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Theoretical Review

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No exame de qualificação, foi sugerido que se fizesse a pesquisa com alunos da mesma escola, uma vez que entre os que se disponibilizaram a participar da pesquisa eram, na sua maioria, da escola L. e, também, pelo fato de a escola ter sido mencionada diversas vezes por G. e E..

As informações a seguir foram dadas pelo coordenador pedagógico, que disponibilizou o Plano Político Pedagógico e o Plano de Ação criado em 2010 possibilitando- nos conhecer as características gerais da escola.

Quadro 1

Características gerais da escola L. em 2012

Dependência administrativa Estadual

Alunos matriculados 2.230

Forma de organização Ciclos

Ensino Fundamental (ciclo II) e Ensino Médio Sim

Educação de Jovens e Adultos Não

Dependências da escola

Sala de Professor Sim Laboratório de Informática Sim Laboratório de Ciências Não Sala de recursos multifuncionais para

atendimento educacional especializado

Não

Biblioteca Sim

Quadra de esportes Sim

Cozinha Sim

Sanitário dentro do prédio Sim Sanitário, dependências e vias adequados

para alunos com deficiência ou mobilidade reduzida

Não Sala de leitura Sim

Número de salas de aula 20

Equipe gestora 08

Professores efetivos 49

Total de professores 130

Acesso à internet Sim

Quantidade de computadores para uso dos alunos 17

Equipamentos existentes na escola TV e DVD Impressora Sim Sim

Copiadora Sim

Aparelho de som Sim

Retroprojetor Sim

Microfone Sim

Fundada em 1978, a escola L. é uma das escolas estaduais que fazem parte da Diretoria de Ensino de Caieiras. Localizada em área de difícil acesso, a 1200 metros do centro de Francisco Morato, é a escola que comporta o maior número de alunos da Diretoria. Com um total de vinte salas e 2.230 alunos nos três períodos, sendo, no máximo, 38 alunos por sala.

Em sua maioria as salas de aula são espaçosas, pintadas e com cortinas, porém muitas paredes são pichadas, lousas e cadeiras deterioradas. A quadra encontra-se em condições bastante ruins. Não existem rampas e banheiros adaptados para os alunos cadeirantes ou com dificuldade de locomoção. Não há também saída de incêndio.

Além da sala de informática, que é muito utilizada pelos alunos e pela comunidade aos finais de semana, a escola L. tem muitos equipamentos eletrônicos como, data show, aparelho de DVD, televisores de led, rádios, microfones, porém é carente de uma reforma elétrica, pois a última que aconteceu foi em 2009 e não solucionou todos os problemas.

Por outro lado, a escola L. tem uma biblioteca muito aconchegante e organizada com um acervo de seis mil livros organizados por categorias: educação, literatura portuguesa e estrangeira, biologia, infanto juvenil, geografia, ciências, poesia, artes, história, inglês, filosofia, folclore, química, teatro, cinema e televisão, física, português, religião, sexo, drogas e gravidez, educação física e matemática.

Os professores responsáveis pela biblioteca criam projetos temáticos de incentivo à leitura e muitos alunos participam. Além de emprestar livros, os alunos também fazem uso do acervo para consulta local.

De acordo com o coordenador, o acervo da biblioteca tem crescido devido aos projetos que os professores desenvolvem e enviam para a Secretaria de Educação. Cada projeto aprovado corresponde a uma verba que é utilizada para a compra de livros ou materiais necessários para seu desenvolvimento.

A escola L. funciona em três turnos: manhã das 7h às 12h20 com turmas de oitavo e nono anos, tarde das 13h às 18h20 com turmas de sexto, sétimo e oitavo anos e noite das 19h às 23h com turmas de ensino médio.

A equipe gestora é composta pela diretora, três vice-diretores e três coordenadores pedagógicos.

A diretora atua principalmente na parte administrativa e no gerenciamento do pedagógico. Além disso, acompanha o trabalho da secretaria no que diz respeito à vida funcional dos professores e funcionários.

O primeiro vice-diretor atua nos períodos da manhã e da tarde. Incumbe-se da parte financeira, pedagógica e de atendimento aos alunos. A segunda vice-diretora, responsável pelo período noturno e parte do período da tarde é responsável pelo pedagógico e pelos procedimentos ligados ao programa Bolsa Família. A terceira vice-diretora é responsável pelo Programa Escola da Família que acontece aos finais de semana e pelo trabalho junto ao Conselho Tutelar.

