4 UTGIFTSSTRUKTURER
4.5 Tilknytning til ulike merverdiavgiftsordninger
O questionário é um instrumento extensivamente utilizado em pesquisas organizacionais, pois fornecem insights em relação a percepções e atitudes individuais, bem como informações quanto a políticas e práticas organizacionais (HAIR JR et al., 2004; BARUCH; HOLTON, 2008).
O questionário estruturado é um instrumento de coleta de dados formado por um conjunto ordenado e consistente de perguntas conforme critérios pré-determinados, que capturam opiniões e atitudes explícitas dos entrevistados a respeito de variáveis e processos que se deseja medir ou descrever-aplicados ao público-alvo escolhido, em geral, sem a presença do pesquisador (MARCONI; LAKATOS, 2003; MARTINS; THEÓPHILO, 2009). Nesse sentido, a elaboração do questionário consiste na tradução do modelo conceitual, dos objetivos específicos e das variáveis da pesquisa em itens bem redigidos (GIL, 2007), o que implica na necessidade de profunda reflexão para conectar o modelo conceitual ao fenômeno investigado no contexto prático (SANCHEZ, 1992; SYNODINOS, 2003).
A elaboração de um instrumento de medidas ocorre por meio da realização de pesquisa teórica que auxilia a definição do que deve ser medido e como pode ser medido (MARTINS, 2006). Como não há um questionário validado na literatura que busca contrastar as variáveis aos estágios, a versão inicial do questionário foi construída pautada na revisão conceitual das variáveis e embasada principalmente em três obras - Vieira (2009), Elliot (2012) e Vergara (2012). Também foram seguidas algumas recomendações para aumentar a eficácia do questionário (MARCONI; LAKATOS, 1999; FORZA, 2002; SYNODINOS, 2003; GIL, 2007):
Limitação do número de perguntas, pois o tamanho do questionário é a principal razão de não resposta, sendo o seu tamanho inversamente proporcional ao número de respostas;
Capacidade dos respondentes entenderem as questões sem a necessidade de intermediação do pesquisador;
Linguagem simples e redação clara que evite dupla interpretação das questões por parte dos entrevistados;
Em questões fechadas, consideração de todas as possíveis respostas; Consideração da implicação das perguntas na análise de dados;
Realização dos contatos de follow-up, os quais aumentam a taxa de retorno; E teste do questionário para verificar a necessidade de inclusão, exclusão ou alteração de questões.
Dentre as principais vantagens da coleta de dados através do questionários estão possibilidade de coletar dados de regiões geograficamente distantes, a economia de recursos financeiros e a menor influencia do pesquisador sobre os respondentes. Dentre as principais desvantagens estão o baixo retorno, o maior número de questões sem respostas e a
devolução tardia que causa prejuízos ao cronograma da pesquisa (MARCONI; LAKATOS, 1999; HAIR JR et al., 2004).
Levando em consideração todas as recomendações durante a construção do questionário, os conceitos teóricos foram traduzidos em definições operacionais. Por exemplo, o constructo abstrato cultura - no caso, voltada ao desenvolvimento das práticas de gestão do conhecimento - foi traduzido como normas, regras e comportamentos que expressam colaboração e aprendizado, os quais foram, respectivamente, traduzidos em trabalho em equipe e atividades de detectar e corrigir erros e utilizar as melhores práticas; a partir dos quais as questões foram elaboradas.
Como forma de aperfeiçoar o instrumento de coleta de dados, o questionário passou pela avaliação de especialistas (PAWLOWSKI, 2007). No total, oito especialistas analisaram o questionário, quatro especialistas realizaram a analise de conteúdo e quatro especialistas realizaram a analise técnica do instrumento, garantindo, consequentemente, a validade de conteúdo e a validade técnica do mesmo.
Com relação ao conteúdo da área e a tradução das variáveis em questões, o instrumento foi avaliado por um aluno de doutorado, e com pesquisa em gestão do conhecimento, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Escola de Engenharia de Produção, da Universidade de São Paulo, ganhador dos prêmios SIMPEP de melhor artigo em 2009 e ABEPRO de melhor dissertação de mestrado acadêmico em 2011; e três professores da Bertolon School of Business, da Salem State University, onde a doutoranda realizou um estágio de doutorado “sanduíche”. Esta etapa foi realizada no esforço de garantir a validade aparente do instrumento, ou seja, a validade de conteúdo do questionário (MARTINS, 2006).
