Chapter 3. Making it on Her Own
3.5 The Right-Wing Conspiracy and The American Woman Problem
Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, é a segunda representante da região climática Aw. No consumo energético (Figura 5.33) é possível visualizar necessidade praticamente nula de aquecimento, sendo que as diferenças numéricas encontradas são estatisticamente iguais (Tabela 5.10), porém, no quesito resfriamento (médias estatisticamente diferentes), o benefício energético produzido pelas fachadas ventiladas é alto. No geral as fachadas ventiladas geraram economia de 18.827 kWh anuais, 16%.
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Tabela 5.10 - Teste de Tukey para Resfriamento e Aquecimento, Campo Grande/MS
Figura 5.33 – Consumo Energético comparativo FVG e FAG, Campo Grande/MS Em Campo Grande as temperaturas médias seguem curva similar à de Brasília, com valores pouco superiores. Os ventos possuem velocidade média, assim como em Brasília, e a época de baixa precipitação da cidade limita-se a 3 meses (junho a agosto).
Durante todo o ano a cidade apresenta grande demanda pelos sistemas de resfriamento (Figura 5.34), que cai de maio a setembro, assim como as temperaturas médias e mínimas. Não há uma grande diferença na velocidade dos ventos que demonstre impacto nos resultados de resfriamento, porém o nível de precipitação começa a cair em abril, com menor pico de junho a agosto, começando a subir em setembro, demonstrando a importância das chuvas nas temperaturas internas dos ambientes e necessidade de sistemas artificiais de condicionamento do ambiente. As chuvas são responsáveis por maiores e menores índices de umidade relativa do ar, que possuem impacto na sensação térmica percebida.
n 6 qα;gl1;gl2 3,15 k 2 431954,67 α 0,05 HSD 845,19 Diferença Código FAG 12240,67 a FVG 10035,33 b
Parâmetros do teste de Tukey
Resfriamento 2205,33 n 4 qα;gl1;gl2 3,46 k 2 12604,63 α 0,05 HSD 194,23 Diferença Código FAG 313,50 a FVG 255,25 a
Parâmetros do teste de Tukey
Aquecimento
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Figura 5.34 – Consumo Energético Resfriamento, comparativo mensal, Campo Grande/MS Comparando o benefício energético (Figura 5.35) com os dados climáticos, verifica-se que sua curva acompanha parcialmente as curvas de temperatura, e o pico de seca (assim como em Brasília) é coincidente com a baixa no benefício, com os baixos índices de pluviosidade e as mais baixas temperaturas.
Figura 5.35 – Benefício Energético Total, comparativo mensal, Campo Grande/MS Em relação aos custos, as Fachadas Ventiladas de Granito geram economia de US$ 2.210,54 anualmente. A diferença no custo de implantação do sistema é de US$ 116.734,47 para a instalação em sistema perfilado e US$ 55.814,26 para a instalação em sistema pontual. A implantação do sistema leva cerca de 53 anos para se pagar no sistema perfilado e 25 anos no sistema pontual.
142 5.1.11 Cuiabá/MT – Região climática Aw
Cuiabá, capital do Mato Grosso, é a terceira representante da região climática Aw. No consumo energético (Figura 5.36), é possível visualizar necessidade praticamente nula de aquecimento, sendo que as diferenças numéricas encontradas são estatisticamente iguais (Tabela 5.11). O benefício gerado pelas Fachadas Ventiladas no quesito resfriamento (médias estatisticamente diferentes), é alto, sendo que no geral a economia foi de 21.912 kWh anuais, 15%. Apesar de numericamente ter benefício similar a Brasília, percentualmente a diferença é significativa.
Tabela 5.11 - Teste de Tukey para Resfriamento e Aquecimento, Cuiabá/MT
Figura 5.36 – Consumo Energético comparativo FVG e FAG, Cuiabá/MT
A cidade de Cuiabá tem temperaturas médias altas, havendo queda nos meses de maio a agosto, quando ficam inferiores a 20°C, porém a cidade não possui nenhuma média mínima inferior a 12°C, podendo-se afirmar que não existe necessidade de sistema artificial de aquecimento, pois nesses poucos meses cobertores e blusas solucionam a questão. Cuiabá possui as temperaturas médias com curva similar à de Brasília, porém mais altas cerca de 5°C, e, como Brasília, apresenta ventos com velocidades médias para cidades não litorâneas. Cuiabá é marcada por período de seca de maio a setembro, e, apesar de o período de seca durar cinco meses, o primeiro e o último possuem índices acima de 50mm.
n 9 qα;gl1;gl2 3 k 2 2526390,22 α 0,05 HSD 1589,46 Diferença Código FAG 13729,00 a FVG 11616,78 b
Parâmetros do teste de Tukey
Resfriamento 2112,22 n 3 qα;gl1;gl2 3,46 k 2 246,666667 α 0,05 HSD 31,37 Diferença Código FAG 28,00 a FVG 15,33 a
Parâmetros do teste de Tukey
Aquecimento
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No consumo energético mensal (Figura 5.37) de Cuiabá, percebe-se constante demanda por sistemas de resfriamento, confirmando as altas temperaturas ao longo de todo o ano. Existe queda na demanda pelo sistema de resfriamento nos meses de maio a agosto, condizente com o período de seca da cidade, período também marcado pelas mais baixas temperaturas médias e médias mínimas, apesar de as temperaturas médias máximas continuarem altas e serem a provável razão pela contínua necessidade de sistemas de resfriamento.
Comparativamente a Brasília, a menor demanda por resfriamento em Cuiabá (mês maio) é maior do que a mais alta demanda em Brasília (mês Janeiro para Fachada Aderida e mês Fevereiro para Fachada Ventilada). Em relação a Campo Grande, a demanda por resfriamento é similar ao longo de todo o ano, porém com valores superiores, o que também ocorre nas temperaturas.
Figura 5.37 – Consumo Energético Resfriamento, comparativo mensal, Cuiabá/MT No gráfico de benefício energético (Figura 5.38) percebe-se grande similaridade à de Campo Grande, confirmando os dados de consumo energético. Comparando o benefício energético com os dados climáticos, verifica-se que sua curva acompanha parcialmente as curvas de temperatura e precipitação, tendo o mesmo comportamento que Campo Grande no período de seca, sendo o pico deste período (assim como em Brasília) coincidente com o menor benefício, baixos índices de pluviosidade e as mais baixas temperaturas.
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Figura 5.38 – Benefício Energético Total, comparativo mensal, Cuiabá/MT
Os resultados encontrados para Cuiabá corroboram os resultados obtidos por Suàrez et al. (2012): quanto maior a radiação solar e a temperatura do ar circundante, maior a economia de energia com as fachadas ventiladas.
Em relação aos custos, as Fachadas Ventiladas de Granito geram economia de US$ 2.584,13 anualmente e, em 50 anos, um montante de US$ 129.206,50, desconsiderando os aumentos no valor do kWh. A diferença no custo de implantação do sistema é de US$ 114.685,20 para a instalação em sistema perfilado e US$ 53.764,98 para a instalação em sistema pontual. A implantação do sistema leva cerca de 44 anos para se pagar no sistema perfilado e 21 anos no sistema pontual. Apesar da diferença de custo de implantação ser a mesma de Brasília, o benefício financeiro anual em Cuiabá é maior, explicando assim o menor tempo de retorno do investimento.