doze livros publicados entre 1979 e 1989 (OLIVEIRA, 2003)62, embora constatando mudanças significativas quanto às funções desses seres ficcionais, já que não mais reduzidos a papéis secundários ou de antagonistas diferenciando-se, assim, do resultado da pesquisa de Rosemberg (1984), a maioria corroborou para expressar: (1) o preconceito étnico-racial; (2) a discriminação racial e a miserabilidade humana; e, ainda (3), a propalada democracia racial e a mestiçagem.
Ao entender que os personagens são “tecidos de maneira inferiorizada e sujeitos à violência verbal e/ou física”, constatamos que isso não se dá igualmente, devido às diversas formas de inferiorizá-los. Logo, foram caracterizados através de predicações pejorativas, por conta da:
a) Associação à sujeira: Carniça, lixo, imundície, preto sujo, etc; a animalização: ruim de raça, endiabrado; depreciação do termo “negro” utilizado como “negrinha”, “negrinho terrível”, “crioulinho complexado”, “preto cachorro”, “burrice de crioulinho”, dentre outros;
b) Utilização de piadas explicitamente racistas;
c) Associação da favela à marginalidade; comparação: favela/quilombo;
d) Ridicularização e humilhação do negro em determinados espaços sociais (a escola, a rua, o clube, etc.).
Em uma das narrativas, por exemplo, intitulada Dito, o negrinho da flauta63, o
personagem órfão é surrado, associado à escravidão, é preso, passa fome; entre outras humilhações, recebe diversos predicativos através da voz do narrador e dos demais seres ficcionais. A relação de tais predicações é longa, mas aqui parafraseamos apenas algumas; a saber: “preto sujo” (p. 24) que tem “mão imunda” (p. 4), “negrinho sujo” (p. 16), portanto, melhor seria “ter deixado esse moleque no lixo” (p. 24). Ele é o “bobalhão” (p. 42); um “bocó, bobão” (p. 42), um “crioulinho muito safado” (p. 49), “ruim de raça” que tem a “Burrice de crioulinho” (p. 44)” e a “Cisma de pretinho” (p. 44).
O contexto das denominações se dá em momentos discriminatórios para demarcar a inferiorização de Dito em relação aos demais personagens. E quem mais o deprecia é a patroa, Dona Laura que, inclusive, após notar uma das suas porcelanas quebradas, “[...] pegou de um chicote antigo, pendurado, como relíquia, na ante-sala [...], foi à sua procura, perguntou se ele havia quebrado sua peça preciosa e, diante do silêncio, o agrediu verbal e fisicamente. Então, “O chicote estalou, como se a princesa Isabel nem tivesse existido, como se ainda fosse tempo de escravo. A maldade doeu mais do que a chicotada. Dito não tentou fugir. Aguentou firme. Chicotada veio atrás de chicotada”64.
Apesar das demais cenas de violência e das predicações negativas associadas ao protagonista Dito, por ser muito bom, inocente, sonhador, ganha a admiração e proteção de um doutor, equivalente a uma espécie de anjo da guarda, um “tutor branco”, cumprindo o papel das fadas madrinhas protetoras, sempre prontas a livrar o herói dos perigos, possibilitando a Dito a realização do seu grande sonho, que é ter de volta a “frauta” encantada, como ele a chama, Daí o apelido, o negrinho da flauta. Fora isso, não há outras pretensões por parte do personagem. Algumas predicações atribuídas ao protagonista negro têm conotação racista: “ruim de raça”. Há associação a seres inanimados, afinal, Dito deveria ter ficado no “lixo”, diz a patroa
Em outra narrativa o protagonista Cendino “seu moleza”, estava de “beiços caídos”, já “os molambos vestiam Carniça”. Nesta última, cujo título é Tonico e
Carniça, este é negro e o outro é branco. Ambos são pobres, muito embora o universo
de Tonico é constituído de uma família completa, nuclear e bem estruturada intelectualmente, além de não residir no morro. Seu oposto é o amigo negro, que beira à
63 (BLOCH; 1982) 64 (BLOCH; 1982, p. 32).
miserabilidade, cujo lar é um barraco na favela. Além do mais, Carniça é órfão, não tem instrução escolar, menos ainda relação de afetividade materna. O apelido pejorativo o associa à imundície (carniça). No desenrolar da trama ele se modifica em todos os aspectos, sob a influencia de Tonico e seus familiares, mesmo assim não escapa da violência urbana, ao defender os bens do amigo diante de um assalto.
