1.6 Nucleic acid sequencing techniques
1.6.3 Third-generation sequencing
O escalonamento multidimensional serviu para mostrar graficamente, por meio de mapas perceptuais, tanto as variáveis que estão mais próximas de cada estereótipo, como as que estão mais afastadas e o indivíduos nutrem um maior grau de rejeição, segundo a natureza de seus valores pessoais.
O segundo objetivo da aplicação do EMD foi a possibilidade de analisar a consistência interna do modelo MDA, pois a técnica possui um índice de ajuste, chamado Stress, que mostra o percentual de precisão com que as variáveis estão distribuídas pelas dimensões geradas. Para todos os quatro estudos realizados, um para cada estereótipo, as variáveis foram padronizadas e os dados transformados em distâncias de proximidade, utilizando a distância euclideana quadrática. O resultado foi que todos os Stress ficaram em torno de zero, mostrando que, segundo a tipologia de Kruskal (GOODMAN; KRUSKAL, 1954), o modelo tem ajuste perfeito.
O modelo proposto nesse trabalho mostrou ter consistência interna pelas duas técnicas multivariadas exploratórias utilizadas, a análise fatorial e o escalonamento multidimensional, sendo observadas todas as premissas de ambas as técnicas.
Na ilustração a seguir será apresentado um modelo gráfico que representa o modelo de identificação de valores pessoais em um planejamento estratégico pessoal, proposto para essa tese e sua integração com um modelo de PEP que aborde valores pessoais.
O modelo foi chamado de Modelo das Decisões Axiológicas (MDA) e é capaz de diferenciar as metas de planejamento (antigas variáveis genéricas dos elementos de PEP) para cada grupo de indivíduos, segundo as suas metas motivacionais e sua hierarquização de prioridades de seus valores pessoais.
O MDA pode ser utilizado antes de qualquer modelo de PEP ou de coaching de forma não excludente, porém, complementar e integralizada.
5.3 O Modelo das Decisões Axiológicas
O Modelo das Decisões Axiológicas foi assim nomeado porque os indivíduos que utilizarem esse modelo poderão terem identificados além dos seus valores pessoais e guias de comportamento e também as suas metas de planejamento de longo prazo. Esse exercício permitirá que as pessoas conheçam a hierarquia de seus valores pessoais, sabendo o que é prioritário e o que é secundário em suas metas motivacionais. Ao mesmo tempo, os indivíduos poderão fazer uma conexão de seus valores pessoais com as suas metas de planejamento para o futuro e refletirem sobre as decisões que poderão lhes gerar maior equilíbrio e tomadas de decisão sustentáveis, pois irão ao encontro de suas crenças e valores.
As metas de planejamento poderão ser desenvolvidas e integradas em outras ferramenta de planejamento estratégico pessoal, como um modelo de PEP, por exemplo. A ilustração a seguir apresenta a descrição esquemática do modelo.
Resgatando os conceitos teóricos do Quadro 27, Síntese dos Conceitos Teóricos Retratados no Modelo da Tese, no final do capítulo de Referencial Teórico, confrontando com a Ilustração 29, pode ser observado o surgimento do constructo da tese. A seguinte sequência de passos deve ser realizada para que haja o alinhamento entre a teoria a análise do modelo, gerando a relação teórico-analítica que justifica o modelo proposto:
(i) O Modelo das Decisões Axiológicas é iniciado com a aplicação do instrumento SVS de Schwartz ao coachee ou ao orientado para a investigação de seus valores pessoais. O instrumento de valores pessoais, que são as metas ou critérios organizados pelo indivíduo por grau de importância;
(ii) A análise da resposta do indivíduo a atribuição de um escore intervalar para cada um dos 61 valores do questionário permite hierarquizar os seus tipos motivacionais (metas de orientação de vida), seu sistema de valores, identificar os seus níveis axiológicos e atribuir um ranking entre os seus eixos de segunda ordem, que são as dimensões bipolares e antagônicas de macrovalores.
(iii) O ordenamento dois a dois dos eixos de segunda ordem possibilita enquadrar o indivíduo em um dos quatro estereótipos sugeridos pela combinação das duas dimensões.
(iv) Devido à pesquisa exploratória multivariada, cada estereótipo de comportamento diferencia-se do outro pelo ordenamento e prioridade dada às metas de planejamento, que são as doze novas variáveis do PEP.
Para facilitar a tomada de decisão, apenas as cinco primeiras metas, que são as mais fortes, deverão ser consideradas como prioridades de planejamento estratégico pessoal, porém, em uma análise mais aprofundada, a meta mais fraca também deverá ser considerada como rejeição de planejamento para esse indivíduo.
(v) Após a identificação das metas de planejamento o aconselhamento profissional e pessoal pode ser realizado a partir de decisões axiológicas, que são decisões tomadas de acordo com a orientação da natureza motivacional de cada indivíduo, segundo a sua
hierarquização de valores prioritários e secundários. Esses cinco primeiros passos constituem a Fase do Autoconhecimento.
Apesar de não ser aconselhável, o indivíduo poderá percorrer toda a primeira fase do modelo sem ajuda de terceiros, caso tenha acesso os questionário ou ao software de aplicação do modelo. Essa é a contribuição "social" do modelo, pois essa primeira fase será disponibilizada a todos os interessados que tiverem acesso ao site da Internet que irá abrigar o modelo (www.marcellocalvosa.com.br), de forma gratuita. A primeira fase se chama Fase do Autoconhecimento.
A Fase do Autoconhecimento possibilitará aos indivíduos um exercício de introspecção no qual poderá descobrir quais são os princípios que o regem, como será o seu futuro comportamento em tomadas de decisão, ao compreender que os valores pessoais são preditores do comportamento humano. Ao desvendar qual a sua guia de comportamento, o indivíduo poderá entender quais são as suas principais metas de planejamento, caso esteja em um estado de equilíbrio, poderá planejar sua carreira, sua vida e suas decisões de longo prazo, que serão mais assertivas e decididas com base em suas prioridades axiológicas.
(vi) A fase seguinte é a Fase da Orientação, em que um profissional habilitado, como um coach ou mentor deverá conduzir o processo de aconselhamento para um programa de planejamento de vida, que são programas ou modelos de orientação de vida, que aborda questões financeiras e não-financeiras.
(vii) O aconselhador identifica um modelo auto-aplicável ou sugere a aplicação assistida de um modelo mais complexo de orientação, que envolva questões profissionais, familiares, de carreira, culturais, de formação acadêmica, de educação continuada, entre outras.
Na Fase da Orientação um aconselhador, quer seja um coach, quer seja um mentor, irá trabalhar as metas de planejamento específicas do indivíduo, segundo a sua guia de comportamento, em um plano de ação, para que possa ser delimitada uma estratégia de atuação envolvendo relações de curto, médio e longo prazos. Poderão ser utilizadas ferramentas específicas de orientação, que contemplem valores pessoais identificados na fase