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2.5 Modeller om Helseatferd

2.5.1 The Health Belief model – modellen om helseoppfatninger

São muitas as formas de se realizar pesquisa científica. Todos os pesquisadores, ao se depararem com tantas propostas metodológicas, buscam encontrar aquela que mais se adequa a sua proposta, que cumpra o ofício de proporcionar um olhar profundo sobre seu objeto de pesquisa. É nesse sentido que a metodologia se torna um instrumento para proceder a análise e conferir um olhar científico sobre a realidade. Por isso, deve incluir um “conjunto de técnicas que possibilitam a apreensão da realidade e o potencial criativo do pesquisador” (MINAYO, 1999, p. 22). É nesse sentido que a pesquisa é aqui entendida como

[...] a atividade básica das Ciências na sua indagação e descoberta da realidade. É uma atitude e uma prática teórica de constante busca que define um processo intrinsecamente inacabado e permanente. É uma atividade de aproximação sucessiva da realidade que nunca se esgota, fazendo uma combinação particular entre teoria e dados. (MINAYO,1999, p. 23).

Por esta razão, a realidade é entendida como uma maneira de associar o conhecimento a respeito do objeto, do aparato teórico e do próprio pesquisador sobre si, o mundo, o objeto de pesquisa e a teoria abordada. Esta proposta encontra refúgio nas palavras de Piaget (1972), para quem

[...] a mais bela das adaptações ao meio que a vida tenha realizado é, de fato, a adaptação do conhecimento à realidade e a mais surpreendente fonte de novidades e estruturas cada vez mais ricas é a

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evolução da própria inteligência a partir de seus começos promissores (...) Um primeiro resultado geral se impôs e se impõe, sempre com maior força: o papel ativo e construtivo do sujeito no ato do conhecimento, do sujeito pensante no ato do conhecimento, do sujeito pensante em relação à simples aquisição, do simples requisito das propriedades do objeto. Em outras palavras, como Kant bem vira, todo conhecimento resulta de uma síntese que depende de estruturas próprias ao sujeito, mas nós acreditamos que essas estruturas próprias ao sujeito, em lugar de serem dadas anteriormente, se constroem pouco a pouco, o que aliás reforça a parte das atividades do sujeito.59

Com esse conceito em mente, a proposta de pesquisa não tem fundamentação exclusiva em um campo do saber, mas se mostra questionadora e dinâmica, ou seja, uma prática permanente, de caráter interpretativo, que busca alicerçar-se no aparato teórico que subsidia as análises com o propósito de se aproximar do objeto e – mesmo consciente de que este seria passível de ser abordado de vários ângulos – poder definir um caminho e um foco a serem perseguidos.

Essa posição foi determinante para a escolha de uma abordagem qualitativa, entendida por Minayo (1999, p. 23) como

[...] uma atitude e uma prática teórica de constante busca que define um processo intrinsecamente inacabado e permanente [...] uma atividade de aproximação sucessiva da realidade que nunca se esgota, fazendo uma combinação particular entre teoria e dados.

Trata-se de uma investigação de

[...] um nível de realidade que não pode ser quantificado. Ou seja, ela trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que responde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. (MINAYO, 1994, p.21-22).

Isso se dá porque a investigação científica é vista como uma produção discursiva situada em paradigmas socioculturais que possui fundamentos epistemológicos baseados em “concepções relativamente estabilizadas sobre o sujeito, o objeto e as relações entre o sujeito e o objeto do conhecimento” (SARMENTO, 2003 [2009], p. 141). Nesse sentido, utilizo uma metodologia situada na análise qualitativa, também conhecida como hermenêutica, fenomenológica ou interpretativista, cujas origens remontam ao final do século XIX e se opõe ao paradigma positivista (que pressupunha uma relação distinta entre sujeito, objeto e métodos quantitativos) para entender que a realidade é uma construção do real feita por indivíduos sociais em contextos específicos. Conforme Sarmento (2003 [2009], p. 142),

[...] o conhecimento científico dos fatos sociais resulta de um trabalho de interpretação, o qual só é possível mediante uma interação entre o investigador e os atores sociais, de forma a poder reconstruir-se a complexidade da ação e das representações da ação.

59 Excerto do discurso de Jean Piaget ao receber o prêmio Erasmo, na Holanda, em 1972, publicado na revista francesa L’ Educacion, nº 150, jan. 1973.

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A abordagem qualitativa, cujo surgimento se deu na Antropologia e na Sociologia, possibilita que sejam compreendidos os significados das relações e o dinamismo intrínseco às situações que analisa. Permite emprestar cientificidade aos resultados encontrados que– e especialmente porque - leva em consideração os pontos de vista de todos os participantes do processo investigativo.

Torna-se, portanto, eficaz para os propósitos da investigação que proponho que toma a língua como ponto de partida para uma discussão a respeito de suas implicações sociais. O significado (e suas implicações) se dá pela língua, mas não repousa internamente no sistema linguístico; dá-se no processo de interação verbal, de que trata Bakhtin (2002). É um produto que se dá na enunciação como uma realidade linguística e como uma estrutura social e ideológica que dá prioridade não apenas à atividade de linguagem, mas, também, à relação indissolúvel entre os usuários.

Nesse

sentido, compreender a forma linguística não é entender apenas os

signos, mas fazer “a apreensão da orientação que é conferida à palavra por um

contexto e uma situação precisos” (BAKHTIN, 1988, p. 94) em relação com todo

o contexto sócio-histórico de sua produção, o que apenas a pesquisa qualitativa

pode dar conta, mesmo que – aqui e acolá – se valha de elementos quantitativos.