4. The Paleoproterozoic Onega Basin
4.2 The Zaonega Formation
FEEDBACK
O uso da inform ação é a etapa final do processo de GAIO. É o que lhe dá sent ido, já que a inform ação de nada servirá at é que, de fato, seja utilizada28.
Reit erando e reforçando o que foi abordado em 4.2.3, o uso das inform ações nos processos de projeto implica na int ernalização dessas inform ações enquanto conheciment o út il para a solução dos problem as. Justifica-se, assim , a opção de, na present e pesquisa, abordar, conjunt am ent e, os processos de uso das inform ações e de feedback29, um a vez que est e consiste no uso do conhecim ent o adquirido ao longo do projet o, com o objetivo específico de permit ir que a organização promova a avaliação e m elhoria cont ínuas de seus processos e base de conhecim entos.
Os m anuais m et odológicos sobre GPR – embora m encionem a im portância do uso corret o das inform ações e do feedback – t êm seu foco com preensivelm ent e direcionado para as t écnicas e os m eios de com unicações e para a garant ia de sua eficiência e eficácia, por m eio do m onit oramento dos processos e das expect ativas das PIs. A falt a de um processo de encerram ent o, no modelo de gerenciam ent o das comunicações propost o pelo Guia PM BOK, por exem plo, é um indício desse viés (PM I, 2008, p. 43).
A inclusão explícit a desses dois processos com o component es da GAIO30, foi um a das razões principais para a opção da pesquisa por adot ar, em suas análises, o m odelo apresent ado em 4.3. Esse m odelo se diferencia essencialment e dos m odelos t écnico-m et odológicos, um a vez que afirma:
que o processo de com unicação e o ambient e inform acional no qual est á
inserido são indissociáveis; e,
que o objet ivo final do processo informacional encont ra-se além da eficiência da
dist ribuição e satisfação das necessidades de inform ações das PIs: visa perm it ir a criação do conhecim ent o út il às organizações e seus projet os.
28
Talvez a om issão deliberada dos processos de uso das inform ações nos m anuais t écnico-m et odológicos de GPR t enha a seguinte just ificat iva: sua inclusão, com o part e do sist em a de GAIO, dem andaria a consideração de t odo um conjunt o de fat ores subjet ivos, que t ornam consideravelm ente m ais com plexos sua m ensuração e monitoram ento.
Dados e inform ações são element os do am biente inform acional que adm it em m anipulação e mensuração objet ivas do acréscim o ou decréscim o de seu valor ao longo dos processos inform acionais. Por outro lado, a m aneira com o o usuário procura, absorve e digere a inform ação ant es de t om ar uma decisão depende pura e sim plesm ente dos m eandros da m ent e hum ana. Sua utilização, enquanto conhecim ento, fundamenta-se no reconhecim ent o pessoal ou social de sua adequação e relevância para um det erm inado propósit o31.
Sendo assim , a adequação dos processos relacionados ao uso das inform ações envolve a implem ent ação de um conjunt o de post uras organizacionais de nat ureza cult ural – post o que dem anda a int ernalização de novos valores – com o intuit o de estim ular seus colaboradores a reconhecerem :
que o conhecim ent o organizacional é o ativo m ais im port ant e para as
organizações, conform e cont ext o da ‘econom ia das informações’ vist o em 4.1;
que as informações devem ser elaboradas de form a crit eriosa e efetivam ent e
ut ilizadas na const rução do conhecim ent o organizacional;
que deve ser efet iva a possibilidade de operacionalização dos produt os
inform acionais desenvolvidos, pois de nada valem as inform ações para um a organização se não puderem ser usadas;
que o conhecim ent o precisa ser, de fato e conscient ement e, ut ilizado para a
solução dos problem as, procurando-se evit ar t ant o seu uso ad hoc quanto as soluções baseadas apenas na int uição32;
que est e conhecim ento, para ser criado e devidam ent e compart ilhado depende
das int erações proporcionadas por um ambiente informacional,
preferencialm ent e isento de ‘ruídos’. Ist o, por sua vez, dem anda a exist ência de
31
V. subseção 4.2.3 32
um am bient e onde haja a assunção de que t odos estejam operando em função de int eresses comuns33; e,
que o uso dos conhecim ent os deve ser orientado por polít icas e estrat égias
organizacionais consist entes.
Os fat ores apresent ados acim a indicam que os valores a serem incorporados na adequação do processo de uso das inform ações são, essencialm ent e, de nat ureza at itudinal, relacionados especificam ente às mudanças requeridas nos alinhamentos est rat égico e de valores, com vist as à im plem entação do t ipo de at itude desejada dos colaboradores em um a organização. Em rigor, sua consideração é relevant e para qualquer t ipo de organização, seja ela privada ou pública.
Cont udo, como foi vist o ao longo deste t rabalho, os alinham ent os est rat égico (relacionado ao nível de m aturidade organizacional) e de valores (referent e à cult ura e com prom et im ent o organizacionais) são pont os reconhecidam ent e problem át icos quando se t rat a da adequação de sist em as de gerenciam ento ao cont ext o part icular das organizações da APB.
5.6.1
M at uridade organizacional e o uso das informações
A consideração da m at uridade organizacional most ra-se especialm ent e relevant e, um a vez que, conform e se assum e em 3.3.2, faz grande diferença para o grau de sucesso alcançado pelos projet os de um a organização se o am biente gerencial em que estão inseridos é mais ou é m enos abrangente.
Ao im plementar e incent ivar a cult ura e a prát ica do planejament o, a organização proporciona segurança ao gerenciam ent o, dando um ‘nort e’ para suas ações. O alinham ento obt ido aqui é fundam ent al para se conseguir que as inform ações sejam usadas de form a eficient e e eficaz na solução dos problemas. Nesse sent ido, trat ar de adequação e alinham ento para um fenôm eno t ão
carregado de subjet ividades, com o é o uso das inform ações, configura-se com o um grande desafio.
Apesar de se t ratar de um fenôm eno fundam ent ado em processam ent os essencialm ent e pessoais, é possível, cont udo, definir at it udes pragm áticas para aperfeiçoar e alinhar o uso das inform ações em função dos objet ivos da organização. Davenport (1998, p. 192-194) enumera algum as delas:
est im at ivas: estim ar e identificar os acessos a um BDIC e, de posse das
inform ações, elim inar ou m odificar aquilo que não cost um a ser acessado e analisar porque det erm inado mat erial é m ais ut ilizado que out ro;
ações sim bólicas: visam ativar o com prom et imento organizacional favorável para
est im ular um uso m aior e m ais adequado da informação podendo envolver recompensas, prêm ios, reconhecim ento público, et c.;
o cont ext o inst itucional cert o: reuniões regulares ent re gerent es fornecem o
context o m ais com um para o uso da inform ação. Acrescent ar ou dest acar out ros t ipos de inform ação nos docum ent os usados nestas reuniões é um a form a poderosa de enfat izar sua im port ância; e,
avaliação de desem penho: avaliar os funcionários não apenas pelos result ados
de suas decisões, m as tam bém pelas inform ações e pelos processos que utilizam ou deixam de utilizar para t om á-las.
Para o pesquisador, est as ações pragm áticas podem auxiliar na compreensão de com o a inform ação é utilizada, ou não, para a tom ada de decisões, solução de problem as ou int erpret ação das situações, o que é essencial para um m elhoram ento contínuo dos out ros processos com ponent es da GAIO.