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7. Reports and observations on experiences with the dengue prevention, surveillance and

7.2. On epidemiological surveillance

7.2.3. The Unified Information Platform

Além das motivações historiográficas – o esforço de “reconsiderar o cânon e reelaborar o corpus”, defendido por Ana Pizarro (2004, p.73) –, pelo menos três fatores ressaltam a importância de se estudar a literatura produzida por escritores em situação de extraterritorialidade. O primeiro deles é a intensidade que, nas últimas décadas, os deslocamentos assumiram no mundo, tornando-se ainda mais cruciais na definição de subjetividades e na dinâmica dos processos culturais. O segundo são as especificidades do fenômeno na contemporaneidade, quando o conceito de Estado-nação experimenta uma profunda crise e a alta tecnologia de transportes e comunicações produz “relações de fronteira” (CLIFFORD, 1999, p.301) entre cidades afastadas por milhares de quilômetros. E o terceiro fator são as questões identitárias que a mobilidade sempre suscita – questões que, na literatura, podem se manifestar de diversas maneiras: dos modos de representar (ou recriar) a terra materna ao teor das lembranças que, com frequência, aparecem na ficção de autores deslocados.

Mesmo sem apresentar estatísticas, estudiosos dos deslocamentos são taxativos em afirmar que os movimentos migratórios – embora tão antigos quanto a própria humanidade – jamais foram tão significativos como hoje. O aprofundamento da globalização, notadamente a partir dos anos 1980, acirrou um crescimento iniciado no fim do século XIX com a corrida imperialista, a modernização dos meios de transporte e os excedentes de mão de obra gerados pelas diversas inovações industriais (TRIGO, 2003, p.41). Até a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) as rotas migratórias internacionais partiam, na maioria dos casos, de regiões periféricas de países mais industrializados – por exemplo da Galícia, na Espanha, ou da

Calábria, na Itália – rumo a países menos desenvolvidos, porém com grande potencial de crescimento, como o Brasil e a Argentina. Após o término do conflito, a nova configuração do capitalismo – marcada, entre outros aspectos, pela hegemonia do capital financeiro transnacional – inverteu a direção dos fluxos, que passaram a se caracterizar, principalmente, pela saída de contingentes das nações pós-coloniais e neocoloniais em direção aos países mais ricos (TRIGO, idem). “Os movimentos migratórios, sejam individuais ou coletivos, estão intimamente ligados ao desenvolvimento socioeconômico desigual entre diferentes regiões do mundo inseridas em regimes de expulsão e atração [...]”, afirma Abril Trigo (2003, p.27), uruguaio radicado nos Estados Unidos, ponderando em seguida que, apesar da raiz geralmente socioeconômica, as migrações obedecem a “múltiplas causas de índole social, cultural, política ou econômica, cuja combinação determina as diversas modalidades de exílios, diásporas, deslocamentos e migrações historicamente registráveis”.

James Clifford observa que os deslocamentos fazem parte dos mais remotos e ancestrais grupamentos humanos. Em Itinerarios transculturales (1999), ele reproduz um trecho do relato autobiográfico “The imam and the hindu”, de Amitav Ghosh, no qual o autor indiano conta o surpreendente encontro de um etnógrafo com uma antiga aldeia egípcia formada majoritariamente por viajantes de vasta experiência. “Todos os homens da aldeia tinham o aspecto inquieto daqueles passageiros que costumamos ver nos saguões dos aeroportos”, comenta o narrador de Ghosh (apud CLIFFORD, 1999, p.11). Partindo desta citação, Clifford questiona a premissa segundo a qual a existência social autêntica estaria – ou deveria estar – circunscrita a lugares fechados. Também põe em xeque a ideia de que a residência é a base da vida coletiva e as viagens, seu mero suplemento.

Os centros culturais, as regiões e os territórios delimitados não são anteriores aos contatos, mas se consolidam por seu intermédio e, neste processo, apropriam-se dos movimentos incansáveis de pessoas e coisas e os disciplinam (CLIFFORD, 1999, p.13-14).

