2. Historical background
2.2 The Genocide of 1994
Após a aprovação da realização do meu projecto por parte da escola, e de estabelecida a turma onde este iria ser desenvolvido, comecei então a planear e a preparar as aulas que iriam ser apresentadas aos alunos.
Para planificar e preparar estas aulas, foi-me conveniente ter em atenção os seguintes aspectos:
Quando iriam decorrer as aulas?
Qual o número ideal de aulas a realizar de maneira a que os alunos pudessem apreender algum conhecimento do que lhes iria ser ensinado?
Que matéria iria ser apresentada durante as aulas da O.E.C?
Que metodologia iria ser utilizada para apresentar a matéria a ser leccionada?
Quais os objectivos a serem atingidos pelos alunos durante a leccionação das aulas da O.E.C?
Assim com estes aspectos em mente durante esta planificação, os dois primeiros aspectos a serem estabelecidos seriam: quando iriam decorrer as aulas? e quantas aulas iriam ser leccionadas?. Para poder definir estes dois aspectos foi necessário dialogar com a professora responsável pela disciplina de Língua Portuguesa sobre estes, uma vez que seria esta a professora que iria disponibilizar o seu tempo de aula e uma das suas turmas tornando assim possível a realização dos meu projecto, posto isto, esta era então uma decisão que não me cabia apenas a mim. No que diz respeito ao primeiro aspecto, quando iriam decorrer as aulas, a docente apresentou-me então três opções: às Terças-Feiras entre as 8:20h e as 9:50h, às Quartas-Feiras entres as 10:10h e as 10:55h ou às Quintas-feiras entre as 8:20h e as 9:50h, sendo estes os dias e as horas a que a professora tinha aulas com a turma Voc2. Depois de dialogar e debater estas opções com a professora chegamos à conclusão de que a melhor opção para a realização da Oficina de Escrita Criativa, seria esta decorrer apenas duas vezes por semana, pois do meu ponto de vista, realizar a oficina três dias seguidos por semana seria um pouco cansativo para os alunos e consumiria bastante tempo à docente, impedindo-a de avançar com a matéria de Língua Portuguesa. Desta forma, as terças e as quintas-feiras apresentaram-se como os melhores dias, dado que a duração das aulas era de noventa minutos e como estas eram logo a primeira aula da manhã, os alunos estariam mais concentrados e mais atentos, facilitando assim o decorrer destas, ficando então a professora com as Quartas-feiras disponíveis para a disciplina de Língua Portuguesa.
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Já quanto ao segundo aspecto, quantas aulas iriam ser leccionadas, a ideia inicial era de leccionar um máximo de quinze aulas, mas após conversar com a docente sobre o assunto chegamos à conclusão, de que quinze aulas seriam demasiado para uma oficina de escrita criativa. Assim, depois de analisar a matéria que iria ser leccionada nas aulas, concluímos que dez aulas seriam o suficiente para conseguir abordar toda a matéria pretendida, para que, os alunos conseguissem aprender o que era pretendido com a Oficina.
Depois de definido o número de aulas que iriam ser realizadas e quando estas se realizariam, era a vez de colocar toda a concentração na matéria que iria ser leccionada ao longo das aulas da oficina de escrita criativa. Após analisar o conteúdo programático de algumas oficinas de escrita criativa que decorriam na internet, tomei consciência do vasto leque de matérias que estas proporcionavam para se aprender, contudo, o essencial para este projecto era seleccionar matérias que estivem de acordo com o nível de escrita em que os alunos se encontravam, ou seja, matérias que se adequassem aos alunos em questão. Uma vez que a relação dos alunos com a escrita era bastante básica, não lhes poderia ensinar a estes temas como por exemplo: como escrever uma crónica, como criar multiplicidades narrativas ou como gerar sequências, pois estes temas seriam demasiado avançados para os alunos. Assim a minha oficina teria quer ter um nível bastante básico para que os alunos a pudessem acompanhar de forma mais fácil. De forma a tornar então a oficina mais fácil de entender para os alunos, os temas principais que decidi abordar durante as aulas foram os seguintes: Introdução à Oficina de Escrita Criativa, Como se desbloqueia a escrita, As personagens, Como se conta uma história, O género fantástico, A narrativa digital e A escrita na era das novas tecnologias.
Tentando aprofundar cada tema escolhido estes seriam divididos em tópicos da seguinte forma: Introdução á Oficina de escrita criativa
O que é a Narrativa Como se desbloqueia a escrita
Por onde começar a explorar o universo da criação literária? o Como transformar as suas ideias em histórias?
o Como captar a atenção do leitor logo nas primeiras linhas? o Como desenvolver um estilo de escrita original?
o Pequenas doses de inspiração. As personagens
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o O que torna um personagem inesquecível?
o Como provocar empatia entre o leitor e um personagem? o Classificação das Personagens
Como contar uma história …
Estrutura de uma história o Mudança o Conflito o Cenas o Diálogos o Modos de Narração O narrador A estrutura da narrativa Tempo Narrativo Espaço da Narrativa Os medos de um Escritor O género Fantástico
O que é o género fantástico?
A Historia do género fantástico
Exemplos de livros do género fantástico A Narrativa Digital
Algumas Noções básicas sobre Narrativa Digital o O que é a Narrativa Digital
o Pontos-chave da Narrativa Digital
o Elementos constituintes da Narrativa Digital o Exemplo de Narrativa Digital
Criação de uma Narrativa Digital Original A Escrita na Era das Novas Tecnologias
Criação de uma página no Facebook para que os alunos possam partilhar as suas narrativas.
Uma vez decidida qual a matéria que iria ser abordada durante as aulas, colocava-se agora a questão de como esta iria ser leccionada e apresentada aos alunos. Tendo o conhecimento prévio
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enquanto estudante, de que o que os alunos menos apreciam nas aulas é o facto de estas serem demasiado teóricas e explanativas, tive então em consideração este conhecimento a quando da escolha do método a adoptar para a abordagem da matéria no decorrer das aulas. Decidi então dividir as minhas aulas em duas partes: uma parte teórica, onde seria explicada a matéria aos alunos através da utilização de um PowerPoint e diálogos com estes, para que esta parte fosse um pouco mais didáctica e uma parte prática onde seriam propostos exercícios para os alunos realizarem, de modo a que estes pudessem por em prática o que tinham aprendido durante a parte teórica da aula.
Depois de todos os restantes aspectos estarem definidos, faltava agora apenas estabelecer os objectivos a serem cumpridos. Apesar serem estipulados objectivos próprios para cada aula (v. anexo 3) e para cada tema, de uma maneira geral o que eu pretendia com as aulas, era que os alunos:
Soubessem identificar os componentes de uma narrativa,
Fossem capazes de criar e escrever a sua própria narrativa,
Aprendessem técnicas que lhes premissem criar as suas próprias histórias,
Descobrissem o seu próprio estilo de escrita,
Promovessem a escrita criativa utilizando os meios tecnológicos que estão disponíveis nos dias de hoje, como por exemplo as redes sociais
Mas o que eu pretendia principalmente com as aulas era que os alunos adquirissem um gosto genuíno pela arte de escrever.
Após definir definitivamente todos os aspectos, referidos anteriormente no início deste tópico, realizei um esquema (v. anexo 3) individual da planificação de cada uma das dez aulas que seriam realizadas, demostrando assim a planificação do meu projecto de forma mais completa e profunda.