No que diz respeito ao formato das questões e respostas, e a posterior implicação destas na coleta e análise dos dados, o questionário foi analisado por quatro especialistas: um professor de estatística do Departamento de Estatística da Universidade Federal de São Carlos; dois profissionais que trabalham diariamente com realização de survey empresarial, um profissional da empresa Faber-Castell; e outro profissional da Confederação Nacional da Indústria – CNI; e por fim um professor aposentado do Instituto de Ciências Matemática e Computação da Universidade de São Paulo de destacada carreira nacional e internacional e diversas publicações de impacto. Após a análise dos juízes, o questionário foi ainda aperfeiçoado pela equipe do Centro de Estatística Aplicada, grupo de auxílio estatístico à comunidade acadêmica do Instituto de Matemática e Estatística – IME, da Universidade de
São Paulo. Essas duas etapas foram realizadas na tentativa de garantir a validade técnica do instrumento de coleta de dados.
Com o objetivo de verificar itens como a consistência e a aceitação das questões, o vocabulário adequado ao público e possíveis falhas do instrumento, o questionário foi submetido ao pré-teste ou teste-piloto (SILVA, 2013), garantindo assim a validade empírica do instrumento de coleta de dados. Segundo Hair Jr et al. (2005), o tamanho da amostra de um pré-teste deve variar de quatro a trinta indivíduos, já que amostras maiores normalmente não oferecem aumento substancial de informações no que diz respeito a revisão dos questionários.
Foram realizados dois pré-testes. O primeiro pré-teste foi realizado com funcionários do Departamento de Tecnologia da Informação da Salem State University, que estava implementando um projeto de gestão do conhecimento; de forma que, alguns funcionários tinham contato mais próximo com tais práticas e outros não. Assim, as características desses respondentes são similares ao que se esperava da população do survey - organizações mais e menos envolvidas com a gestão do conhecimento. Com uma taxa de retorno de 33,3% , obteve-se 10 respostas dentre os 30 respondentes.
O alfa de Cronbach é o coeficiente mais utilizado para medir a confiabilidade de um questionário (MAROCO; GARCIA MARQUES, 2006). No entanto, é preciso ter a precaução de levar em conta as limitações dessa estatística (VIEIRA, 2013).
“O valor de alfa de Cronbach varia de 0 a 1 e aumenta conforme aumentam as intercorrelações entre as respostas das questões. Por exemplo, se a pessoa respondeu “Sim” à pergunta “Toma café com frequência?” é razoável que tenha respondido “Sim” à pergunta “Gosta de café?” porque existe relação entre as opções. Mas se você perguntar “Gosta de futebol?”, “É católico praticante?”, “Fez o curso fundamental completo?”, as respostas não terão intercorrelação porque as perguntas do questionário não estão medindo o mesmo construto. As intercorrelações entre testes são maiores quando os itens medem o mesmo construto ou a mesma dimensão” (VIEIRA, 2013, p.1).
Além disso, o valor de alfa é afetado também pelo número de questões do questionário e pela redundância. Questionários muito longos aumentam o valor de alfa, sem que isso signifique aumento de confiabilidade. A existência de questões praticamente iguais, verbalizadas de forma diferente, também aumenta o valor de alfa, indicando redundância, e
não confiabilidade. Portanto, é necessário considerar suas limitações (TAVAKOL; DENNICK, 2011; VIEIRA, 2013).
Além dessas limitações apresentadas, o questionário desenvolvido mede diferentes constructos, possui escalas de variados pontos e variáveis quantitativas categóricas em escala de razão, o que torna o uso desse coeficiente pouco adequado. Apesar disso, o coeficiente foi calculado considerando todas as questões que possuem escala de 4 pontos (9 questões do questionário), gerando o valor 0.89, considerado um bom índice de confiabilidade e coerência entre as questões, conforme demonstra o Quadro 11.
Quadro 11 - Confiabilidade do questionário segundo o valor de Alfa VALOR DE ALFA CONFIABILIDADE
Maior que 0,9 Excelente
0,8 -| 0,9 Bom
0,7 -| 0,8 Aceitável
0,6 a-| 0,7 Questionável
0,5 -| 0,6 Pobre
Menor que 0,5 Inaceitável
As sugestões e comentários dos respondentes fizeram necessárias algumas alterações. Após as alterações, um segundo pré-teste foi realizado com alunos do curso de especialização do Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Produção, da Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo. Todos os alunos trabalhavam em cargos de gestão de variadas empresas, cargo semelhante aos cargos dos respondentes da
survey. Foram obtidas 27 respostas de oitenta - 33,7% de retorno. Os dois pilotos
possibilitaram o refinamento das questões.