As predicações sintetizadas acima quanto à aparência, à animalização, à sujeira, e à caricatura eram recorrentes em décadas anteriores, em meados dos anos 50 e 70, conforme pode ser observado na pesquisa de Rosemberg (1985). Há, desse modo, a aproximação entre a maioria das obras que analisamos entre 1979 e 1989 e as precedentes. Sendo assim, consideramos que parte dos protagonistas negros nestas produções são:
1. Em grande maioria, associados à pobreza, quando não à miserabilidade humana;
2. Desamparados, sem família, haja vista a carência do pai e/ou da mãe;
3. Tecidos de maneira inferiorizada e sujeitos à violência verbal e/ou física;
4. Enaltecidos pelos atributos físicos e/ou intelectuais, com vistas à democracia racial (OLIVEIRA, 2003, p, 124).
Diante desses dados, foi possível perceber que grande parte das produções literárias publicadas em uma época de grandes mobilizações efetivadas pelos movimentos negros, os quais visavam à afirmação da identidade negra, não rompeu, de fato, com a visão negativa desse segmento étnico-racial, muito embora tais produções voltem-se, especificamente, para a temática das relações étnico-raciais. No entanto, se há a denúncia da pobreza e/ou do racismo, desvelando-o, por outro lado prevalece a inferiorização, a estereotipia face aos protagonistas que, mesmo tendo uma índole imaculável, sentem-se inferiores aos brancos e não têm consciência de sua identidade étnico-racial.
No que se refere às exceções, entre as temáticas das obras publicadas de 1979 a 1989, duas são as narrativas O menino marrom, de Ziraldo (1986) e a Menina bonita do
laço de fita, de Ana Maria Machado (1986), cujos atributos descritivos evidenciam que
são “Enaltecidos pelos atributos físicos e/ou intelectuais, com vistas à democracia racial” (OLIVEIRA, 2003, p. 124).
Comparando essas duas histórias com as demais, enfocadas anteriormente65, podemos observar que há índices de inovação quanto à caracterização dos protagonistas. A exemplo dos traços do “menino” que não é negro mas, sim, “marrom”; já a “menina”, é “pretinha”. O entrelace ns duas histórias refere-se à ludicidade, à ausência de problemas étnico-raciais e socioeconômicos. E isso é sinal de que não se buscou, por meio delas, denunciar o preconceito racial nem a pobreza. Inclusive, o narrador confessa que “queria mesmo era contar a história de um menino que fosse muito feliz” (p. 12). No que tange à “menina”, percebe-se que a principal ideia é exaltar seus belos traços.
A menina bonita não faz experiência para descobrir o porquê de ser “pretinha”. Ela, na realidade, ao ser interpelada pelo “coelho branco”, de “orelha cor-de-rosa”, que “achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto em toda a sua vida”, vai inventando desculpas: “[...] Ah, deve ser porque [...] eu caí na tinta preta quando era pequenininha, [...] deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina [...]” E
assim se sucedem as desculpas. Até o dia em que a mãe dela, “uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse: - Artes de uma avó que ela tinha ...” Essa explicação, para Silva (2001, p. 40), “[...] denota a dificuldade [de se] explicar os determinantes da diversidade racial”.
Ao sugerir a mistura entre “as cores”, as duas narrativas trazem à baila o ideário da “mestiçagem”. Afinal, não existem “pessoas brancas e pretas”. A “boa descoberta” é “que existe”: “gente marrom, marrom-escuro, claro, avermelhado. [...]”. Quanto à “a
ninhada do coelho”, era matizada: tinha coelho “bem branco, branco meio cinza...”. Enfim, ao fazer alusão a essa questão, se desemboca para o universo complexo da “mestiçagem” e, pensar nessa questão implica em percorrer as densas complicações que giram em torno das relações étnico-raciais no Brasil, sem perder de vista que vivemos em um país racista em que a cor da tez tem sido fundamental para demarcar, a priori, papéis sociais, inclusive nas obras literárias.
