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Scottish survey

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6.1 Acoustic surveys for mackerel in autumn 2003

6.1.2 Scottish survey

O treino visa alcançar um objetivo previamente estipulado e ambiciona alcançar o rendimento desportivo máximo (Castelo et al, 1998).

Cambundo (2009) cite Valdivielso (2004), defende a otimização da performance de um atleta durante a sua carreira desportiva, a qual só é possível alcançar através de um desenvolvimento de um plano a longo prazo, fundamentado metodologicamente pelos princípios de treino desportivo.

Cambundo (2009) cite Bermudez e Charrua (2003), defendem que os princípios de treino que sustentam a planificação do treino com crianças e jovens são o princípio da continuidade, o princípio de uma idade e de uma evolução adequada, o princípio de sistematização do treino e o princípio de adaptação biológica da carga de treino.

O planeamento e a periodização têm sido alvo de discussão entre os especialistas do treino, pois grande parte dos estudiosos da área têm a tendência de seguir as perspetivas de Matveyev, concebida, originalmente, para os desportos individuais, valorizando o fator físico em detrimento dos restantes (Cambundo, 2009). Todavia, Carvalho (2001), considera que as tendências do Matveyev são demasiado valorizadoras da componente física, relativamente às outras dimensões, como a tática e a técnica.

A preparação de uma equipa ou de um atleta para uma competição tem como propósito resolver situações que irão surgir durante a competição. Com isto, a procura da vitória surge através do domínio das ações técnicas e dos comportamentos táticos de uma determinada modalidade, da adaptação do organismo aos estímulos solicitados na competição e na adaptação progressiva dos atletas às exigências psicológicas e emocionais da competição (Castelo et al, 1998).

O treino é um processo pedagógico que pretende desenvolver as capacidades técnicas, táticas, físicas e psicológicas das equipas e dos atletas em situações de competição, através de uma planificação do exercício e de uma prática constante (Castelo, 2002).

Quando falamos de treino, é importante referir a treinabilidade, que expressa o nível de adaptação e de transformação do estado informacional, funcional e afetivo como consequência dos efeitos dos exercícios de treino (Castelo, 2002). Assim, para a obtenção de um melhor resultado na treinabilidade de atletas, é necessário ter em consideração fatores como as fases “sensíveis”. Estas fases são os períodos favoráveis de desenvolvimento de determinados fatores da potencialização motora desportiva, o

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que representa que a treinabilidade é particularmente elevada nesse período (Castelo et

al, 1998).

Não podemos esquecer, que a treinabilidade está estreitamente ligada à especialização precoce, o que geralmente acontece com todas as modalidades desportivas devido à preparação dos seus atletas com idades muito jovens. Neste sentido e, acerca da especialização precoce, o organismo dos atletas pode não estar recetivo, não reagindo assim aos estímulos de treino. Com isto, perde-se tempo e energia, e sobretudo exige-se algo inadequado às capacidade de resposta do atleta, podendo causar danos, e em alguns casos irreversíveis, como por exemplo o treino de força com cargas máximas (Adelino et. al 1999).

A formação dos jovens atletas tem de ser seguida de forma rigorosa e progressiva, normalmente é realizada através de cargas de trabalho multilateral, não visando a obtenção de níveis de rendimento altos, preocupando-se sobretudo com uma formação global e integrada dos jovens atletas (Castelo et. a, 1998).

Contrariamente, a especialização precoce pode ocorrer de um estimulo de treino tardio, isto é, poderá haver uma adaptação por parte do organismo, ocorrida através de um estimulo aplicado, que provavelmente poderá não ter a mesma facilidade de adaptação do que se os estímulo fosse usado na altura apropriada (Adelino et al, 1999).

Como mencionado, para a obtenção de uma treinabilidade favorável de determinadas capacidades motoras é necessário ter em atenção as chamadas “fases sensíveis”. Estas fases representam a altura em que o organismo procura responder melhor ao estímulo das diferentes capacidades motoras (Adelino et. al 1999).

Castelo (2002), refere que a eficácia dos efeitos positivos do treino depende da capacidade inicial do sujeito, quer seja no processamento de informação, quer seja no âmbito fisiológico. O estado de maior ou menor treinabilidade para atingir um determinado objetivo resulta de um determinado exercício de treino e está diretamente relacionado com a vivência anterior do praticante, isto é, com todos os processos de maturação de formação e do nível de treino.

Considerando a infância e a adolescência como processo de desenvolvimento, podemos encontrar períodos limitados na vida de um indivíduo, em que a resposta do organismo pode ser mais intensa (fases sensíveis) do que noutros períodos a determinados estímulos. Estes períodos sensíveis são particularmente favoráveis a estímulos externos e ao desenvolvimento de determinados fatores que representam a performance desportiva do atleta, representando o período onde a treinabilidade é mais

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elevada Castelo (2002). Santos (2005), reforça esta ideia referindo que há modalidades em que os praticantes não podem iniciar a sua prática aos 14 ou aos 15 anos, pelo facto de o período de treinabilidade já ter sido ultrapassado.

Na figura 2 podemos verificar as prioridades de treino das diferentes capacidades motoras nas diversas idades. Isto demonstra a necessidade de termos em atenção as capacidades de treinabilidade dos jovens atletas, de forma a planear metodologicamente o processo de treino consoante a respetiva faixa etária.

Figura 2 - Modelo de fases sensíveis (adaptado de Martin, 1991 citado por Cstelo, 2002).

Castelo (2002), refere que o não aproveitamento das fases “sensíveis” a uma dada altura e ao estímulo adequado podem causar taxas elevadas de desenvolvimento, podendo já não ser atingidas a não ser mediante um esforço desproporcional despendido do treino.

Balyi (2005), refere que mesmo os campeões olímpicos podiam ver o seu desempenho desportivo melhorado, se tivessem beneficiado de uma educação motora mais rica durante o seu processo de formação e de iniciação. Referindo, ainda, que a grande parte dos danos causados a estes atletas acontecem nas idades compreendidas

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entre os 6 e os 16 anos, sendo que a deficiente preparação nestas idades nunca mais será totalmente recuperadas.

É devido a todos estes fatores que devemos ter sempre em conta a construção do desenvolvimento dos atletas numa perspetiva a longo prazo, visando o desenvolvimento biológico e maturacional dos atletas (Balyi, 2005).

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