Os coordenadores lidam com toda a parte pedagógica e trabalham junto ao corpo docente.

Com exceção da diretora e da terceira vice-diretora, a gestão acompanha a entrada, os intervalos e a saída dos alunos juntamente com os inspetores. Além disso, é encarregada de mediar os conflitos, atender a comunidade e encaminhar documentos à Diretoria de Ensino.

O corpo docente é formado por 130 professores, sendo que, 49 são professores efetivos. A maioria é graduada em cursos de licenciatura e dentre eles, quatro possuem mestrado.

A formação continuada de professores passou a ser responsabilidade da EFAP em que, os professores devem fazer cursos de aperfeiçoamento online com duração de 60 horas.

De acordo com o coordenador, há pouco rodízio de professores, fato que favorece bastante a organização da escola.

A comunidade é muito grande e participativa. Em dias de reuniões a maioria dos pais comparece à escola, além disso, muitos frequentam assiduamente a escola para acompanhar o desenvolvimento dos filhos, ou mesmo, para saber se estão frequentando as aulas.

De acordo com o coordenador, os vínculos com a comunidade são formados a partir do momento em que o aluno ingressa na escola L., isto é, no sexto ano. A equipe procura fazer a melhor integração possível para que os pais queiram que o filho permaneça na escola.

A escola L. tem serviços muito importantes para a comunidade, como o ônibus escolar e o atendimento gratuito realizado por psicólogos voluntários.

É importante ressaltar que, aos finais de semana acontece um projeto denominado de cursinho pré-Etec, em que alunos de nono ano que pretendem fazer curso técnico podem se inscrever para ampliar seus estudos. Além disso, existe o Núcleo de Estudos Avançados em Filosofia (NEAF), criado e coordenado pelo professor M. que também acontece aos finais de semana.

Desde 2000 a escola L. participa de projetos voltados ao vestibular. Um exemplo disso é a visita que alguns professores fizeram à UNICAMP para conhecer o vestibular e depois

passarem as informações para os alunos. Além disso, com a criação da Unicamp de Portas Abertas (UPA), os professores passaram a levar os alunos do terceiro ano do ensino médio para conhecer a universidade.

Além das visitas a UNICAMP, os alunos da escola L. já tiveram passeios a USP e ao cursinho da POLI. Em 2012, acompanhados pelo professor de filosofia (o professor M.), um grupo de alunos foi assistir a uma aula da professora Marilena Chaui na USP, porém não são projetos que acontecem em grande escala ou que agregam todos os professores.

Em 2010 foi criado pela gestão e equipe docente o Plano de Ação da escola L., isto é, um plano de metas a ser cumprido baseado em resultados do IDESP.

O IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) é um indicador de qualidade das séries iniciais (1ª a 4ª séries) e finais (5ª a 8ª séries) do ensino fundamental e do ensino médio. Na avaliação de qualidade das escolas feita pelo IDESP consideram-se dois critérios complementares: o desempenho dos alunos nos exames do SARESP e o fluxo escolar. (Texto disponível na internet idesp.edunet.sp.gov.br/o_que_e.asp em 10 jan. 2013).

Dessa forma, o IDESP fornece anualmente um diagnóstico que aponta o que precisa ser melhorado na escola e sinaliza sua evolução.

A criação do Plano de Ação é fundamentada pelo Projeto Político Pedagógico tendo como objetivo principal assegurar uma gestão escolar democrática.

Os objetivos que norteiam o Plano de Ação da escola L. são:

Atingir as metas de qualidade de ensino previstas pelo IDESP; Baixar o índice anual de frequência irregular e evasão dos alunos; Fortalecer a participação dos pais na escola;

Majorar as ações que envolvam, concomitantemente, o aprimoramento do trabalho em equipe dos diferentes segmentos internos da escola e desta com a comunidade;

Desenvolver a avaliação institucional da escola. (Plano Político Pedagógico da escola L.)

Pode-se perceber que não é objetivo da escola educar para o vestibular. A Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ciclo II e o ensino médio tem como objetivo central a competência de leitura e escrita. Dessa forma, as ações que a escola L. tem desenvolvido são pautadas nos objetivos do Plano de Ação, isto é, ações que possam melhorar os níveis de desempenho dos alunos e sua assiduidade na escola por meio do estudo e aplicação da Proposta Curricular do Estado de São Paulo.

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