Para o antropólogo norte-americano, as práticas de deslocamento devem ser vistas como constitutivas de significados culturais em si, e não apenas como sua extensão ou transferência. Contrariando a etnografia tradicional – que na maioria dos casos desprezou as relações externas e os diversos deslocamentos das culturas estudadas –, Clifford defende uma abordagem mais ampla, que considere tanto a mobilidade como o enraizamento (1999, p.12). Não se trata de substituir a figura cultural do nativo pela do viajante, nem de dizer que todos somos viajantes, mas de observar as mediações concretas entre as duas condições – mediações que, segundo ele, vão constituir, em diferentes graus, o que chamamos de experiência cultural. Ao pensar a cultura e a antropologia em termos de viagem, diz Clifford, a tendência orgânica, naturalizante, do termo “cultura” – vista como um todo enraizado que cresce, vive e morre – é questionada, e se tornam evidentes “as historicidades construídas e disputadas, os lugares de deslocamento, interferência e interação” (CLIFFORD, 1999, p.38). Já o indiano Arjun Appadurai explica o mundo contemporâneo a partir de uma teoria da ruptura, que considera os meios de comunicação e os movimentos migratórios como os dois principais ângulos por onde ver e problematizar as transformações ocorridas na sociedade. Appadurai investiga, principalmente, as inter-relações entre os deslocamentos e os meios de comunicação, duas forças que, somadas, fomentam o que ele chama de “trabalho da imaginação” – definido, por sua vez, como um “elemento constitutivo principal da subjetividade moderna” (APPADURAI, 2001, p.6). Para ilustrar o conceito, o antropólogo comenta que, atualmente, poucos são os filmes importantes, os espetáculos de televisão e os programas jornalísticos que não sejam pautados de alguma maneira pelos eventos midiáticos de outros lugares. Da mesma forma, são poucas as pessoas que não têm um amigo, um parente, um vizinho ou um colega de trabalho que tenha ido para outro lugar ou esteja de volta, trazendo histórias de outros horizontes e outras possibilidades (APPADURAI, 2001, p.8).

Por certo, as migrações em massa (voluntárias ou forçadas) não são um fenômeno novo na história da humanidade. Mas, quando as analisamos em conjunto com a velocidade do fluxo de imagens, roteiros e sensações veiculadas por meios de comunicação de massa, temos como resultado uma nova ordem de instabilidade na produção das subjetividades modernas. (APPADURAI, 2001, p.7)

Mesmo que não se mudem, diz Appadurai, cada vez mais pessoas imaginam a possibilidade de, mais cedo ou mais tarde, ir morar ou trabalhar em outros lugares, longe de onde nasceram. E tanto a decisão de partir como a de permanecer são influenciadas de maneira determinante pelos meios de comunicação de massa, o que marca, segundo ele, a principal diferença entre as migrações atuais e as do passado (APPADURAI, 2001, p.9). Televisão, jornais, cinema, música e outras mídias permeiam, igualmente, o cotidiano dos que já emigraram, intensificando os vínculos com a comunidade de origem e criando uma espécie de simultaneidade entre lá e cá, que caracteriza os deslocamentos na contemporaneidade. Appadurai cita, por exemplo, os trabalhadores turcos que, de seus apartamentos em Berlim, assistem a filmes rodados na Turquia. Ou os motoristas de táxis paquistaneses que, circulando pelas ruas de Chicago, escutam sermões das mesquitas do Paquistão em cassetes enviados por amigos e parentes que continuam no país asiático. Segundo o antropólogo indiano, situações como essas proporcionam a criação de “esferas públicas em diáspora, fenômeno que faz entrar em curto-circuito as teorias que dependem da continuidade da importância do Estado- nação como o árbitro fundamental das grandes mudanças sociais” (APPADURAI, 2001, p.7). Assim como outros intelectuais, Appadurai acredita que o Estado-nação, como forma política moderna complexa, está com os dias contados (idem, p.21). Segundo ele, os Estados- nação só têm sentido como parte de um sistema, e este sistema (inclusive se pensado como um sistema de diferenças) está muito mal equipado hoje para lidar com o fenômeno interconectado de povos e imagens em deslocamento. Na mesma linha, o jamaicano Stuart Hall aponta a criação de blocos supranacionais, como a União Europeia, como testemunho da “erosão da soberania nacional” (HALL, 2003, p.36). Em sua análise, a fase transnacional do

capitalismo – configurada com mais vigor a partir da década de 1970 – tem seu centro cultural “em todo lugar e em lugar nenhum” (idem), o que não significa que os Estados-nação não tenham função nela, mas sim que essa função tornou-se, em muitos aspectos, subordinada a operações globais mais amplas. De acordo com o teórico, assim como outros processos globalizantes, a globalização cultural é desterritorializante. “Suas compressões espaço- temporais, impulsionadas pelas novas tecnologias, afrouxam os laços entre a cultura e o lugar”, diz (HALL, 2003, p.36).

Mesmo considerando prematuro anunciar a obsolescência dos Estados-nação, James Clifford concorda que a estabilidade dessas unidades está longe de se ver assegurada (CLIFFORD, 1999, p.21). Segundo ele, graças às idas e vindas proporcionadas pelas tecnologias de transporte, pelos meios de comunicação e pelas migrações trabalhistas, povos dispersos, separados da terra natal por vastos oceanos e, muitas vezes, por barreiras políticas, encontram-se cada vez mais em relações de fronteira com seu antigo país (1999, p.302). A contínua circulação de pessoas, dinheiro, mercadorias e informação faz com que lugares afastados funcionem como uma mesma comunidade – o que ocorre, por exemplo, com os municípios de Aguililla, na província mexicana de Michoacán, e Redwood City, na Califórnia, que, apesar da distância de 2,9 mil quilômetros, mantêm práticas de cruzamento semelhantes às de uma fronteira (idem, p.301).

