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The role of physical activity in healthy aging

5.2 Discussion of main results

5.2.3 The role of physical activity in healthy aging

As técnicas internas de cobertura variam consoante a empresa, os meios ao seu dispor e o seu posicionamento no comércio. Os exemplos seguintes são algumas das técnicas genéricas que as empresas podem escolher internamente para cobrir o risco cambial.

• Escolha da Moeda de Faturação

Segundo Porfírio (2003) e Silva et al. (2013) a forma mais fácil e natural de eliminar o risco cambial é faturar na moeda nacional. Na última década, desde a criação do euro (2002),

as negociações entre os países da zona euro ofereceram estabilidade cambial às empresas, devido a existência de uma moeda única.

Mas inúmeras vezes não é possível faturar na moeda nacional, devido a vários motivos, como os interesses dos intervenientes serem diferentes (pretendem a faturação na sua moeda) ou nos casos de produtos comercializados já estarem cotados com referência a uma divisa (por exemplo, o baril de brent está cotado em USD).

Quando a empresa não tem outra alternativa que não seja faturar numa moeda estrangeira, a escolha deverá recair em moedas fortes, que apresentem um bom grau de liquidez, convertibilidade e que ofereçam a possibilidade da utilização de instrumentos de proteção de cobertura de risco (Porfírio, 2003). A moeda escolhida deverá também apresentar características informativas de fácil e rápida compreensão e com dados atualizados sobre a sua evolução e provisões futuras.

A empresa deve diversificar o conjunto de moedas evitando a dependência de uma só moeda, diminuindo a sua exposição ao risco. A diversificação deve ser realizada com moedas que apresentem correlações reduzidas ou negativas, isto é, não tenham o mesmo tipo de comportamento no mercado.

• Gestão dos Prazos

A realização da proteção através da gestão dos prazos torna necessário existir um elevado grau de entendimento entre os intervenientes ou que um deles tenha uma posição negocial forte no mercado que lhe permita realizar esta gestão.

Segundo Porfírio (2003) esta técnica de proteção consiste na alteração das datas de pagamento e recebimento de forma a aproveitar a evolução cambial das moedas. O objetivo na ótica do comprador é atrasar os pagamentos (ou prolongar o tempo de crédito) em moedas fortes e liquidar o mais cedo possível nas moedas fracas aproveitando o baixo valor da moeda em comparação a sua moeda. Na ótica do vendedor será receber quando a moeda está forte e atrasar o recebimento quando a moeda se encontra mais fraca no mercado.

A gestão dos prazos também obrigará as empresas a olharem com atenção e analisar as taxas de juros do mercado para obter sucesso. A antecipação ou prolongamento dos prazos pode obrigar as empresas a realizarem financiamentos de curto prazo ou não permitirem realizar aplicações financeiras.

A gestão de prazos apresenta como obstáculos, situações que a exposição cambial já tenha sido alvo de cobertura e com prazos estabelecidos, exista um financiamento que leva uma

das partes não ter interesse na sua extensão ou amortização ou ainda que o pagamento ou recebimento seja numa terceira moeda, que dificulta o acordo entre as partes.

• Compensação

A compensação, segundo Silva et al. (2013) consiste na possibilidade de os intervenientes compensarem os seus saldos a pagar e a receber em moedas estrangeiras. Para realizar esta técnica, os intervenientes tentam encontrar entradas e saídas de montantes na mesma moeda em datas coincidentes, com o objetivo de diminuir a exposição, eliminando muito das perdas cambiais associadas e reduzindo os custos bancários sobre pagamentos em moeda estrangeira. Após a realização da compensação, a exposição ao risco ficará reduzida ao mínimo procedendo-se a sua liquidação ou à cobertura do valor restante.

• Cláusulas Contratuais

Numa operação comercial, na altura da negociação do contrato, os intervenientes têm a possibilidade de adicionar algumas cláusulas de modo a permitir cobrir a sua exposição ao risco cambial através do ajustamento dos preços à evolução cambial que decorre no mercado.

Segundo Porfírio (2003) e Silva et al. (2013) as cláusulas dependem de caso para caso, não existindo cláusulas universais, sendo necessário analisar individualmente, mas geralmente podem ser referidas as seguintes cláusulas:

• Cláusulas sobre o Preço: Os intervenientes aceitam que as flutuações da taxa de câmbio se venham a refletir no preço acordado. Assim se a moeda se apreciar, o comprador irá obter uma redução do preço, mas se a moeda se depreciar o preço irá aumentar de forma a compensar o vendedor da descida da taxa. Assim os ganhos/perdas decorrentes da variação da taxa de câmbio serão compensados pela perda/ganho sobre o preço.

• Cláusula de Partilha do Risco: Os intervenientes acordam suportar os eventuais ganhos/perdas que decorrerem da variação da taxa de câmbio. Esta variação pode ocorrer entre a data de faturação e de pagamento ou ser negociado um intervalo cambial que se a taxa sair do intervalo o valor será repartido entre eles24.

• Cláusula de Opção: Permite aos intervenientes utilizarem uma moeda diferente da moeda de faturação, quando seja mais vantajoso pagar/receber nessa moeda. Por exemplo, duas empresas europeias que tenham por algum motivo faturar em USD, mas acordam que o pagamento seja em euros, convertidos a uma taxa acordada.

24 Num exemplo simplista, se na data de faturação a taxa A/B = 50 e no momento do pagamento a taxa A/B = 58, o acordo fará

• Centro de Negócios para operações cambiais

As empresas que apresentem alguma dimensão e estrutura podem optar por a criação de uma subsidiária que tem como missão gerir todas as transações do grupo que tenham risco cambial. Assim todas as empresas do grupo negoceiam na sua moeda e a exposição cambial incide sobre o centro de negócios.

Este método apresenta como vantagens, a especialização do pessoal que nele trabalha, oferecendo uma melhor gestão do risco e como os valores movimentados são normalmente elevados possibilitam um maior poder negocial junto das instituições financeiras que permitem negociar condições mais favoráveis. As desvantagens advêm dos custos da criação do centro de negócios e dos custos inerentes ao processo.