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The Norwegian post-smolt/mackerel survey in the Norwegian Sea

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Atualmente, a prática desportiva federada de crianças e jovens tem como principal referência a vitória e o sucesso desportivo. Todavia, estes jovens que tiveram na sua formação a referência da vitória e do sucesso desportivo irão ter grandes dificuldades de sucesso na sua vida desportiva sénior. Em grande parte dos desportos, a excelência só pode ser alcançada quando durante o processo dos escalões de formação, a aprendizagem da modalidade, o treino e a competição seja corretamente perspetivada (Brito el al, 2004).

Harre (1982), citado por Costa (2009), refere que a preparação desportiva a longo prazo é um processo pedagógico seguido pelas leis do desenvolvimento e da performance atlética, que tem a máxima eficiência como principal objetivo numa determinada idade.

Relativamente à formação de jovens atletas, não podemos descartar o seu processo de formação, que vai desde idades mais baixas até uma idade adulta. A construção de um desenvolvimento de atletas a longo prazo vem de encontro com a necessidade de encarar o processo de formação e desenvolvimento de jovens distintos do processo de treino para adultos, onde as necessidades físicas, técnicas e cognitivas são distintas (Balyi, 2005).

Balyi (2005), afirma que o processo de treino a longo prazo é um guia para o correto planeamento do desenvolvimento ótimo dos atletas em todas as etapas da sua formação. O autor, salienta que este processo a longo prazo não é só para atletas de elite, mas também para atletas que utilizam o desporto como meio de recriação e de lazer.

Gomes (2009) cita Matveev (1996), defendendo que mesmo nos primeiros anos de atividade desportiva, é possível garantir um volume aceitável de práticas competitivas

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que aceleram, sem esforço excessivo, a concretização das potencialidades de sucesso dos atletas.

Bohme (2000), refere que o excesso de competição no início do treino a longo prazo conduz a uma diminuição precoce do número de atletas. Desta forma, defende que deve existir uma melhor preparação dos jovens atletas, a longo prazo, de forma a alcançarem os seus melhores resultados nas idades adequadas do desporto de rendimento.

Bohme (2000), salienta a necessidade de termos em atenção o conhecimento do estado de crescimento, de maturação, do desenvolvimento das componentes de aptidão física, dos aspetos psicossociais e cognitivos dos atletas para a elaboração de um plano adequado de treino a longo prazo, para a faixa etária respetiva.

Costa (2009), cita Platonov (1997) e Weineck (1986), defendendo que o alto rendimento não pode ser atingido sem uma preparação desportiva a longo prazo.

Para Balvyi (2005), existe dez fatores que influenciam a formação de atletas a longo prazo, estes fatores são os seguintes:

 A regra dos 10 anos - Esta regra refere-se a necessidade de um atleta ter 10 anos de prática ativa para conseguir atingir um nível de excelência. Onde cerca de 10% dos atletas que começaram a atividade vão conseguir alcançar o estado mais alto do rendimento desportivo.

 Os fundamentos e a literacia motora – Os fundamentos são os alicerces motores de todas as modalidades. Nesta etapa são incluídos elementos básicos da natação, ginástica e atletismo, visto ser neles que podemos desenvolver capacidades como a agilidade, equilíbrio, coordenação e velocidade.

 A especialização – A especialização em alguns desportos é precoce e noutros é tardia, nesta perspetiva, devemos ter em atenção que a opção pela prática de uma só modalidade deve realizada progressivamente. Sendo que na maior parte dos desportos, a tendência é primeiro formar um praticante da modalidade e só depois fazer dele um atleta, o que inversamente deveria ser seguido.

 A idade Biológica – Atualmente o treino e a competição estão divididos por idades cronológicas, o que poderá representar dentro do mesmo escalão uma diferença de idades biológicas de 4 a 5 anos, respetiva a sua maturação. Esta situação pode conduzir os treinadores à uma escolha dos atletas com uma maturação precoce, visto serem mais altos, mais fortes e mais rápidos. Contudo, a investigação tem

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demonstrado que os grandes talentos encontram-se entre os atletas que têm uma maturação tardia.

 Janelas de treinabilidade – Ao longo do processo de desenvolvimento, o atleta encontra janelas de treinabilidade ótima, que representa o momento em que pode ser verificado uma adaptação mais rápida a um estímulo de treino para certas capacidades.

 Desenvolvimento físico, mental e emocional;

 Princípios da periodização – Nesta fase é importante saber que o processo de formação consiste num processo contínuo de potencialização das capacidades dos atletas, de forma coerente, sincronizada e periódica. Só desta forma irá conseguir obter a melhor performance dos seus atletas.

 Sistema de Competição – Os responsáveis pela construção e planeamento dos campeonatos desportivos, esquecem-se dos objetivos pedagógicos e de servir a preparação dos jovens praticantes, quando realizam a calendarização das competições. É importante definir o número de competições que melhor sirvam os participantes, e se o sistema de competição perturba ou não a formação dos praticantes, de forma a colocarmos o bem-estar dos atletas á frente de qualquer outra situação.

 Existência de um sistema estruturado e integrador – Cada modalidade deverá construir o seu próprio modelo de desenvolvimento de forma a que todos os seus intervenientes saibam o que podem e o que devem fazer na preparação dos atletas.  Melhoria contínua – É importante a existência de uma ligação da modernização do

sistema desportivo, pela estrutura integrada de educação, saúde e das atividades físicas e desportivas, de forma a garantir que estes setores trabalhem de forma coordenada e harmoniosa.

Costa (2009) cita Rapouso (2006), afirmando que umas das principais razões para o sucesso desportivo das gerações atuais de atletas, é o facto de a preparação estar planeada e organizada para um longo período de tempo.

Bohme (2000), salienta a importância de uma boa formação dos profissionais responsáveis pela formação de atletas. Pois, só desta forma, o treinador pode obter um nível de conhecimento necessário para transmitir planear e estruturar adequadamente o processo de treino a longo prazo, respeitando as fases de desenvolvimento correspondentes a fase de maturação dos atletas.

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