Na terceira solução é proposto o acoplamento e desacoplamento individual dos vários balões ao longo dos processos de descolagem e aterragem respetivamente. Neste cenário é utilizado um sistema bastante semelhante com o atual da Omnidea recorrendo apenas a um guincho principal, dois auxiliares e dois cabos auxiliares por balão. A localização do Bridle Point continua inalterável sendo no ponto onde o cabo principal se divide nos cabos principais
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estruturais e elétricos. Deste modo, tudo o que a empresa desenvolveu para este ponto, no que diz respeito a componentes e sistemas, pode continuar a ser utilizado.
Uma das características mais importantes nesta hipótese são os guinchos auxiliares utilizados nos processos de descolagem e aterragem. Como já referido, é recorrido a dois guinchos auxiliares como atualmente, porém, para este cenário, os guinchos necessitam de ter uma maior potência. Esta necessidade prende-se com o facto do guincho principal apenas recolher o cabo principal sendo que, depois de aterrar o Bridle Point no solo, torna-se impossível a recolha dos cabos estruturais principais (que ligam os balões ao Bridle Point) e assim baixar os balões. Dado este cenário, os guinchos auxiliares passam então a ser os componentes mais relevantes para o processo de aterragem da plataforma já que são eles que exercem as forças que permitem o manuseamento e recolha dos balões. Devido ao facto da plataforma ser constituída por múltiplos balões, é necessário que os guinchos auxiliar tenham capacidade de gerar uma força de elevação superior à exercida pelos guinchos atuais uma vez que estes apenas trabalham com um sistema constituído por um único balão. À medida que se aumenta o número de balões da plataforma, aumentam, também, as forças aerodinâmicas que atuam sobre esta, obrigado aos guinchos auxiliares a exercerem forças de tração mais elevadas também. Com isto é garantido que os balões sobem e descolam de forma suave, não prejudicando os cabos e os restantes componentes do sistema.
Nesta solução é utilizado também uma estrutura que auxilia os processos de descolagem e sobretudo aterragem.
Esta estrutura será composta por dois berços que servirão como base onde os balões irão pousar no caso dos processos de aterragem. A distância entre o ponto mais baixo destas bases semicirculares até ao solo será sensivelmente de 2 metros, sendo estas bases compostas por múltiplos rolos que irão rodar pelo atrito causado pelo contacto com os balões. Estes rolos irão permitir assim que os balões possam aterrar ainda em rotação, o que promove uma melhor estabilidade e controlo do processo tornando-o assim mais seguro. Apesar de ser sobretudo pensada para o uso no processo de aterragem, a estrutura auxiliar pode também ser utilizada na fase de descolagem, permitindo que os balões estejam em rotação no momento em que são largados e descolam.
Relativamente ao processo de descolagem da plataforma, já depois de descolar o balão principal com recurso aos cabos auxiliares, é necessário a abertura manual dos cabos principais de modo a ser possível acoplar os balões secundários. Este processo é possível de ser levado sem grandes esforço devido ao fato dos cabos principais estarem frouxos e pousados no chão.
À semelhança da hipótese 2, nesta solução são necessários também cabos auxiliares extras de modo a segurar a plataforma para ser possível levar a cabo a troca dos cabos auxiliares nos respetivos guinchos. Estes cabos auxiliares extras são necessários em ambos os processos de descolagem e aterragem, estando, ao não serem utilizados, devidamente
41 enrolados e fixados à peça de ligação da parte inferior dos bumerangues dos balões secundários. O balão do topo é o único que não necessita de cabos auxiliares extras.
Na aterragem, antes de aterrar o primeiro balão secundário, tem de ser colocada no local de aterragem a estrutura auxiliar. A correta posição da estrutura na pista é bastante importante já que é necessário evitar embates incorretos por parte dos balões com as bases que os irão suportar. A distância ideal até aos pórticos e a melhor posição da estrutura são possíveis de determinar como será visto mais em diante na dissertação.
Uma vez com o balão pousado na estrutura, este é constrangido pelas bases em forma de berço e pelas cintas que são colocadas à sua volta podendo assim ser desacoplado da plataforma por parte de dois operadores com o auxílio de escadotes. Uma vez desacoplados, os balões são transportados para o local de armazenamento.
De modo a libertar a estrutura auxiliar para recolher um novo balão, o balão anteriormente desacoplado tem de ser retirado do topo desta. Para realizar este processo são ligados dois cabos auxiliares ao bloco do balão com o auxílio de duas cavilhas e troços de mola beta no local onde estava fixa a peça de ligação. As cavilhas e troços de mola beta utilizados podem ser os mesmos que anteriormente foram guardados aquando do desacoplamento do balão da plataforma. Com os cabos acoplados, as cintas que constrangem o balão são removidas e este sobe devido à força de impulsão criada pelo hélio. Ao subir, o balão deixa de estar assente na estrutura podendo ser movido e puxado pelos operadores para o solo sem grande esforço devido à pequena diferença entre as forças de impulsão e peso dos balões. Com a estrutura livre, esta é levada de novo para o local de aterragem de modo a receber um novo balão. Uma outra hipótese para deixar a estrutura auxiliar livre passa pelo esvaziar dos balões com estes ainda no topo da estrutura. Uma vez vazios, os envelopes dos balões são facilmente retirados da estrutura e guardados. No caso da estrutura ser utilizada no processo de descolagem, para colocar os balões no topo desta, é recorrida igualmente a uma das hipóteses referidas, ou seja, colocação de forma manual dos balões ou o enchimento do envelope com este já colocado no topo da estrutura.
A estrutura auxiliar dos processos de aterragem e descolagem apresenta-se então como sendo a principal característica da hipótese 3, porém, apesar de ser bastante útil para os processos, terá de ser considerada como uma desvantagem desta solução devido ao facto de implicar o seu projeto e estudo uma vez que a empresa não dispõe de uma estrutura semelhante.
Outras desvantagens desta solução são as seguintes:
Armazenamento dos cabos principais no solo ao longo dos processos de aterragem e descolagem;
Envolve bastantes operadores e componentes extras (escadotes, estrutura auxiliar, cabos auxiliares extras, etc.);
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Os guinchos auxiliares são os componentes que exercem as forças para recolher e libertar os balões de forma suave, implicando assim a substituição dos guinchos atuais por uns mais potentes.
Em relação aos pontos fortes desta hipótese, temos como exemplo: As peças de ligação não necessitam de ser retiradas dos cabos principais;
A disposição e a utilização de equipamentos semelhantes ao atual, não implicando mudanças drásticas ao sistema da empresa;
A localização do Bridle Point é idêntica à atual;
Não há necessidade de calhas e guias para forçar posições convenientes dos cabos principais;
É possível acoplar e desacoplar apenas um balão quando necessário sem ter de aterrar toda a plataforma;
Uma vez com a estrutura auxiliar produzida, esta facilita e torna mais seguro os processos de descolagem e aterragem.