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The President, The First Lady and Miss Lewinsky

In document Hillary Rodham Clinton (sider 34-47)

Chapter 2. A Woman Living History

2.5 The President, The First Lady and Miss Lewinsky

Atualmente a redução de combustíveis fósseis e as mudanças climáticas globais têm sido um desafio às preocupações das entidades governamentais ao redor do mundo e vêm tornando- se uma preocupação por parte da população. Uma das soluções para esses problemas é a redução no consumo energético, de forma geral, nos sistemas de resfriamento e aquecimento artificial de ambientes.

De acordo com Lamberts, Dutra e Pereira (2014), Eficiência Energética pode ser entendida como a obtenção de um serviço com baixo dispêndio de energia. Um edifício é mais eficiente energeticamente que outro quando proporciona as mesmas condições ambientais com menor consumo de energia.

As edificações são um dos maiores setores consumidores de eletricidade, no mundo inteiro, e no Brasil não é diferente. Uma contribuição reconhecida para a conservação de energia, bem como para a remoção de gases de efeito estufa passa por inovação no design da edificação, principalmente da envoltória, pela qual se pode contribuir significativamente com a aplicação de sistemas construtivos eficientes, pensados para a localidade e clima no qual estão inseridos.

São no mínimo dois aspectos que envolvem as opções a serem consideradas para o design da fachada. Primeiro, ela representa a aparência física das edificações e, segundo, é uma grande parte da barreira térmica entre ambientes internos e externos. Por essa segunda função, envoltórias possuem um papel importante para minimizar as trocas de calor entre ambiente externo e interno e podem afetar significantemente o consumo energético geral da edificação (HALAWA ET AL., 2018).

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O consumo de energia elétrica no Brasil é predominantemente no setor industrial, onde a construção civil está inserida, porém, em sua maior parte, ele independe da arquitetura, dos materiais ou sistemas construtivos. Os setores residencial, comercial e público concentram a parte significativa da atuação do projetista para aumentar a eficiência energética das edificações. Ao analisar a Figura 2.1 percebe-se que, dentre os setores citados, o Residencial (foco deste estudo) representa 26% do consumo de energia elétrica do país, seguido do Comercial com 17% (MME, 2017).

Figura 2.1 - Consumo de energia elétrica no Brasil (dados de MME, 2017)

No setor residencial a maior parte da energia consumida concentra-se nas geladeiras e freezers, chuveiros, ar-condicionado, eletro-eletrônicos (lava-roupas, ferro de passar, som, micro-ondas, etc) e iluminação. No setor comercial a maior parte da energia consumida concentra-se no ar-condicionado, seguido pela iluminação artificial, equipamentos de escritório, elevadores e bombas (LAMBERTS, DUTRA e PEREIRA, 2014).

O estudo de Sartori e Hestnes (2007) concluiu que edificações projetadas com princípios de eficiência energética conseguem reduzir o consumo energético durante sua vida útil e, ainda, que a redução da energia operacional (EO) aparenta ser o aspecto mais importante a ser considerado pelos projetistas que desejam criar edificações energeticamente eficientes durante seu ciclo de vida.

É possível concluir, com base nas afirmações dos autores citados, que o consumo energético de uma edificação está intimamente ligado a suas características arquitetônicas, à escolha dos materiais aplicados e ao tipo de envoltória especificado. De acordo com IEA (2017) o progresso global na obtenção de novas edificações de alta eficiência energética apresenta-se lento, principalmente em países em desenvolvimento. Avanços são alcançados e podem

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melhorar muito com o desenvolvimento contínuo de normativas de energia para novas edificações e retrofits.

As principais normativas internacionais são ISO 17772-1:2017 (Energy performance of

buildings - Indoor environmental quality) para Desempenho Térmico, ASHRAE Standard

90.1 (Energy Standard for Buildings Except Low-Rise Residential Buildings) e ISO 52000- 1:2017 (Energy performance of buildings) para eficiência energética de edificações.

No Brasil, em outubro de 2001 foi promulgada a Lei nº 10.295, que dispõe sobre a Política Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia. Em dezembro do mesmo ano foi publicado o Decreto nº 4.059, que regulamenta a Lei nº 10.295, estabelecendo os níveis máximos de consumo de energia, ou mínimos de eficiência energética com base em indicadores técnicos e regulamentação específica, sob coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME).

Em 2003, foi instituído o Procel Edifica, que promove o uso racional de energia elétrica em edificações desde a sua fundação, visando incentivar a conservação e uso eficiente dos recursos naturais para reduzir os desperdícios e impactos sobre o meio ambiente. A partir de agosto de 2014 a Etiquetagem de Edificações tornou-se obrigatória em edificações da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional. Segundo a IN 02/2014, para as edificações, os projetos devem ser desenvolvidos ou contratados visando, obrigatoriamente, à obtenção da ENCE Geral de Projeto classe “A”, assim como a construção da nova Edificação deve ser executada ou contratada de forma a garantir a obtenção da ENCE Geral da Edificação Construída classe “A”.

O Selo Procel Edifica tem por objetivo classificar as edificações em termos de eficiência energética em uma dada categoria, motivando o mercado consumidor a adquirir e utilizar imóveis mais eficientes. De acordo com Procel Info (2017), o setor de edificações, no Brasil, representa cerca de 50% do consumo de eletricidade. Estima-se um potencial de redução deste consumo em 50% para novas edificações e de 30% para aquelas que promoverem reforma que contemplem conceitos de eficiência energética em edificações.

Em 2013 entrou em vigor a ABNT NBR 15575, que trata de Desempenho de Edificações, entre eles Desempenho Térmico, fazendo alusão à norma ABNT NBR 15220:2005 exclusiva

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para Desempenho Térmico de Edificações, sendo as duas normativas exclusivas para edificações habitacionais.

Compreende-se que estudos que promovam a comparação entre sistemas inovadores e convencionais, principalmente para envoltórias, tornam-se necessários para auxiliar a promoção de edificações mais eficientes energeticamente.

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