Relações como essas reforçam as diferenças entre os deslocamentos contemporâneos e outras formas de dispersão características de momentos anteriores, como as imigrações do início do século XX e o exílio político que marcou a América Latina nas décadas de 1960 a 1980. Nos dois casos, por circunstâncias diversas, o apego a uma identidade nacional era evidente: no primeiro, na disposição em se adaptar ao novo meio e integrar a nacionalidade do país de acolhida (em fazer parte, apesar da dor da ruptura, de uma grande comunidade na nova terra); no segundo, na resistência a experiências de hibridação e no desejo de manter

       

intacta uma identidade rigidamente atada ao país deixado.28 Por impossíveis (e perigosas) que sejam as generalizações, o sujeito deslocado de hoje costuma ser menos rígido em suas negociações identitárias. Muitas vezes, elas subvertem as referências nacionais e aparecem desvinculadas tanto da ideia de retorno como da de assimilação.29

James Clifford (1999, p.306) diz que as conexões transnacionais estabelecidas pelas diásporas não têm por que, necessariamente, articular-se por meio de uma terra natal real ou simbólica. “As conexões descentradas, laterais, podem ser tão importantes como as que se formam em torno de uma teleologia de origem/regresso”, afirma, citando como exemplo a diáspora do sudeste asiático, que não se orienta tanto às raízes em um lugar específico ou a um desejo de retornar, mas à aptidão de criar uma cultura em localizações diversas (CLIFFORD, 1999, p.305). Stuart Hall, por sua vez, observa que: “Na situação da diáspora, as identidades se tornam múltiplas. Junto com os elos que as ligam a uma ilha de origem específica, há outras forças centrípetas” (HALL, 2003, p.27).

Referindo-se principalmente às diásporas caribenhas na Grã-Bretanha, mas sem limitar-se a elas, Hall defende a ideia de impureza dos povos e culturas diaspóricas. “Nossos povos têm suas raízes nos – ou, mais precisamente, podem traçar suas rotas a partir dos – quatro cantos do globo [...]. Suas ‘rotas’ são tudo, menos ‘puras’”, afirma o teórico (idem, p.31). Contra a ideia de fardo e perda frequentemente associada à impureza, Hall argumenta que a mistura é uma condição necessária à modernidade. E cita o romancista Salman Rushdie,

 

28 No  relato  autobiográfico  En  estado  de  memoria  (1990),  considerado  por  alguns  críticos  como  o  texto 

fundamental do período pós‐ditaduras latino‐americanas (AVELAR, 2003, p.31), Tununa Mercado comenta essa  resistência  e  cita  “profissões  de  fé  simplesmente  patrioteiras”  entre  os  exilados  argentinos  na  Cidade  do  México,  como  manifestações  com  a  bandeira  do  país  durante  a  Copa  do  Mundo  e  a  Guerra  das  Malvinas  (MERCADO, 2011, p.38; edição brasileira com tradução de Idelber Avelar).   29 Para designar os deslocamentos contemporâneos, tem sido cada vez mais frequente a utilização genérica do  termo diáspora, originalmente associado à dispersão judia, grega e armênia, mas hoje dotado de um conjunto  mais amplo de significados, que, embora suscitem inúmeras divergências, também geram aproximações em  torno de algumas características. Entre elas, a identidade híbrida do sujeito e seu usual desprendimento das  tradicionais teleologias de regresso. 

segundo quem “o hibridismo, a impureza, a mistura, a transformação que vem de novas e inusitadas combinações dos seres humanos, culturas, ideias, políticas, filmes, canções” é “como a novidade entra no mundo” (apud HALL, 2003, p.34).

Dialogando com Homi Bhabha, o teórico jamaicano pondera que as culturas têm seus “locais”, mas que hoje não é tão fácil dizer de onde se originam. Segundo ele, o que se pode mapear é mais um processo de “repetição-com-diferença” ou “reciprocidade-sem-começo” (HALL, 2003, p.37), perspectiva pela qual as identidades diaspóricas não aparecem apenas como um pálido reflexo de uma origem, e sim como o resultado de sua própria formação relativamente autônoma. A cultura, diz Hall, não é uma arqueologia, e sim uma produção (idem, p.44). Da mesma forma, ele define a identidade cultural como um “posicionamento” (idem, p. 433), aproximando-se do conceito de “afiliação” proposto por Edward Said em substituição ao de “filiação”. Segundo Said, enquanto “filiação” refere-se à pertença a uma cultura local nos marcos colonialistas do século XIX, afiliação tem mais a ver com posse: é um conceito optativo, não biológico ou essencialista, e aplicável às culturas em dispersão. (apud BOLAÑOS, 2010).