As narrativas atenuam o problema das relações étnico-raciais no Brasil através da apologia à mestiçagem, daí o fato de o coelho desejar ser igual à menina pretinha; como não consegue, casa-se com uma coelha e tem uma ninhada de coelhos de todas as cores. Em O menino marrom há até um pacto de sangue entre os amigos. Inclusive, abdicam de um amor que interessava a ambos para evitar “brigas” (p. 22). Sugerem-se,
65 Refirmo-nos às dez histórias cujas temáticas predominantes visam à denuncia: a) da pobreza; (b) do
em ambas as narrativas, não só a mestiçagem como, também, a propalada democracia racial. Então, se inovam em um aspecto, ao ressaltar a beleza de a Menina bonita e dos amigos inseparáveis, o marrom e o cor-de-rosa, em outro corroboram para escamotear e simplificar a problemática das relações étnico-raciais no Brasil.
É importante ressaltar que, biologicamente, a mestiçagem faz parte da humanidade desde os primórdios dos tempos, conforme evidencia o antropólogo Munanga (1999). A questão crucial não é, portanto, a mistura consanguínea, mas, sim, as reações racistas desencadeadas por se ter a tez negra. Sendo assim, ao se propalar a mistura entre as raças em um país racista como o nosso, menos se favorece o enfrentamento desse problema secular, e mais se escamoteia. E, como salienta Munanga (2006, p. 131), “Daí o mito de democracia racial: fomos misturados na origem e, hoje, não somos nem pretos, nem brancos, mas sim um povo miscigenado, um povo mestiço”. Em contrapartida, persiste o ideal de branqueamento na sociedade e as discriminações étnico-raciais.
Em suma, nas produções dos anos 80, enfocadas aqui, de maneira geral, prevaleceu a denúncia da pobreza e da discriminação racial. Além disso, em duas narrativas, através da analogia à mestiçagem, ressaltaram a beleza de O menino marrom e de a Menina bonita do laço de fita. Exceção à parte é a obra A cor da ternura (GUIMARÃES, 1989), que faz a diferença entre todas aludidas até então, e, apesar de não ter obtido o devido destaque no mercado livresco, é a obra que mais apresenta indícios inovadores, considerando-se que a protagonista:
a) [...] por fim, se reconhece como uma “princesa”. E, nesse sentido, eleva a percepção de si mesma rompendo, desse modo, com a autopercepção inferiorizada. Geni, embora temerosa, mas altiva, enfrenta os primeiros passos em face dos desafios por ser uma “professora preta”;
b) rompe com aqueles estereótipos de serviçais atribuídos à “Mulher” negra, já que se profissionaliza na atividade considerada prestigiada socialmente;
c) [...] tem pai, mãe e irmãos. Logo, não é “desamparada” como outros protagonistas (OLIVEIRA, 2003, p. 147-150).
A partir dos indícios, extraídos da narrativa A cor da ternura, se assinala, pois, que essa obra, diferentemente das demais, delineia uma face do “ser negro” destituído dos preconceitos aludidos anteriormente. E isso não implica a caracterização de protagonistas idealizados, mas, sim, diferenciados, exercendo diversos papéis sociais prescindindo-se, assim, da cristalização de um único olhar acerca dos mesmos. Eis o grande diferencial em A cor da ternura, obra literária que, assim, se aproxima dos ideários da Negritude (sentido estrito), ao inovar e ressignificar não só a função, mas,
também, a tessitura do segmento negro entrelaçada na trama. Nesse aspecto, a obra corrobora para afirmar identidades negras vilipendiadas na trajetória de nossa literatura infanto-juvenil.
Observamos, portanto, que mesmo se denunciando os problemas sociais, a exemplo do racismo e da pobreza, delineando-se uma quantidade significativa de protagonistas negros, por outro lado, através das narrativas, não se deixou de ratificá- las. Diante disso concordamos com Gomes (1988, p. 4) quando ela reconhece que “[...] a literatura é capaz de expressar agudamente os anseios, angústias, ideologias de toda uma sociedade. É capaz também de desvelar eloquentemente seus silêncios, revelando aquilo que a sociedade, ou o escritor, não ousa dizer”. Vejamos, portanto, outras mudanças conjecturais e os impactos sobre as produções literárias contemporâneas.
1.6 RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO BRASIL (ANOS 90): MUDANÇAS