2 vezes Parece que sim R7
8 e 9
8. "Sim, a identificação de valores humanos está bem [...]"; 9. " Sim, é conveniente agrupar nas quatro guias pessoas com
distintos macrovalores, sintetizando os termos, desde que isso possa ser compreendido pelo indivíduo[...]."
10 e 11
10. "Sim, acredito que o método poderá ajudar a orientação
daquele indivíduo que for honesto consigo mesmo e com o orientador [...]"; 11. "Sim, pode-se afirmar a correspondência entre os guias e os fatores apresentados e predizer o comportamento do indivíduo saudável [...]."
A última fase da análise de conteúdo, chamada interpretação inferencial, que destaca as informações fornecidas em profundidade, o tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação do conteúdo das mensagens será abordada no capítulo 5, Discussão dos Resultados.
5 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Nesse capítulo foram discutidos e analisados os resultados da pesquisa e comparados com os principais pontos da revisão teórica. Também foram examinados os benefícios e as contribuições do uso da metodologia para se atingir os objetivos do estudo.
A análise do modelo MDA a partir da pesquisa quantitativa e a interpretação inferencial da pesquisa qualitativa com os especialistas de planejamento estratégico pessoal foram considerados nessa seção.
5.1 Contribuições do Referencial Teórico
O referencial teórico gerado na pesquisa bibliográfica mostrou-se apropriado para responder as duas proposições iniciais do trabalho. O referencial teórico foi selecionado a partir da pesquisa bibliométrica sobre os temas valores pessoais, planejamento de vida e planejamento estratégico pessoal. Em relação ao tema valores pessoais, o principal objetivo da pesquisa bibliográfica foi identificar autores que propunham em suas pesquisa instrumentos de investigação de valores, ao invés da simples pesquisa e exploração do tema valores.
Alguns autores contemporâneos que estudam o tema valores pessoais, inclusive muitos com base nos estudos de Schwartz, não foram o foco dessa pesquisa. Os principais autores sobre valores pessoais da última década foram Don Giacomino, Lynn Kahle, Boris Becker, D. J. Fritzsche, J. A. McCarty e Acott Vintell Junior, o destaque foi dado para o instrumento de mensuração de valores que eles utilizaram em seus estudos. Esses autores foram indicados na recente pesquisa bibliométrica presente no livro organizado pela professora Maria Luisa Teixeira e foram os que mais produziram artigos científicos em periódicos internacionais com alto fator de impacto, na última década. (TEIXEIRA; MONTEIRO, 2008, p. 202).
Apesar de existir altíssima interface de seus estudos com áreas afins desse trabalho, como Administração, Negócios, Estudos Organizacionais e Ciências Sociais, porém, o objetivo da organização do marco teórico dessa tese não foi a discussão em torno dos estudos, avanços do tema e aplicações dos valores pessoais, nas diversas áreas das Ciências Sociais e Humanas. Contudo, o objetivo primário foi a identificação de autores que propuseram, validaram e
aplicaram em grandes populações seus instrumentos de investigação de valores que pudesse ser adaptado para a análise do planejamento estratégico pessoal.
Os autores citados na revisão bibliográfica, assim como os autores supracitados, que mais publicaram artigos internacionais na primeira década desse milênio, também utilizam o SVS de Schwartz como o principal instrumento de investigação de valores (TEIXEIRA; MONTEIRO, 2008, p. 205), o que ratifica a pesquisa bibliométrica realizada para essa tese e a seleção do material na pesquisa bibliográfica.
Por isso, após a pesquisa bibliográfica pode-se afirmar que a proposição 1 (P1) desse trabalho é verdadeira, pois existe um instrumento de investigação de valores pessoais que pode ser aplicado ao planejamento estratégico pessoal e seja capaz de diferenciar os indivíduos com base em sua natureza motivacional. Apesar da tese mostrar a existência de muitos instrumentos como a lista de Allport, o RVS de Rokeach, o questionários PVQ-40 e PVQ-21 ambos do próprio Schwartz, foi no instrumento de investigação de valores pessoais, o SVS, que a proposta de construção de um modelo que contemplasse as metas motivacionais e os elementos do planejamento estratégico pessoal, se mostrou sólida e apropriada para a aplicação.
