De modo a decidir qual a melhor solução para a empresa das três apresentadas neste capítulo foi feita uma comparação entre estas com base em diversos fatores considerados relevantes. Na Tabela 4.1 está sumariada esta comparação.
Tabela 4.1: Comparação entre as três hipóteses.
Fatores relevantes Hipótese 1 2 3 Dois guinchos principais e cabos principais paralelos Plataforma tratada como uma só com
descolagem e aterragem simultânea
de balões
Acoplamento e desacoplamento individual dos balões
recorrendo a uma estrutura auxiliar Acoplamento dos balões Um a um e com (pelo menos) o balão principal já em voo No solo antes do processo de descolagem Um a um e com (pelo menos) o balão principal
já em voo
Desacoplamento dos balões
Um a um e com (pelo menos) o balão principal ainda em voo
No solo depois do processo de aterragem
Um a um e com (pelo menos) o balão principal
ainda em voo Método de transporte da plataforma Um par de carrinhos ou estrutura auxiliar idêntica à da hipótese 3 Tantos pares de carrinhos como o número
de balões Estrutura auxiliar
Problemas associados ao fecho dos cabos
Sim, cabos sobem (mas possível de
evitar) Não
Sim, cabos sobem e fecham (mas possível de evitar)
Possibilidade de alterar o sistema
Sim, a qualquer altura (com velocidades de
vento baixas)
Somente se a plataforma aterrar
Sim, a qualquer altura (com velocidades de
43 Tempo disponível
para acoplar e desacoplar os
balões
Mais controlado devido a ser no terreno
O necessário uma vez que os processos são
levados com a plataforma não estando
em funcionamento
Mais controlado devido a ser no terreno
Possibilidade de aterrar os balões com um dos topos
alinhado ao vento
Sim, o último balão Não Sim, o último balão
Tempo de descolagem e
aterragem Mais demorado que (2)
Hipótese com processos mais rápidos
Mais demorado que (2) (30 minutos entre cada
balão)
Tempo necessário para preparar a
plataforma e estruturas
Não precisa de muito tempo de preparação Hipótese com preparação mais demorada devido ao acoplamento inicial de todos os balões Idêntico a (1) com o acréscimo do tempo necessário na montagem da estrutura auxiliar de aterragem Número de
guinchos 2 principais e 2 auxiliares
1 principal e 2 auxiliares com mais potência que
os atuais
1 principal e 2 auxiliares com mais potência que
os atuais
Necessário estrutura auxiliar
de aterragem
Não mas caso se decida utilizar, é necessário uma
Não mas caso se decida utilizar, serão necessárias tantas estruturas como o número de balões (não recomendado) Sim, uma Acoplamentos iniciais dos bumerangues e peças de ligação
Cabos principais desde início acoplados nas
peças de ligação. Bumerangues desde início fixos aos blocos
dos balões
Balões desde início acoplados aos cabos principais, ou seja, as peças de ligação estão
desde início fixas aos blocos
Cabos principais desde início acoplados nas
peças de ligação. Bumerangues desde início fixos aos blocos
dos balões
Cabos auxiliares 2 por cada balão
2 Cabos auxiliares para o balão principal e 4 cabos
(2 auxiliares e 2 auxiliares extra) para o
primeiro balão secundário a contar do
topo
2 Cabos auxiliares para o balão principal e 4 por cada balão secundário
(2 auxiliares e 2 auxiliares extra)
Tamanho dos cabos auxiliares
Todos idênticos com comprimento igual a 60
metros
Cabos auxiliares do balão principal (secundário) idênticos e com comprimento igual a
60 (180) metros. Cabos auxiliares extras
todos idênticos com comprimento igual a 3,2
metros
Cabos auxiliares todos idênticos com comprimento igual a 60
metros. Cabos auxiliares extras
todos idênticos com comprimento igual a 3,2
metros
Número de
operadores operadores que (2) Envolve menos
Necessários vários operadores por balão
devido à aterragem simultânea destes Envolve menos operadores que (2) Semelhanças com sistema atual Bastante diferente devido aos dois guinchos principais
Componentes semelhantes com a adição de guinchos mais
potentes
Componentes semelhantes com a adição de guinchos mais potentes e uma estrutura
auxiliar
Bridle point Componentes terão de ser colocados num
balão Idêntico ao atual Idêntico ao atual
Força que liberta e recolhe os balões durante os processos Força é feita, essencialmente, pelos 2 guinchos principais
Força é feita pelos 2
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Depois de apresentar os vários cenários à equipa de projeto e analisando a Tabela 4.1 assim como todas as características e etapas dos processos de descolagem e aterragem de cada uma das hipóteses apresentadas, concluiu-se que a solução mais vantajosa para a empresa é a hipótese 3 onde é feito o acoplamento e desacoplamento individual dos vários balões que constituem a plataforma e se recorre a uma estrutura auxiliar para facilitar os processos de descolagem e sobretudo aterragem.
A escolha desta hipótese é justificada pelas vantagens que esta apresenta face às restantes soluções, como por exemplo, o acoplar e desacoplar individual dos balões da plataforma, a não necessidade da remoção das peças de ligação dos cabos principais (como os cabos não são enrolados na hipótese 3, as peças não precisam de ser removidas) e a diminuição do peso do sistema devido à necessidade de apenas um cabo principal. O facto de ser necessário o projeto de uma estrutura auxiliar dos processos de descolagem e aterragem não se apresenta como um ponto fraco relevante já que a própria empresa mostrou interesse neste projeto tendo sido este aspeto debatido e equacionado desde início.
Nos capítulos seguintes será apresentado todo o raciocínio levado para o cálculo dos ângulos de equilíbrio e forças aerodinâmicas que atuam nos balões da plataforma. Com base nesses valores, todos os componentes necessários para garantir o acoplamento dos balões aos cabos e plataforma poderão ser projetados de modo a garantir a segurança e o correto funcionamento do sistema. Posteriormente, será apresentado também o raciocínio levado no projeto da estrutura auxiliar de modo a ser possível implementar e por em prática a solução escolhida como a mais vantajosa e preferível para a Omnidea.
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