Dessa forma o questionário sofreu uma série de alterações até sua versão final. As etapas de construção do instrumento de coleta de dados podem ser resumidas através dos seguintes pontos:
Planejamento do que deveria ser medido para atingir o objetivo da pesquisa; Definição das variáveis;
Operacionalização das variáveis; Formulação das questões;
Avaliação dos especialistas da área gestão do conhecimento - validade de conteúdo;
Correções necessárias;
Correções necessárias;
Realização do 1o pré-teste - validade empírica;
Correções necessárias; Realização do 2
o pré-teste - validade empírica;
Últimos ajustes.
As alterações realizadas nos questionários foram muitas, portanto, a descrição detalhada seria demasiada longa. No entanto, é necessário e importante descrever as principais alterações realizadas:
Para a formulação das questões que identificariam o estágio em que cada organização se encontra havia duas opções: desenvolver seis questões, garantindo que, no caso de um respondente assinalar um estágio diferente em cada uma das cinco questões, a sexta questão definiria o estágio; ou realizar somente uma questão com alternativas que definissem claramente os cinco estágios. Seguindo a sugestão de alguns estatísticos que auxiliaram o desenvolvimento da pesquisa, optou-se pela segunda opção, permitindo um questionário mais objetivo e com um número menor de questões, que demanda menos tempo de resposta e aumenta a taxa de retorno;
Quanto a escala, optou-se pela escala de quatro pontos e não pela escala de cinco pontos com o objetivo de evitar que os respondentes, quando incertos, automaticamente selecionassem a alternativa neutra. Na escala de quatro pontos o entrevistado precisa escolher a alternativa que mais se assemelha a organização em que se encontra;
O uso de diferentes escalas restringe a análise estatística, no entanto, em alguns casos seu uso é necessário. Por exemplo, alguns momentos uma resposta dicotômica deixa mais claro se há ou não presença de um fator, sem a necessidade de saber o grau em que ele ocorre; em outras questões é importante saber “quanto” o fator está presente; em outras ainda não há apenas duas categorias para identificar, mas três, por exemplo, três tipos de comunicação. Portanto, optou-se por realizar as questões baseadas na definição de cada variável, a partir da definição do conceito teórico, independente das escalas;
Entre realizar um maior número de perguntas sobre cada variável confirmando as respostas ou realizar uma única pergunta com alternativas bem
definidas resultando em um questionário com menor tamanho, optou-se pela segunda alternativa, que, de acordo com a experiência dos estatísticos que auxiliaram o trabalho, proporciona uma taxa de retorno maior.
O questionário auto-administrável é o mais aconselhado pela literatura para a condução de survey na área de gestão, portanto, ele foi utilizado para a coleta de dados (SYNODINOS, 2003). O questionário foi disponibilizado em ambiente online através da ferramenta Formulários do Google Drive. Os surveys online têm baixo custo operacional; respeitam a conveniência do respondente; e garantem seu anonimato (SCHAEFER, DILLMAN, 1998; FORZA, 2002; HAIR JR et al., 2005). Dentre as principais vantagens do questionário online estão a possibilidade de trabalhar com grandes amostras, o acesso ao questionário que pode ser feito no momento e local de preferência do respondentes, exigindo apenas um computador conectado a rede e o menor custo (NASCIMENTO NETO, 2004).
A apresentação inicial da pesquisa foi feita em e-mail conjunto e as solicitações de participação seguintes foram feitas individual e nominalmente a cada respondente - o que aumenta o número de respostas; seguido pelo follow-up - o qual tem seu número diretamente proporcional a taxa de retorno (SCHAEFER, DILLMAN, 1998; FORZA, 2002; HAIR JR et al., 2005). As etapas de follow-up foram realizadas até o momento em que percebeu-se que o novo lembrete adicionaria pouco em termos de incremento de taxa de resposta, totalizando cinco envios de follow-up realizados a cada dez dias.
A última versão do questionário pode ser encontrada no Apêndice C. O protocolo da pesquisa que demonstra a relação das variáveis com as questões formuladas estão presentes no Apêndice B.