Com o cuidado de frisar a infinidade de experiências possíveis – e a impropriedade de estabelecer caracterizações mais rígidas –, Clifford afirma que as identidades produzidas pelos deslocamentos podem ser tanto restritivas como liberadoras. “Unem idiomas, tradições e lugares de maneira coerciva e criativa, articulando pátrias em combate, forças da memória, estilos de transgressão, em ambígua relação com as estruturas nacionais e transnacionais” (CLIFFORD, 1999, p.21-22). O antropólogo aponta nos migrantes internacionais uma “tensão definitória” entre a perda e a esperança (idem, p.315), entre as experiências de separação e o compromisso, entre o viver aqui e o desejar/recordar outro lugar (idem, p.312). Uma ambivalência, portanto, que será mais ou menos positiva conforme inúmeras variáveis, inclusive a sorte de cada indivíduo.

       

Comentando sua própria história – de quem aos 19 anos se mudou para a Grã- Bretanha e não voltou a viver na Jamaica –, Stuart Hall (2003, p.415) diz que, embora conheça intimamente os dois lugares, não pertence completamente a nenhum deles. “E esta é exatamente a experiência diaspórica, longe o suficiente para experimentar o sentimento de exílio e perda, perto o suficiente para entender o enigma de uma ‘chegada’ sempre adiada”, afirma (idem). Segundo Hall, desde que a migração se tornou o grande evento histórico- mundial da modernidade tardia, a experiência diaspórica converteu-se na experiência pós- moderna clássica. Trata-se de “estar dentro e fora ao mesmo tempo”, define.

Em seus ensaios inspirados nos depoimentos da comunidade de uruguaios em Fitchburg, Massachusetts (EUA), Abril Trigo (2003) sustenta a ideia do retorno impossível, também defendida em outros momentos por Stuart Hall. Segundo Trigo (2003, p.61), “todo retorno é como voltar a partir, mas em sentido inverso, porque tudo mudou, começando pelo próprio migrante”.30 Regressar à terra deixada após um período de afastamento representa, para quem mudou de país, uma das experiências máximas de estranhamento. “É nesse exato instante que o então-lá longamente preservado na memória se torna irreconhecível no aqui- agora do reencontro”, afirma (idem, p.58). Para o acadêmico uruguaio, os migrantes se sentem sempre em trânsito, como se estivessem suspensos entre dois mundos:

Perdido em uma temporalidade homogênea e vazia, e alienado de um espaço que sente sempre alheio, abstrato, neutro, ainda que nunca neutral, o migrante desenvolve pouco a pouco uma sorte de bi-perspectivismo, a capacidade de ver as coisas com dois pontos de vista simultâneos, necessária para negociar cada ato, desenhar estratégias cotidianas e dar sentido a práticas nas quais convergem o aqui-agora das experiências vividas (Erlebnis) e o então-lá das memórias culturais (Erfahrung).[...] (TRIGO, 2003, p.56-57).

 

30 Sobre isto, o escritor italiano Leonardo Sciascia dizia que quando alguém cometeu o erro de partir, não deve  cometer o erro de voltar. Devo a frase à argentina Sylvia Molloy, que, em recente entrevista ao La Nación de  Buenos Aires (18/11/2011) contou estar preparando um livro sobre “o caráter ilusório de todo regresso”. 

Trigo cita Cornejo Polar para manifestar a descrença na possibilidade de uma síntese identitária com que o migrante harmonize o “então-lá” com o “aqui-agora”. De acordo com Cornejo (2000, p.304), “o deslocamento migratório duplica (ou mais) o território do sujeito e lhe oferece a oportunidade de falar a partir de mais de um lugar ou o condena a essa fala. É um discurso duplo ou multiplamente situado”. Com isso, dividido entre o presente e a nova terra e o passado e a terra deixada, o migrante vai configurando uma identidade fragmentada e heterogênea. Sem conseguir, nem desejar, fazer uma síntese de suas experiências de vida, instala-se em dois mundos de certa maneira antagônicos: o ontem e o lá, de um lado, e o hoje e o aqui, de outro, embora as duas posições sejam sempre flutuantes (TRIGO, 2003, p.60).

Há, portanto, uma permanente disposição às lembranças nos sujeitos deslocados, como provam os inúmeros relatos memorialísticos de autores que escrevem de fora de seus países. Mas o que lembrar quando a terra natal é cada vez mais distante e, em certo sentido, estrangeira? O que evocar? O que inventar? Como representar um país compatível com a nova identidade do migrante? São algumas questões que a memória em deslocamento suscita e que abordarei no próximo capítulo.