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The importance of design, fabrication and supervision

Chapter 1 Brief introduction to AHTS

1.2 The importance of design, fabrication and supervision

O primeiro subsistema a ser abordado neste trabalho será o mercado, que é constituído por um sistema de informações que permite aos diversos agentes

econômicos, produtores e consumidores, tomarem decisões. O conceito de mercado, a priori, é o da troca de produtos ou valores – o comércio. Tal troca é realizada por aqueles que oferecem ou demandam os serviços turísticos, as empresas e os turistas, que determinam as condições dessa troca. Nas palavras de Lemos (2001:128), o mercado turístico pode ser definido como “conjunto de relações de troca e de contatos entre aqueles que querem vender e os que querem comprar bens e serviços turísticos”.

Para Beni (1998), o mercado é muito sensível às mudanças ocorridas nas condições dos diversos elementos que o integram, onde o preço possui especial importância. As empresas turísticas estão inseridas no que o autor denomina “concorrência imperfeita”, visto que possuem capacidade de variar seus preços a partir do fator qualidade. Beni apregoa que:

No mercado altamente competitivo do turismo, o fator “qualidade” é o único critério que se impõe de maneira natural para determinar o êxodo ou malogro dos produtos e serviços. A qualidade deve ser portanto a estratégia utilizada em seu lançamento e aplicada para garantir sua permanência competitiva no mercado (BENI, 1998:151).

Mota (2001:63) destaca que os mercados de turismo são constituídos por produtos diferenciados entre si. Assim, “cada produto ofertado no mercado, cada atrativo turístico oferecido ou cada pacote turístico possui características próprias que o diferencia dos demais (...)”. Para Elaboração própria, uma importante decisão a ser tomada pelo trade turístico é com que mercado irá trabalhar, já que os diferentes mercados (regionais, nacionais ou internacionais), exigem diferentes estratégias de inserção.

Para Beni é fundamental indagar: o que produzir, como produzir e para quem produzir? Para ele, é de suma importância estudar o mercado turístico por meio da segmentação, decompondo a população em grupos heterogêneos, pois tal técnica estatística traz significativas vantagens, tais como:

Economia de escala para empresas turísticas, aumento da concorrência no mercado, criação de políticas de preços e de propaganda especializada, e promoção de maior número de pesquisas científicas (BENI, 1998:149).

Para Kotler (1994), citado por Mota (2001), a segmentação de mercado estuda grupos distintos identificáveis dentro de um mercado e se constitui como uma forma de organizar o turismo para fins de planejamento e gestão.

Segundo o Ministério do Turismo, através da publicação intitulada Segmentação do Turismo - Marcos Conceituais (2006:3), os segmentos turísticos podem ser estabelecidos “a partir dos elementos de identidade da oferta e também das características e variáveis da demanda”. O MTUR, neste documento, sugere 12 segmentos que devem ser priorizados pelos agentes promotores do turismo, são eles: Turismo Social, Ecoturismo, Turismo Cultural, Turismo de Estudos e Intercâmbio, Turismo de Esportes, Turismo de Pesca, Turismo Náutico, Turismo de Aventura, Turismo de Sol e Praia, Turismo de Negócios e Eventos, Turismo Rural e Turismo de Saúde.

4.1.2 A Oferta turística

O subsistema oferta é definido por Beni como:

O conjunto de recursos naturais e culturais que, em sua essência, constituem a matéria-prima da atividade turística porque, na realidade, são esses recursos que provocam a afluência de turistas A esse conjunto agregam-se os serviços produzidos para dar consistência ao seu consumo, os quais compõe os elementos que integram a oferta no seu sentido mais amplo, numa estrutura de mercado (BENI, 1998:153).

O autor ainda divide a oferta turística em oferta turística original e oferta turística derivada.

Entende-se por oferta turística original o conjunto dos recursos turísticos primários, seja de ordem natural (hídrica, flora) ou cultural (atividades humanas, tanto antigas, quanto modernas) que constituem a matéria-prima da atividade turística. Para Beni, é a oferta turística original que irá conferir um “toque pessoal”, uma “característica da essência”, uma “imagem da marca”, permitindo que o local se distinga dos demais, auxiliando, inclusive, na criação de uma identidade turística própria. Tais elementos turísticos primários são o patrimônio turístico de uma localidade e, exatamente por isso, é importante ter uma política eficaz de preservação do mesmo. Discutindo a obra de Beni, Mota (2001:70) afirma que

Essa noção de que os recursos naturais e culturais são matérias primas para o turismo é importante para que se tome consciência de seu conteúdo sobre o produto turístico nacional e da importância de sua manutenção e conservação pela correta utilização desses recursos no decorrer do tempo, de forma que fomente um turismo auto-sustentado.

Segundo Beni (1998), a oferta turística derivada ou técnica é composta pelos transportes, pelas diversas formas de alojamentos, lazer e recreação, pelos organizadores de viagens e pelas agências de viagens. Ou seja, ela corresponde aos serviços produzidos, que, juntamente com a oferta turística original, compõe a oferta turística como um todo.

É importante frisar que a oferta turística derivada não pode satisfazer por si só a demanda, a não ser que haja uma combinação entre ela e a oferta turística original. Além disso, salienta-se que as atrações turísticas devem ter uma maior aproximação com a demanda, intensificando seu uso, proporcionando, assim maior fruição do atrativo pelo turista (BENI, 1998).

Quanto à oferta turística, Cooper et al (2002:136) apontam que ela

apresenta um padrão complexo no mundo, porque se localiza em ambientes diversos e em contextos econômicos e sociais diferentes. Está, também continuamente em expansão, à medida que os limites do prazer alcançam lugares cada vez mais distantes e remotos.

A OMT (2003) ressalta a importância de se realizar uma análise da oferta turística, examinando o destino, no intento de compreender o que os turistas encontrarão no momento da sua chegada, visando um maior planejamento da atividade.