As pequenas diferenças existentes entre os modelos de planejamento de vida, planejamento pessoal e planejamento estratégico pessoal permitiram que todos fossem tratados como modelos com a mesma finalidade - promover a orientação de vida, de carreira, financeira, familiar e pessoal de um indivíduo. As diferenças são pequenas nuances na operacionalidade de cada tipo de planejamento. Nesse trabalho, todos os modelos foram classificados como modelos de PEP, para facilitar a execução do estudo.
Avançando na pesquisa bibliográfica identificou-se os principais modelos de PEP e de planejamento de vida que foram trabalhados de forma acadêmica nos últimos vinte anos. Alguns desses modelos são apenas acadêmicos, mas a maioria, além de acadêmico também é comercial. Todavia, modelos que são apenas comerciais, que não estão publicados em documentos científicos, não foram contemplados, pois a pesquisa bibliométrica não teve condições de os identificar.
Ao analisar os principais modelos de PEP verificou-se que sete dos treze modelos possuem alguma alusão ao tema valores, como variável ou como contexto geral do planejamento e seis modelos desconsideram a identificação dos valores pessoais como diferenciadores do comportamento dos indivíduos. Porém, apenas os modelos PEP de Morrisey, EVOKE e PEP- MIRA começam a suas análises de planejamento pessoal a partir da investigação dos valores, o que se acredita ser indispensável para um planejamento diferenciado e eficaz, devido a distinção da natureza motivacional dos seres humanos.
Esse fato permitiu verificar que a proposição 2 (P2) do trabalho é falsa, como sugerido inicialmente pelo reduzido grupo de especialistas entrevistados pela ocasião da primeira reunião de Focus Group. A maior parte dos modelos de PEP indicados pela pesquisa bibliométrica não possui a identificação dos valores dos indivíduos como premissa para iniciar o seu processo, apenas três dos principais modelos.
5.2 Resultados da Pesquisa Quantitativa
As técnicas utilizadas para a promoção da fase quantitativa da pesquisa permitiram que os resultados esperados fossem alcançados. A análise fatorial exploratória empregada nas variáveis dos campos do planejamento de vida, propostos por Cygler (2005) mostrou que foi possível a redução de seis para apenas duas variáveis, estatisticamente aprovadas, sem correlação entre si e com alto poder explicatório dos campos de planejamento de vida. Por isso, a hipótese nula (H0) da hipótese 1 (H1) do trabalho foi rejeitada, logo, as variáveis dos
campos do planejamento de vida foram reduzidas para um número menor de variáveis.
A segunda análise fatorial exploratória do trabalho, aplicada aos elementos do PEP, mostrou que foi possível reduzir as 64 variáveis genéricas (soma de todas as variáveis dos treze modelos de PEP estudados) para apenas 12 variáveis. Adotando o mesmo procedimento aplicado às variáveis anteriores, essas últimas também foram estatisticamente aprovadas, não se observou correlação entre elas e possuem alto poder explicatório das metas de planejamento propostas. Por isso, a hipótese nula (H0) da hipótese 4 (H4) do trabalho foi
rejeitada, logo, as variáveis dos elementos do PEP foram reduzidas para um número menor de variáveis.
Dando sequência na fase quantitativa do trabalho, duas técnicas foram originadas: ANOVA e o teste de média. Primeiro a aplicação dos testes foram realizados para as novas variáveis dos campos do planejamento de vida e depois para as novas variáveis dos elementos do PEP.
Nas variáveis dos campos de planejamento de vida, a ANOVA teve por objetivo descobrir diferença de médias entre as variáveis, se por isso poderiam ser diferenciadas em ordem de importância e se essas duas novas variáveis independentes dos campos do planejamento de vida afetavam a variável dependente, estereótipo. O resultado foi que sim, que as variáveis dos campos do planejamento de vida são diferenciadas por grau de importância para os indivíduos. Esse fato fez com que a hipótese nula (H0) da hipótese 2 (H2) fosse rejeitada.
O teste de média nas novas variáveis dos campos do planejamento teve por objetivo mostrar qual das duas variáveis era mais importante para cada estereótipo. A variável Aspectos Imateriais mostrou maior escore de média, apesar de ter peso e intensidade diferentes, para todos os quatro estereótipos da pesquisa. Devido a esse evento, a hipótese nula (H0) da
hipótese 3 (H3) desse trabalho não foi rejeitada (aceita). Logo, indivíduos com orientação